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A-24

As eternas vítimas

por A-24, em 02.06.14
Cartazes de uma campanha da Polícia Militar fixados nos ônibus do transporte público de Ribeirão Preto (SP) foram alvo de crítica de representantes da Coordenação Nacional de Entidades Negras (Conen) no município. Segundo a entidade, o material, que traz dicas de segurança para a prevenção de roubos, incita o racismo.
A figura mostra uma mulher branca com um telefone celular mão e outro personagem, escondido atrás de um poste, observando-a. A ilustração do suposto criminoso é preenchida com a cor preta, deixando somente os olhos e a boca do personagem em branco. No pé do cartaz, mais uma mulher branca, caracterizada como policial militar, atende os telefones de emergência da PM.

A Polícia Militar informou que a percepção foi "equivocada e exagerada", uma vez que o personagem alvo das críticas foi representado pela caracterização de uma "silhueta". A Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto (Acirp), parceira na campanha, afirma que não foi responsável pela elaboração do material e que abomina condutas racistas.
De acordo com Sílvia Seixas, coordenadora estadual da Conen em Ribeirão Preto, o caso é interpretado pela entidade como racismo institucional. "Não queremos saber quem desenhou ou colou os cartazes. Precisamos que a PM assuma que há um racismo institucional. Se a PM nega que o cartaz é racista, ela nega a existência do racismo institucional e não contribui para qualquer solução", diz.

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