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A-24

Políticas anti-família no Reino Unido

por A-24, em 13.09.13
Government family policy undermines families. Por Philip Booth.


There are various solutions to this discrimination against single-earner households and marriage. The best would be to radically cut back benefits and taxes so that families could take their decisions without interference by the state. It is not necessary for the government to spend 50 per cent of national income to deal with problems of poverty not resolved in other ways ­ indeed, that level of spending and taxation is a major part of the problem.

In the short term, the most expedient move would be to move the tax system towards a system of household tax allowances. This would mean that single-earner families can have the same amount of tax-free income as dual-earner families and that couples would pay less tax to compensate for the benefits they forgo when they marry. One stepping stone towards this would be a transferable tax allowance but the government seems much less keen on implementing this manifesto promise than it does on dreaming up new welfare benefits for rich dual-earner couples. The Coalition priority seems to be to create new welfare benefits, rather than cutting taxes on families.

In the last three years, the English and Welsh Catholic agencies have tended to echo the predictable secular commentary on welfare reform, criticising any reductions in spending. They should read the signs of the times. We have a welfare and tax system that is completely broken. Instead of supporting the family in a spirit of subsidiarity, it attacks the family. Instead of supporting work, it attacks work. Two essentials for the common good or human flourishing ­ families and work ­ are being attacked by the institution that is supposed to promote the common good.

The Deputy Prime Minister Nick Clegg has called proposals for a transferable tax allowance “patronising drivel that belong in the Edwardian age”. This makes one wonder to what age does a situation whereby nearly 30 per cent of children live in families in which nobody works full-time belong?

Catolicismo e modernidade

por A-24, em 02.09.13
In A Corte na Aldeia

Ao catolicismo, se não for pela fé, chega-se pela razão. Uma análise racional das coisas mostra-nos, claramente, que esta é a única religião aceitável, que esta é a única via para a Verdade, aquela que nos afasta dos relativismos e das subjectividades. É por saberem que nele se encontra essa Verdade que os seus opositores se manifestaram tão interessados na sua dissolução. Não o tendo conseguido com o comunismo, viraram-se para outras vias, os "valores modernos", o culto do relativismo, do esoterismo new age, do neo-paganismo, do consumo desenfreado e de outros cultos substitutos. Mas o pior inimigo do catolicismo talvez seja ele mesmo, na sua versão light, na sua pequena adesão á modernidade, protagonizada por alguns dos seus. O catolicismo não pode ser um clube ansioso por recrutar membros. Se o mundo estiver errado eu não tenho de estar com o mundo, e a casa de Deus não tem de ter, necessariamente, muitas portas. Essa ideia moderna de que existe um pouco de verdade em cada uma das religiões tem de ser posta de parte - a Verdade não vem aos bocados e não se pode partir como se fosse um jogo de peças de encaixar. A Verdade ou é completa ou não é. E essa completude só se encontra no catolicismo. Por isso não pode ele ser envergonhado, por isso os que o aceitam não podem querer passar pelo mundo em silêncio, com medo de incomodar alguém. Há que fazer barulho para acordar quem dorme, quem está preso de falsos ídolos. Os mártires cristãos não morreram em defesa de Buda, de Ódin, de Maomé. Morreram por Jesus Cristo, Aquele que disse ser a Verdade. Não disse que era uma parte da Verdade. Não disse que em Buda também estava a Verdade. Por isso a mensagem de ontem é a de hoje, a da eternidade, a do tempo sem tempo. Por isso o catolicismo não pode adaptar-se ao tempo porque não é do tempo. Não pode ceder ás pressões do mundo porque ele não é do mundo. Deste, pelo menos. Esses padres tíbios, esses teólogos envergonhados, esses que pedem desculpa por tudo e por nada não compreendem que uma pequena cedência é o princípio da corrupção. O catolicismo não pode ceder à opinião pública ou a entidades mais ou menos abstractas como o progresso ou a modernidade. Destes, conhecemos demasiado bem os seus frutos. Não podemos pactuar com eles.

