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A-24

Iraque 2014

por A-24, em 21.06.14
Bernardo Pires de Lima

É o velho problema do absolutismo de uma tese: chega a um ponto que cega o promotor. Tony Blair sabe que eliminar Saddam não chegou para fazer do Iraque o oásis do Médio Oriente e conhece bem as causas que fizeram de uma guerra rápida um pós-guerra traumático: falta de planeamento, desbaathização persecutória, desmembramento das forças de segurança, descrédito da cadeia de intelligence ocidental, falta de credibilidade dos iraquianos no exílio que influenciaram a invasão. Depois veio o pico da guerra civil em 2006/7, nova vaga de tropas americanas destacadas, muito dinheiro e armas a comprar a acalmia xiita-sunita e uma retirada negociada por Bush e cumprida por Obama, com o Afeganistão e Wall Street em brasa. O Iraque foi, então, entregue aos seus, alguns mais ocupados com perseguições étnicas do que em negociar compromissos 


O desgraçado consulado de Obama

por A-24, em 21.06.14
Via Lura do Grilo

O Iraque à beira de ser conquistado pela Al-Qaeda. Já Bush tinha avisado que eles operavam no Iraque mas... a incompetência ou maldade do Hussein é enorme.


A Líbia balcanizada a mando daquele Hussein cuja incompetência ou maldade é enorme.

A Síria um desastre a mando daquele Hussein cuja incompetência ou maldade é enorme.

O Egipto à beira de uma guerra civil - evitada por um valente general que viu bem as bestas que por ali já iam matando - a mando daquele Hussein cuja incompetência ou maldade é enorme.

A Nigéria um matadouro - e as meninas por aparecer - com a indiferença daquele Hussein cuja incompetência ou maldade é enorme.

O Irão a gozar e a fazer gato-sapato daquele Hussein cuja incompetência ou maldade é enorme e a isso foi conduzida por outro camarada de partido chamado Carter.

O Afeganistão vitima como nunca os soldados americanos a mando daquele Hussein cuja incompetência ou maldade é enorme.

O Paquistão onde a autoridade reinante não se sabe se é do governo ou dos Talibans a mando daquele Hussein cuja incompetência ou maldade é enorme.

Os EUA cada vez mais cercados na América Latina com bases iranianas em Venezuela.

Campeonato do Mundo, visto do Iraque

por A-24, em 19.06.14
Via O Insurgente

O campeonato do Mundo de futebol é um evento verdadeiramente global. No Iraque, por exemplo, apesar da falta de bons talentos locais, o futebol é o desporto-rei. Senão veja-se as imagens de soldados iraquianos (imagens gentilmente cedidas pela ISIS).


(cuidado, imagens chocantes, de pouco interesse futebolístico)

Nesta primeira imagem de soldados iraquianos a serem transportados para o lugar onde serão executados, nota-se a camisola de Kaká, jogador brasileiro que desta vez não foi chamado por Scolari.


Já nesta imagem, em que a ISIS expõe os prisioneiros iraquianos capturados, consegue-se vislumbrar claramente a camisola de Jordi Alba, jogador do Barcelona presente neste Mundial, Ibrahimovic, que ficou de fora eliminado por Portugal e aquilo que parece ser a camisola 7 do Real Madrid da estrela portuguesa Cristiano Ronaldo.


Mas Cristiano Ronaldo não é o único jogador apreciado no norte do Iraque. Apesar da má época, a camisola de Nani também é vista nas costas deste soldado iraquiano que caminha para a vala onde irá ser executado.


O adversário português de segunda-feira também está representado. Aqui, onde os terroristas da ISIS executam os soldados iraquianos, nota-se a camisola de Ozil.

Finalmente, apesar de não ser mais usado pela selecção espanhola, também Raul encontra fãs entre os soldados iraquianos.

Uma “tragédia sem fim para iraquianos e sírios, uma ameaça a chegar à Europa”

por A-24, em 14.06.14
Não se pode dizer que tenham chegado sem aviso. Chegaram, instalaram-se, a eles e ao caos que é a sua imagem de marca, e foram ficando. Primeiro fizeram isso em aldeias e depois em cidades como Raqqa ou Deir Ezzor, e isto fica tudo lá na Síria, aquele país tão perto e tão longe. Depois, chegaram ao Líbano, a seguir, ao Iraque. Entraram por Falluja, quem é que ainda queria saber de Falluja.

