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A-24

Efeitos da crise nos transportes públicos

por A-24, em 28.11.12
Numa altura em que seria necessário estimular o uso dos transportes públicos pelas mais variadas razões, acontece o oposto. Causas: Aumento excessivo dos bilhetes e passes e o desemprego galopante, que deixa as pessoas em casa.
Ainda não se sabem os aumentos previstos para Janeiro, mas a continuar a escalada dos preços e do desemprego, 2013 será um ano com ainda menos passageiros nos transportes.

"O Metro de Lisboa perdeu 14,8% de passageiros no terceiro trimestre, o que significa menos 6,2 milhões de pessoas transportadas entre Julho e Setembro, um período em que se registaram também quedas expressivas no transporte fluvial e ferroviário.
Os dados trimestrais do Instituto Nacional de Estatística apontam para reduções homólogas no número de passageiros de 11,9% no transporte fluvial e 13,2% no modo ferroviário.
O Metro do Porto registou também uma diminuição de 3,1%, bastante abaixo da perda registada em Lisboa.
Os sistemas de Metropolitano de Lisboa e do Porto transportaram um total de 47,7 milhões de passageiros em julho, agosto e setembro, o que significa uma descida de 12,2% face ao mesmo período de 2011, acentuando as variações negativas de 7,7% no primeiro trimestre e 10,8% no segundo.
No transporte fluvial, a travessia do rio Tejo, que representa 72% do total (7,9 milhões de passageiros), teve menos 15,1% de passageiros do que o trimestre homólogo de 2011.
Os comboios transportaram 31,4 milhões de passageiros no terceiro trimestre (-13,2%), agravando a tendência decrescente iniciada no segundo trimestre de 2011.
Na rede suburbana, que movimentou 88% do total de passageiros (27,6 milhões), registou-se uma quebra homóloga de 4,2 milhões de passageiros (-13,2%).
O transporte interurbano de passageiros registou uma descida de 12,9%, totalizando 3,7 milhões de pessoas transportadas.
Os 42 mil viajantes internacionais representaram uma variação homóloga negativa de 12,5%.
Numa altura em que seria necessário estimular o uso dos transportes públicos pelas mais variadas razões, acontece o oposto. Causas: Aumento excessivo dos bilhetes e passes e o desemprego galopante, que deixa as pessoas em casa.
Ainda não se sabem os aumentos previstos para Janeiro, mas a continuar a escalada dos preços e do desemprego, 2013 será um ano com ainda menos passageiros nos transportes."
Público