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A-24

Entre a repressão e a parede

por A-24, em 06.06.14
Via A Batalha

O governo chinês lançou uma campanha de repressão preventiva. Pelo menos 50 pessoas encontram-se desaparecidas, detidas e foram interrogadas pela polícia por causa do 25º aniversário do massacre de Tiananmen, que se comemora a quatro de Junho. Este é o resultado da campanha lançada a nível nacional pelas autoridades chinesas há cerca de um mês. A maior parte dos detidos foi acusada de alteração da ordem pública. Agressões físicas e verbais, impedimento de contacto com familiares e advogados são algumas das medidas repressivas usadas pelas autoridades chinesas.

Na cidade de Yining, um tribunal reunido num estádio de futebol e com a presença de sete mil espectadores condenou 55 pessoas pelos crimes de terrorismo, separatismo, violação e assassinato na região de Xinjiang, no noroeste do país. Três dos acusados foram condenados à morte. A sentença e o aparato revelam o empenho e algum desespero no combate ao crescente número de ataques terroristas. O julgamento foi em tudo idêntico a um processo realizado na semana passada, na mesma região, que condenou 39 pessoas à prisão por actos terroristas. As sentenças públicas demonstram a determinação do governo em combater o terrorismo, o separatismo e o extremismo religioso. Os julgamentos públicos deste tipo são usados para humilhar os acusados e servirem de exemplo à sociedade. Prática comum no passado, actualmente têm lugar com alguma frequência nas regiões do Tibete e de Xinjiang. As autoridades chinesas anunciaram que esta semana detiveram cinco suspeitos de planearem um novo ataque terrorista e que só no mês de Maio foram presas mais de 200 pessoas e 23 grupos radicais doram desmantelados. Segundo o governo, só neste mês, mais de 200 pessoas foram detidas e 23 grupos extremistas foram desarticulados.