O que é um "Idiota Útil?

por A-24, em 08.08.13
Se nunca ouviste falar do termo "idiota útil", fica a saber que era a atitude que Vladimir Lenin nutria pelos ocidentais que viam com bons olhos o avanço da Revolução de 1917.

Inventado pela Rússia Soviética, este termo descrevia pessoas que davam apoio a pessoas como Lenin e Stalin enquanto estes levavam a cabo atrocidades atrás de atrocidades.
Lenin e os comunistas olhavam para estas pessoas com grande desprezo mas apercebiam-se da sua utilidade na disseminação da propaganda comunista nos seus países.
Actualmente, esse termo refere-se a esquerdistas e outros "progressistas" existentes por todo o mundo - normalmente (mas não exclusivamente) estudantes e professores universitários, activistas homossexuais, feministas, ambientalistas radicais, líderes dos movimentos negro/índio/cigano/muçulmano, e outros.
Estas pessoas, em grande parte, não são idiotas no verdadeiro sentido do termo, mas sim pessoas que se alinharam com um movimento, assumindo que estão a trabalhar para um "mundo melhor". Invariavelmente, quando descobrem que foram enganados, costuma ser tarde demais.
Eles são "idiotas" porque operam com informação parcial mas assumem que têm informação suficiente para saber como todas as outras pessoas existentes no mundo devem viver as suas vidas.
Depois da sua missão estar terminada [total subversão da ordem social], eles deixam de ser úteis e normalmente fazem parte do primeiro grupo a ser fisicamente eliminado pelas mesmas entidades para quem eles trabalharam.

in Marxismo Cultural

República Checa: “Ano 2100: envelhecemos e seremos 7,7 milhões”

por A-24, em 05.08.13

“Está confirmado: os checos estão em vias de desaparecer”, escreve o jornal Mladá Fronta Dnes a propósito da publicação de um relatório sobre a evolução demográfica pelo Instituto Nacional de Estatística checo (ČSÚ).
Dentro de nove décadas, a população terá diminuído 25%, passando dos atuais 10,52 milhões para 7,7 milhões e a idade média terá aumentado nove anos, atingindo os 50 anos. Segundo os investigadores, esta evolução é natural e corresponde à tendência da sociedade da Europa Ocidental e do Norte: os checos trazem menos crianças ao mundo porque têm dificuldade em conciliar a vida profissional e familiar; um modo de vida mais saudável e os avanços da medicina aumentam a esperança de vida.
Os sociólogos sublinham que esta mudança terá um grande impacto no mercado de trabalho que deverá passar do atual modelo baseado na minimalização dos custos salariais para a maximização da taxa de emprego.

Press Europe

Liverpool entra na senda do "politicamente correcto"

por A-24, em 03.08.13
O Liverpool Football Club (FC) entrou na era do Politicamente Correcto (PC), em nome da promoção da igualdade e do combate à discriminação. “Fag” (calão inglês para homossexual), “princess” (princesa), “paki” (diminutivo com carga pejorativa para paquistanês) ou “raghead” (expressão utilizada para árabes) são alguns exemplos que costam de um manual de conduta da formação de Anfiled como expressões que fomentam a discriminação e que o clube da cidade dos Beatles quer erradicar das bancadas do seu estádio. Este manual foi distribuído pelos funcionários do clube que tenham contacto com o público, com a recomendação de fazerem o possível para promover a igualdade em Anfield.
A lista de palavras proibidas divulgada nesta quarta-feira pela imprensa inglesa está dividida em raça/religião, orientação sexual, género e deficiência.


