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A-24

Suíços aprovam iniciativa para facilitar expulsões de imigrantes condenados

por A-24, em 28.11.10
De acordo com os números finais, 52,9 por cento dos suíços concordam com a proposta do UCD, o partido de extrema-direita que se tornou nos últimos anos no maior da Suíça. Nos cartazes do UDC aparecia um grupo de ovelhas brancas que pontapeava para fora da bandeira helvética uma ovelha negra.
Só os eleitores de cantões de maioria francófona não disseram “sim” ao texto.
A deportação de estrangeiros condenados já é possível no país segundo determinadas condições, mas o novo projecto de lei prevê a expulsão automática sem ter em conta a gravidade dos delitos. 
A contra-proposta lançada pelo Governo, que visava precisamente que se tivesse em conta a gravidade dos crimes e o tempo da pena a que cada estrangeiro seja condenado na decisão de expulsão, foi rejeitada pela maioria dos eleitores.
O Governo teme que a nova legislação abra mais fissuras nas relações com a União Europeia, para além de poder entrar em choque com tratados internacionais anti-descriminação. As críticas à proibição da construção de minaretes, votada há exactamente um ano pelos suíços, ainda estão bem presentes na memória dos dirigentes.
A Suíça não é membro da UE, mas aceitou várias determinações comuns aos Vinte e Sete e permite aos cidadãos de todos estes países residirem na federação sem autorizações especiais.

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