Mossul, a segunda maior e mais importante cidade do Iraque, é diferente. Mesmo. Nínive, a província de que é capital, também. Não são só as 500 mil pessoas que em menos de 48 horas fugiram de Mossul. Não são apenas as instalações petrolíferas de Baji, a estrada até ao Curdistão (iraquiano e turco), a localização estratégica, a meio caminho entre a Síria e o Irão e com a Turquia logo ali acima. Não é só Mossul: Tikrit, capital da província de Salahedin, a meio caminho entre Mossul e Bagdad, também já caiu.
É a Europa, também. Os refugiados a tentar chegar e tanto mais. Como o atentado do fim de Maio ao Museu Judaico da Bélgica, cometido por Medhi Nemmouche, um francês de 29 anos que esteve na Síria, a combater nas fileiras do ISIS (Estado Islâmico do Iraque e do Levante), qualificado esta quarta-feira pelo embaixador americano em Bagdad como "um dos grupos terroristas mais perigosos do mundo".
“A queda de uma grande cidade como Mossul e a fuga das forças de segurança é algo de verdadeiramente dramático”, afirmou esta quarta-feira o ministro dos Negócios Estrangeiros iraquiano, Hoshyar Zebari. Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU, diz-se “muito inquieto”, enquanto a Casa Branca descreve o ISIS e o seu crescimento imparável como “ameaça à estabilidade de toda a região”. Na Síria, o ditador Bashar al-Assad oferece ajuda ao Governo iraquiano de Nouri al-Maliki. Parece uma piada, mas não é.
Como habitualmente, o ISIS fez as suas apresentações executando membros das forças de segurança iraquianas, alguns na província de Kirkuk, a sudeste de Mossul e de Nínive.
Os jihadistas que ocuparam o lugar da Al-Qaeda na ameaça que constituem para esta região e para o resto mundo, aproveitando o vazio e as poucas armas em poder de quem os quis combater na Síria – os rebeldes anti-Assad –, já controlam vastas zonas de três províncias iraquianas e patrulham Mossul, uma cidade gigantesca e imponente, ao mesmo tempo que apelam com os seus megafones à população, explicando-lhes que chegou a hora de se unirem aos novos senhores. Entretanto, raptaram 47 turcos no consulado da cidade. Tudo isto em menos de dois dias.
Meio milhão em fuga
Os civis que fugiram foram para onde puderam: em direcção a norte, para a província autónoma do Curdistão iraquiano (as forças de Maliki e os exércitos curdos já decidiram que terão de enfrentar o ISIS em conjunto, resta saber se serão capazes); atravessaram da margem ocidental para a oriental do rio Tigre, à procura de refúgio em cidades de Nínive que os jihadistas ainda não alcançaram.
Os sírios estão a viver este filme há meses – principalmente no Norte, de Alepo até à fronteira com a Turquia, de Alepo até ao Curdistão sírio. Até que o ISIS alcança a aldeia para onde fugiram e depois a cidade a seguir e ainda instala barreiras em todas as estradas e ninguém sabe se passará como se nada fosse ou se acabará raptado e escravizado, executado ou decapitado. Mas poucos, para além dos sírios, quiseram ver e antecipar o que viria necessariamente a seguir.
Há “um número significativo de vítimas entre a população civil”, mas “o centro de cuidados principal, formado por quatro hospitais no centro da cidade, está inacessível, fica em pleno coração de uma zona de combates e as mesquitas foram convertidas em clínicas para tratar os feridos”, explica a Organização Internacional para as Migrações. Os homens do ISIS proíbem a utilização de carros, toda a gente sai de Mossul a pé.
Os sírios já viram este filme. Assad fez a sua parte, mas depois o ISIS apareceu e começou a crescer e os sírios já fogem de tudo e de todos e é de há muito. A pé, com o que conseguem levar. Já fugiram 9 milhões e quase nem se acredita. A não ser em dias como esta quarta-feira, em que se percebe que meio milhão de iraquianos fugiu de casa.
O ISIS e a Al-Qaeda partilham ideias e métodos, nascem dos mesmos muçulmanos sunitas radicais (árabes, europeus, asiáticos) prontos a levantar armas em nome de um califado no meio de terras lideradas por xiitas (que consideram hereges), "jihadistão", chamemos-lhe assim, como faz o jornal Le Monde em editorial. O ISIS está perto, muito perto, de controlar províncias inteiras do Iraque e de amputar a Síria – em parte, estas áreas concentram petróleo, para além de localizações absolutamente estratégicas.
A Europa, escreve o Le Monde, “não pode ficar indiferente: o ISIS seduz centenas, talvez milhares, de jovens muçulmanos europeus regressados de combater nas suas fileiras, essencialmente na Síria”. Maliki e a ausência de um Estado funcional no Iraque contribuíram de forma decisiva para os últimos acontecimentos. Mas a responsabilidade é partilhada.
Escreve Simon Tisdall no diário britânico The Guardian que Barack Obama prometeu que ajudaria Bagdad a construir “um exército nacional eficiente e bem equipado”. Entretanto, fez pouco mais do que “tornar o Iraque num mercado lucrativo para vender armas”. Ao mesmo tempo, deixou o Irão oferecer ajuda a Bagdad, como já fizera na Síria – aqui contra civis desarmados, antes de ser contra rebeldes dispostos a tudo, antes de os sírios conheceram o poder de sangue do ISIS.
Obama não enviará tropas para o Médio Oriente; já era óbvio, o Presidente norte-americano repetiu-o na semana passada, no seu discurso em West Point. A Rússia, lembra e bem o Le Monde, continua fiel à sua aliança com a Síria e com o Irão e “a Europa olha para o lado.” Onze anos depois de uma invasão que George W. Bush e Tony Blair justificaram em nome da “guerra ao terrorismo”, o jihadismo triunfa no Iraque, concluiu o diário francês. “Tragédia sem fim para os iraquianos e para os sírios. Ameaça a chegar para os europeus.”

