Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

A-24

O palhaço Cameron

por A-24, em 09.01.14
Joao Vaz

O palhaço Cameron, numa estratégia típica da direitinha globalizadora, mostra-se preocupado com a livre circulação de romenos e búlgaros no espaço europeu. O palhaço Cameron e demais sicários, numa estratégia típica e já tão velha que só a espíritos imbecis como os deles pode ainda parecer eficaz, vem apelar a medidas contra a possível invasão de imigrantes de leste. O palhaço Cameron e sua trupe de lacaios dos poderes mundialistas não tem problemas com o facto de Londres ter hoje mais não-europeus do que europeus. Nem tem problemas com a invasão islâmica, africana, asiática que subjuga a Grã-Bretanha. Mas, num acesso de populismo para idiotas, manifesta alarme com a possível vinda de europeus, cristãos, para um país moribundo e entregue aos poderes da globalização e do multiculturalismo genocidas.

Holanda: Os imigrantes integrados nas redes turcas

por A-24, em 28.05.13
No final de abril, surgiram notícias sobre um escândalo envolvendo búlgaros que reivindicavam apoios sociais holandeses, apesar de não viverem na Holanda. Mas serão esses emigrantes pobres apenas vítimas de grupos criminosos turcos organizados, residentes na Holanda?

Marloes de Koning



Mitko Dimitrov Iliev pediu o seu primeiro passaporte aos 50 anos. É um homem pequeno com dentes tortos e um ar tímido. A sua casa em Ivanski, uma aldeia no nordeste da Bulgária, está em mau estado, mas é espaçosa. A estante alberga pouco mais do que um acordeão. Utilizou-o no ano passado para tentar ganhar algum dinheiro, tocando na cidade holandesa de Groningen.
Foi aí abordado por um grupo de turcos, quando tocava na rua. Ofereceram-se para o ajudar a inscrever-se junto das autoridades municipais. “Um dos turcos fazia a tradução, por isso não percebia nada do que diziam entre eles.” O turco em questão prometeu-lhe um novo telemóvel e disse: “Vamos lá dar início a um negócio.” Fez Mitko, que é analfabeto, assinar uma resma de documentos. Mitko afasta o polegar do indicador uns 15 centímetros. Era a espessura da resma.

Pedidos de subsídios fraudulentos
Os turcos desempenham um papel preponderante na organização de pedidos de subsídios fraudulentos na Holanda, operando a partir do país, mas também da Alemanha, Bélgica e Bulgária. Para não falar da exploração de búlgaros analfabetos. A Bulgária tem uma grande comunidade de língua turca. É composta por pessoas de etnia turca e cigana, que começaram a considerar-se turcos depois de 1989. O facto de comungarem da mesma língua e religião permitiu-lhes criar facilmente amizades nas grandes comunidades turcas da Europa Ocidental.
Mitko recebeu €200, mas nunca viu o rasto do prometido telemóvel. Contudo, algumas semanas mais tarde, o seu telemóvel antigo começou a tocar sem parar. Era invariavelmente um holandês, que ele não conseguia entender. Ao fim de algum tempo, percebeu que devia ser um funcionário do banco. Mitko acha que era do banco holandês que tem um leão cor de laranja no logótipo, porque viu o símbolo num cartão multibanco.
O banco continuou a ligar. Mitko começou então a desconfiar de que tinha um negócio e dívidas consideráveis na Holanda. Era uma coisa que já tinha acontecido a várias pessoas suas conhecidas. Não faz ideia dos montantes envolvidos, visto que o único pedaço de papel que tem consigo é o comprovativo da sua inscrição nos serviços municipais. Há poucos dias, Mitko resolveu desligar o telefone e meter-se num minibus de regresso à Bulgária. “Estou com medo que me venham penhorar a casa ou prender-me por um delito que não cometi.”
Saídas constantes de minibus da Bulgária
Ivanski é apenas uma de muitas aldeias búlgaras de onde partem constantemente minibus para a Holanda. Num levantamento de apenas uma noite na capital do distrito, Shumen, obtivemos uma lista de sete locais de partida, num raio de 30 quilómetros. Na maioria dessas aldeias, há um ou dois homens que asseguram os contactos e organizam o transporte.
“A invasão dos sistemas sociais do Ocidente por minorias búlgaras, ciganos e turcos, está já lamentavelmente institucionalizada e profissionalizada”, diz Krastyo Petkov, professor de Sociologia da Universidade de Economia Nacional e Internacional de Sófia. O professor Petkov especializou-se em migração económica para a União Europeia e tem realizado trabalho de campo na Bélgica.
Segundo ele, redes informais com laços familiares no sentido mais amplo do termo têm vindo a tornar-se mais estáveis e cada vez mais subtis com o passar dos anos. Um delegado do Ministério Público búlgaro envolvido no caso holandês, põe a questão da seguinte forma: “Surpreende-me que ainda não tenhamos recebido nenhuma queixa da Alemanha. A Finlândia deportou três aviões apinhados de gente há cerca de um ano. Deram-lhes presentes e um aviso sério para não voltarem.” Sorri. “As pessoas que viajam para as nações mais ricas da Europa agem desta maneira. Quando pretendem realmente trabalhar, vão para Espanha ou Grécia.”
As redes desenvolvem-se em três níveis. Os “peões”, que são responsáveis por recrutar pessoas na Bulgária, têm geralmente alguns estudos e falam melhor línguas do que o cidadão médio. Estabelecem contacto com as pessoas encarregues de organizar alojamento e registos no país de destino. Acima deles, há os “chefões”, pessoas que garantem proteção. Sabem como resolver problemas com a polícia e a lei, e têm os contactos certos para serem bem sucedidos.

