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A-24

Festivais de verão

por A-24, em 07.08.13
Uma das tristezas de Verão são os festivais. Não digo que a música seja sempre má, não é o caso. Nem que todos os festivais sejam maus. O que me mete nojo, sobretudo, são as atitudes de brancos que se comportam como pretos e que são cada vez mais frequentes, demonstrando bem a alienação desta gente. Há, quanto a isso, três festivais paradigmáticos: o Sumol summer fest, o músicas do mundo e o da Zambujeira. Sobre o primeiro não há nada a fazer. Deixei de beber sumol desde que tive noção da existência deste evento dedicado ao reggae e derivados. Não tenho nada contra este género musical, evidentemente, desde que devidamente contextualizado em termos religiosos e étnicos. Mas ver brancos abanando-se de forma ridícula como se fossem jamaicanos ou rastafarianos é deveras lamentável. 
O segundo é outro exemplo. Por razões misteriosas, a música étnica tornou-se, de há uns anos a esta parte, feudo de comunas e drogados. Depois é vê-los também com comportamentos de preto neste festival. Do charro à criança de colo transportada como se estivéssemos em África, de tudo se vê aqui. E é pena, porque a música étnica é muito respeitável e não merecia tal público. Eu, pela minha parte, ouço música do Mali, do Senegal e por aí, mas não é por isso que me ponho, feito parvo, a tentar dançar como um preto. Tal como não me ponho a tentar imitar um algarvio quando ouço o corridinho.

Quanto ao terceiro, os mesmos vícios do primeiro. Música e ritmos não-brancos. Gente branca que quer ser preta.
Balanço disto? a percepção de que a lavagem cerebral, o envenenamento cultural tem vindo a resultar. Brancos com vergonha das suas raízes e história, brancos que não têm a noção do que são ou deviam ser. Neste aspecto, a raça branca a surgir como a mais desprezível de todas. Eu não vejo africanos ou asiáticos a quererem ser brancos. Mas vejo brancos a quererem ser pretos. A dançarem ao ritmo africano e a, provavelmente, chacotearem se virem ou ouvirem ritmos tradicionais portugueses. É isto que tem vindo a ser conseguido pela máquina de promoção do multiculturalismo. Um cada vez maior desenraizamento dos europeus, um desconhecimento da sua história, uma rejeição da sua identidade. Mas isto, claro, não cabe no campo do etnocídio ou do genocídio. Isto, para os donos do mundo sem fronteiras é útil e enriquecedor, é a construção do mestiço universal, ente sem memória ou história, pronto a consumir o que se lhe dá.

in A Corte na Aldeia

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