Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

A-24

Patriarca Ortodoxo russo considera feminismo “fenómeno perigoso”

por A-24, em 18.04.13
O Patriarca de Moscovo e de toda a Rússia, Kirill I, lançou hoje fortes críticas ao feminismo, considerando-o um “fenómeno muito perigoso”.

“Considero muito perigoso o fenómeno a que se chama de feminismo, porque as organizações feministas proclamam a pseudo-liberdade das mulheres, que se deve revelar, principalmente, fora do casamento e da família”, declarou ele num encontro com a União das Mulheres Ortodoxas da Ucrânia.
Segundo ele, no centro da ideologia feminista não estão a família, a educação das crianças, “mas outra função das mulheres que, frequentemente, contradiz os valores familiares”.
“Não é por acaso que a maioria das lideres feministas são mulheres solteiras. Eu prestei atenção a isso em Genebra, no Conselho Mundial das Igrejas, quando se começou a desenvolver o tema feminista”, acrescentou. 
Kirill precisou que não vê nada de mau no facto de as mulheres se dedicarem à carreira, política, negócios e a muitas outras coisas “às quais, atualmente, se dedicam fundamentalmente os homens”, mas frisou que deve ser respeitado o “sistema correto de prioridades”.
“Em primeiro lugar, a mulher é a protetora do lar, o centro na vida da família”, disse.
Para o Patriarca Ortodoxo russo, “o homem olha para fora, deve trabalhar, ganhar dinheiro, enquanto a mulher olha para dentro, onde estão as crianças e o lar”.
“E se se destruir esta função extremamente importante da mulher, tudo ruirá a seguir: a família e, se quiserem, a pátria. Não é por acaso que a pátria é mãe”, considerou.
O chefe da Igreja Ortodoxa russa, a confissão dominante no país, defende que “se tenta impor a opinião de que a vocação da mulher de ser mãe é humilhante, que existem deveres mais altos e mais honrosos, que o cumprimento dos deveres inerentes às mulheres, gostaria de sublinhar a palavra cumprimento, coloca a mulher numa situação de submissão em relação ao homem”.
“Encontro-me muitas vezes com famílias. Raramente vejo uma família em que a mulher se encontre em situação de submissão. Se se pegar num potente microscópio e se observar atentamente, nomeadamente o casal, e depois se analisar a informar, ficará claro quem é o chefe da família”, argumentou.
Kirill I apelou às mulheres ortodoxas para os problemas dos divórcios, órfãos, baixa de natalidade.

José Milhazes in Da Rússia

Comentar:

Mais

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.