Turismo social
O professor Petkov baseia parcialmente as suas conclusões em entrevistas realizadas com ciganos em Bruxelas. “A Bélgica está a braços com o mesmo problema de ‘turismo social’ da Holanda”, defende. Uma das razões para uma grande parte dos ciganos da Bulgária ter optado, nas últimas duas décadas, por converter-se ao Islão e falar turco é isso dar-lhes maior acesso às comunidades turcas. “Essas comunidades ajudam-nos a arranjar residência, mas não a integrá-los.”
Na prática, a primeira e a segunda geração de turcos tornam-se patrões e empregadores dos búlgaros recém-chegados. As mesmas redes que organizam o “turismo social” estão também muitas vezes envolvidas em prostituição e tráfico de seres humanos para trabalhos ilegais mal pagos, através de subcontratantes no setor agrícola. “Exploram-nos.”
Gancho e Veneta Todorov, de Salmanovo, uma aldeia com 900 pessoas e seis orquestras, regressaram de Zwolle há poucas semanas. Veneta vende jornais de rua em frente ao supermercado Jumbo, e Gancho no Aldi. Têm tulipas no jardim em frente da sua vivenda, e servem amendoins de uma filial holandesa da cadeia Aldi, sentados à sombra das parreiras.
Quando vão trabalhar para a Holanda, os seus três filhos ficam ali com os avós. Alugam um quarto a uma africana, em Zwolle, por €5 a noite. “Os espaços apertados põem-me doido”, lastima-se Gancho. Está evidentemente feliz por voltar ao seu jardim, que alberga também um grande galinheiro. O facto de os búlgaros necessitarem de um visto de trabalho na Holanda e na Bélgica torna-os particularmente vulneráveis. “Os turcos prometem pão, mas só nos dão migalhas. São mentirosos, mas, se alguém reclama, ameaçam denunciá-lo à polícia.”
Os Todorov estão ansiosos pelo próximo ano, quando os búlgaros vão deixar de precisar de autorizações de trabalho. “Vou, finalmente, poder aceitar os empregos que me têm sido oferecidos”, diz Gancho. “Por exemplo, nos correios, no setor agrícola ou num matadouro de aves. Hoje, somos pouco mais que mendigos.”
Press Europe

BULGÁRIA-REINO UNIDO: "Cara Ralitsa, eu não odeio o seu país"

por A-24, em 11.02.13
A polémica à volta de uma possível “abertura” do mercado de trabalho aos cidadãos da Europa de Leste levou uma jovem búlgara, chamada Ralitsa, a escrever uma carta ao líder eurofóbico britânico, Nigel Farage, que foi amplamente difundida pela imprensa búlgara. Eis a resposta do eurodeputado.


Cara Ralitsa,

Agradeço a sua amável carta assim como o convite para visitar o seu país. Infelizmente, não poderei deslocar-me pessoalmente, pelo que enviarei o meu vice-presidente e eurodeputado Paul Nuttall.
Fico feliz por ver que os meus comentários promoveram um debate na Bulgária, um país orgulhoso, com pessoas qualificadas e muito mais.
Tem toda a razão em gostar da Bulgária, tal como eu gosto do meu país, o Reino Unido. Adoro o meu país, o que não significa que não gosto do seu. Conheço inúmeros búlgaros fantásticos e não detesto nem desprezo de todo o seu maravilhoso povo.
De facto, enquanto membro do Parlamento Europeu, recebi de braços abertos o eurodeputado búlgaro Slavi Binev no nosso grupo político.
É ótimo que tenha conseguido vir para o Reino Unido e usufruir de um ensino universitário gratuito e de cuidados de saúde gratuitos financiados pelos contribuintes britânicos. Estou correto ao presumir que a sua família é rica de acordo com os padrões búlgaros, e por essa razão tiveram recursos para pagar as suas despesas no exterior por uma série de anos?
Opção por regressar
Tenho a certeza de que concordará comigo ao dizer que muitos búlgaros decidem, ou veem-se obrigados por circunstâncias desfavoráveis, sair do seu amado país sem pensar em regressar. Portanto, podemos considerá-la um caso raro por ter a oportunidade de poder voltar para sua terra natal e estar novamente com a sua família e amigos.
Após a entrada de muitos países europeus na UE em 2004, mais de um milhão de pessoas vieram parar ao Reino Unido para viver (e trabalhar). Como pode imaginar, o enorme fluxo de pessoas que chegou num curto período de tempo exerceu uma grande pressão no nosso sistema de saúde financiado pela fiscalidade, o nosso sistema de segurança social, e aumentou a procura de habitação.
Garanto-lhe que o Partido Independente britânico se opõe totalmente a qualquer forma de racismo e sectarismo. Mas o problema que se coloca com esta imigração massiva não tem nada a ver com raças ou religiões, é pura e simplesmente económico. O Reino Unido não se pode dar o luxo de acolher todos os que desejam vir para aqui.
Tenho a certeza de que os búlgaros gostam do seu país. Como se sentiriam se, digamos, a Turquia aderisse à UE num futuro próximo e um milhão de imigrantes turcos fosse viver para a Bulgária? Certamente que não iria ser muito bem visto.