O guia recomenda aos empregados do Liverpool que “é importante perceber o contexto do que é dito”, acrescentando que considera determinadas palavras e expressões “inaceitáveis”. Mesmo expressões como “joga como um homem” ou “jogas como uma menina” também não são toleradas pela direcção do clube de Anfield.
“Este programa inclui seminários interactivos e um manual que presta informação sobre a mais recente legislação sobre igualdade e dados sobre que tipo de terminologia é considerada aceitável e inaceitável.
Este programa de consciencialização permite que os nossos empregados reconheçam linguagem que não seja apropriada e que tomem as medidas necessárias para que Anfield esteja livre de todas as formas de discriminação”, explica Rishi Jain, responsável pelos programas de inclusão social do Liverpool e um dos autores do manual.
Este manual não foi distribuído pelos jogadores do Liverpool, porque estes já são obrigados a seguir um código de conduta imposto pela Federação Inglesa, e surge um ano e meio depois do caso em que o avançado uruguaio Luis Suárez foi condenado por insultos racistas a Patrice Evra, defesa do Manchester United.
Na altura, o Liverpool defendeu o jogador, segundo melhor marcador da Premier League na última temporada, e foi criticado por isso. O internacional uruguaio, que poderá estar de saída do Liverpool a curto prazo, acabaria por ser suspenso por oito jogos e condenado a pagar uma multa de 40 mil libras, com o clube a condenar as sanções aplicadas.
Esta é mais uma das medidas tomadas pelo Liverpool para combater a discriminação no clube e promover a igualdade. Em Agosto do ano passado, os reds tornaram-se no primeiro clube da Premier League a estar representado numa marcha de orgulho gay e tem colaborado activamente com organizações como a “Kick it Out”, “Show Racism the Red Card” e a “Anthony Walker Foundation”.
Público

A estratégia da Escola de Frankfurt

por A-24, em 24.06.13
O que de mais importante se pode assimilar da forma de operação da Escola de Frankfurt é que eles desenvolveram tácticas que visavam a implementação da revolução comunista. Frustrados com o facto do marxismo - economicamente - não ter o que era preciso, eles - os teóricos da Escola de Frankfurt - adicionaram aspectos culturais.

Embora existam várias sub-técnicas, aquelas que têm um peso maior são:
1. Teoria Crítica.

Esta técnica consiste em rodear e atacar a civilização ocidental e todos os seus alicerces (igrejas, família, economia) de todos os ângulos. Este ataque não é baseado na lógica e na racionalidade e nem tem como alvo aqueles que são politicamente mais informados. (É por isso que é tão fácil encontrar contradição na "lógica" esquerdista) Este ataque tem como finalidade desmoralizar as massas de modo a que elas percam - também - a vontade e a força para resistir à imposição da vontade da elite esquerdista.

Este ataque consiste na ridicularização, no envergonhar, na vitimização, na personalização da vítimas, na colectivização da culpa, nos gatilhos emocionais, na contagem de "estórias", na infiltração de instituições de comunicação (órgãos de informação, universidades, cultura popular, "peritos" científicos), no pensamento de grupo aceitável e "não-aceitável", na mobilização de grupos de interesse, no suborno , na rejeição de responsabilidades (aborto), e na repetição ad nauseum.

Os ataques levados a cabo pela Teoria Crítica não se baseiam em queixas individuais válidas, mas sim na própria existência da Civilização Ocidental em si. Tudo aquilo que promove a superioridade da cultura Ocidental é, por defeito, algo que tem que ser destruído. Os marxistas culturais atacam (apenas e só) com o propósito de desacreditar todo o edifício cultural ocidental e acelerar assim a "revolução" (isto é, a instalação da ditadura esquerdista).
2. Politicamente Correcto.

O Politicamente Correcto foi criado como forma de expandir a guerra de classes económica para a guerra de classes cultural. Foi esta forma de pensar que gerou o conceito da Raça / Sexo / Classe, que expande o conceito marxista da estruturação das classes. Fazer o papel de vítima satisfaz a natureza humana de desejar o que não lhe pertence. Isto é feito suprimindo o discurso político que não se alinha com a esquerda militante chamando-o de "discurso de ódio", e classificando preferências políticas e gostos sexuais de "direitos".

Qualquer voz que não aceite esta nova reestruturação social é classificada de "racista", "sexista", "homofóbica", "machista", "nazi" e assim por diante.

A Teoria Crítica é a espada que ataca a civilização ocidental e o Politicamente Correcto é o escudo que protege os "grupos-vítima", dando-lhes assim livre acção. É por isto que uma activista feminista pode chamar os nomes mais terríveis aos homens, ao mesmo tempo que estes mesmos homens estão ideologicamente impedidos de dizer em público que existem diferenças psicológicas e biológicas entre os homens e as mulheres.

