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A-24

Gays, Papa e o Islão homofóbico

por A-24, em 08.08.13
Henrique Raposo

Os indignados em versão gay são os polícias do catolicismo e do Papa. Estão sempre a vigiar o vocabulário e as opiniões dos membros da Igreja. Acho muito bem, sim senhora, estão no seu direito, podem e devem expressar o seu ódio terminal contra a fé católica. Mas eu só não percebo uma coisa: a indignação do orgulho gay nunca cai sobre o Islão homofóbico (peço desculpa pelo pleonasmo). E repare-se que não estou a falar dos muçulmanos a viver nas Arábias, mas sim dos muçulmanos europeus. Olhe-se, por exemplo, para a opinião de uma muçulmana sueca muito mediática, Suad Mohamed: "não me peçam para a aceitar ou dizer que o meu deus permite a homossexualidade, porque ser homossexual é proibido (...) ser homossexual é uma escolha, não se nasce assim (...) é o mesmo que beber ou matar. Está a agir de forma errada; a fazer coisas que Deus não gosta" (Pública, 7 de Novembro 2010). Quando um católico diz semelhante coisa, caem três ou quatro Carmos e respectivas Trindades. Quando é um muçulmano a opinar desta forma, os ouvidos da malta são tomados por uma súbita otite progressista.

E a linha na areia há muito que ultrapassou o mero jogo de palavras. Tal como salienta um distinto cidadão de Amesterdão, as agressões de muçulmanos a gays holandeses estão a aumentar perante a inércia da sociedade. Por que razão isto acontece? Quais as causas da indignação selectiva? Vejo três. A primeira é o medo puro e duro, a cagufa, a miúfazinha. Afinal de contas, criticar o islamismo pode provocar ataques directos; na Europa, vários críticos já acordaram com propostas que não podiam recusar. A segunda causa é o velho ódio jacobino contra a Igreja Católica, a Infame, a Rameira de Deus. Mas a razão mais forte é, sem dúvida, a terceira: os complexos politicamente correctos, o racismo cor-de-rosa que apascenta as almas progressistas.

Tal como as feministas, os movimentos gays recusam criticar o islamismo, mesmo aquele que existe dentro das nossas cidades. Desculpar o outro, sobretudo o muçulmano, passou a ser o mantra obrigatório da esquerda. Apesar do evidente racismo (o outro é tratado como uma criança, como um ser menor e inimputável), este mantra é um sucesso há décadas. Percebe-se porquê: dentro de um esquema policial e punitivo típico da esquerda, a crítica a uma pontinha de cabelo islâmico determina, de imediato, a perda das credenciais de esquerda, que, como todos sabem, abrem muitas portas. Devido ao reduzido número de rebeliões contra este cerco , o resultado final é uma enorme hipocrisia. Os assanhados movimentos gay pouco ou nada dizem sobre a força mais embrutecida e homofóbica do nosso tempo, o Islão europeu.

