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A-24

Mundial 2014 - Mexico 1-0 Camarões e Chile 3-1 Austrália

por A-24, em 14.06.14
México 1-0 Camarões 

Dois golos invalidados a Gio dos Santos quase provocaram um resultado injusto, mas o golo de Peralta trouxe justiça ao marcador num jogo em que o México foi muito superior, tendo até podido golear uns Camarões que só ameaçaram no final.
Superioridade total do México frente aos Camarões, que apenas deram sinais de vida no final. Gio Dos Santos, apesar dos dois golos invalidados, foi o melhor em campo, Herrera mostrou pela Tricolor o que não mostrou no Porto e Rafa Márquez provou que a classe não se perde com a idade. Ochoa quando foi chamado disse presente, e ainda houve tempo para muito desperdício, incluindo uma perdida escandalosa de Chicharito Hernández. Os africanos, que se apresentaram muito passivos e com uma postura demasiado defensiva, não poderiam esperar outro desfecho que não este. 
México - Exibição bem conseguida e vitória justa, que coloca a equipa com vantagem sobre a Croácia na luta pelo apuramento. Os mexicanos não foram verdadeiramente testados defensivamente e o trio de centrais acabou por realizar uma partida segura. À frente da defesa, Vázquez - sempre bem posicionado e excelente na distribuição- fez uma bela exibição, tal como Herrera, um dos melhores em campo (deu dinâmica à equipa e mostrou a sua visão de jogo). Guardado desiludiu (más decisões e muito tempo para soltar). Na frente, Giovani desequilibrou com a sua técnica e capacidade de aceleração; já Peralta, apesar do golo, falhou duas oportunidades incríveis.
Camarões - Equipa muito mal montada pelo seleccionador Volker Finke, o principal culpado desta derrota (que praticamente condena os africanos). O alemão adoptou uma estratégia demasiado defensiva (quis jogar para o 0-0) e vendo-se a perder demorou uma eternidade para mexer na equipa. O trio de médios não conseguiu integrar-se no ataque - M'Bia foi o único que fez algum transporte de bola - e só através das incursões de Assou-Ekotto pela esquerda é que os camaroneses conseguiram criar dificuldades aos mexicanos. Eto'o esteve pouco influente, bem como Choupo-Moting, de quem se esperava mais. Nota ainda para o facto de Aboubakar nem sequer ter jogado.


Chile 3-1 Austrália

Os sul-americanos entraram com o pé direito no Mundial, ainda que tivessem que sofrer perante a Austrália mais fraca do século XXI. O Chile entrou forte e chegou com naturalidade (e facilidade) ao 2-0, mas depois deslumbrou-se. A equipa acreditou que o jogo estava ganho, perdeu competitividade e permitiu que os australianos entrassem no jogo. Os "cangurus", mais fortes fisicamente e com um jogo baseado no futebol directo, aproveitaram as debilidades aéreas dos chilenos (Vidal, com 1m80, era o jogador mais alto de campo, enquanto que o central Medel tem apenas 1m71) e lançaram bastantes cruzamentos para a área. Os veteranos Tim Cahill e Mark Bresciano tiveram duas excelentes oportunidades para empatar o jogo (valeu Bravo), enquanto Vargas quase marcou para os chilenos (Wilkinson tirou em cima da linha). A defensiva do Chile tremia a cada cruzamento dos australianos, mas Beausejour, no período de compensação, fechou o marcador. 
Chile - Excelente entrada na competição, contudo, um resultado que podia ser mais volumoso, transformou-se numa partida complicada. O 2-0 surgiu cedo, a equipa deslumbrou-se e podia ter sido surpreendida pela Austrália. Pela positiva, destaque para a exibição de Alexis Sanchez, coroada com um golo e uma assistência. Valdivia brilhou no 1º tempo e foi caindo ao longo do tempo, tal como Aranguiz, enquanto Vargas e Vidalestiveram pouco interventivos. Apesar do constante apoio dos
laterais ao ataque, o sector mais recuado passou por grandes dificuldades, e a baixa estatura da dupla de centrais poderá colocar em causa o futuro da equipa quando confrontada com Espanha e Holanda. 
Austrália - Não se podia esperar mais do conjunto da Oceânia. A equipa revela grande dificuldades técnicas, ao contrário de outros anos, não conta com uma super-estrela (Kewell, Viduka, Cahill de outrora) e, sem contar com alguns veteranos, não apresenta grande experiência internacional (o GR mais a defesa nem chegam a 50 internacionalizações, no total). Ainda assim, destaque para a atitude demonstrada ao longo dos 90 minutos, e para a exploração do jogo aéreo de Cahill, que com 1m78, parecia um gigante na área chilena. O veterano australiano foi mesmo o melhor jogador dos "cangurus", enquanto Leckie mostrou qualidade para mais que uma 2.Bundelisga. A defesa comprometeu muito, contudo, Davidson e Franjic foram importantes na saída para o ataque (bons cruzamentos). Jedinak e Bresciano apareceram a espaços, mas esta selecção australiana deixa muito a desejar a nível técnico, em comparação com a de 2006 e 2010.