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A-24

Salário mínimo aumentou apenas 88 euros nos últimos 37 anos

por A-24, em 16.10.11
O salário mínimo nacional teve um acréscimo de apenas 88 euros desde 1974, enquanto as pensões mínimas de velhice e invalidez aumentaram apenas 38 euros nos últimos 36 anos, segundo dados da Pordata.
A propósito do Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, que se assinala amanhã, a base de dados sobre Portugal contemporâneo da Fundação Manuel dos Santos divulgou alguns dados estatísticos relativamente à situação económica e social do país. Comparando a evolução do salário mínimo e das pensões mínimas de invalidez e velhice desde 1974 até 2010, e descontando o efeito da inflação, constata-se que hoje os beneficiários desses apoios sociais auferem apenas mais 88 euros e 38 euros respectivamente.
Nesse mesmo ano (2010), correspondia a 15% da população portuguesa o número de pensionistas de invalidez e velhice da Segurança Social com pensões inferiores ao salário mínimo. Significa que perto de um milhão e meio de pessoas estavam nessa situação. Além disso, mais de meio milhão de pessoas recebiam o Rendimento Social de Inserção, quase metade (47%) dos quais com menos de 25 anos.
Em 2009 (últimos dados disponíveis), Portugal era o quarto país da UE com maiores desigualdades entre ricos e pobres, sendo que o rendimento dos mais ricos era seis vezes superior ao dos mais pobres (a média europeia era de cinco). No mesmo ano, mesmo após as transferências sociais, quase uma em cada cinco pessoas (17,9%) era pobre, sendo que 37% dos agregados constituídos por um adulto com uma ou mais crianças viviam em situação de pobreza.
Em quatro anos (de 2005 a 2009), Portugal passou do 17.º para o 9.º país com a taxa de risco de pobreza mais alta da UE, isto apesar de essa taxa, após transferências sociais, ter diminuído. Sem as transferências sociais, o risco de pobreza em Portugal seria cerca do dobro do que é actualmente, revela ainda a Pordata. Em Portugal é pobre quem vive com um rendimento mensal (por adulto) próximo dos 400 euros.