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A-24

Sporting 1-3 Benfica

por A-24, em 11.12.12

Alvalade assistiu a alguns dos melhores momentos do Sporting na presente temporada, mas o Sporting acabou derrotado (1-3) no derby com o Benfica. Os “leões” fizeram uma primeira parte de qualidade e chegaram ao intervalo em vantagem. Mas, no segundo tempo, a equipa de Jorge Jesus conseguiu a reviravolta no marcador. Os “encarnados” mantêm-se no duelo taco-a-taco com o FC Porto, pela liderança do campeonato, enquanto o Sporting ocupa a 11.ª posição na tabela, a 18 pontos dos dois rivais.

Os bons sinais dados pelo Sporting nos primeiros 45’ não foram repetidos na segunda parte, e os fantasmas de uma época calamitosa voltaram a assombrar a equipa de Alvalade. Cardozo foi o carrasco dos “leões”: esteve nos três golos “encarnados”, marcando dois e obrigando Rojo a introduzir a bola na própria baliza. Está aí um triste final de ano para o emblema “leonino”.

CRÓNICA DE JOGO

Sporting1 Benfica3
Marcadores
Sporting
Ricky van Wolfswinkel 30'
Benfica
Cardozo 86'
Cardozo 81'
Cardozo 58'
Sporting
Rui Patricio, Khalid Boulahrouz, Emiliano Insúa, Marcos Rojo, Eric Dier, Fabián Rinaudo, Danijel Pranjic, Elías (Xandão, 83), Ricky van Wolfswinkel, André Carrillo (Valentín Viola, 70), Diego Capel (Marat Izmailov, 87)

Benfica
Artur Moraes, Ezequiel Garay, Lorenzo Melgarejo, Jardel, Maxi Pereira, Salvio (André Almeida, 87), Ola John (Nicolas Gaitán, 82), André Gomes, Nemanja Matic, Cardozo (Rodrigo, 91), Lima

Árbitro

Marco Ferreira

10.12.2012 20:15 SPORT TV 1|SPORT TV 1 HD
O encontro começou como um combate de boxe: no ringue havia dois pugilistas que trocavam golpes, enquanto estudavam o adversário, os seus pontos fracos e a melhor forma de os explorar. E, apesar de todas as declarações que marcaram o final da semana do lado do Sporting, relativamente a um hipotético adiamento do derby — devido à realização, apenas na sexta-feira, do jogo da Liga Europa com o Videoton (2-1) — foram os “leões” a dominar a fase inicial da partida.


POSITIVO/NEGATIVO
Salvio

 Tal como o resto da equipa, foi pouco consequente na primeira parte. Melhorou no segundo tempo e deu muito que fazer à defesa “leonina”.

Wolfswinkel

 Muito móvel, o holandês dinamizou o ataque do Sporting solicitando o apoio dos extremos. Colocou a equipa em vantagem, mas tal como os colegas perdeu gás na segunda parte.

Boulahrouz

 As coisas não estavam a correr bem para o Sporting, e o defesa holandês só precipitou os acontecimentos. Usou a mão para tirar um golo a Salvio, cometendo penálti e sendo expulso. Seguiu-se a derrocada da equipa.

Maxi Pereira

 Enfrentou o flanco do Sporting que funcionou melhor e teve muito trabalho. Foi pela esquerda que surgiu o golo dos “leões”.

Um remate forte de Insúa, na marcação de um livre directo (10’), galvanizou a equipa, que partiu para cima do adversário e entusiasmou as bancadas de Alvalade, que ontem viveram um grande ambiente — as claques que mantêm um boicote no apoio ao Sporting abriram uma excepção para o derby.

Aquela primeira oportunidade de golo, a que Artur correspondeu com uma grande defesa, ajudou a equipa da casa a ganhar confiança para tomar a iniciativa e proporcionar aos seus adeptos alguns dos melhores momentos na presente temporada: a pressão a meio-campo (Rinaudo, Elias e Pranjic) resultava em rápidas recuperações de bola e a velocidade de Capel e Carrillo deixava a defesa do Benfica em sentido.

Elias e expulsão marcam jogo

O pugilista da casa foi desferindo sucessivos ganchos no adversário, usando, preferencialmente, o punho esquerdo. Capel, apoiado por Insúa e Pranjic, deu muitas dores de cabeça a Maxi Pereira. Com a bola a ser lançada muitas vezes em profundidade, os extremos “leoninos” conseguiam ganhar vantagem à defesa “encarnada”. E foi mesmo pela esquerda que foi construído o golo dos “leões”. Wolfswinkel recebeu de costas para a baliza e deu na esquerda em Capel. O espanhol ganhou alguns metros e devolveu a bola ao holandês, que se antecipou a Garay e bateu Artur.

Foi só quando se viu a perder (digamos, a sangrar do sobrolho) que o Benfica se aplicou realmente no combate e começou a chegar à baliza de Rui Patrício. Mas os golpes aplicados pela equipa de Jorge Jesus foram inconsequentes. Lima, Salvio e Cardozo, todos eles tentaram alvejar a baliza “leonina”, mas sem sucesso. Pelo contrário, o Sporting teve ainda antes do intervalo uma oportunidade para deixar o adversário nas cordas. Wolfswinkel roubou a bola a Jardel e lançou Pranjic, mas o croata perdeu demasiado tempo e permitiu a recuperação da defesa “encarnada”.

O descanso teve efeitos distintos nas duas equipas. E foi nessa altura também que se tornou evidente a diferença em termos de disponibilidade física dos dois conjuntos. O Benfica entrou na segunda parte decidido a golpear o adversário de maneira mais forte e consequente, enquanto o Sporting perdeu alguma clarividência. E pagou por isso, embora antes de conceder o empate tenha tido uma excelente ocasião para fazer o 2-0: Carrillo rasgou a defesa “encarnada” com um passe que deixou Elias isolado, mas o brasileiro, frente a Artur, permitiu a defesa.

Na baliza contrária, Lima fez um primeiro aviso, rematando a centímetros do poste (52’). Na oportunidade seguinte surgiu o empate. Ola John fez o cruzamento na esquerda e Cardozo, embrulhado com Rojo, fez o cabeceamento — embora tenha sido o defesa do Sporting a introduzir a bola na baliza.

O Benfica crescia de minuto para minuto, e a equipa de Franky Vercauteren ficou-se por uma tímida reacção. O melhor que se viu foi uma bomba de Insúa, que acertou no poste da baliza de Artur.

Mas a noite ainda tinha reservada para Rui Patrício mais uma traição da sua defesa. O protagonista foi Boulahrouz, que desviou com a mão um remate certeiro de Salvio. O defesa holandês foi expulso, e, no penálti correspondente, Cardozo colocou o Benfica na frente do marcador (80’).

Os últimos dez minutos foram um suplício para os “leões”, a jogar em inferioridade numérica. E o letal Cardozo tirou partido desse facto: “bisou” na partida, correspondendo de cabeça a um cruzamento de Salvio. O Sporting ficou K.O.