A extinção dos machos

por A-24, em 06.08.13
Pe. Gonçalo Portocarrero de Almada, ionline, 2013-08-03


Não é preciso ressuscitar o machismo para nos opormos à dominante moda unissexoO "Le Figaro Magazine" do passado dia 20 de Julho dedica a capa e os artigos centrais à crise da identidade masculina e questiona o estatuto do varão na sociedade moderna. Homens e mulheres parecem ter sido modernamente substituídos por uma categoria híbrida de seres humanos, indefinidos e equivalentes, em que já não se revê a clássica distinção dos sexos.
É verdade que em tempos se entendeu que seria másculo quem fosse bruto e insensível, até porque, como se dizia, os homens não choram. Um medricas era pela certa alguém com falta de virilidade. Pelo contrário, ser feminino era sinónimo de uma certa superficialidade - as coisas de mulheres eram, por regra, assuntos sem importância - e de um carácter sentimental e fútil. Molière até se permitiu troçar das femmes savantes à conta do ridículo que parecia ser então uma senhora erudita.
Na família, a distinção entre as virtudes femininas da fada do lar e as atitudes viris do chefe de família acentuavam, mais do que a igualdade essencial de mulheres e homens, a diferença social dos seus estatutos.
À mulher, esposa dedicada e extremosa mãe, pedia-se submissão ao marido, esmerada educação dos filhos e prudente administração doméstica. Não lhe ficava bem expressar opiniões políticas, nem se lhe consentia que discordasse do cônjuge, cuja autoridade devia sempre sublinhar. Muito menos se lhe permitiria qualquer devaneio extraconjugal, que, pelo contrário, se tolerava socialmente aos maridos, preservada alguma decência. Também não era bem visto que o pai levasse ao colo um filho, fosse fazer as compras domésticas ou se encarregasse da cozinha.
Ainda bem que muitas destas diferenças já se esbateram. Afinal os homens também choram e as suas lágrimas são, muitas vezes, expressão sincera da nobreza do seu carácter e não indício de pusilanimidade. As mulheres ganharam, a pulso, lugares de enorme responsabilidade no mundo laboral, dando exemplo de grande profissionalismo. A presença feminina é hoje do- minante em profissões que eram tradicionalmente masculinas, como por exemplo a medicina e a magistratura. Ninguém estranha que um homem cozinhe, aspire a casa ou vá ao supermercado. Também ninguém se escandaliza por ver uma mulher a guiar um táxi ou uma locomotiva, ser dirigente sindical ou discordar politicamente do cônjuge.
Não é preciso ressuscitar o machismo de outras eras, felizmente extinto, para nos opormos à dominante moda unissexo, que, à conta da ideologia do género e não só, parece ter perdido a noção da riqueza específica da feminilidade e da masculinidade. É de lamentar que em alguns países as mulheres não possam tirar a carta de condução, estudar numa universidade, apresentar-se de rosto descoberto ou disputar umas eleições políticas. Mas também não é aceitável a confusão dos géneros, que alguns ideólogos modernos propõem, certamente em nome do louvável princípio da igual dignidade dos dois sexos, mas na ignorância do inegável princípio antropológico da sua diferença e complementaridade.
Deus, quando criou o ser humano à sua imagem e semelhança, criou-o homem e mulher. E quando o Pai eterno enviou ao mundo o seu Filho deu-Lhe uma mãe, Maria, e um pai, José. Graças à feminilidade da donzela de Nazaré e à masculinidade do carpinteiro da casa e família de David, Jesus "crescia em sabedoria, em estatura e em graça diante de Deus e dos homens". Graças à harmonia conjugada das salutares diferenças da "cheia de graça" e do varão "justo", Cristo não só é Deus perfeito, mas também perfeito homem.

Co-adopção homossexual? «Isto não faz sentido. Salta aos olhos.»

por A-24, em 01.08.13

Adoptar não é cuidar de alguém. Há tanta gente que cuida de outrem, e bem, e com amor e com afecto, e não é pai, nem mãe. Ser adoptado não é só ser amado, e educado, e criado; é ficar filho de. Adoptar é tornar-se pai ou mãe. É genealogia. É ascendência e descendência. É todo o resto da família, materna e paterna. Para sempre. Como na realidade da vida.
Adoptar é suprir a falha da família natural, atribuindo família jurídica (adoptiva) à imagem e semelhança da família natural. Criança que não tem pai e mãe aspira a um e a outra. Pode não os ter porque nunca soube, ou porque foi abandonada, ou por ser tão maltratada que lhes é retirada. Pode ter-se só pai – e não ter mãe. Como pode ter-se só mãe – e não ter pai. De alguma forma se aspira a preencher a falta ou se preenche a ausência com a memória ou a imagem. Não é um vazio. Não há vazio.

Todos somos filhos de pai e mãe. Somos filhos da dualidade feminino/masculino. Apagar essa dualidade é apagar e confundir o que somos. É a nossa identidade pessoal. Somos ambos e temos direito a ambos. É a nossa natureza humana.
Por isso é que a co-adopção homossexual não faz sentido. Ninguém é filho de mãe e mãe, nem deve ser proibido de ter pai. Ninguém é filho de pai e pai, nem deve ser proibido de ter mãe. «Isto não faz sentido. Salta aos olhos.»