Um país muito mais pobre
O facto de eu simplificar certas coisas ou enganar-me ao dizer que o subsídio mensal da Bulgária é de €100 em vez dos 138 em vigor, não tem muita importância a longo prazo. A Bulgária é consideravelmente mais pobre, quando comparada com outros países da Europa ocidental. A livre circulação e o facto de haver mais riqueza e oportunidades num país do que noutro dão origem a uma imigração em grande escala. É um facto que se aplica sem dúvida alguma ao Reino Unido desde 2004.
A sua carta ignora algumas questões que merecem ser abordadas. Escreveu: “Tenho noção de que o nosso Governo, sistema jurídico, sistemas de saúde e a nossa educação apresentam falhas”.
Saúdo o povo búlgaro por ter derrubado o regime opressivo da época comunista e instaurado uma nova constituição em 1991. Digo isso como amigo do povo búlgaro, ao qual desejo muita prosperidade e liberdade.
É a Comissão Europeia, e não eu, que critica frequentemente os políticos búlgaros, acusando-os de corrupção.
Franz-Herman Bruener, o diretor geral do OLAF, Organismo Europeu de Luta Antifraude da UE, declarou num relatório que “as forças influentes no seio do Governo búlgaro e/ou organismos estatais não procuram sancionar nenhum membro de organizações criminosas” (New York Times, 15/10/2008).

O relatório da Comissão Europeia sobre os progressos realizados pela Bulgária (18/7/2012) realça os resultados pouco convincentes de Sófia em travar os casos de corrupção de alto nível e os crimes organizados.

Luta contra a corrupção
A Comissão Europeia revelou que tanto a Bulgária como a Roménia não produziram resultados convincentes em matéria de reformas jurídicas, na luta contra a corrupção e o crime organizado. Esta realça que a contratação de assassinos profissionais continua a ser um grande problema no vosso país.
A Europol, o serviço europeu de polícia, considerou que o volume anual de negócios das doze maiores organizações criminosas na Bulgária atinge os €1,8 mil milhões.
Um outro relatório da Comissão Europeia sobre os progressos realizados pela Bulgária e a Roménia, realizado em julho de 2010, indica que, em ambos os países, os contratos públicos são dominados pelo nepotismo. As regras mudam constantemente, o que favorece a corrupção e os conflitos de interesse, raramente sancionados pelas autoridades responsáveis pela aplicação da lei, enquanto por outro lado a polícia e os juízes recebem frequentemente subornos.
Por querer uma Bulgária próspera e livre, vou ser direto e falar sem rodeios, como bom amigo que sou. A classe política corrupta lucra à custa do seu povo e esta é a razão pela qual os búlgaros continuam pobres.

A Bulgária precisa de liberdade de expressão
O eurodeputado Slavi Binev disse-me que a Bulgária nunca alcançará a prosperidade sem liberdade de expressão, de imprensa, de estabelecer e dirigir um negócio que não seja manipulado, um sistema judiciário independente e com políticos a comprar votos com falsas promessas. Concordo plenamente com ele.
O principal impacto negativo da imigração em massa para a Bulgária seria a fuga de cérebros, isto é, os jovens mais brilhantes e qualificados a abandonar a Europa de Leste, deixando o seu Estado ainda mais pobre.
Basta observar o que aconteceu a outros Estados como a Letónia, onde várias cidades ficaram desprovidas de jovens ambiciosos e talentosos. A imigração em massa prejudicaria tanto o seu país como o meu.
O facto de os búlgaros quererem uma vida melhor é perfeitamente normal e racional, mas a imigração em massa para o Reino Unido não é a solução. Colocar um fim à corrupção no seu amado país, sim.
Cumprimentos, com desejos de liberdade e solidariedade,
Eurodeputado Nigel Farage

Bulgária vs. Reino Unido: caro senhor Farage

por A-24, em 07.02.13
O “maremoto" com origem na Bulgária e na Roménia, anunciado por Nigel Farage para depois da abertura do mercado de trabalho do Reino Unido, em 2014, aos nacionais daqueles países, provocou reações em Sófia. Uma jovem que estudou em Edimburgo pegou na caneta e respondeu ao dirigente independentista e eurofóbico britânico.


