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A-24

Interessante opiniao sobre a União Europeia em vésperas de eleições.

por A-24, em 18.05.14
Porque a UE é uma ditadura (disfarçada de democracia) em que o que interessa é decidido por uma comissão europeia de nomeados não-eleitos, e em que as vontades dos povos não são nem ouvidas, nem respeitadas (basta ver quantos referendos a Irlanda teve de fazer até se aprovar o SIM a Lisboa). A UE vive afastada do povo europeu, um pouco como os imperadores chineses que viviam na cidade proibida rodeados de eunucos e de concubinas. Isto lembra um pouco os dois partidos políticos nos últimos dias do regime do Shah da Pérsia. O povo dizia que havia o partido do SIM, e o partido do SIM SENHOR - dois lados da mesma moeda, com os resultados que conhecemos.
A UE é um fracasso político, cultural, nunca será uma potência militar (Putin demonstrou o quão impotente a UE é na Ucrânia), e a única vitória relativa é a nível económico (e mesmo essa tem muito que se lhe diga). Tentou-se vender a povos com culturas completamente distintas que somos todos iguais e irmãos. Ainda ontem me lembrei da série inglesa dos Tudors e de um filme inglês, em que os portugueses são retratados como um bando de porcos, labregos, que viviam como porcos na idade média. Se eles se sentem à vontade em nos retratar - o seu mais antigo aliado - como porcos, será de estranhar que nos tenham atribuído e a outros o "honrado" cognome de PIGS? Esta é uma Europa algo racista, mas sobretudo xenófoba no sentido real do termo (xhenos+phobia). Somos diferentes, e não queremos ser iguais. E sobretudo, estamos fartos porque já percebemos que este sistema não nos ouve nem nos beneficia.
O Dr. Medina Carreira, dizia há tempos que só faziam sentido revoluções quando os cofres estavam cheios (ele devia-se referir ao ouro salazarista que viajou para Moscovo, Forte Knox e para os bolsos de alguns acólitos do novo regime). Infelizmente neste assunto ele está errado. É que as revoluções não tê, de fazer sentido, elas acontecem quando se atinge um grau de apatia ou de descontentamento, em que ninguém está disposto a defender algo que não entende como sendo seu. Em 1789, a França estava falida. E dez anos depois, centenas de milhar de franceses - que não tinham levantado uma palha para defender um Borboun - jaziam mortos em defesa de um regime que entendiam como seu, mas que nunca passou de uma balbúrdia.
Mas não se preocupem. Pelos menos os partidos não se preocupam. E eu também não. O PS manda eleger para a Europa um calão que não trabalha nem aparece. No CDS, recuso-me a votar enquanto Portas lá estiver (e a minha decisão é irrevogável). O PSD também não é solução para nada porque se recusam a mexer no monstro (provavelmente porque há quem lucre muito com o monstro). Daí que, quando não se gosta das equipas nem do árbitro, não se vá a jogo.
Pode ser que esteja sol.