Portugueses dos mais procurados para "ter um caso"

por A-24, em 26.07.13
Os portugueses são um dos povos mais desejados para casos extraconjugais. Pelo menos são estas as conclusões de uma sondagem feita pelo Ashley Madison, o maior portal de relacionamentos extraconjugais do mundo, que contou com mais de 11 mil respostas.
Os resultados deram conta de que 56% das mulheres e 68% dos homens inquiridos tinham interesse em ter relações com portugueses. Perante isto, o criador do portal de encontros 'discretos' entre pessoas casadas decidiu apostar no mercado português. 

Atualmente, o site conta já com mais de 20 milhões de aderentes, em países como o Brasil, Espanha, EUA, Alemanha e Reino Unido.
Esta não é a primeira vez que os homens portugueses são destacados como sendo atraentes. Em 2012, a revista Travelers Digest publicou uma lista onde colocava os portugueses entre os homens mais bonitos do mundo.

fonte

Na União Soviética eles também não existiam!

por A-24, em 13.06.13
O parlamento russo, ou a dúbia entidade proto-democrática que se assemelha a um parlamento na Rússia, votou massivamente (434-0) a favor de uma lei da autoria de Vladimir Putin que torna ilegal dizer às crianças que existem homossexuais ou tão simplesmente dizer que eles são idênticos, em matéria de direitos, aos heterossexuais. As consequências para tamanha desfaçatez serão coimas, prisão ou mesmo deportação da terra mãe. Nada que se compare, contudo, ao vil vitupério de uma sexualidade diferente.
Tal notícia só causará espanto aos mais incautos. É já uma tradição secular russa, bem executada durante a União Soviética, a de dar sumiço aos homossexuais. Como se torna difícil albergá-los a todos, opta-se pelo sumiço virtual. Orwell está mesmo em voga.

Será também curioso observar a reação (ou ausência dela) do PCP a esta notícia.

