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A-24

Benfica 2-2 FC Porto (13 Janeiro 2012)

por A-24, em 15.01.13
O jogo pode resumir-se a 20 minutos iniciais frenéticos, com 2 golos para cada lado, e a um conjunto de erros de arbitragem graves – onde se inclui um dos fiscais de linha – que condicionaram o jogo do FC Porto.
O FC Porto marcou primeiro, aos 8 minutos, em mais uma bola parada marcada para a área por Moutinho, com Jackson a falhar o cabeceamento e Mangala a aparecer isolado e encostar de cabeça. Dois minutos volvidos e o slb faz o empate numa jogada às três tabelas e uma finalização exemplar de Matic. Passados poucos minutos, e depois de uma fífia do guarda-redes adversário, Jackson Martinez muito oportuno faz o 1-2. Mas a vantagem acabou por não durar mais de dois minutos, novamente. Depois de jogada de insistência pela direita e de defesa incompleta de Helton, eis que Otamendi “assiste” Gaitán para golo. Mais uma falha comprometedora do defesa argentino (quando é que Maicon volta à equipa?). Depois dos 20 minutos de jogo as equipas abrandaram o ritmo e as oportunidades de golo começaram a escassear.
Nota positiva para a forma coesa e solidária como a equipa do FC Porto se apresentou na Luz. Ao contrário dos últimos jogos o FC Porto trocou quase sempre bem a bola, com as linhas próximas e pressionou muito alto o slb nas suas saídas para o ataque. Isso confundiu por completo a equipa adversária que optou maioritariamente pelo lançamento longo para as costas da nossa defesa. Vítor Pereira esteve (mais uma vez) melhor do que Jorge Jesus no embate directo.


Nota muito negativa para a arbitragem de João Ferreira. Na primeira parte foram mal assinalados três foras de jogo ao ataque do FC Porto. Um ou dois ainda se aceita, três é demais. Aquele fiscal de linha foi habilidoso. Na segunda parte o árbitro perdoou o segundo amarelo a Matic quando este derruba Otamendi por traz e evita um contra-ataque perigoso. Pior que isso foi não ter expulsado Maxi “o impune” Pereira quando este entra à karateca sobre João Moutinho. Vítor Pereira tem razão: é um mistério Maxi conseguir acabar os jogos em campo. Ele agride, insulta e pontapeia os adversários e nada lhe acontece. Talvez agora se perceba porque motivos Vieira escolheu o João Ferreira para apitar os jogos do benfica na Taça em 2004, na escuta (pouco) divulgada com Valentim Loureiro (e que não causou estranheza ao procurador de Gondomar). É que com o João ‘pode ser’ Ferreira em campo as “garantias” são outras. O que nos vale é que já não teremos de o aturar por muito mais tempo.
Crónica de Nuno Nunes