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A-24

México e Paquistão foram os países onde mais jornalistas morreram em 2010

por A-24, em 12.01.11
Sessenta e seis jornalistas e outros trabalhadores dos media morreram durante o exercício das suas actividades profissionais em 2010. O México e o Paquistão emergem como os dois países mais perigosos para o exercício das funções jornalísticas. As conclusões são da World Association of Newspapers and News Publishers (WAN-IFRA).
Quer no México quer no Paquistão morreram durante o ano passado dez jornalistas. No primeiro caso as mortes estiveram praticamente todas ligadas à cobertura de temas relacionados com os cartéis de droga. No segundo caso trata-se de mortes de jornalistas que cobriam a guerra contra o terrorismo que se desenrola no país. Em 2009 tinham morrido nove jornalistas no México e oito no Paquistão. 
As Honduras ocupam o terceiro posto nos destinos mais perigosos para os jornalistas, tendo ocorrido no país oito mortes durante 2010. Muitos outros profissionais assumem receber ameaças de morte frequentes enquanto tentam escrever sobre crime organizado, tráfico de droga e disputas territoriais. Neste país os jornalistas foram igualmente apanhados na violenta divisão política entre os apoiantes e os opositores do golpe de Estado ocorrido no país em Junho de 2009. 

As estatísticas de 2010 - apuradas depois de uma investigação às potenciais mortes nos media internacionais - são, ainda assim, inferiores às dos anos anteriores: 99 em 2009, 70 em 2008, 95 em 2007, 110 em 2006 e 58 em 2005.
Para além dos crimes cometidos em situações de conflito, os jornalistas de muitos países estão a ser alvo de liquidações estratégias quando investigam assuntos relacionados, por exemplo, o crime organizado, o tráfico de droga e a corrupção. Muitas vezes estes jornalistas são assassinados com total impunidade, refere o relatório da WAN-IFRA.
“Matar jornalistas é a forma derradeira de censura e um ataque directo à sociedade enquanto todo. Ainda acontece demasiadas os responsáveis por estes crimes nunca enfrentarem a justiça”, indicou Christoph Riess, o director-executivo da WAN-IFRA.
“Estes assassinos deverão ser trazidos à justiça e julgados de forma exemplar. Os jornalistas deverão poder exercer os seus direitos de liberdade de expressão sem sentirem medo ou violência”, disse o mesmo responsável, citado no mesmo relatório enviado às redacções.

Lista do número de jornalistas e outros trabalhadores dos media mortos em 24 países em 2010 (por ordem alfabética):

- Afeganistão (1)
- Angola (2)
- Brasil (1)
- Bulgária (1)
- Camarões (1)
- Colômbia (1)
- Chipre (1)
- Filipinas (3)
- Grécia (1)
- Honduras (8)
- Iémen (1)
- Índia (1)
- Indonésia (3)
- Iraque (7)
- México (10)
- Nepal (2)
- Nigéria (3)
- Paquistão (10)
- República Democrática do Congo (1)
- Ruanda (1)
- Rússia (1)
- Somália (2)
- Tailândia (2)
- Uganda (2)