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A-24

Competitividade

por A-24, em 17.02.13
Inst. Ludwig Von Mises
 
O fato difícil de aceitar é que a competitividade da mão-de-obra e da indústria brasileira continua ruim, e isso não pode ser corrigido por meras manipulações cambiais. O que os mercantilistas parecem ainda não ter entendido -- não obstante já tenham tido dois séculos para isso -- é que uma taxa de câmbio depreciada pode beneficiar os exportadores apenastemporariamente, pois uma desvalorização da moeda necessariamente significa que os preços domésticos subirão mais acentuadamente ao longo do tempo. E dado que os produtores domésticos terão de arcar com o aumento em seus custos de produção, todas as supostas bênçãos trazidas pela depreciação cambial rapidamente desaparecem. Portanto, aos olhos dos mercantilistas e do governo, o Brasil está perdendo, ainda que esteja momentaneamente vencendo a guerra cambial.

Já aos olhos dos economistas pró-livre mercado, o Brasil está perdendo, independentemente de qual seja a perspectiva adotada: temos uma moeda que vale 20% menos do que valia há um ano e meio, a inflação de preços acumulada em 12 meses está acima dos 6%, e quase nada foi feito em termos de melhorar nossa competitividade no mercado internacional. A boa notícia para os exportadores é que a China parece estar conseguindo evitar seu ciclo econômico mais uma vez, adiando sua recessão. Temores de um "pouso forçado" da economia chinesa parecem ter se arrefecido por ora, e o crescimento econômico está reaparecendo a um ritmo mais rápido.