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A-24

Extrema-direita ganha terreno na Europa

por A-24, em 05.05.12
De acordo com a SAPO Notícias, a extrema-direita ganha terreno na Europa (...)

França: a candidata Marine Le Pen obteve na primeira volta das eleições presidenciais em França 17,9% dos votos.

Grécia:  o partido neonazi Aurora Dourada tem 5% das intenções de votos e poderá conseguir um assento no Parlamento depois das eleições do dia 6 de Maio.

Holanda:  o Partido pela Liberdade (PVV), a formação eurocéptica e anti-islâmica do deputado Geert Wilders, foi considerado o grande vencedor das eleições legislativas antecipadas de Junho de 2010, passando de 9 para 24 deputados no Parlamento, que conta com 150. O partido apoiava o Partido Liberal do primeiro-ministro demissionário Mark Rutte. A coligação desfez-se após o fracasso das negociações sobre a redução do défice público. As eleições antecipadas foram marcadas para 12 de Setembro.

Noruega: representado por 41 dos 169 deputados do Parlamento, o Partido do Progresso teve entre os seus membros Anders Behring Breivik, que está a ser julgado pela morte de 77 pessoas no dia 22 de Julho do ano passado. Este partido populista hostil à imigração foi o grande derrotado das eleições locais realizadas após o massacre.

Áustria: no Parlamento austríaco, o Partido Liberal da Áustria (FPÖ) ocupa 34 dos 183 assentos, com 17,5%. A Aliança pelo Futuro da Áustria (BZÖ), uma dissidência da formação anterior que defende as mesmas teses populistas, eurocépticas e anti-islâmicas, possui 21 cadeiras com 10,7%.

Suíça:  no Parlamento suíço, a União Democrática de Centro (UDC), liderada por Toni Brunner, possui desde as eleições de Dezembro de 2011 a maior bancada parlamentar, com 54 dos 200 assentos. Este partido populista e xenófobo causou polémica com campanhas publicitárias nas quais mostrava um rebanho de cordeiros brancos a expulsar um cordeiro negro.

Finlândia:  o Partido dos Finlandeses Autênticos teve um grande êxito nas eleições de Abril de 2011. A formação eurocéptica e populista ocupa 39 dos 200 assentos do Parlamento.

Hungria: o partido de ultradireitista Jobbik entrou no Parlamento após as legislativas de Abril de 2010, e possui 46 dos 386 assentos do parlamento húngaro. O Jobbik defende a preservação da identidade nacional e o resgate dos valores cristãos, da família e da autoridade, utilizando, em algumas ocasiões, símbolos de uma formação nazi dos anos 1930.

Dinamarca:  o Partido Popular Dinamarquês possui, desde 2011, 22 das 179 cadeiras do Parlamento. Assim como os demais partidos de extrema-direita escandinavos, defende uma política anti-imigração e hostil ao islão.

Bélgica: o Vlaams Belang ocupa desde as eleições legislativas e federais de Junho de 2010 12 dos 150 assentos do Parlamento, menos do que nas legislaturas anteriores. Este partido defende posições nacionalistas, separatistas e anti-imigração.

Suécia: a extrema-direita está, pela primeira vez, presente no Parlamento, graças ao partido Democratas da Suécia (SD). Nas eleições legislativas de Setembro de 2010, este partido obteve 20 dos 348 assentos parlamentares.