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A-24

Mundial 2014: Argentina e Nigéria seguem em frente

por A-24, em 25.06.14
Argentina 3-2 Nigéria (Messi 3' e 45' e Rojo 51'; Musa 5' e 49') 

3 jogos, 3 vitórias. Com melhorias claras em termos exibicionais (a tendência daqui para a frente é melhorar), a Argentina derrotou a Nigéria por 3-2 e conseguiu o pleno no grupo F (deve defrontar a Suíça ou Equador nos oitavos-de-final, já os nigerianos, apesar da derrota, garantiram o 2º lugar). Num jogo com muitas ocasiões de parte a parte, Messi juntou aos golos - numa recarga e num livre directo cobrado de forma exemplar - uma excelente exibição (já é o melhor marcador, juntamente com Neymar). O craque jogou, fez jogar e certamente vai aparecer em grande forma na fase a eliminar, tal como Di Maria, que continua a espalhar técnica e a impressionar pela sua intensidade. O mesmo não se pode dizer de Higuain, que foi mais uma vez uma nulidade e que, pelo que não tem feito, deveria ser substituído por Lavezzi. O avançado do PSG até pode ganhar o lugar a Agüero, que saiu lesionado deste encontro. No entanto, a maior preocupação dos argentinos é mesmo a fragilidade do sector defensivo, que hoje ficou bem visível. Uma equipa de topo não pode deixar o adversário marcar com tanta facilidade como a Nigéria o fez. Apesar disso, Rojo voltou a estar em bom plano a nível ofensivo, marcando um golo "made in Portugal" (Garay desviou e o jogador do Sporting encostou). Do lado africano, Musa e Emenike voltaram a deslumbrar pela sua potência, velocidade e facilidade de remate. Sempre que aceleravam colocavam dificuldades à defesa argentina, e o extremo do CSKA, que bisou (um remate em arco e um golo relativamente isolado), mostrou frieza na hora de finalizar. Para além dos dois avançados, a Nigéria é uma selecção algo limitada. Mikel teve bons apontamentos técnicos mas apresentou alguma falta de intensidade, e o sector defensivo concedeu demasiado espaço ao ataque argentino.

Bósnia 3-1 Irão - Vitória natural da Bósnia, mais uma vez ficou a ideia que era a 2ª equipa mais forte neste grupo, frente a um Irão que apesar de precisar de vencer à excepção de uma bola na barra, o lance do golo e uma outra situação em bolas paradas quase não teve caudal ofensivo.Dzeko abriu o marcador, pouco depois o conjunto de Queiroz atirou à barra, mas o jogo praticamente acabou com esse 1-0. A Bósnia que já só estava a cumprir calendário geriu o tempo de jogo com bola (equipa com muita qualidade técnica) e sem forçar chegou ao 2-0 (golo de Pjanic depois de uma excelente jogada) e o Irão nunca demonstrou ter argumentos para contrariar o resultado. Queiroz numa fase em que arriscou tudo ainda viu a sua equipa reduzir (Ghoochannejhad na sequência de um canto), mas na jogada seguinte a Bósnia fez o 3-1 (Vrsajevic numa transição) e o encontro ficou decidido. Em suma, Queiroz despede-se deste Mundial com um ponto, mas considerando as fragilidades do seu conjunto já muito fez o português. Quanto à Bósnia, Pjanic voltou a emprestar muita qualidade técnica, Dzeko conseguiu finalmente marcar, e a boa surpresa Besic esteve novamente em destaque no meio campo.

As Honduras foram a pior equipa da CONCACAF neste Mundial (0 pontos), enquanto que o Equador foi a única selecção sul-americana a falhar o apuramento para os oitavos-de-final.

A 3ª jornada do Grupo E não teve grande história, a França, que vai defrontar a Nigéria nos oitavos-de-final, empatou a 0 com o Equador. Os gauleses com o 1º lugar (praticamente) garantido aproveitaram para gerir, pouparam alguns jogadores, e apesar de não terem forçado tiveram diversas oportunidades para chegar à vantagem. Enquanto que no outro jogo, a Suíça, confirmando o domínio das equipas europeias neste grupo (o que foge um pouco ao que tem sido este Mundial), com um hattrick de Shaqiri (o 1º foi um golaço, os outros 2 foram fruto de boas assistências de Drmic), bateu as Honduras por 3-0. O resultado não traduz bem o que se passou em campo, já que a selecção da CONCACAF dividiu o jogo, teve oportunidades claras de golo e inclusive sai do encontro pouco contente com a arbitragem, mas a passagem de um dos cabeças de série neste Mundial é indiscutível. Algumas notas: Shaqiri, que já tinha deixado boas indicações nos outros jogos, fez uma excelente exibição (a Argentina se continuar a cometer erros defensivos, principalmente na transição, vai sofrer com a velocidade e capacidade técnica do "mini-Hulk"), em contrapartida Xhaka continua muito displicente. No que diz respeito ao Equador-França, destaque para a expulsão de Antonio Valencia, ele que foi uma das principais desilusões da competição (rendimento paupérrimo), ao contrário de Enner, que voltou a estar em destaque e sai do Brasil em alta (dificilmente vai continuar no campeonato mexicano). Quanto aos franceses, num jogo de clara gestão é injusto fazer alguma crítica (até porque esta poupança pode ser importante na fase a eliminar), mas mesmo assim a França (que jogou mais de 30 minutos contra 10) perdeu uma bela oportunidade de terminar o grupo com 9 pontos. Foi visível que apesar da qualidade técnica e física dos comandados de Deschamps, sem Valbuena (hoje não foi utilizado) a equipa perde alguma capacidade de decisão no momento ofensivo (Pogba, que juntamente com Digne foi o elemento mais em jogo, cometeu alguns erros, enquanto que Sissoko jogou demasiado adiantado).