Mário Amorim Lopes n'O Insurgente

10 Things You Need to Know about Female Sexuality

por A-24, em 08.06.13
Bella Clayton in Huffington Post

What is the true nature of female sexuality? When it comes to women's priorities, why, once in a secure relationship, is sex no longer on top? Exploring what defines women's libido and why it becomes depleted, I investigate whether we have unrealistic expectations about our sex drive, who defines what is normal and abnormal, and if 'low libido' is in fact the natural order of things. I also provide concrete ways women can work toward defining their own jouissance--a personalized female sexuality that can lead to a more sensual, vibrant life.
1. Don't believe the hype: our sexuality is culturally relative. Sexuality is shaped by culture and history. For example, a hundred years ago a woman who loved sex could be regarded as being mentally disturbed, whereas today if you don't love sex you could end up being diagnosed as dysfunctional. With this in mind, it pays to be skeptical of labels that pathologize sexual difference.
2. Our desire to appear desirable exceeds desire itself.
It is well known that media and advertising can have a devastating effect on women's self-esteem--but it affects our sexual self-esteem too. Feeling like we don't live up to the physical ideal, women often grow to view themselves, and even their genitalia, as undesirable.
Rather than having sex, many women simply want to look like they are having sex. We are too busy chasing beautiful to want to kiss beautifully. Too busy chasing the veneer of desirability, to desire. Our animal instincts have become inverted: time devoted to preening overrides time devoted to mating and sexual pleasure.
3. Ditch the rom-com storyline. Passionate monogamy, the goal for most, promises lust-ever-after. But we have unrealistic expectations about relationships. In actual fact, it is natural for sexual intensity to decline over the duration of a relationship, as we age, due to life pressures and when we have children. Although lust may dampen, it is possible to maintain love and connection, and increase our chances of desire showing up too.
4. Actually, low female desire is 'normal.' Women have been made to feel that having a low libido means something is wrong with them. Currently women with chronic low libido are pathologized as having a type of female sexual dysfunction called hypoactive sexual desire disorder (HSDD). The trouble is, many of the researchers who have come up its nebulous definition have financial ties to pharmaceutical companies.
I argue that in a long-term monogamous relationship it is extremely common to have a lukewarm interest in sex and rarely initiate it. Far from being a disorder, low libido is just the natural state of affairs for many women.
5. The so-called sexless marriage. Consider the current definition of a 'sexless marriage'--a relationship in which the couple has sex ten times a year or less. Really? So couples that have been together for a decade and are going through the highs and lows of life, have sex nearly once a month. Rather than brandishing a negative label, good for them, I say.
6.The hand that rocks the cradle doesn't rock the bedroom. Research indicates that one-third of couples experience significant sexual loss upon having children. For instance, across ninety studies, parents had lower marital satisfaction than non-parents, and a strong correlation was found between marital dissatisfaction and greater number of children. For women, it is increasingly difficult to carve out the duel identity of mother and sensual lover. Plus, there is a rival for her affections--children.
7. There is more than one type of sexual prime. As we age, women often experience less desire due to many factors, including illness (their partners' and their own), and issues associated with self-image. However, although many of us are familiar with the notion ofsexual prime in relation to the physical--body, genitals, and hormones--it is not the full picture. An emotional prime also exists, related to spirit, maturity, and fluidity with life. Physical and emotional factors are intertwined and interact in unpredictable and exciting ways. Many women experience a sexual renaissance in their later years. Fortunately, sexual prime can peak at any age.
8. Pursuit of pink Viagra. Drug companies have been busy trying to undress the complexities of human sexuality in a race to create a "pink Viagra" - a global sex drug for women. A plethora of drugs targeting the female libido are steadily being researched. Such drugs, whether creams, patches, sprays or pills, target genital blood flow, hormones, or brain chemistry.
Female sex drugs are not yet on sale at your local pharmacy. Many are currently being trialed - for the second or third time - while most have been flat-out rejected by the FDA because they haven't been considered safe or effective enough for public consumption. This hasn't stopped doctors from prescribing such drugs 'off-label:' using legal drugs for unapproved purposes. Describing this, one big league researcher says an "uncontrolled clinical trial of the safety of testosterone is already happening in the community."
9. Free range sexuality. In many ways female sexuality is still mysterious. And since scientists can't agree about what women's sexual response is, what constitutes female sexual dysfunction, or if women have a definitive sexual peak, it is unrealistic to expect us to have a similar sex drive. For women who no longer care for sex, or for those who never did, refuge may be found in this inability to prove what is 'normal.' Perhaps we can use this to free ourselves from comparing our sexuality to the sexuality of others and instead manifest our own sexual path.
Moreover, there has never been a culture where women have been encouraged to explore and experiment with their sensuality without censure. We don't understand the full potential of female sexuality, free range.
10. Getting sexy back. In pursuit of our full sex drive, if we are so inclined, we can explore a wide range of techniques and practices. Some engage in mindfulness or stillness exercises. Another novel approach is to create distance - particularly important as couples are spending more time together than ever before. For those seeking intensity, there are ways to manufacture a sense of danger, proven biochemically to heighten sexual interest. For the many of us who are leading busy lives, our libido can be rechanneled from other projects. But whatever road we choose, let us work toward defining our own jouissance: a personalized female sexuality. This process, as described in my book Sex Drive: In Pursuit of Female Desire (Allen & Unwin), is not only possible but also liberating, leading to a more sensual life.

Casamento gay em França

por A-24, em 30.05.13
Segundo a polícia, eram 150 mil, segundo os organizadores, um milhão: a 26 de maio, Paris foi de novo palco de uma manifestação contra o casamento para todos, numa altura em que a lei que institui o casamento homossexual foi adotada a 23 de abril e a primeira união está prevista para 29 de maio.

