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A-24

O maior exportador e importador de talento mundial

por A-24, em 30.05.12
Se está a pensar emigrar, saiba que os Estados Unidos lideram a lista dos países que mais importam talento e são, simultaneamente, o maior exportador de executivos de topo. Em termos regionais, a liderança na importação de talento pertence à Ásia-Pacífico, seguida imediatamente pela América do Sul. No fim da tabela de importadores de talentos estão a Rússia e a Bélgica. Os dados são da Heidrick & Struggles, a empresa especialista em gestão de talento do grupo Ongoing, detentor do Diário Económico, e podem ser lidos no estudo "Cross Border Placements 2011".
Um relatório que analisa todas as colocações intermediadas pela Heidrick&Struggles, no ano passado, que envolveram mudança de país de residência do candidato.
Já na lista dos maiores exportadores de talento, a seguir aos Estados Unidos vem o Reino Unido, seguido pela China, Alemanha e Singapura. Já os países que menos exportam os seus quadros superiores são os Emirados Árabes Unidos e o Brasil.
"Num mundo globalizado, as empresas precisam cada vez mais de executivos para liderar as crescentes operações internacionais", lê-se no relatório. Razão pela qual a consultora quis estudar todas as contratações que passaram pelos seus escritórios e que implicaram que o candidato mudasse de país. No total, conclui-se que 18% dos executivos que trocaram de emprego tiveram de relocalizar a sua vida num país diferente, sendo que o maior número de contratações registou-se na região da América do Norte. Contudo, o maior número de contratações "além-fronteiras" foi registado na região da Europa, Médio Oriente e África. Cerca de 8% das contratações "além-fronteiras" registam-se na região da América do Norte constituindo movimentações inter-regionais.
Quando analisados por género, os dados dão razão à tradição: se é verdade que 19% das contratações internacionais pertencem aos homens, é igualmente verdade que o número de mulheres a procurar emprego fora do seu país de origem está a crescer significativamente, estando já muito perto do valor masculino, 16%.
É certo que as posições de consultoria em liderança foram excluídas deste estudo, mas é de notar que a maior mobilidade além-fronteiras se regista na prática industrial. E se a grande maioria das contratações internacionais para SCM, COO e CEO foram realizadas no masculino, já no caso de posições na área dos recursos humanos e direito, a maior percentagem foi conseguida pelas mulheres.
Todos os dias há notícias sobre executivos que saem dos seus países de origem para liderarem projectos internacionais a partir de outro país. Só em Portugal, 58 desempregados, por dia, anulam a sua inscrição no centro de emprego para emigrarem. Dos 528 executivos que mudaram de país para conseguir um emprego melhor, assessorados pela Heidricks & Strugles, é de salientar que apenas 94 mudaram de um país que não fala inglês para outro cujo inglês é falado de forma fluente. Ou seja, as mudanças de executivos de países de língua inglesa para outros que não usam o inglês tem crescido exponencialmente, mas isso não se verifica de todo no sentido contrário.

Conclusões
Viver fora
O relatório da Heidricks & Strugles concluiu que dos 2.946 executivos que ajudou a encontrarem novo emprego, 528 foram obrigados a mudar de país de residência, aquilo a que chamaram "Cross Border Movements". Fora da análise ficaram as funções ligadas à consultoria de liderança.
No mundo
Os dados mostram que o maior número de contratações de executivos foi feito na região da América do Norte. Contudo, a maioria dos "Cross Border movements" aconteceram na Europa, Médio Oriente e África. Ainda assim, é significativo ver que 7,7% dessas mudanças de país realizaram-se dentro do mesmo continente.
Ásia-Pacífico
Os países asiáticos e do Pacífico são a região que mais precisa e contrata executivos em todo o mundo, embora no topo dos países estejam os Estados Unidos, que são também o maior exportador de talentos, seguidos do Reino Unido e da China.
Mulheres
Das 2.335 mudanças dos executivos homens, 19% foram mudanças de país e região, enquanto esse valor apenas chega aos 16% quando analisadas as contratações de mulheres. É, ainda assim, um número que parece estar a crescer a um ritmo elevado, em especial em funções ligadas aos recursos humanos e ao direito.
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