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A-24

À centésima, Roger Federer conquistou o 70.º

por A-24, em 28.11.11
Se há um recorde mais emblemático para um jogador considerado pela maioria como o maior campeão de sempre, é o de maior número de títulos no torneio que reúne os melhores. E esse recorde é agora de Roger Federer, após o sexto triunfo no ATP Tour World Finals, prova que se iniciou em 1970 sob o nome de Masters. Tal como nos três derradeiros duelos, o suíço derrotou Jo-Wilfred Tsonga e terminou o ano, o seu pior desde 2002, com uma série de 17 encontros ganhos e a conquista do 70.º título em cem finais realizadas.
“Não podia estar mais feliz e não podia estar mais exausto, porque o Jo sugou todas as minhas últimas energias”, disse Federer, após ganhar, por 6-3, 6-7 (6/8) e 6-3, e receber 1,2 milhões de euros por conquistar o Masters sem sofrer derrotas. Tsonga tinha eliminado Federer nos quartos-de-final de Wimbledon e venceu-o no Verão, em Montreal, mas os últimos três duelos caíram para o suíço: “quartos” do Open dos EUA, final de Paris-Bercy e, oito dias antes, primeira jornada do Masters (6-2, 2-6 e 6-4). “Fizeste uma grande época, ganhaste-me em Wimbledon, esta foi a minha vingança em Londres. Terás outras oportunidades”, elogiou Federer que, aos 30 anos, é o mais velho tenista a ganhar o evento.
No seu último encontro da época, Tsonga até estava disposto a partir os dois pés, mas o que faltou foi regularidade. O francês entrou muito determinado e, nos primeiros três jogos de serviço, cedeu somente um ponto. Mas no oitavo jogo, do nada, Federer obteve um break, em branco, que viria ser decisivo.
No segundo set, Tsonga tentou reagir mas esteve mais inconstante e, depois de sobreviver a dois break-points a 1-2, após duas duplas-faltas, acabou por ceder no quinto jogo. Ao fim de apenas uma hora e 11 minutos, Federer serviu para escrever mais uma página na história da modalidade, só que acusou o momento e o francês conseguiu o seu primeiro break no encontro. No tie break, Federer liderou por 5
2, serviu a 5/4 e um ás deu-lhe o primeiro match-point, a 6/5, salvo pela direita de Tsonga que voltou, dois pontos mais tarde, a aparecer.
O set decisivo teve o seu momento-chave no oitavo jogo, no qual Tsonga salvou corajosamente dois break-points, mas cedeu no terceiro, permitindo que Federer servisse a 5-3. Desta vez, o suíço não vacilou e fechou com um jogo em branco, uma hora e oito minutos depois de ter servido a 5-4 no segundo set.
Tsonga, que tentava ser o primeiro francês a ganhar a prova – depois de uma única tentativa por Sébastien Grosjean, em 2001 – fechou o ano com exibições que irão dar-lhe bastante confiança para preparar 2012. “Sem ti, talvez pudesse ganhar todos os torneios, mas estás aqui e és o melhor”, disse Tsonga.
Público

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