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A-24

Google recorda pioneira da aviação envolta em mistério

por A-24, em 25.07.12
Amelia Mary Earhart, a mulher-piloto que atravessou o Atlântico aos comandos de um avião, o Google recorda a pioneira americana, desaparecida misteriosamente quando atravessava o oceano Pacífico.
Vanessa Sardinha (www.expresso.pt)
Terça feira, 24 de julho de 2012
Amelia Earhart esteve, sozinha, aos comandos do avião que fez a primeira travessia do Atlântico pilotado por uma mulher
Amelia Earhart esteve, sozinha, aos comandos do avião que fez a primeira travessia do Atlântico pilotado por uma mulher
Conhecida por ter sido pioneira na aviação dos Estado Unidos, e a primeira mulher a pilotar a sobrevoar o oceano Atlântico, Amelia Earhart foi também autora e defensora dos direitos das mulheres.
Amelia Earhart nasceu no Kansas em 1897, desapareceu no Pacífico em 1937, tendo a morte sido declarada apenas em janeiro de 1939
Amelia Earhart nasceu no Kansas em 1897, desapareceu no Pacífico em 1937, tendo a morte sido declarada apenas em janeiro de 1939

Nascida em Atchison, no Kansas, a 24 de julho de 1897, Amelia desapareceu a 2 de julho de 1937, com 39 anos, quando atravessava o oceano Pacífico com Fred Noonan - outro pioneiro aviador americano. No entanto, a morte só foi declarada em janeiro de 1939, daí o desaparecimento de Amelia ter estado desde sempre envolto num grande mistério, até porque o seu corpo nunca foi encontrado, nem o do acompanhante, nem o próprio avião.

Teorias vão de espia até menina da rádio


O fenómeno do seu desaparecimento deu vida a inúmeras teorias, lendas e mitos que fascinaram os fãs de Earhart.  Uma das hipóteses afirmava que a aviadora se encontrava no Japão onde operava como espia a pedido da administração do Presidente Franklin Roosevelt. Teoria que foi deitada por terra em 1949, após a investigação de Jackie Cochran, uma das amigas de Amelia - também ela aviadora.
Em 1966 Fred Goerner, correspondente da CBS - uma das maiores redes de televisão e rádio dos EUA - publicou um livro onde apontava para a captura e execução de Earhart e de Noonan, aquando a suposta queda da aeronave onde seguiam, que se terá despenhado na ilha de Saipan, das ilhas Marianas.
Uma outra versão indica que Amelia fazia publicidade em emissoras de rádio trabalhando como Tokyo Rose - nome das mulheres que davam voz à propaganda radiofónica emitida durante a Segunda Guerra Mundial, em especial à propaganda japonesa contra o exército dos EUA. George Putnam desmentiu esta teoria, depois de ter ouvido inúmeras emissões da rádio e de não ter reconhecido, em nenhuma delas, a voz da aviadora.

O mistério continua


Foi igualmente levantada a hipótese de Amelia Earhart ter sido vítima de um acidente a 64 quilómetros a sudoeste de Rabaul, numa província de Papua Nova Guiné.
David Billings, engenheiro aeronáutico australiano, especulou que a aviadora terá desviado a rota inicial para conseguir obter combustível em Rabaul, sem ter conseguido chegar ao seu objetivo.
Seja qual for a teoria, o certo é que aos 39 anos, a aviadora desapareceu sem deixar rasto quando sobrevoava o oceano Pacífico com o intuito de dar a volta ao globo, permanecendo o mistério sobre o que terá de facto acontecido à pioneira da aviação dos EUA.
Google recorda pioneira da aviação envolta em mistério


Doodle recorda, soma e segue


O Google não quis deixar passar em branco o 115º aniversário do nascimento da misteriosa Amelia Earhart e, por isso, assinalou o dia com um doodle, nome dado à imagem que substitui o logótipo do motor de busca e que os cibernautas já se habituaram a ver como marca de uma efeméride. Atualmente, os doodles são tantos que já têm direito a uma página a que o Google convencionou chamar precisamente "Google Doodles ".
in Expresso

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