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A-24

Ténis - O regresso das campeãs não é moda

por A-24, em 27.04.10
O anúncio do regresso de Justine Hénin ao circuito profissional, poucas semanas depois de Kim Clijsters ter conquistado o Open dos EUA, após dois anos e meio ausente da competição, suscitou a questão se se estava perante uma situação de contágio. Mas o regresso de antigas campeãs ao Tour não é uma questão de moda e nos últimos anos foram muitos os casos registados de jogadoras que ocuparam o primeiro lugar do ranking.
Monica Seles, ganhadora de nove títulos do Grand Slam, entre 1990 e 1996, foi a que protagonizou a paragem mais dramática: no dia 13 de Abril de 1993, um adepto fanático de Steffi Graf apunhalou-a nas costas durante um encontro em Berlim. As consequências físicas e psicológicas impediram-na de regressar antes de Agosto de 1995. Mas logo nesse mês venceu um grande evento, Open do Canadá, e no torneio seguinte, Open dos EUA, só foi travada na final por Graf, em três sets.
Até Martina Navratilova regressou ao circuito profissional que deixara em 1994, com 38 anos e com um currículo impressionante de 18 títulos do Grand Slam em singulares e 31 em pares! Seis anos depois, voltou a jogar apenas em dupla, tendo conquistado mais três Slams na variante mista, o último dos quais (Open dos EUA em 2006) poucas semanas antes de completar 50 anos.
Jennifer Capriati foi a mais nova semifinalista de sempre em Roland Garros (em 1990) e, dois anos depois, conquistou a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos, mas viria a retirar-se, saturada, no final de 1993, com 17 anos. Depois de uma paragem em que chegou a ser notícia por envolvimento num roubo numa loja, Jenny voltou em 2006 e foi a única a atingir o primeiro lugar do ranking após uma paragem, em Outubro de 2001, ano em que obteria os seus melhores resultados: Open da Austrália (repetiria em 2002) e Roland Garros. Uma operação ao ombro direito no início de 2005 não foi totalmente bem sucedida e Capriati não voltou a competir.
Uma lesão no tornozelo esquerdo, que a obrigou inclusive a uma intervenção cirúrgica em Maio de 2002, levou Martina Hingis a abandonar no ano seguinte, com somente 23 anos, mas já com 10 épocas consecutivas no WTA Tour e cinco Grand Slams conquistados. A mais nova número um da história (em 1997) voltou em pleno em 2006, em que ganhou os pares mistos no Open da Austrália e chegou ao sexto lugar do ranking. Uma lesão na anca e um controlo anti-doping positivo que acusou cocaína precipitou o abandono definitivo no final de 2007.
Lindsay Davenport conquistou três Grand Slams (Open dos EUA em 1988, Wimbledon no ano seguinte e Open da Austrália, em 2000), a que juntou a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 1996. No final de 2006, com 30 anos, anunciou a saída do circuito por estar grávida. Foi mãe em Junho seguinte e três meses depois estava de regresso para vencer três dos quatro primeiros torneios que disputou. Abandonou novamente no fim de 2008 por estar à espera do segundo filho (nascido em Junho) e, desta vez, não há notícias de novo regresso.
Mas não há melhor regresso do que o de Kim Clijsters. A belga retirou-se em Maio de 2007, com 24 anos e após ter conquistado 34 títulos, dos quais se destacam o Open dos EUA de 2005 e dois Masters. Depois de casar e ter uma filha, Clijsters regressou em Agosto, tendo disputado dois torneios, e, no mês seguinte, voltou a vencer em Flushing Meadows.
O próximo regresso poderá ser o de Mary Pierce, que está a treinar-se afincadamente na Academia de Nick Bollettieri. A francesa de 34 anos e número três do ranking em 1995, retirou-se em 2006 e já disse que pretende voltar a jogar no circuito profissional. (Setembro/2009)

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