Como se comportar no Qatar

por A-24, em 30.05.14
Via Observador

Com o aumento do fluxo turístico e o campeonato mundial de futebol que se realiza no Qatar em 2022, o Centro Cultural Islâmico do país decidiu preparar uma campanha, a ser lançada nas redes sociais, para ensinar aos turistas como se devem vestir durante a estadia.
Através da campanha “Mostra o teu respeito”, que será promovida através doTwitter e do Instagram, o país espera que os turistas sigam os costumes locais e que deixem as roupas mais atrevidas em casa. Fatos-de-banho e roupa de praia são permitidos nas piscinas dos hóteis mas em locais públicos os turistas têm de tapar os ombros e os joelhos. Calções e tops são proibidos, e as leggings não substituem as calças. Segundo as leis nacionais, cantar em público, dizer asneiras ou fazer gestos obscenos pode resultar em seis meses de prisão.
Uma porta-voz da campanha disse que a mesma surgiu devido ao crescente número de estrangeiros que violam os costume e leis do Qatar, ao andar em locais públicos com roupa inapropriada. Durante a campanha, que será lançada a 20 de junho, antes do início do Ramadão, grupos de mulheres e crianças distribuirão panfletos nos aeroportos com as indicações em inglês e árabe.

A propaganda hipócrita dos Estados Unidos acerca da Ucrânia e da Rússia

por A-24, em 06.03.14
Via Perspectivas

Os Estados Unidos utilizam uma “política dos direitos humanos” para justificar intervenções militares em outros países — por exemplo e recentemente, na Líbia, a mando de Obama — provocando muito mais mortes de pessoas inocentes do que se os americanos estivessem quietos. Ou seja, os “direitos humanos” estão a ser utilizados pelos Estados Unidos para negar o fundamento dos próprios direitos humanos que é o de, em primeiro lugar, poupar e salvar vidas humanas. 
Quando os Estados Unidos intervieram militarmente no Panamá em 1989, não havia mandato da ONU que justificasse essa intervenção militar americana. E já nem falo na intervenção militar dos Estados Unidos no Iraque! Aborrece-me que os Estados Unidos possam pensar que podem intervir em qualquer país do mundo sem qualquer mandato da ONU, e simultaneamente pretendam ter uma autoridade moral para censurar qualquer outro país que o faça. 
A chamada Primavera Árabe, promovida e apoiada pelos Estados Unidos, já matou mais gente inocente e civil em apenas três anos do que todas as vítimas civis das guerras israelo-árabes juntas desde 1948.
Os Estados Unidos não têm autoridade moral para policiar o mundo. É preciso que os povos da Europa em geral ganhem massa crítica e deixem de confiar na propaganda dos Estados Unidos que controla os me®dia através da pseudo-informação e da sub-informação.

O que é a "Primavera Árabe"?

por A-24, em 10.09.13
 João Vaz

Os ditadores são maus, alguns são mesmo muito maus. Mas, o certo, é que com os ditadores seculares Ben Ali, Assad (pai e filho), Saddam Hussein, Mubarak os cristãos sempre puderam viver em sossego e até conseguiam ascender socialmente, ao ponto de chegarem a cargos ministeriais. Agora, que a democracia anda no ar e a primavera árabe foi tão elogiada, é o que se vê. Para os cristãos, a democracia trouxe a bomba e o exílio. Quase podemos pensar que alguns democratas querem um Médio Oriente e um norte de África livre de cristãos. Mas isto, claro, são teorias da conspiração, porque em democracia há sempre lugar para todos. Pelo menos é isso que nos dizem sempre.

