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A-24

Argentina: É proibido permitir

por A-24, em 08.04.12
Alberto Gonçalves in DN 

Nos 30 anos decorridos sobre a guerra nas ilhas Falkland, a senhora que preside à Argentina aproveitou para insistir no “absurdo” da soberania britânica e voltar a reivindicar o território. A pretensão da sra. Kirchner não merece comentários. Já perceber que espécie de gente apoia, hoje como ontem, semelhante pretensão é perceber aquilo que fascina num arquipélago escasso no tamanho e na demografia. 
Desde o início do conflito que, oficial ou oficiosamente, o comunismo internacional se perfilou ao lado dos argentinos, uma naturalidade se tivermos em conta que o invasor de 1982 era uma ditadura, mas uma curiosidade se recordarmos que a referida ditadura roçava o fascismo em teoria tão repugnante à extrema-esquerda. A cartilha da época, que nesta matéria permanece imutável, invertia os factos com o típico atabalhoamento da seita: no que por lá chamam Malvinas, a Argentina apenas procurava garantir o direito de um povo à livre determinação e a Grã-Bretanha não passava de uma malvada potência colonial, para cúmulo sob as ordens de uma afamada nazi chamada Margaret Thatcher.
No mundo real, não vale a pena notar que o povo em causa preferia (e prefere) a nacionalidade britânica, que a sra. Thatcher liderava o Governo eleito de um regime livre e que na trincheira oposta estava, aí sim, um regime autoritário responsável por dezenas de milhares de dissidentes políticos desaparecidos. O pormenor de os dissidentes se identificarem com a esquerda não veio a propósito neste caso (viria noutros).
Uma ocasião, Churchill prometeu elogiar o diabo se Hitler invadisse o inferno. Os comunistas elogiam Hitler ou o sucedâneo mais à mão se isso os ajudar a combater o seu inferno particular: a democracia.

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