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A-24

Lisboa Maçónica

por A-24, em 09.12.12
A Maçonaria é uma seita demoníaca travestida de sociedade secreta que está disseminada por todo o mundo e que domina praticamente todos os aspectos da sociedade portuguesa desde o século XVIII. Lisboa, a capital de Portugal e do antigo império português, é uma cidade moldada pelas referências maçónicas. Verdade ou mentira?

Em 1755 ocorreu em Lisboa um enorme terramoto que devastou quase por completo toda a baixa da cidade. Foi aí que o maçon Sebastião José Carvalho e Melo, vulgo Marquês de Pombal, iniciou uma imensa obra de reconstrução maçónica, com todo um conceito de arte real, simbolismo oculto, geometria sagrada e alquimia. Segundo alguns autores e especialistas na matéria, Marquês de Pombal usou na reconstrução da baixa lisboeta como cálculo base o número de ouro - 0,618033989 -, tendo como ponto de medida o eixo que divide a actual Rua Augusta, rodando o mesmo 13º em relação ao Norte. Toda a obra de reconstrução pombalina/maçónica é de elevado valor filosófico-hermético.

A Praça do Comércio ou Terreiro do Paço foi construído segundo o livro "sagrado" de Thot, conhecido também por Tarot. O cais das colunas é, maçonicamente, a entrada do "grande templo". As colunas poderão representar as colunas do Templo de Salomão (colunas B e J, Boaz e Jaquin respectivamente, simbolizando força e estabilidade, rigor e misericórdia, força e beleza, ciência e conhecimento, o Ocidente e o Oriente). O "estar entre colunas" maçonicamente significa estar em segredo entre irmãos.

O Arco da Rua Augusta é outro monumento maçónico. Suportado por duas colunas, o monumento tem um significado profundamente esotérico. Todas as cidades alicerçadas sobre sete colinas (Lisboa, Roma, Jerusalém) são consideradas urbes sagradas pela tradição teúrgica (da obra do Eterno na face da Terra, onde a magia e a sublimidade se tornam realidade) e possuem o seu Arco do Triunfo ou da Salvação que designam o umbral dos mistérios, a passagem das trevas para a luz, da morte para a imortalidade, que é concedida pela sabedoria das idades. A estátua da águia que está no cruzamento da Rua de São Nicolau com a Rua Augusta, na esquina, é o símbolo supremo da regência das constelações zodiacais de Balança e Vénus em Lisboa, configurando o nascimento para a luz augusta, indicadora da perfeição humana. O número 17 é o número da "estrela dos magos", sendo Portugal o país sob o biorritmo do valor 17, e este número é encontrado na quadrícula da baixa lisboeta onde sete ruas longitudinais cruzam-se com sete ruas transversais intersectadas por três praças.

No centro do Terreiro do Paço há todo um fabuloso conjunto arquitectónico de edifícios adornados de escadas em todo o redor. Os reconstrutores, todos eles ligados à Maçonaria (Karl Mardel, Manuel da Maia e Eugénio dos Santos), não fizeram as coisas por acaso: tudo tem um propósito bem vincado apesar da secreta discrição. Os 78 arcos (11 à direita e 11 à esquerda da Rua Augusta, e 28 arcos de cada um dos lados nos edifícios laterais à volta da praça) simbolizam as 78 cartas ou lâminas de ouro fino ou crisopeico e prata argiopeica que constituem o livro de Thot (Tarot), sendo que as primeiras 22 lâminas pertencem aos arcanos maiores ou esotéricos (iniciáticos) e as restantes 56 aos arcanos menores ou exotéricos. Os 56 arcos do Terreiro do Paço representam a manifestação profana e os 22 arcos frontais entre a Rua do Ouro e a Rua da Prata são a realização oculta. O professor Henrique José de Souza escreveu, no seu livro "O Livro do Loto", o seguinte: "(...) Repare-se como o Arco da Rua Augusta se parece com o do Palácio da Aclamação, na capital baiana. VIRTUTIBUS MAIORUM (melhor dito, MAJORUM), é o lema da Rua Augusta. De cada lado do referido Arco da Rua Augusta, figuram 11 portais. Ele é, portanto, o 23º, como primeiro Arcano Menor. A estátua do frontispício, na sua parte mais alta, coroa um Homem e uma Mulher. Em baixo também se fala num DOCUMENTO P.P.D., que antes deveria ser L.P.D. Deve ser um lema latino referente a PORTUGAL".