Decidi pegar na caneta, porque fiquei francamente surpreendida com as suas declarações sobre os imigrantes da Bulgária e da Roménia. Em primeiro lugar, gostaria de me apresentar: o meu nome é Ralitsa Behar e sou búlgara. Estudei na Universidade de Edimburgo, onde permaneci quatro anos. Decidi voltar para a Bulgária, para encetar a minha carreira profissional. Mas os fortes laços que mantenho com o Reino Unido levam-me a escrever esta carta.
Mesmo esforçando-me por compreender as suas preocupações sobre a imigração, devo dizer-lhe que os seus comentários sobre a Bulgária estão falseados e são em grande parte insultuosos. Confirmam a minha sensação de que os britânicos e os ocidentais em geral têm uma visão errada da Europa Oriental.
Insisto em que estou perfeitamente ciente de que nem tudo se passa tão bem como gostaria, na Bulgária. Não vivo numa redoma e dou-me bem conta dos problemas que os nossos políticos criam, bem como o nosso sistema judicial, educativo e de saúde. No entanto, não concordo consigo e quero que o saiba. Começo pelos erros factuais.
Informações falsa.
Segundo afirmou, o salário médio na Bulgária seria de 200 euros por mês. A acreditar no Instituto Nacional de Estatística, será de 754 levas, ou seja 385,5 euros – quase o dobro do que indica. Segundo afirmou, a pensão de reforma média na Bulgária seria de 100 euros por mês, mas é de 138 euros. Afirma também que quase 50% dos búlgaros vivem abaixo da linha de pobreza, o que é errado: segundo as estatísticas, esse número é de 27%, quase duas vezes menos.
Fiquei bastante espantada ao ouvi-lo emitir tantas informações erróneas, porque estava convencida de que um político do seu nível se daria ao trabalho de verificar esses números na atualidade. É fácil fazê-lo na Internet e as informações até estão disponíveis em inglês.
Mas essa não foi a única razão que me incomodou. Acho que declarações como: "Se eu fosse búlgaro, já tinha feito as malas e vindo morar para o Reino Unido", são completamente inadequadas. E, como escolheu centrar-se no meu país, faço questão de partilhar consigo as razões para ter feito exatamente o oposto do que afirma. Sim, eu fiz as malas, mas para vir viver para a Bulgária.
Porquê? Primeiro, porque a Bulgária é um país com um potencial incrível. Acredito sinceramente que todos os jovens búlgaros que estudam no estrangeiro se podem realizar profissionalmente aqui. Com um diploma de uma universidade estrangeira na mão, percebi que os meus conhecimentos serão muito mais úteis no meu país do que no Reino Unido. Afinal, somos o futuro do país e a pedra angular do seu desenvolvimento! Além disso, os meus conhecimentos serão muito mais apreciados aqui do que em Londres. Concordará que há uma concorrência feroz no mercado de trabalho no Reino Unido e que é muito difícil entrar nele, inclusivamente para jovens das melhores universidades, e encontrar uma saída profissional. Aqui, não é o caso.

Convite para ir à Bulgária
É muito mais simples, além disso, fazer negócios na Bulgária. Em Edimburgo fiz minha tese de Mestrado sobre o modelo de "empresa familiar" instalado no meu país depois da queda do comunismo, em 1989. Uma das conclusões do meu estudo é que muitas pessoas querem continuar a criar PME pela simples razão de que o nosso país tem o IRS mais baixo da União Europeia, 10%. Além disso, é muito fácil começar um negócio na Bulgária, porque o capital mínimo é de um euro.
Também quero esclarecer que nem todos os búlgaros – e, provavelmente, os romenos também – que entram no seu país não são "trabalhadores não qualificados" e, mesmo que fossem, contribuem também para o desenvolvimento da economia britânica.
Quero aproveitar a oportunidade para o convidar a visitar a Bulgária. Pode ser hóspede da minha família e explicar-lhe-emos o melhor que soubermos o que mudou no nosso país nos últimos 20 anos, para tentar fazê-lo entender o tremendo potencial que representamos hoje.
Para concluir, quero sublinhar que escrevi esta carta na melhor das intenções. Espero ter contribuído para o esclarecer sobre a questão dos imigrantes búlgaros que levantou e agradecia uma resposta.

Bulgária congela plano para se juntar à moeda única

por A-24, em 16.09.12
The Wall Street Journal informa que “em resposta à deterioração das condições económicas e a crescente incerteza quanto às perspetivas” da zona euro, a Bulgária “congelou indefinidamente o seu antigo plano para adotar a moeda única”. Entrevistados pelo WSJ, o primeiro-ministro Boyko Borisov e o ministro das Finaças, Simeon Djankov, disseram que os riscos para o país, que está a entrar no terceiro ano de um plano de austeridade, eram demasiado grandes se se juntasse à zona euro.

