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A-24

As causas da desgraça nacional

por A-24, em 09.03.13
João Vaz

As causas da desgraça nacional resumem-se a uma: falta de capacidade produtiva. Ao longo da história quase nunca produzimos, limitámo-nos a comerciar, a tramsportar e pouco mais. Ainda hoje as empresas de distribuição estão entre aquelas que mais valores movimentam.
O liberalismo não trouxe nada de novo. De 1820 a 1910 o país arrastou-se, a industrialização foi incipiente, o desenvolvimento tecnológico pouco mais que nulo. A agricultura primitiva e a incultura dominante completavam o quadro. A primeira república não fez mais nada além de manifestos de intenções. Continuávamos a produzir pouco e mal. Naturalmente, quando não se geram riqueza pedem-se empréstimos e foi isso que os sucessivos governos liberais foram fazendo, fosse para manter o funcionalismo ou para edificar linhas férreas.
A situação só muda significativamente com o Estado Novo. Os quarenta anos que vão de 1933 a 1974 são os únicos em que há um crescimento sustentado neste país. Ainda por cima com os últimos treze a verem fundos significativos desviados para o conflito ultramarino. Mesmo assim crescíamos, produzíamos, combatíamos o analfabetismo - nesse ponto fez-se mais nesses quarenta anos do que em 100 de liberalismo ou em outros quarenta de terceira república, pese o facto dos esquerdalhistas insistirem na tecla da "ignorância" mantida pelo regime.
Depois de 25 de Abril de 1974 assistimos às nacionalizações criminosas, às colectivizações criminosas, à expulsão criminosa de quem gerava riqueza. Os comunistas são tão responsáveis no desastre nacional como quaisquer outros que vieram depois, pois foi sob a orientação vermelha que se procedeu ao desmantelamento da economia entre 1974 e 1976 - e os resultados dessa acção nociva prolongaram-se no tempo.
Depois de 1986 vieram os fundos de que nunca beneficiou o Estado Novo. Mas para que serviram? para desmantelar o sector primário, essencialmente, para fazer crescer o funcionalismo público, para enriquecer quem se mexia nos sectores das obras públicas e afins.
Hoje, o que resta? o que sempre fomos, ou quase. Um país que não produz riqueza, que abandonou a agricultura, que deixou o mar, que tem um estado que gasta o que tem e o que não tem. Assim, naturalmente, continuamos a viver de empréstimos.
Este país só foi alguma coisa durante o Estado Novo. Certo, havia ainda muita agricultura de subsistência, mas o panorama foi mudando progressivamente. Assim como sucedeu na indústria. E já não éramos apenas exportadores de cortiça e conservas de peixe como sucedeu até aos anos trinta.
O esforço que o Estado Novo desenvolveu para o avanço económico do país foi único. E fê-lo sem ouro brasileiro e sem fundos gigantescos da Europa. Foi um esforço feito com os recursos nacionais. Que distãncia para os dias de hoje. 
A razão para a desgraça nacional é, pois, esta, o fado de nunca produzirmos de forma sustentada. À excepção desses quarenta anos. Dessa época que aqueles que vieram depois, os que ganharam com o seu fim e só se fizeram alguma com a decrépita terceira república gostam de denegrir. Os mentirosos e corruptos da terceira república nada fizeram de comparável ao que fez o Estado Novo. A única época em que este país foi alguma coisa desde 1820.