A Teoria Crítica e o Politicamente Correcto podem facilmente ser combinados. Por exemplo, os "direitos dos homossexuais" em nada estão relacionados com os verdadeiros propósitos e desejos dos homossexuais. O que se passa é que a Teoria Crítica classificou os valores morais Cristãos como fundamentos da Civilização Ocidental, e como tal, esses valores tinham que ser destruídos. O mesmo se passa com a família.

O activismo homossexual leva a cabo o propósito da Escola de Frankfurt de destruir a Civilização Ocidental, destruindo a família e o Cristianismo (alicerces da Civilização Ocidental). A ideia de atacar a família e o Cristianismo veio primeiro. Depois disso, os teóricos buscaram formas de o fazer, identificando o activismo homossexual (e a promoção do comportamento em si) como uma táctica.

Conseguem ver a manobra? Por exemplo, eis aqui a forma de atacar a família:
a) "É só um pedaço de papel!" - Não funcionou.
b) "É a violação institucionalizada!" - Não funcionou
c) "É um direito humano que se centra no amor, e como tal, todas as pessoas deveriam ter o direito de casar!"

Espera lá. Mas eu pensava que era só um "pedaço de papel" ou que era a "violação institucionalizada"?!

Esta é a forma como funciona o Marxismo Cultural /Politicamente Correcto. O movimento homossexual e o movimento feminista em nada estão relacionados com os propósitos dos homossexuais ou das mulheres; estes movimentos são formas (armas) através das quais o esquerdismo avança na sociedade sem que as vozes conservadoras possam resistir sem serem classificadas de "homofóbicas" e "machistas".

O mesmo se passa com as igrejas; encontrem "valores" que sejam opostos aos valores do Cristianismo, e transformem-nos em "direitos". Depois digam que os Cristãos são contra os "direitos humanos". Por isso é que actualmente temos activistas homossexuais que se assumem como "defensores dos direitos humanos" (como se ter uma preferência sexual pela pessoa do mesmo sexo fosse um "direito humano").
3 - Multiculturalismo

Depois da 1ª Guerra Mundial, os teóricos comunistas que erradamente esperavam uma "revolução do proletariado" e a união da classe operária por toda a Europa, ficaram horrorizados ao observarem que os operários de cada um dos países envolvidos no confronto bélico se uniram aos burgueses do mesmo país na luta contra os operários e burgueses de outros países. Isto fez com que os marxistas se apercebessem do poder do nacionalismo - e do patriotismo - numa cultura etnicamente e culturalmente homogénea (a situação da Europa do início do século 20).

Como forma de impedir que o nacionalismo volte a bloquear o avanço da revolução, os marxistas culturais promovem o multiculturalismo. Isto consiste literalmente em diluir a cultura Ocidental ao permitir que membros de uma ou mais culturas opostas existam e aumentem o seu número no Ocidente. (Já se tornou óbvio que o Multiculturalismo só é promovido da forma que é no Ocidente. Nos países islâmicos, asiáticos ou africanos, não existem manobras da ONU ou de outra grande organização internacional a promover a "diversidade" e a "coesão".)

A imigração, o relativismo moral e o revisionismo histórico têm como propósito enfraquecer a posição única da Civilização Ocidental e não ajudar essas outras culturas. Os esquerdistas não se importam com as prácticas islâmicas levadas a cabo pelos mesmos no Ocidente; eles apenas usam os muçulmanos como arma de ataque ao Ocidente (exactamente o mesmo que é feito com o activismo homossexual e o movimento feminista).

As civilizações precisam duma identidade coerente ou então elas perdem a força e deixam de existir. O enfraquecimento da identidade cultural do Ocidente Cristão é precisamente o propósito do Marxismo Cultural.

Conclusão:

O Marxismo Cultural é a táctica primária da esquerda militante. Todos os adversários políticos são catalogados de "racistas" quando são contra a imigração em massa, de  "homofóbicos" quando defendem que o casamento é entre um homem e uma mulher, ou de "misóginos" quando defendem que existem distinções fundamentais entre o homem e a mulher. Olhando para as acções dos esquerdistas segundo este prisma, fica mais fácil entender as suas motivações, e construir rotinas de refutação mais eficazes.