“A dinâmica mudou no nosso pensamento e entre o público... Neste momento, não vejo qualquer benefício em entrar na zona euro, a qualquer curto”, afirmou Djankov, que acrescentou que “não se sabe ao certo quais são as regras e como serão dentro de um ou dois anos”. Argumentando que o desacordo sobre a necessidade de austeridade continuará a ser um problema para a moeda única, o primeiro-ministro Borisov afirmou que “vamos continuar a assistir ao agravamento das divisões na Europa porque muitos governos não estão preparados para suportar as difíceis decisões que têm de tomar. É como uma criança mimada que não quer ir ao dentista tratar de um dente estragado, apesar do tratamento ser absolutamente necessário”.
O EUObserver realça que “a Bulgária já preenche os critérios para aderir ao euro, tendo reduzido o seu défice para 2,1% em 2011, confortavelmente abaixo do limite de 3% exigido pelo Pacto de Estabilidade e Crescimento”. O sítio noticioso sublinha, no entanto, que a mudança de vontade do país não está conforme aos acordos existentes: “Todos os Estados membros da UE, excetuando o Reino Unido e a Dinamarca, são obrigados a aderir à moeda única nos termos da sua adesão à UE”.

Passaporte búlgaro de acesso ao Ocidente

por A-24, em 27.12.11
Macedónios, moldavos e ucranianos disputam um passaporte búlgaro. A maioria pretende sair para outros países da UE; mas primeiro têm de enfrentar a administração búlgara.


"Pedi a nacionalidade búlgara, porque sou búlgaro. Como o meu pai, o meu avô e o meu bisavô. Tenho orgulho nas minhas raízes e quero que se leia no meu passaporte: cidadão da República da Bulgária.” Eis o que esperávamos ouvir quando nos pusemos na fila com dezenas de macedónios, ucranianos e moldavos desejosos de se tornarem nossos concidadãos – a Bulgária proporciona facilmente a nacionalidade a pessoas desses países que consigam provar a sua ascendência búlgara.
Mas em vez disso, a maioria deles diz abertamente que não está ali por se considerar descendente dos "khans" búlgaros, mas por motivos bem mais pragmáticos. "Se a Bulgária evoluir como a Eslovénia, se os salários crescerem e o nível de vida melhorar, fico por cá. Caso contrário, pretendo ir para Itália, com o meu novo passaporte. Era lá que gostaria de viver e trabalhar", confessa Dalibor Mirkovic, de 25 anos, oriundo de Deltchevo, na Macedónia.
Arrasta-se no meio da longa fila que se forma diante da Direção da Nacionalidade Búlgara, em Sófia, o organismo oficial responsável pela emissão de certificados de nacionalidade aos que acabam de ser naturalizados. Todos os dias úteis, das 9h30-12h00, 200 pessoas esperam pacientemente para receber o precioso documento que lhes abre o caminho para a obtenção de um bilhete de identidade e um passaporte búlgaros. Alguns pediram a naturalização há vários anos, outros mais recentemente e tiveram a sorte de o seu processo ter sido concluído mais depressa.

Jovens, sem trabalho nem habilitações específicas
Os novos búlgaros queixam-se de má organização, para não dizer caos, na espera dos certificados de naturalização. Muitas vezes, as pessoas ficam vários dias na rua, outros dormem nos carros, outros ainda em casa de amigos ou em hotéis baratos.
Entre os "candidatos", os macedónios são os mais numerosos. Como a maioria vive logo do outro lado da fronteira, vão e voltam de automóvel – há até empresas que se especializaram nesse tipo de transporte, perante a explosão do número de pedidos de naturalização. A maioria é muito jovem, sem trabalho nem habilitações específicas. Quando questionados sobre como as autoridades macedónias encaram este êxodo, respondem: "Estão-se nas tintas."
Hoje, Dalibor fez a viagem com os primos e alguns amigos, todos novos búlgaros. Mas nenhum deles quer ficar a viver cá. Todos pretendem ir "para o Ocidente". No entanto, para se candidatarem, tiveram de arranjar domicílio na Bulgária. "Não há problema nisso”, dizem. “Estamos todos registados na mesma morada. Em algumas cidades búlgaras, ao longo da fronteira com a Macedónia, é um verdadeiro negócio: em alguns endereços há, por vezes, várias centenas de macedónios registados.”
"A minha nova nacionalidade vai simplificar-me a vida"
Dalibor apresentou o seu pedido em outubro de 2010. Antes de chegar aqui, o jovem passou por todas as provas incluídas no novo Código da Nacionalidade. A parte mais difícil foi a entrevista – a que chama "o casting" – com os técnicos da Direção da Nacionalidade. Teve de defender as suas origens búlgaras, demonstrando domínio da língua. "Bastou-me contar-lhes a nossa história de família", confirma. "O meu avô é búlgaro.
Participou na Segunda Guerra Mundial. Morava em... (hesita um pouco) Pleven, é isso, Pleven (no norte da Bulgária). Em 1943, desertou do exército búlgaro e juntou-se ao exército sérvio. Comprou então um terreno perto de Deltchevo."
Duas dezenas de búlgaros da Bessarábia também esperam para receber o seu certificado de nacionalidade. Vêm da Ucrânia e da Moldávia. Alguns andam nisto há vários anos. Lilia Grekova, de 31 anos, chegou em 2003 de Bolgrad, na Ucrânia, uma cidade fundada por colonos búlgaros durante a Idade Média.
Estuda Psicologia na Universidade de Veliko Tarnovo (no centro): "Apresentei o pedido em 2006. A minha família tem uma árvore genealógica que remonta ao século XVIII. Do lado do meu pai, sei que somos de Iambol (no sul da Bulgária) e que emigrámos durante a ocupação otomana", conta, afirmando não querer ir embora logo que receba o seu novo passaporte: "A minha nova nacionalidade vai sobretudo simplificar-me a vida aqui, na Bulgária.”

