Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

A-24

O porquê de mais um massacre no Egito

por A-24, em 14.08.13
Mohamed Morsi, o Presidente eleito após a deposição de Hosni Mubarak, foi afastado pelos militares no passado dia 3 de julho. Desde então, milhares de apoiantes - maioritariamente adeptos da Irmandade Muçulmana, de que Morsi era dirigente - não mais abandonaram as ruas do Cairo, denunciando o golpe militar e exigindo a restituição no cargo de Mohamed Morsi, que permanece detido em sítio desconhecido.


Os manifestantes pró-Morsi concentraram-se, em permanência, com tendas montadas, em duas praças do Cairo. Uma mais pequena, junto à Universidade do Cairo, em Giza; a mais aparatosa, junto à mesquita Rabaa al-Adawiya, na área de Nasr City.

Indiferentes às ordens de dispersão do Governo, as duas vigílias eram o sintoma visível da grande divisão política no Egito: de um lado, a Irmandade Muçulmana, vencedora de todas as eleições pós-Mubarak; do outro, a oposição, sobretudo setores laicos e revolucionários.
Esperar ou dispersar? 
A situação tinha duas soluções possíveis: a dispersão das manifestações pela força, com consequências previsivelmente sangrentas; ou esperar que as manifestações se eternizassem e fossem vencidas pelo cansaço.
A 31 de julho, o Governo interino, empossado após o golpe militar, decretou que as duas manifestações eram uma "ameaça à segurança nacional" e anunciou que tinha começado a tomar "todas as medidas necessárias" para resolver a situação.
O General Abdel Fattah el Sisi, simultaneamente chefe das Forças Armadas e ministro da Defesa, afirmou que estava mandatado para combater "terroristas". A dispersão pela força passou a ser uma questão de tempo.
Expresso

Comentar:

Mais

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.