Casamento gay em França

por A-24, em 30.05.13
Segundo a polícia, eram 150 mil, segundo os organizadores, um milhão: a 26 de maio, Paris foi de novo palco de uma manifestação contra o casamento para todos, numa altura em que a lei que institui o casamento homossexual foi adotada a 23 de abril e a primeira união está prevista para 29 de maio.

Apesar do sucesso desta mobilização, os organizadores “não conseguiram esconder as suas dissensões”, escreve Le Parisien, como acontece dentro do UMP (direita, oposição), onde duas correntes se opõem sobre a questão do casamento homossexual.
“Se, ontem, o Governo queria sobretudo sublinhar essas divisões e esperava poder, finalmente, virar a página, também compreendeu que uma parte da população não está preparada para aceitar essas reformas”, afirma Le Parisien.

Press Europe

‘Feminism Or Islamism: Which Side Are You On?’

por A-24, em 07.05.13
A propósito do texto do Henrique Raposo aqui linkado e das reacções que foi provocando, vale a pena ler Nick Cohen neste ‘Feminism Or Islamism: Which Side Are You On?‘ da Standpoint. Este é um assunto muito cansativo para mim – de tão claro que é e dos lados que se desenham e se devem escolher – mas que infelizmente não me vai largar tão depressa. É tão óbvio que nem todos os muçulmanos são terroristas ou aprovam a matança de gente inocente (muçulmana ou infiel) que nem é necessário reafirmá-lo. Já quanto à relação dos muçulmanos, terroristas ou não, com os comportamentos aceites como bons nas mulheres ocidentais – as tais mulheres de que o Henrique fala, que usam alcinhas e mini-saias, viajam sozinhas ou com amigas, trabalham ou estudam juntamente com homens que não lhes são nada, saiem à noite e, sim, têm os affaires sexuais que lhes apetece – só alguém profundamente alienado da realidade pode pretender que os muçulmanos, a esmagadora maioria deles, convive bem com essa realidade para as suas mulheres e irmãs e filhas. É certo, haverá muçulmanos cosmopolitas e que aprovam os costumes liberais do ocidente – são uma ínfima minoria.

Estou-me a lembrar de um americano de origem iraniana que costumávamos encontrar ano após ano nas mesmas feiras, nos mesmos combóios, nos mesmos hotéis, às vezes nos mesmo escritórios e com quem conversávamos sempre que nos víamos. Ele é (era, pelo menos) um muçulmano moderado. Encontrei-o na China poucas semanas depois do 11 de Setembro, falámos do assunto e vieram-lhe lágrimas aos olhos. Ainda não se sabia quantas pessoas haviam morrido e ele garantia serem mais de 10.000. Muito cordialmente, sempre que nos encontrávamos apertava-me a mão, tal como fazia com os meus (masculinos) acompanhantes de trabalho. Por umas duas ou três vezes este americano levou a mulher consigo nestas viagens. Era uma senhora bonita, com olhos pretos e aquele nariz do médio oriente, elegante, sem burkas nem véus nem lenços na cabeça; a mim apertava-me a mão, aos homens que me acompanhavam nem pensar. Isto é a moderação muçulmana. Também me lembro de uma empresa saudita que vendia vidro e costumava expor na feira de Frankfurt. Só tinha homens lá trabalhando, obviamente. O curioso é que também só aceitavam clientes masculinos; qualquer senhora que se acercasse para pedir informações comerciais era inteiramente ignorada pelos vendedores da dita empresa. E lembro-me ainda de um muçulmano simpático de keffieh na cabeça que uma vez no Forte Vermelho de Delhi (não sei se o simpático muçulmano era indiano; parecia mais árabe), ao ver que o meu acompanhante masculino (por acaso era meu marido) me colocou a mão por trás das costas à altura da cintura (uma pornografia, portanto), teve a também agradável ideia de vir colocar-se à minha frente e cuspir para o chão com ar furioso; sendo que fez tudo isto olhando para mim, nunca para a parte masculina da cena. Ou lembro-me do ar de escândalo de um muçulmano (vestido da forma usual na Europa), acompanhado de uma senhora coberta de preto só com os olhos à mostra, em Dezembro passado em Londres, quando eu lhe falei para pedir, por ter as mãos ocupadas com sacos e crianças, que carregasse num número do elevador onde estávamos.

