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A-24

Budapeste nos dias de hoje

por A-24, em 28.09.10
A maioria dos jovens húngaros não vê o futuro assegurado no seu próprio país. É esta a conclusão, evidente para todos, da última sondagem científica realizada por investigadores da Academia húngara. Hoje, os jovens não se contentam em sonhar com uma vida no estrangeiro. Assim que têm os seus diplomas na mão, fazem projetos concretos para emigrar.
Apenas 39% dos alunos do secundário consideram que o amor pela pátria implica ficar no país. Entre eles, um terço hesita, mas um outro terço já decidiu emigrar. A situação não é tão dramática entre os universitários: "apenas" 19% tencionam partir e, consequentemente, devemos alegrar-nos pelos 61% de jovens universitários que pensam que o seu futuro está na Hungria.

Quem pode travar um milhão de desempregados?

Há dias, no Parlamento, um deputado cristão-democrata lamentou o decréscimo da população húngara. Não chega a haver dez milhões de magiares. É preciso encorajar os jovens a ter filhos, declarou. Mas a maior parte das nossas crianças, nascidas e criadas aqui, que terminam o secundário e são quase licenciadas, não encontram lugar nesta sociedade.
O meu mais velho também me disse que, se não fosse a família ser tão grande e tão afetuosa, não ficava. Na opinião dele, os filhos de famílias separadas vão-se embora mais facilmente do que os das famílias unidas. Também acha que, com um bom diploma universitário, é impensável não encontrar trabalho que permita criar uma família nos países da Europa ocidental. E que, no nosso, não é isso que acontece.
Presseurope

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