Apesar do sucesso desta mobilização, os organizadores “não conseguiram esconder as suas dissensões”, escreve Le Parisien, como acontece dentro do UMP (direita, oposição), onde duas correntes se opõem sobre a questão do casamento homossexual.
“Se, ontem, o Governo queria sobretudo sublinhar essas divisões e esperava poder, finalmente, virar a página, também compreendeu que uma parte da população não está preparada para aceitar essas reformas”, afirma Le Parisien.

Press Europe

Direitos dos homossexuais: O Reino Unido é um paraíso das minorias sexuais

por A-24, em 27.05.13
“O Reino Unido oferece o melhor enquadramento jurídico a lésbicas, homossexuais, bissexuais, transexuais e intersexuais (LGBTI) e a Bulgária é o país que garante menos proteção às minorias sexuais”, afirma oEUobserver, numa notícia acerca da nova investigação sobre o tratamento dado às minorias sexuais em toda a Europa.

O relatório Rainbow Europe, publicado em 16 de maio, atribui ao Reino Unido uma pontuação de 77%, em termos de garantia da melhor proteção jurídica a pessoas LGBTI, incluindo legislação sobre “não discriminação, reconhecimento do sexo e discurso de incitamento ao ódio”.
A Bélgica vem em segundo lugar, com 67%, seguida pela Suécia, Espanha e Portugal, países que pontuam 65%, e pela França, com 64%. A Bulgária obteve apenas 18%, por não ter “leis que proíbam o discurso de incitamento ao ódio ou à violência contra pessoas LGBTI, nem leis sobre mudança de sexo e ter apenas quatro da lista de 13 leis sobre igualdade e não discriminação”. Resumindo as conclusões, o site refere:
Não existe uma clivagem geográfica absoluta mas, de um modo geral, o mapa indica que, quanto mais se avança para Leste na Europa, mais precária é a situação jurídica das minorias sexuais. […] Na Europa alargada, o painel de avaliação indica que a Rússia (7%) não é o país indicado para as minorias sexuais, atingindo o ponto zero no que se refere a leis sobre não discriminação, liberdade de reunião, discurso de incitamento ao ódio e direito de asilo.

Press Europe

A mãe por co-adopção versus a madrasta (Verdade inconveniente)

por A-24, em 26.05.13
Uma mulher que viva ou case com uma lésbica que seja mãe de uma criança torna-se também sua mãe. Uma mulher que viva ou case com um homem que tem um filho será sempre madrasta, a bem da criança nunca deverá confundir o seu papel com o da mãe do seu enteado seja ela presente, ausente ou mesmo completamente omissa. Em resumo os heterossexuais são padrastos, madrastas e têm enteados. Os homossexuais têm filhos e são pais e mães.

Helena Matos in Blasfémias

Quando se confunde casamento com união

por A-24, em 18.05.13

N.P.: O mais irritante destas notícias  é confundirem o termo casamento. Não sou contra nenhum tipo de união, pois cada um sabe de si, agora tratar a união gay como "casamento" roça a malvadez. O Casamento é uma instituição de origem sacra, pedra basilar da civilização cristã, foi  e será sempre entendida como união entre homem e mulher, perante Deus e a lei. O que se lê abaixo é união, diferente de casamento e nunca será vista como igual, mesmo que a agenda gay continue na ordem do dia. A isto chama-se Marxismo-cultural, que tem por objectivo diluir e destruir toda e qualquer tradição, subjectivizando tudo o que é claro como a água.



O Presidente francês, François Hollande, promulgou neste sábado a lei que autoriza o casamento entre pessoas do mesmo sexo. A legislação foi publicada no jornal do país equivalente ao Diário da República português, depois de ter recebida luz-verde por parte do Tribunal Constitucional de França.


Os primeiros casamentos homossexuais poderão começar a ser celebrados a partir de Junho, depois de o Constitucional ter entendido que a abertura do casamento a pessoas do mesmo sexo é “uma escolha do legislador” que “não vai contra nenhum princípio constitucional”, avança a AFP.