PressEurope

Roménia e Bulgária com entraves para aderir a Schengen

por A-24, em 26.09.11
A rejeição do pedido de adesão de Bucareste e Sofia ao espaço Schengen, por causa do veto dos Holanda, deveria ser motivo de regozijo para os habitantes dos dois países. De facto, estima o De Volkskrant, foi uma coisa que os vai encorajar a lutar mais contra a corrupção e o crime organizado. 

É raro romenos e búlgaros receberem boas notícias. No entanto, a 22 de setembro, isso aconteceu. O Conselho de Ministros da União Europeia decidiu adiar, sem marcar data, a entrada da Roménia e da Bulgária na zona Schengen de livre circulação de pessoas.
Em Bucareste e em Sofia, esta decisão vai dar azo certamente a algumas objeções: depois da adesão dos dois países à UE, em 2007, o alargamento da zona Schengen é um objetivo prioritário. A decisão, dos Holanda, de vetarem (com o apoio da Finlândia) a eliminação dos controlos fronteiriços com a Bulgária e a Roménia, não foi muito bem recebida.
Foi possível tomar esta medida na fronteira romena. Desde 17 de setembro que vários camiões de tulipas holandesas ficaram bloqueados. Segundo a alfândega, podem conter uma bactéria perigosa. Alguns veículos pesados já foram reenviados para trás. É provável que as reações não se fiquem por esta “guerra das flores”: o ministro búlgaro dos Negócios Estrangeiros já anunciou represálias.
Não se sabe se búlgaros e romenos vão concentrar-se nos protestos contra os respetivos governos. Uma sondagem recente revela que não veem grande inconveniente no veto neerlandês. Um búlgaro em cada três compreende a justificação do adiamento da entrada no espaço Schengen, mesmo que a Bulgária já satisfaça as condições de acesso. Compreendem o raciocínio dos Holanda, que argumentam que Sofia e Bucareste têm de registar primeiro progressos na luta contra a corrpção e o crime organizado.

Haia responsável por tarefas domésticas em Bruxelas

Não é a primeira vez que Haia assume uma tarefa ingrata em Bruxelas em vez de outros Estados-membros. Os Holanda já bloquearam a adesão da Sérvia à UE, porque Belgrado se recusou a colaborar na detenção de criminosos de guerra. Sabemos que estas pressões permitiram, nestes últimos anos, a captura de todos os que eram procurados.
No caso da Roménia e da Bulgária, os resultados não serão necessariamente piores. Mas é agora ou nunca que é preciso intervir. Assim que os dois Estados-membros mais pobres da UE ganharem a batalha, deixarão de dar ouvidos a Bruxelas.
Para todos os que se preocupam com a situação dos búlgaros e dos romenos, o veto neerlandês é forçosamente uma boa notícia. Tenho a certeza de que, na Bulgária e na Roménia, o controlo de fronteiras é menos assustador do que a corrupção e o crime organizado.
Há uns anos, Lidya Pavlova, jornalista búlgara, recebeu o prémio Courage in Journalism porque se atreveu a escrever sobre os mafiosos da sua cidade. Uma atitude que pagou cara. Ficou com o carro destruído e o filho foi atingido gravemente e foi parar duas vezes ao hospital.
Muitas coisas mudaram desde então. O calvário desta jornalista durou vários anos, mas os dois chefes da máfia local acabaram por ser presos, mesmo que a cidade ainda não seja completamente segura. Quando a tentei entrevistar, há um mês, Lidya Pavlova arranjou uma desculpa. “Não quero ter problemas”, respondeu. “Já me partiram doze vezes os vidros do carro.” E assim como Lidya Pavlova se preocupa com os vidros do carro, também eu sou a favor da manutenção do controlo de fronteiras.

