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A-24

França irá permitir o suicídio assistido

por A-24, em 23.12.12

Sectores franceses conservadores, religiosos e médicos mobilizaram-se contra a eutanásia, mas um relatório entregue ontem ao Presidente François Hollande aconselha o "suicídio assistido" sob condições estritas e em casos extremos. 

O chefe de Estado francês é favorável às conclusões do relatório que ele próprio encomendou, depois de ter prometido durante a campanha eleitoral uma lei sobre o assunto.
O Parlamento discutirá nos próximos meses uma projeto de lei sobre "o fim da vida" e Hollande pediu já um parecer ao Conselho Nacional da Ética sobre "as condições e as modalidades, permitindo a um doente incurável ser assistido na sua vontade de pôr ele próprio fim à sua vida".
Franceses aprovam
Sondagens recentes indicam que uma maioria de franceses aprova a eutanásia em casos restritos e extremos. "As pessoas querem adormecer e morrer em paz e sem dor", diz um dos autores do relatório.
De acordo com fontes do Eliseu, medicamentos - opiáceos ou outros - seriam administrados nos hospitais aos "pacientes em fim de vida que sofrem de doenças dolorosas e sem cura", depois destes terem, repetidamente, manifestado a vontade de morrer.
A ideia, segundo o relatório entregue ao Presidente francês, não é legalizar a eutanásia mas "respeitar a vontade dos doentes até lhes dar a morte através de uma assistência médica que lhes permita morrer dignamente".
Expresso