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A-24

Alemanha acima de todos

por A-24, em 26.04.13
Os atropelamentos de Barça e do Real pelo Bayern e o Dortmund confirmam a deslocação do centro de gravidade do futebol europeu

Enquanto o resto do planeta estava entretido a comparar o Real Madrid de Mourinho e Ronaldo ao Barcelona de Guardiola - sim, Tito Vilanova vai ter paciência, mas ainda é do Barça de Guardiola que se trata - e Messi para tentar perceber quem era melhor, os alemães, como acontece sempre que nos apanham distraídos, estavam ocupados a preparar mais uma invasão da Europa. O arraial de facho que o Barcelona e o Real levaram na primeira mão das meias-finais da Liga dos Campeões às mãos de Bayern de Munique e Borússia de Dortmund não significa apenas o fim de ciclo para os dois gigantes espanhóis, mas uma deslocação do centro de gravidade do futebol europeu. Depois de quatro anos em que as equipas espanholas, os jogadores que as servem e os treinadores que as orientam estiveram no centro do mundo, vai ser preciso reescrever o mapa futebolístico. Ainda que Ronaldo e Messi continuem a ser de outro planeta, vamos todos ter de aprender a pronunciar nomes como Muller, Schweinsteiger, Lewandowski e Goetze quando quisermos fazer apostas sobre quem vai ganhar a próxima Bola de Ouro. E, nos melhores treinadores, mesmo que Mourinho mantenha o estatuto de candidato crónico, terá de haver espaço para Jurgen Klopp e Jupp Heynckes, até porque este ano não há Europeu nem Mundial que obrigue Vicente del Bosque a interromper a sesta. Lamentável é apenas que o Bayern esteja tão preocupado em demolir o Dortmund, que a final da Champions acabe a ser disputada por, pelo menos, dois jogadores com um pé numa equipa e o outro na outra. Mas também isso é normal: sempre que podem, os alemães fazem maldades terríveis aos vizinhos.
Jorge Maia

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