Ciganos têm sido escravos da Europa como africanos foram dos EUA

por A-24, em 08.09.10
Oriundos da Índia, de onde foram raptados como escravos por um sultão muçulmano, os ciganos têm sido os escravos da Europa, tal como os povos africanos foram dos Estados Unidos, defendeu o antropólogo José Pereira Bastos.
O tema vai ser discutido na Conferência Internacional “Ciganos no Século XXI”, que decorre entre hoje e sexta-feira, em Lisboa, mas em declarações à agência Lusa o coordenador científico do congresso explicou já por que defende que os ciganos têm sido os escravos da Europa. 

“Se o racismo americano incidiu sobre os seus antigos escravos africanos, o racismo europeu sempre incidiu sobre os seus antigos escravos ciganos e tanto quanto se sabe os ciganos só na Roménia estiveram com o estatuto de escravos mais de 500 anos”, apontou Pereira Bastos. 



De acordo com o especialista, durante muito tempo os ciganos foram retratados “ao nível do romantismo do século XIX” e até há 10 anos acreditava-se no “mito” de que os ciganos seriam nómadas da Índia graças às “enormes sobreposições” entre o ‘romani’, a língua dos ciganos, e o hindi, e aos traços faciais comuns entre os dois povos. 


O antropólogo adiantou que “dados recentes provam o contrário” e revelou terem sido descobertos livros e relatórios de guerra que comprovam as origens dos ciganos. 


“O sultão muçulmano de Ghazni, uma cidade hoje dentro do Afeganistão, fez nada mais do que 17 expedições militares ao norte da Índia e o seu projecto era ir buscar escravos”, contou. 


“Invadiu a cidade sagrada de Kannauj, no Inverno de 1019-1020, e sabe-se que conquistou a cidade, que tinha mais de 55 mil pessoas. Era uma das cidades mais antigas e letradas da Índia e ele trouxe todas as pessoas a reboque para vender como escravos na Pérsia”, acrescentou. 



De acordo com Pereira Bastos, os escravos terão sido vendidos pela Pérsia, Síria, Iraque, Constantinopla (hoje Turquia) e actual Europa de Leste. 


“Sabe-se que 2300 e tal foram para uma zona particular dos principados cristãos ortodoxos da Transilvânia e da Moldávia, que são dois terços da actual Roménia, e que foram feitos escravos do rei, dos padres, dos conventos e dos latifundiários rurais”, adiantou. 


Daqui, por volta do ano de 1300, “no meio da confusão da batalha do Kosovo”, “centenas” conseguem fugir e espalham-se pela Europa, criando a ideia de que “seriam cristãos forçados a servir Alá que tinham conseguido fugir para o Ocidente”. 



“Isto durou, mas de repente a história da Europa mudou e os Reis Católicos, em 1453, mandam expulsar os muçulmanos para o norte de África e criam leis de expulsão dos mouros, judeus e ciganos”, conta Pereira Bastos. 


No entender do antropólogo, é aqui que “começa um processo de ataque àquelas pessoas”, que “deixaram de ser cristãos e eram vagabundos e delinquentes”. 


“Na Holanda e na Alemanha eram exterminados a tiro e os caçadores eram pagos à peça”, exemplificou. 


No final do século XIX, surge uma segunda grande vaga de ciganos, quando terminam os 500 anos de escravatura na Roménia, e a Europa e os Estados Unidos “são invadidos por uma grande vaga de romenos”. 



“O grande escândalo que se está a passar com [o presidente francês] Sarkozy é porque a Europa não está a conseguir aguentar com a terceira vaga de ciganos que vem da entrada da Roménia e da Bulgária na União Europeia”, defendeu, acrescentando que “o propósito de extermínio [dos ciganos] sempre foi muito claro”.

Late starters (Portugal vs. Bulgária)

por A-24, em 07.09.10
Interessante relato de um jornalista inglês que já viveu em Portugal e na Bulgária. Não estamos por aí além muito melhor que os búlgaros. 
Having lived in Portugal for five years and two years in Bulgaria, I have compiled a tongue-in-cheek and strictly unscientific comparison of day-to-day life in the two countries.
 
Infrastructure and transport
EU funds poured in after Portugal’s accession to the European Union. For example, the 300km between the Algarve and Lisbon can now be covered in two hours and 40 minutes. Most buses are properly air conditioned with sufficient leg room. Lisbon’s pavements are mostly in good condition. The capital has a fully developed underground system. Portugal wins and that’s no surprise.
 
Sandwiches
Portugal desperately needs to show some imagination on this front. Only two types of sandwich are available in supermarkets, sandes mista (mixed sandwich of cheese and ham) or a sandwich of ham or cheese. In practice, most sandwiches are a thick roll with a tiny piece of cheese or ham wedged in the middle. In Bulgaria, by contrast, most supermarkets have sandwiches with a wide range of fillings, e.g. the small store around the corner from our office has Roquefort cheese, turkey, chicken and tuna fish, to name but a few. Bulgaria wins.
 
Police
Portuguese policemen actually look they could run after a thief and catch him, in other words they are not overweight doughnut-munching gorillas as they are in Bulgaria. Portugal wins.
 