A ministra da Justiça, Christiane Taubira, já tinha adiantado em Abril que se não houvesse nenhum entrave que a nova lei entraria em vigor em Junho, sendo que até lá seriam adaptados todos os documentos necessários à celebração da união, assim como adaptado o Código Civil e outros trâmites relacionados com o nome de família e o estado civil. Isto porque a nova lei modifica várias coisas, como as regras do nome de família para todos os casais: em caso de desacordo entre os pais, o nome dos dois será dado à criança, por ordem alfabética. No caso de não poder haver escolha, por a criança ter já uma filiação de sangue, a criança toma o nome do pai, como já acontecia actualmente.
Em reacção à promulgação de Hollande, o primeiro-ministro francês, Jean-Marc Ayrault, regozijou-se com o facto de o seu Governo “ter feito avançar a igualdade”. “Todos os meus voto de felicidades para os futuros casados e casadas”, escreveu o governante na sua conta na rede social Twitter.

Votação em Abril
O Parlamento francês aprovou no final de Abril o casamento entre pessoas do mesmo sexo por 331 votos a favor (mais do que a maioria necessária de 270) e 225 contra. Mal o presidente do Parlamento, Claude Bartolone, anunciou os resultados, a maior parte dos deputados levantou-se e gritou "Igualdade".
François Hollande esperava que a aprovação da lei encerrasse meses de radicalização social, com os grupos contra o casamento gay a organizarem gigantescas manifestações em toda a França mas sobretudo em Paris. Porém, logo após a aprovação do documento registaram-se vários confrontos no país entre os grupos contra e a favor da mudança. E a oposição conservadora da União para um Movimento Popular, de Jean-François Copé, anunciou que pediria ao Tribunal Constitucional que declarasse a lei inconstitucional – o que não veio a acontecer. Agora, numa reacção à decisão, citado pela AFP, Jean-François Copé diz que “lamenta” mas que “respeita” a nova legislação.
O projecto de lei aprovado em França, que é o 14.º país do mundo a legalizar o casamento gay, é muito abrangente e dá aos casais do mesmo sexo o direito de adoptar. Permite também que pessoas oriundas de outros países se casem ali.
A promulgação de Hollande acontece apenas um dia depois de em Portugal ter conseguido aprovar no Parlamento um projecto que ainda vai ser discutido na especialidade mas que poderá tornar a co-adopção por parte de casais homossexuais uma realidade. Contudo, o projecto ainda será sujeito a uma votação final global e terá de ser promulgado pelo Presidente da República. O projecto de lei português passou com 99 votos a favor, 94 votos contra e nove abstenções, num resultado que surpreendeu e que ninguém esperava. Votaram 202 dos 230 deputados, vários abandonaram o hemiciclo antes do início da votação. PSD e CDS deram liberdade de voto.

Vincent e Bruno – o primeiro casamento?
Entretanto, a ministra da Justiça francesa já adiantou que está a preparar um decreto com as formalidades adicionais que pretendem operacionalizar a mudança. No entanto, as regras do país prevêem que os pedidos de casamento sejam solicitados com pelo menos dez dias de antecedência, salvo situações de especial gravidade, pelo que existe a possibilidade de as primeiras uniões só se conseguirem efectivar em Julho, segundo explicou o ministro do Assuntos Parlamentares francês, Alain Vidalies, adianta a BBC na sua edição online.
Há 200 mil franceses que vivem em casal com uma pessoa do mesmo sexo e, segundo o Instituto Nacional de Estatísticas, um terço quer casar-se. Uma das primeiras uniões poderá decorrer em Montpellier, no sul de França, entre Vincent Autin, de 40 anos e um dos principais militantes homossexuais no país, e o seu companheiro Bruno, de 30 anos, com quem está há sete anos. O casal já tem os papéis prontos e o município de Montpellier, no Sul, já imprimiu impressos onde se lê "esposo e esposo". Não foram um casal-poster mas foram o que de mais próximo houve de um casal-símbolo.
Público