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A-24

Os melhores países para as mulheres

por A-24, em 19.01.13
A Islândia é o melhor país do mundo para mulheres. Pelo menos é o que diz o estudo "Global Gender Report" levado a cabo pela organização suíça sem fins lucrativos World Economic Forum. A organização examinou o nível de vida das mulheres em 135 países e comparou-o com o dos homens no mesmo país. A conclusão põe três países nórdicos no pódio: a Islândia em primeiro, seguida da Noruega e da Finlândia.


Para o ranking contaram indicadores como o grau de literacia, a proporção de mulheres em cargos elevados, o número de mulheres chefes de Estado nos últimos 50 anos e a taxa de mortalidade. Tudo em comparação com os homens. Também foram comparados os vários subsídios de gravidez e a duração da licença de maternidade e paternidade nos 135 países.
No mesmo ranking, a Suécia ocupa o quarto lugar, seguida da Irlanda, da Nova Zelândia e da Dinamarca. As Filipinas, o Lesoto e a Suíça também estão no top 10.
Portugal aparece no ranking em 35.o lugar, enquanto a vizinha Espanha ocupa o 12.o lugar.Segundo o estudo, o Iémen é o pior país para as mulheres, seguido do Chade, do Paquistão, do Mali e da Arábia Saudita.

O CASO PORTUGUÊS

No que diz respeito a Portugal, o estudo conclui que o crescimento populacional é de 0,09% e que as maiores desigualdades entre homens e mulheres estão na ocupação de cargos políticos, sem nenhuma mulher Chefe de Estado nos últimos 50 anos. Também no sector económico se notam algumas discrepâncias, com poucas mulheres na gestão de empresas.
O estudo calcula também que a taxa de desemprego feminino em Portugal seja de 10% contra 7% de desemprego nos homens. Em relação à educação, 80% dos professores primários são mulheres e 43% leccionam no ensino superior.
Em Portugal, as mulheres casam-se em média aos 26 anos e a taxa de fertilidade é de 1,40 nascimentos por mulher. Em cada 1000 adolescentes entre os 15 e os 19 anos, 17 são mães. Cerca de 67% das mulheres casadas usam métodos contraceptivos.
No Iémen, o país do fim da lista, as mulheres casam-se em média aos 22 anos, a poligamia é aceite e a taxa de fertilidade é de 5,2 nascimentos por mulher.