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A-24

Sobre o ténis masculino atual

por A-24, em 10.07.12
A história do Ténis masculino é feita de grandes domínios de vários atletas de excepção, contudo, parece que nunca houve tanto desequilíbrio entre os três melhores da actualidade e a restante concorrência. Federer, Nadal e Djokovic parecem três extra-terrestres no ATP Tour, limpando todos os Grand Slams com grande superioridade. Analisando as 4 maiores provas do Ténis Mundial, durante os últimos 40 anos, verificamos que é nesta última década onde menos tenistas diferentes ganharam um Grand Slam:

Entre 1973 e 1982 – 23 tenistas
Entre 1983 e 1992 – 24 tenistas
Entre 1993 e 2002 – 24 tenistas
Entre 2003 e 2012 – 9 tenistas (falta apenas o US Open)

Também o número de mudanças no topo do ranking ATP diz muito sobre os desequilíbrios da actualidade:

Entre 1973 e 1982 – 19 mudanças de nº1 (5 tenistas diferentes)
Entre 1983 e 1992 – 31 mudanças de nº1 (5 tenistas diferentes)
Entre 1993 e 2002 – 30 mudanças de nº1 (10 tenistas diferentes)
Entre 2003 e 2012 – 11 mudanças de nº1 (5 tenistas diferentes)

Nos últimos 10 anos, apenas por 6 ocasiões é que Roger Federer, Rafael Nadal e Novak Djokovic permitiram a outros tenistas vencer em Grand Slams. Andy Roddick (2003 – US Open), Andre Agassi (2003 – Australian Open),Juan Carlos Ferrero (2003 – Roland Garros), Gaston Gaudio (2004 – Roland Garros), Marat Safin (2005 – Australian Open) e Del Potro (2009 – US Open) foram os seis heróis a intrometer-se entre Federer, Nadal e Djokovic, mas apenas Safin e Potro conseguiram triunfar com pelo menos Federer e Nadal nas suas máximas capacidades. 

Se no passado tivemos grandes duelos entre Jimmy Connors, Bjorn Borg, John McEnroe e Ivan Lendl; Mats Wilander, Stefen Edberg, Boris Becker, Ivan Lendl e Jim Courier; Pete Sampras, Andre Agassi, Thomas Muster, Kafelnikov, Patrick Rafter, Safin e Gustavo Kuerten; na actualidade apenas Nadal, Federer e Djokovic conseguem ser rivais deles próprios, pois os restantes tenistas, principalmente nos Grand Slams não conseguem equilibrar as forças com os 3 citados (Murray, Tsonga, Berdych, Del Potro, apresentam muita qualidade e podem vencer Federer, Rafa ou Djokovic em qualquer superfície, mas a verdade é que quando chegam os Grand Slams acabam sempre por ceder). 

Resta saber se são Federer, Nadal e Djokovic que estão num nível estratosférico ou são os adversários que não têm a qualidade dos rivais de Sampras, Borg, Lendl, Agassi ou Becker. (...)
in Visão de Mercado