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A-24

Itália também fica fora do Mundial, Godín voltou a decidir. Costa Rica garante primeiro lugar

por A-24, em 25.06.14
O Uruguai derrotou a Itália por 1-0 e assegurou presença nos oitavos-de-final. Godin, que já tinha oferecido o campeonato ao Atlético Madrid (e quase uma Liga dos Campeões) foi decisivo ao marcar o único golo da partida, aos 81 minutos. A partida foi bastante fraca e com nenhuns rasgos de genialidade. O Uruguai precisava do triunfo, mas não conseguiu criar lances dignos de golo, enquanto a Itália jogou claramente para o 0-0. Durante os primeiros 45 minutos, salvo uma defesa complicada de Buffon, a partida foi-se arrastando, enquanto na segunda parte, Marchisio recebeu ordem de expulsão e tudo mudou. O Uruguai passou a arriscar mais, Suarez ficou perto do golo (defesa de Buffon) e, num lance de bola parada, Godin saltou mais alto para marcar o golo decisivo. Até final, destaque para mais um lance polémico de Suárez. O avançado uruguaio voltou a morder num adversário (Chiellini), escapando a uma sanção do árbitro da partida. A Itália está de fora na fase de grupos pelo segundo Campeonato do Mundo consecutivo e é mais uma selecção europeia de topo a abandonar o Brasil. 

Costa Rica 0-0 Inglaterra - A Costa Rica confirmou o 1º lugar no grupo da morte, depois de segurar o nulo frente à Inglaterra. Roy Hodgson promoveu muitas mudanças na equipa, para estrear outros jogadores num Mundial, enquanto os centro-americanos pouparam dois elementos. Ao contrário do Itália-Uruguai, esta partida acabou por ser bem mais interessante. A Costa Rica tentou controlar os britânicos e ficou perto do 1-0 em dois momentos (remates de Joel Campbell e de Celso Borges, este último ao poste), contudo, do outro lado Sturridge esteve bastante rematador (no segundo tempo falhou uma grande oportunidade). O jogo teve mais alguns lances de perigo, mas Keylor Navas (grande segurança) e Foster impediram que os adeptos vibrassem com golos. A Inglaterra saiu do Mundial sem qualquer vitória (2ª vez, tal como em 1958) e com a pior prestação de sempre (em termos pontuais). Já os costa-riquenhos saíram da fase de grupos sem qualquer derrota (histórico) e com apenas 1 golo sofrido (de grande penalidade).

Fernando Santos fez história e qualificou pela 1ª vez a Grécia para os oitavos-de-final de um Mundial (e considerando que vai defrontar a Costa Rica as hipóteses de chegar aos quartos são muito fortes). Um penalti convertido por Samaras já nos descontos eliminou uma Costa do Marfim, que pelo 3º Mundial consecutivo ficou pela fase de grupos (verdade seja dita que só neste tinham reais obrigações de passar). E o apuramento dos gregos até foi justo. A Grécia, apesar de ter abusado do cinismo, mesmo a precisar de ganhar deu a iniciativa à Costa do Marfim (como é habitual os gregos exploraram as transições e jogaram no erro do adversário), depois de na 1ª parte ter feito o 1-0 (erro incrível de Tiote), teve diversas oportunidades para ampliar o marcador no 2º tempo (atirou 3 bolas aos ferros e falhou algumas transições em situações em que estava em superioridade numérica), além disso soube aproveitar bem as fragilidades dos africanos. Sendo certo que a Costa do Marfim depois de ter chegado ao empate também teve algumas oportunidades para fazer o 2-1 (vão ficar a "chorar" uma transição em que estavam em clara superioridade numérica). A nível individual, destaque para mais uma excelente exibição de Manolas (bem apoiado por Maniatis e Sokratis); Holebas (atirou uma bola à barra) também teve nota muito positiva, e Lazaros Christodoulopoulos destacou-se com a sua condução de bola e capacidade de desequilíbrio. No entanto, o mérito é todo deFernando Santos (que admitimos não sermos propriamente fãs). O técnico português foi forçado a fazer duas alterações ainda na 1ª parte, mas mesmo assim conseguiu sempre encontrar soluções para contrariar o adversário e principalmente soube aproveitar com mestria as debilidades dos africanos. Quanto à Costa do Marfim, custa ver uma geração como esta ficar de fora tão cedo, principalmente em detrimento de uma selecção que é um pouco anti-futebol. Mas acabou por ser mais do mesmo, nos momentos decisivos (seja em Mundiais ou na CAN) esta geração falhou sempre, e desta vez não foi diferente. Muitos erros infantis, e um excesso de individualismo que foi fatal. Em vários lances depois do desequilíbrio a opção era um remate, num dos poucos que isso não aconteceu, Gervinho (que juntamente com Yaya foi o elemento que acrescentou mais qualidade) ofereceu o golo a Bony.

Japão 1-4 Colômbia (Okazaki 45´+2; Cuadrado 17´g.p., Jackson 55´ e 82´ e James 89´) - Excelente espectáculo de futebol em Cuiabá, com uma equipa à procura de um milagre e outra com o seu destino praticamente traçado (1º lugar). Pekerman rodou muitos elementos da equipa base, com Jackson Martínez e Quintero a serem titulares (Arias e Guarín também jogaram de início). A equipa asiática entrou bem na partida e criou jogadas de perigo, contudo, foi a Colômbia a chegar ao 0-1 (Cuadrado não desperdiçou uma grande penalidade). Os sul-americanos geriram as forças e jogaram na expectatica, factor aproveitado pelos japoneses para chegaram perto da baliza de Ospina. Depois de várias tentativas, Okazaki empatou mesmo, aos 45´+2, aproveitando uma assistência de Honda (excelente cabeceamento). Ao intervalo, Pekerman fez entrar James para o lugar do apagado Quintero e o ex-FC Porto mostrou toda a sua classe. Apesar do Japão voltar a ter mais iniciativa e mais remates, foram mesmo os colombianos a chegar ao golo, e logo por 3 ocasiões. A parelha James-Jackson voltou a funcionar, com o esquerdino a assistir o portista por duas ocasiões (no 3º golo, Jackson fez um belo trabalho individual) e facturar com grande classe (driblou um defesa e picou sobre o guarda-redes asiático). Jackson Martínez tornou-se no 1º colombiano a bisar numa partida de um Mundial, enquanto Mondragón entrou aos 85 minutos (ainda fez uma boa intervenção), para se tornar o jogador mais velho a actuar num Mundial, batendo o recorde de Roger Milla. Nos oitavos-de-final vamos ter um duelo sul-americano, entre Colômbia e Uruguai. Nota final para o Japão, que não conseguiu fazer o brilharete de 2010. Apesar dos bons recursos técnicos (os jogadores trocam bem a bola e conseguem progredir no terreno com qualidade), falta maior qualidade na hora de rematar, enquanto o sector defensivo comete bastantes erros para este nível.