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A-24

Justiça ao modo islâmico

por A-24, em 27.01.13
Um total de 21 cidadãos egípcios foram condenados à morte por um tribunal do Egito, pelos incidentes no jogo de futebol entre o Al Masry e o Al Ahly – equipa então treinada pelo português Manuel José, que foi agredido e ficou retido no balneário -, realizado em fevereiro de 2012 em Port Said, e que originaram 74 mortos.
Homicídio, porte de armas e destruição da propriedade pública eram as acusações que pendiam sobre os arguidos, no julgamento realizado, de forma extraordinária, na Academia de Polícia local (devidamente apetrechada e adaptada), por um tribunal especial, presidido por Sobhi Abdelmeguid, que mal conseguiu ditar a sentença, tantos foram os gritos de júbilo na sala, relata a agência Efe.
Após a invasão de campo, a 1 de fevereiro de 2012, adeptos das duas equipas envolveram-se em confrontos, também com a polícia presente, que originaram 74 mortos e 254 feridos. Uma tragédia que levou à suspensão da Liga do Egito, que será reatada no próximo dia 2 de fevereiro.
Na altura, houve alegações que os adeptos que invadiram o campo pertenciam ao Al-Masry e que o arremesso de tochas, petardos e atos de violência haviam sido perpetrados por apoiantes do antigo presidente egípcio, Hosni Mubarak , entretanto deposto.
A sentença foi recebida com alegria pelos familiares das 74 vítimas da tragédia. Já as famílias dos agora condenados com a pena de morte tentaram invadir a prisão onde os restantes 50 arguidos estão preventivamente detidos, em Port Said. 
Os desacatos junto ao estabelecimento prisional já originaram a morte de um guarda, atingido a tiro. Os restantes 50 arguidos vão conhecer a sentença a 9 de março. 
Adeptos do Al Ahly festejaram a sentença nas ruas de Port Said, e também no Cairo, junto da sede do principal rival do clube na cidade, o Zamalek.