Enfim, lembro-me me muitas mais histórias passadas com muçulmanos ‘moderados’ e outros mais acintosos. Nenhuma destas histórias da forma como os muçulmanos se relacionam com as mulheres eu gostaria que passasse a ser a regra na Europa onde vivo. Mas, pronto, podemos fingir que estes comportamentos muçulmanos são normalíssimos. Sobretudo, podemos fingir que estes comportamentos não são sintoma de uma visão das mulheres e dos direitos das mulheres que devia ser aberrante para todos os europeus. Podemos ainda fingir que o repúdio do modo de vida europeu e americano pelos terroristas islâmicos não contém lá dentro um igualmente grande repúdio pela liberdade feminina no ocidente. Podemos fingir, por último, que o facto de isto se passar com muçulmanos é coincidência e nada tem a ver com o Islão actual. (Afinal os hindús e os judeus hassídicos também têm as suas manias, não é?) Continuemos a fingir e depois não nos queixemos daquilo que se passar a considerar actos civilizacionais.
Maria João Marques, n'O Insurgente

Lo políticamente incorrecto como ideología de resistencia al mundialismo

por A-24, em 28.04.13
Alain Soral.- ¿Qué es el mundialismo? ¿Qué es lo políticamente correcto? Empecemos por el mundialismo.


El mundialismo no es la mundialización. La mundialización es un proceso ineludible de intercambios materiales debido al progreso técnico. No podemos oponernos a eso y tampoco es deseable hacerlo. El rechazo del la mundialización no es el deseo de una vuelta atrás civilizacional, el rechazo al progreso. Lo que está en tela de juicio es el mundialismo.
El mundialismo es un proyecto ideológico, una suerte de religión laica que trabaja para imponer un gobierno mundial y para la disolución de todas las naciones del planeta en una única humanidad. Todo ello bajo el pretexto de la paz universal, ya que la diversidad de naciones y pueblos es considerada como la causa de las guerras que ensangrientan el planeta desde el alba de la humanidad.
Este proceso ha estado lógicamente muy presente después de la 1ª Guerra Mundial, a través de la Sociedad de Naciones. Conoció un retroceso con la subida de los peligros que llevaron a la 2ª Guerra Mundial. Volvió con fuerza sobre los escombros de la Sociedad de Naciones después de 1945, con la ONU y la Declaración Universal de los Derechos Humanos (Declaración que no hay que confundir con la Declaración de los Derechos del Hombre y del Ciudadano, que concebía esos derechos en el marco concreto de una nación enraizada en un historia y una cultura: la nación francesa, en nombre de un modelo de civilizacional: el universalismo francés. Una civilización con un destino planetario, alternativo a la vez al islam de la umma y al liberalismo anglosajón.
Tenemos, pues, en oposición a las naciones y los pueblos considerados intrínsecamente belicosos, dos sistemas ideológicos surgidos de la 2ª Guerra Mundial: el socialismo ruso, hoy fenecido, y el capitalismo norteamericano, el gran vencedor, hasta ahora, de la Guerra Fría.
El mundialismo actual es hoy doble. Es a la vez un proyecto ideológico desviado de las Luces: un proyecto en que la paz universal, la humanidad reconciliada por la razón de Kant, que supuestamente iba a superar el oscurantismo de la escolástica que había desembocado en las guerras de religión en Europa, finalmente ha producido el obscurantismo de los Derechos Humanos.
Oscurantismo de los Derechos Humanos: o sea la prohibición, bajo acusación de blasfemia y de herejía, de utilizar a partir de ahora la Razón para criticar las fechorías concretas de este proceso totalitario sobre la humanidad concreta. Un mundialismo que es también, al mismo tiempo, la pendiente ineludible de la sociedad mercantil: ésta ha pasado de la libre empresa del empresario libre al capitalismo financiero orwelliano, en donde cada hombre es reducido al papel de asalariado y consumidor esclavo por lo que se denomina en el marxismo la “ley de concentración del capital impuesto por la baja tendencial de la tasa de provecho”.
Tenemos aquí la convergencia de dos procesos unificadores: uno ideológico, pensado: los Derechos Humanos universales, y el otro, económico, impuesto: la mercantilización integral bajo la religión del provecho. Dos procesos que se fundamentan hoy en un mismo proyecto, el del gobierno mundial bajo la égida del capitalismo anglosajón, en nombre de los abstractos Derechos Humanos.
Resumiendo: los derechos Humanos son hoy el catecismo de la disolución de los pueblos y las naciones con raíces, al servicio de la abstracción generalizada del capitalismo financiero mundializado, con vista a su dominación mundial e integral. O sea: dominación sobre nuestras carteras y nuestras almas.