O brutal assassinato do padre Murad pelos islamitas da Al Qaeda na Síria

por A-24, em 03.07.13
O vídeo que os "amigos" da Palestina e demais "povos" oprimidos por "ditadores" árabes fizeram questão de não se pronunciar. Ou a hipocrisia não fosse a palavra que os definisse.



Atenção: as imagens acima são de extrema e brutal violência e não devem ser vistas por pessoas impressionáveis ou por menores de idade.

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Hesitei muitíssimo em publicar este vídeo. Depois de muito pensar, e por considerar que elas revelam tudo aquilo que não pode continuar a ser uma realidade neste planeta, acabei por fim por as publicar, ainda que permaneça com muitas dúvidas se o deveria ter feito. São as imagens mais brutais, mais violentas, mais chocantes e mais reveladores do que pode ser o pior dos homens quando se julgam "iluminados" por uma "fé". Neste caso trata-se, entre duas outras mortes, igualmente horríveis, do brutal, frio e premeditado assassinato do padre católico franciscano François Murad, decapitado em público no domingo, 23 de junho, por terroristas islâmicos radicais em Gassanieh, no norte da Síria. O padre estava com as mãos atadas e o seu pescoço foi cortado por uma faca. Depois, e não satisfeitos pelo acto bárbaro, a sua cabeça foi exibida à multidão histérica. Isto tudo depois do padre católico ter procurado protecção no convento cristão local, que foi atacado pelo grupo terrorista Jabhat al-Nusra, um dos grupos terroristas da Al Qaeda que operam na Síria e que estão apostados na queda do regime de Bashar Al-Assad. Muitos destes terroristas estão a ser, na prática, ajudados por várias potências ocidentais, EUA e vários países da UE incluídas.

É isto que são, na realidade, muitos dos chamados "rebeldes" na Síria, os quais não passam de brutais assassinos, ainda que se assumam como combatentes pela liberdade e pelo Islão, que dizem defender. Esquecem-se que o Corão condena ao inferno aqueles que fazem o mal.

A reflectir por todos.

por Pedro Quartin Graça

Desporto escolar

por A-24, em 14.06.13



Em Gaza, a Jihad Islâmica promove magníficos campos de férias para jovens entre os seis e os dezasseis anos. Aprende-se a manusear armamento, a combater o imperialismo sionista e outras matérias importantes. Naturalmente, estas coisas não aparecem no Público, entretido com outros combates.

Se a moda pega, talvez passemos a ter por cá os sindicatos de professores dominados pela extrema-esquerda a envolverem-se na organização de divertidos campos de férias para a pequenada e adolescentes. Desobediência civil, calhoada na bófia, arremesso de objectos em legítima defesa, vandalização de património público para posterior lançamento contra as forças repressivas, caça ao fascista seriam algumas das temáticas abordadas. Docentes voluntariosos, empenhados na revolução, garantiriam o apoio aos jovens, com a certeza de que não haveria absentismo nem greves. Com workshops deste tipo, as férias seriam, certamente, mais motivadoras para muitos.

João Vaz



Activista tunisina da FEMEN condenada à morte

por A-24, em 25.03.13
Uma jovem tunisina activista do grupo feminista FEMEN, Amina, de apenas 19 anos, foi condenada à morte por apedrejamento depois de ter colocado no Facebook uma foto sua em que aparecia com as mamas à mostra e com uma frase escrita em árabe que diz "O meu corpo pertence-me e não representa a honra de ninguém". A sentença surgiu depois de ter sido emitida uma fatwa (ordem de lei islâmica) e de um pirata informático identificado como Al Angu ter invadido a página da FEMEN no Facebook e substituído a imagem de Amina por versículos do Alcorão. Esta, coitada, admitiu que não imaginava que a sua foto pudesse causar tanta polémica (é porque não conhece o islão...). "Foi só uma maneira de passar uma mensagem. Não foi por motivos sexuais, mas para defender os direitos da mulher", disse ela. "Se tivesse colocado uma foto minha vestida com uma t-shirt com o mesmo slogan, não teria qualquer impacto. Eu quero é que a mensagem seja lida. O corpo de uma mulher é dela, não do seu pai, do marido ou do irmão", ascrescentou. Na Internet surgiram fotos em toplessde mulheres solidárias com Amina e já surgiu também uma petição para que exista um dia de acção internacional pela jovem, a 4 de Abril, contando já com mais de 15 mil assinaturas. A petição pede também para que todos os que ameaçam a Amina sejam julgados.

Comprar uma guerra com os muçulmanos não é de todo uma boa ideia...
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