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A-24

Sobre Sabatina James

por A-24, em 02.11.11

Sabatina James (Dhedar. Paquistão 1982) não pode revelar o seu verdadeiro nome por motivos de segurança e tem mudado frequentemente de nome e de passaporte para poder viajar ao Afeganistão e ao seu Paquistão natal.

Gostava dos amigos, do ambiente que a rodeava e no qual estava a desenvolver-se enquanto mulher e cidadã. Tudo parecia simples e perfeito. A vida como que fluía para a jovem muçulmana. Mas quando fez dezasseis anos as coisas mudaram radicalmente: o inferno chega então à sua tranquila existência. Muçulmanos convictos e de algum modo adversos ao quotidiano do Ocidente, os pais acham que ela se tornara demasiado ocidental. Pelo que, enviam-na para o Paquistão, mais especificamente para uma madrasa, onde é espancada e maltratada. Quando Sabatina sabe que também tem de casar contra sua vontade, foge e volta para a Europa. Ao tocar novamente em solo europeu, encontra a dura resposta do Islão radical: no dia 2 de Junho de 2001 a família sentencia-a à morte. Sabatina vive desde então escondida no Sul da Alemanha."

Vive sob constante vigilância policial e com medo da ameaça de morte por parte da sua própria família e da «lista de morte» dos talibãs, desde que escreveu o livro «Do Islão ao Cristianismo: a Minha História». Nele, a autora conta a sua vida e como escapou ao casamento forçado quando tinha treze anos. A obra é já um dos livros mais vendidos na Áustria, e foi entretanto editado também na Alemanha e em Espanha, em breve será editado na Holanda e no resto da Europa, bem como nos EUA. Participou no Woman World Awars juntamente com a rainha Rania da Jordânia, com Marianne Faithfull e com outras personalidades femininas e será em breve entrevistada na televisão norte-americana pelo famoso jornalista Larry King. Está a organizar uma fundação de defesa dos direitos das mulheres casadas contra a vontade. Acredita que a guerra contra os Talibãs é a única solução e que a diplomacia não serve.
Apesar de constantemente aconselhada pelas autoridades alemãs a ficar em casa, a paquistanesa viaja pelo mundo e não pára de se exprimir publicamente, porque considera que as verdades que revela sobre o desrespeito e medo reinantes no mundo islâmico têm de ser conhecidas, e espanta-se, e entristece-se, por não ver a devida divulgação no Ocidente de casos como os da rapariga de oito anos iemenita que foi casada à força com um homem de trinta mas conseguiu divorciar-se, só que o governo iemenita não a deixou ir receber um prémio pela sua luta, sendo nisso substituída pela rainha Rania da Jordânia, a qual todavia não se pronunciou sequer contra a atitude do governo do Iémen.