Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

A-24

Muito bem

por A-24, em 18.03.14
in Blasfémias

Esta sugestão da Juventude Popular de reforma da lei do aborto no sentido de introduzir taxas moderadoras para a sua prática no SNS, devendo as mesmas ser progressivas nos casos de aborto recorrente. Menos do que isto, ou seja, o regime em vigor, próprio do paternalismo habitual do estado social, é introduzir um tratamento diferenciado entre pessoas doentes que têm de pagar para se poderem tratar no SNS (e a gravidez, pelo menos por enquanto, não parece que seja uma doença), e quem vai lá abortar sem qualquer encargo. Por outro lado, se todos – até mesmo os defensores da liberalização absoluta – concordamos em que o aborto é um último recurso, sempre deplorável e a evitar, consagrá-lo como um direito universal gratuito é um incentivo à falta de responsabilidade dos indivíduos. É certo que não será com mais taxa, menos taxa que os números do aborto no SNS cairão significativamente. Mas a mensagem que o estado passa com a legislação actual é a de que ninguém precisa de pensar nas consequências dos seus actos, porque ele lá estará para as assumir. E de graça, para que a desresponsabilização seja total.