Lo políticamente incorrecto
¿Qué es lo políticamente correcto? Lo políticamente correcto, es todo lo que acepta someterse, consciente o inconscientemente, al catecismo de los Derechos Humanos. Lo políticamente correcto es todo lo que resiste y se opone al catecismo de los Derechos Humanos. El “derecho-humanismo” no tiene nada que ver con los derechos reales de los hombres reales, ligados a su cultura local, a su nación, a su historia. El “derecho-humanismo” es el brazo armado ideológico del mundialismo, la palabrería que acompaña todo control, toda represión, todo aplastamiento de cualquier movimiento de resistencia al mundialismo económico e ideológico, ya sea militar, político o cultural. Es en nombre de los Derechos Humanos, que lleva aparejado, claro está, el derecho de “ingerencia humanitaria”, que se ha bombardeado a la pequeña nación serbia, por haber resistido en nombre de su cultura y de su historia, al rodillo compresor mundialista bajo mando norteamericano. Es en nombre de la ideología totaliatria y belicosa de los Derechos Humanos que se pisotea los derechos reales de los hombres reales. Ya se trate de serbios o de libios, iraquíes o sirios…
Pero también es en nombre de los Derechos Humanos que se destruyen, en el interior de las naciones y los pueblos, las solidaridades sociales tradicionales contra el capitalismo mundialista, al sustituir los logros sociales, en primer lugar los de los trabajadores y de las clases medias, por los derechos comunitarios de las minorías supuestamente oprimidas (en realidad minorías actuantes): derechos de los homosexuales, derechos de las mujeres, derechos de los jóvenes, derechos de los negros…, que son otros tantos segmentos de mercado al servicio del mundialismo ideológico y mercantil.
Toda resistencia a esta sumisión es considerada un crimen contra la Humanidad. Los serbios son los enemigos de la Humanidad, cuando en realidad tratan de preservar su modo de vida y su independencia. Si nos negamos a considerar a los homosexuales como una categoría social (los homosexuales no se limitan a un lobby gay autoproclamado y la sodomía no es más que una actividad de ocio privado), somos unos criminales. Y así sucesivamente… En resumen: todo rechazo a someterse a la estafa de estos supuestos Derechos Humanos, que consisten en realidad en someter a los hombres a la dominación mundialista mercantil, ¡es considerada por ese mismo poder otros tantos crímenes contra la Humanidad!
Estas sentencias de “crimen contra la Humanidad” permite en la práctica expulsar a quien es acusado de ello de la propia humanidad, rebajado al nivel de infrahombre sin derecho a gozar de esos famosos Derechos Humanos: pueblos alemán y japonés después de la 2ª Guerra Mundial, serbios, sirios, mañana tal vez iraníes, militantes y simpatizantes de partidos identitarios en Europa hoy… A los que se resisten a someterse, a los que quieren seguir su propio camino, se los expulsa de la humanidad, se los envilece y se los machaca…Todo ello en nombre de los más altos valores que en el mundo son: la Democracia, los Derechos Humanos, la Paz, la Concordia…
Aceptar la corrección política equivale aceptar la impotencia política y someterse a la dictadura de los Derechos Humanos y al chantaje del crimen contra la Humanidad y encontrarse en definitiva desnudo y desarmado frente a la ideología mundialista. El eslogan que resume mejor todo esto y que nos repiten sin cesar es el famoso “¡Nunca más eso!”, que no significa otra cosa que: “¡El mundialismo o Auschwitz!”, y para los recalcitrantes la no menos famosa reductio ad Hitlerum.
Para resumir: lo políticamente incorrecto no es para nada un inútil juego de provocaciones. Es en realidad, aunque no siempre se comprenda, la doctrina de resistencia al mundialismo. Es una doctrina de insumisión sin la cual la crítica limitada al mundialismo es insuficiente y hasta incoherente, como es incoherente lo políticamente incorrecto que no hace la critica de a la doctrina liberal.
Luego, no solamente el pensamiento políticamente incorrecto no debe ser abandonado, sino reforzado. La izquierda, que dominaba antaño la escena con el marxismo, ha abandonado todo pensamiento, y se ha entregado al oscurantismo de los Derechos Humanos. En este tiempo presente en que ya nadie piensa ni en la izquierda ni en la derecha (ya que la derecha se conforma con hacer negocios), los nacionales, los identitarios, los patriotas, somos los únicos verdaderos y eficientes críticos del Sistema, y debemos ocupar el sitio desertado de las ideas y convertirnos en este desierto en los amos del pensamiento del mañana y encarnar el genio de las patrias europeas que no han de morir.