Taxi drivers
Most taxi drivers in Lisbon and the Algarve are pleasant and helpful. They drive large air-conditioned BMWs. They don’t blast out any music they please, unlike Bulgarian taxi drivers who frequently seem oblivious to their passengers. I’ve never seen a Portuguese taxi driver light a cigarette. Also, Bulgarian taxis are hideously uncomfortable and cramped by comparison. Portugal wins.

Eating out
There’s a uniformity to Portuguese cafes that makes dining experiences curiously interchangeable. All too often you feel you’re eating in someone’s bathroom because you are surrounded by so many tiles. The Portuguese may think they have a wider repertoire but once you get beyond the fish and snails and the ubiquitous chicken dishes the food itself is unimaginatively served and bland. Cakes seem to come from a central factory. Also, waiters in Portuguese restaurants bring your main dish served on a plate with potatoes and vegetables and usually their thumb in the potato for good measure. In Portugal, most al fresco dining is actually on outside pavements which means putting up with exhaust fumes while you eat. For some reason the Portuguese haven’t grasped the fact that you can convert a garden into a comfortable eating area. So Bulgaria wins by default.
 
Wine
Bulgaria tries hard but could do better. Nothing quite rivals a good bottle of Portuguese Mateus Rose or a Dao wine. Portugal wins.
 
Driving
Portugal has a reputation for dangerous driving but it’s paradise compared to Bulgaria. Believe it or not, Portuguese drivers actually stop at pedestrian crossings. In Bulgaria, of course, people turn into maniacs when they get behind the wheel of a car. Portugal wins.
 
Banks and post offices
Staff in Portuguese banks are friendly and don’t look at you as though you’re about to rob the place like they do in Bulgaria. Neither will staff in Portuguese post offices scream at you like a teacher berating a naughty child as they sometimes do in Bulgaria. Portugal wins.
 
Drugs
Definitely one of the most unattractive features of Lisbon is that too many people are either users or supposedly "reformed" ex-druggies - in practice usually toothless car park attendants known as "arrumadores" who help you into your parking space and demand a euro in return. Fail to deliver aforementioned euro and you could find your car scratched by an aggrieved arrumador. The drug problem in Bulgaria, on the other hand, is not nearly so visible. Bulgaria wins.
 
Education
Portugal was a fascist country until 1974. Unlike the Communists, its rulers clearly cared little for education, preferring the masses to concentrate on fado and football. Hence, Portuguese illiteracy rates are alarmingly high. It’s still not uncommon to find an elderly maid, for example, who can’t read or write. Many older people have a surprisingly limited vocabulary. Even a rustic toothless Bulgarian baba, on the other hand, can read and write. Also, a peculiar lack of intellectual curiosity permeates certain Portuguese. Too often a question to a Portuguese person is greeted by a habitual shrug of the shoulders and an eternal "nao sei" - I don’t know. Bulgaria wins.
 
Inside the home
Many (older) Portuguese people are absolutely terrified of the sun, the way Bulgarians are of draughts. The Portuguese home reflects this. Windows are very small. I’ve been in some Lisbon flats that need a light on even in the afternoon because they’re so dark. Brown is - surprise, surprise - their preferred colour: brown walls, bedspreads, pillowcases, tables and walls are the norm. Homes are uninviting, dark and gloomy. Go into a Bulgarian home, by contrast, and even though the outside may be dilapidated, the interior is inviting and cosy. Bulgaria wins.
 
Hygiene
Portuguese public toilets have SOAP to offer clients and, unlike Bulgarian ones, attendants don’t have the cheek to charge you. Portuguese streets are usually well maintained. A recent holiday in Albufeira was a joy because of the cleanliness and good order. Common areas are not strewn with bottles and empty cigarette packets the way they are in Bulgaria. Portugal wins by a knockout.

Crime
Both Bulgaria and Portugal score very well on this front. But some areas of Lisbon can be dangerous after dark. Stories of muggings of tourists in areas like the Bairro Alto are a black mark on Lisbon’s scorecard. Despite Bulgaria’s mutri reputation, I still think it’s one of the safest European cities for children. Bulgaria wins.

Politics
I used to think Portuguese politics was somewhat puerile. But, perhaps because democracy in Portugal has a longer tradition - 35 years as opposed to 20 - Portuguese voters tend to be a bit more sophisticated and don’t seek a new "messiah" every four years or so. Neither have I heard of vote-buying, so-called circles of business and other such corrupt activities. Portugal wins.
 
Customer service
Portuguese waiters and staff may not be overflowing in natural charm but they will endeavour to please you and generally display a minimum standard of courtesy. In Bulgaria, on the other hand, customer service fluctuates alarmingly. Portugal wins.
 
Conclusion

The overall result of this unobjective survey is a surprisingly narrow 8-7 victory to Portugal. Bearing in mind Portugal’s 23-year membership of the EU, perhaps the future for Bulgaria is brighter than we think?