A estátua de El-Rei D. José, no centro da praça, poderá ter sido esculpida por alguém que possuía no seu carácter a arte e o saber iniciático das confrarias esotéricas. A estátua de D. José trajado de imperador romano empunha um ceptro imperial - o que parece querer simbolizar a sacralidade - e monta um cavalo branco que esmaga as serpentes - símbolos das forças das trevas -, sendo muito possivelmente baseada na figura de São Jorge. Alguns templários oriundos de Inglaterra terão ajudado as tropas de D. Afonso Henriques a tomar a cidade de Lisboa aos mouros gritando o nome do seu santo protector, São Jorge, grito de guerra que terá sido também adoptado pelos portugueses. Qualquer semelhança entre a estátua de D. José com uma representação de São Jorge - um vulto de longos cabelos a cair em cachos sobre os ombros montado num cavalo branco e a exterminar algum réptil (serpentes ou dragão) - não deve ser pura coincidência.

As três ruas que compõem o conjunto do grande templo são a Rua do Ouro, a Rua da Prata e a Rua Augusta. O ouro é o objectivo alquímico final representado por um círculo com um ponto no meio (glifo), que significa a luz, o dia e o elemento masculino: Homem. A prata é, na alquimia, o símbolo feminino e lunar. Em união com o ouro, dá-se a "Unio Mystica", o que astrologicamente significa o preenchimento das carências da lua através do sol. Já augusta vem de Augusto, que significa supremo, superior, o mais importante. Marquês de Pombal poderá ter homenageado o imperador Franz I, um dos maiores maçons de Germânia e a quem ele deve a iniciação maçónica em Viena, com a Rua Augusta, que simboliza a imponente figura do imperador, ladeada pelos importantes símbolos maçónicos que são o sol e a lua.

O livro "O Maçon de Viena", de José Braga de Gonçalves, confirma a simbologia maçónica oculta nas ruas da baixa lisboeta: "(...) Assim se satisfaziam todos os gostos e requisitos maçónicos no tocante a pares de colunas à entrada do Templo-alto: duas para quem vem do Tejo, duas para quem entra na praça por terra e duas, monumentais e apenas visíveis na planta geral, demarcando a antecâmara da Cidade-Templo, a Praça do Comércio. Fosse por onde fosse, passando duas colunas, surgiam em frente as três portas frontais do Templo de Salomão: a do meio para os Mestres e, de cada lado, uma para os companheiros e outra para os aprendizes, formadas pelas embocaduras das ruas Augusta, do Ouro e da Prata. Depois, franqueando aquelas, surgiam três fiadas de prédios dispostos horizontalmente, por oposição aos seguintes cinco, dispostos verticalmente. A interpretação tornava-se subitamente cristalina. As três primeiras fiadas de prédios na horizontal representavam os três passos de entrada em Loja do aprendiz, passos ritualmente curtos e receosos ante o desconhecido. As outras cinco fiadas de prédios, dispostos na vertical, significavam os cinco passos de entrada em Loja dos companheiros. A soma dos dois dava o número de passos de entrada em Loja dos mestres (...)".

A Rua do Ouro e a Rua da Prata com a Rua Augusta, as principais artérias que partem do Terreiro do Paço, representam também o caduceu de Hermes, ou de Thot, que é uma coluna em torno do qual sobem duas serpentes, uma dourada e outra prateada (solar e lunar, quente/activo e frio/passivo), que simbolizam as duas energias fundamentais do universo, os contrários que se contemplam, atraem e repelem. O bastão central (a coluna) simboliza a fusão e síntese das duas forças polares, sendo que é através do caduceu pombalino que temos acesso às sete colinas ou selos de Lisboa (Liz + Boa; "Liz", da Flor de Liz, é o símbolo da iniciação e mistério, da Santíssima Trindade ou do sol tríplice; "Boa" designa a "água" e a coluna salomónica Boz ou Boaz, o pilar de Deus no cais ao pé do rio Tejo): São Vicente em Alfama, Santo André na Graça, São Jorge na Mouraria, São Roque no Bairro Alto, Santa Catarina a partir do Camões, Santana sobre o Largo da Anunciada e Chagas no Carmo. Os sete padroeiros detêm o enigma críptico da capital portuguesa.

Nota: informações retiradas do sítio Lusophia de Vítor Manuel Adrião, um escritor esotérico português e presidente-fundador da Comunidade Teúrgica Portuguesa, e também do blogue Cruzada Católica.

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