Patriarca Ortodoxo russo considera feminismo “fenómeno perigoso”

por A-24, em 18.04.13
O Patriarca de Moscovo e de toda a Rússia, Kirill I, lançou hoje fortes críticas ao feminismo, considerando-o um “fenómeno muito perigoso”.

“Considero muito perigoso o fenómeno a que se chama de feminismo, porque as organizações feministas proclamam a pseudo-liberdade das mulheres, que se deve revelar, principalmente, fora do casamento e da família”, declarou ele num encontro com a União das Mulheres Ortodoxas da Ucrânia.
Segundo ele, no centro da ideologia feminista não estão a família, a educação das crianças, “mas outra função das mulheres que, frequentemente, contradiz os valores familiares”.
“Não é por acaso que a maioria das lideres feministas são mulheres solteiras. Eu prestei atenção a isso em Genebra, no Conselho Mundial das Igrejas, quando se começou a desenvolver o tema feminista”, acrescentou. 
Kirill precisou que não vê nada de mau no facto de as mulheres se dedicarem à carreira, política, negócios e a muitas outras coisas “às quais, atualmente, se dedicam fundamentalmente os homens”, mas frisou que deve ser respeitado o “sistema correto de prioridades”.
“Em primeiro lugar, a mulher é a protetora do lar, o centro na vida da família”, disse.
Para o Patriarca Ortodoxo russo, “o homem olha para fora, deve trabalhar, ganhar dinheiro, enquanto a mulher olha para dentro, onde estão as crianças e o lar”.
“E se se destruir esta função extremamente importante da mulher, tudo ruirá a seguir: a família e, se quiserem, a pátria. Não é por acaso que a pátria é mãe”, considerou.
O chefe da Igreja Ortodoxa russa, a confissão dominante no país, defende que “se tenta impor a opinião de que a vocação da mulher de ser mãe é humilhante, que existem deveres mais altos e mais honrosos, que o cumprimento dos deveres inerentes às mulheres, gostaria de sublinhar a palavra cumprimento, coloca a mulher numa situação de submissão em relação ao homem”.
“Encontro-me muitas vezes com famílias. Raramente vejo uma família em que a mulher se encontre em situação de submissão. Se se pegar num potente microscópio e se observar atentamente, nomeadamente o casal, e depois se analisar a informar, ficará claro quem é o chefe da família”, argumentou.
Kirill I apelou às mulheres ortodoxas para os problemas dos divórcios, órfãos, baixa de natalidade.

José Milhazes in Da Rússia