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A-24

Braga vence taça da Liga

por A-24, em 14.04.13
O primeiro troféu da carreira de José Peseiro. A segunda taça da história do Sp. Braga, depois do triunfo no Jamor, a 22 de Maio de 1966. A segunda final da Taça da Liga perdida pelo FC Porto, após a derrota em 2010, frente ao Benfica. É isto que significa a vitória deste sábado dos minhotos sobre o campeão nacional, por 1-0, em Coimbra, num jogo que uma expulsão no fim da primeira parte ajudou a desequilibrar.
Mesmo sem o saber, Vítor Pereira começou por mexer na história do jogo quando decidiu deixar Otamendi de fora em detrimento de Abdoulaye. O argentino não tinha sido feliz no jogo contra o Sp. Braga, no campeonato, mas a verdade é que o senegalês o foi ainda menos, frente ao mesmo adversário, para a Taça da Liga.
O FC Porto, com mais bola (64% de posse contra 36) mas sem mais ideias, levava um soco no estômago na saída para o intervalo. Vítor Pereira era obrigado a mudar a abordagem e o discurso nas cabinas. Deixou Lucho (uma pálida imagem de si mesmo) no balneário e viu-se obrigado a lançar Otamendi.
Restabelecido o equilíbrio possível na organização, os “dragões” foram tentando empurrar o Sp. Braga para trás, procurando pisar os terrenos mais perto da área adversária. Em contrapartida, expunham-se à velocidade dos extremos minhotos, que só não fizeram mossa aos 62’ porque Fernando esticou um dos tentáculos e roubou um remate fácil a Mossoró.
Por esta altura, o jogo estava moldado à imagem do Sp. Braga, confortável no desenho das transições ofensivas rápidas. Aos 66’, um buraco no eixo da defesa deixou Alan na cara de Fabiano: o brasileiro desviou a bola, Ruben Micael surgiu para a emenda sem oposição, mas, já em cima da linha final, acertou no poste. Jackson, num lance individual em que tirou dois adversários do caminho, respondeu com um remate forte e perigoso. A seguir, foi a vez de Carlão atirar por cima já no interior da área.
Era a fase mais dinâmica do jogo, de anarquia táctica, de toca e foge. Quando o ritmo voltou a baixar, Vítor Pereira apostou na irreverência de Kelvin e na velocidade de Atsu, sacrificando o pulmão de Defour e a magia do futebol de James. Com estas substituições, o FC Porto ganhava velocidade mas perdia imprevisibilidade, capacidade de surpreender num lance invidividual.
No Sp. Braga, era também velocidade que José Peseiro procurava quando chamou João Pedro para o lugar de Ruben Micael e José Luís para a vaga de Carlão, muito esforçado mas pouco inspirado. Os minhotos, competentes a defender, espreitavam o contra-ataque por todas as nesgas e voltaram a estar perto do 2-0 aos 85’, quando Hugo Viana testou os reflexos de Fabiano.
Foi o 10.º remate do Sp. Braga no jogo, tantos quantos o campeão nacional somava a cinco minutos do fim. E não surgiu o 11.º no lance seguinte porque o guarda-redes que tem vivido na sombra de Helton durante toda a temporada foi tão rápido quanto eficaz a sair aos pés de João Pedro. Surgiria aos 90+2’, quando Zé Luís, isolado, não foi capaz de acertar na baliza.
O avançado baixou a cabeça, desolado, mas a tristeza durou apenas dois minutos. Começava então a festa bracarense, a da conquista da primeira Taça da Liga e do segundo troféu nacional do seu historial.


Ficha de jogo

Jogo no Estádio Cidade de Coimbra.
Assistência: Cerca de 25.000 espectadores.

Sporting de Braga Quim, Baiano, Nuno Coelho, Aderllan Santos, Elderson, Custódio, Hugo Viana, Ruben Micael (João Pedro 74), Mossoró (Douglão, 90), Alan e Carlão (Zé Luís, 78). Treinador: José Peseiro.

FC Porto Fabiano, Danilo, Mangala, Abdoulaye, Alex Sandro, Fernando, Lucho (Otamendi, 46), João Moutinho, James (Atsu, 74), Defour (Kelvin, 61) e Jackson. Treinador: Vítor Pereira.

Árbitro João Capela (AF Lisboa).

Amarelos Abdoulaye (18 e 45), Elderson (36), Baiano (48), Mossoró (68), Custódio (80) e Quim (90).
Vermelho por acumulação de amarelos para Abdoulaye (45).

Golo
1-0, Alan, 45 + 2 minutos (grande penalidade).