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A-24

À catanada

por A-24, em 05.08.14
A Batalha

Treze pessoas foram mortas no mais recente ataque terrorista na província chinesa de Xinjiang. A acção teve lugar anteontem na cidade de Tarkant, localizada perto da fronteira com o Taquistão. As vitimas pertenciam à etnia han, maioritária na China, mas minoritária na região. O ataque, que destruiu mais de 30 carros, coincidiu com a festa que celebra o fim do Ramadão, uma celebração religiosa envolta em polémica após a decisão do regime comunista em não respeitar ostensivamente o período de jejum. Os terroristas acabaram por serem abatidos pelas forças policiais. Os ataques a migrantes chineses têm-se multiplicado e as responsabilidades recaem sobre extremistas uígures que lançaram uma campanha de terror contra o que entendem ser a opressão do governo chinês na província. Em Março, 33 pessoas morreram e 143 ficaram feridas num ataque à estação de comboios de Kunming. Em comum, os ataques terroristas iniciam-se quando grupos armados com catanas, facas e machados, após definirem o local, “varrem” as pessoas que encontram pela frente. Em Maio, o “modus operandi” foi diferente e um ataque terrorista com carros-bomba causou 39 mortos e mais de 100 feridos no mercado da capital regional, Urumqui. Neste ano centenas de pessoas foram assassinadas em ataques que as autoridades de Pequim atribuem a terroristas associados ao jihadismo e que procuram erguer o Turquistão Oriental, um país independente da China. Este país teria a uma área equivalente a três vezes o tamanho de França e faria fronteira com a Mongólia, Rússia, Casaquistão, Quirguistão, Tajiquistão, Afeganistão, Paquistão, Índia, Tibete e, claro, com a China. Para além da importância geoestratégica, a província que conta com quase 22 milhões de habitantes, é rica em recursos de grande importância para a China como o ouro, urânio, gás natural e petróleo. Os uígures, de cultura e língua turcomanas apontam para a componente demográfica como uma das origens dos problem
as, pois as autoridades chinesas estão a implementar um plano de construção de infra-estruturas que possam permitir a chegada massiva de chineses da etnia han. Outro ponto importante na discórdia entre as duas partes prende-se com o veto obstinado de Pequim à religião. À semelhança do que acontece com outros credos – o cristianismo está igualmente incluído – existem normas muito apertadas que pretendem controlar os fenómenos religiosos no país. No caso de Xinjiang, as mesquitas são controladas por elementos ligados à administração chinesa e há normas legais que limitam a cultura local. A China continua a perseguir os membros da seita Falun Gong e a atacar os bispos e sacerdotes católicos não registados na “igreja católica oficial” chinesa. Nestes últimos dias, mais de 100 igrejas ou parte delas foram demolidas a pedido das autoridades. O “último grito” passa por retirar os crucifixos dos edifícios. Os mais realistas dirão que todos estes acontecimentos resultam da engenharia social e da opressão, uma forma natural de ser, estar e agir do regime chinês.


A perturbadora ligação entre o ocultismo e o feminismo

por A-24, em 30.07.14
Antes de começar, quero partilhar convosco uma experiência de vida de um amigo meu que estava numa "relação" com uma mulher do Este da Europa que brincava com o ocultismo. Para condensar a saga, esta rapariga era a típica rapariga "tradicional", "feminina" que cozinhava para ele, e que lhe dava intimidade sexual sempre que ele assim quisesse (...). Tudo pareceu perfeito entre os dois durante mais ou menos seis meses, mas durante esse período ele não sabia que ela era secretamente uma "bruxa" que estava a enviar-lhe feitiços de "amor" como forma de o "amarrar" a ela. Succubus, bruxa, e “namorada” - tudo numa pessoa só. Mais tarde, ele descobriu que ele tinha mais do que ele pensava que tinha.


Gradualmente, à medida que a relação progredia e a paixão ia acabando, as coisas passaram a ser previsíveis e aborrecidas. As suas exigências subtis e caprichosas rapidamente se tornaram dominantes, o que o levou a querer acabar imediatamente com a relação. Isto trouxe ao de cima o pior dela e ele passou a atravessar por momentos destress. Ele partilhou comigo como ele, antes de a expulsar de casa, descobriu que ela estava a juntar preservativos usados (contendo esperma seco), cabelo e fotografias dele para as suas experiências ocultistas para o "amarrar". Isto para não falar da forma como ela tentou enfeitiçar a comida dele como forma de completar o "amarro" sobre ele.

As coisas pioraram, e ela começou a persegui-lo por onde ele andava (depois dele a expulsar de casa), e depois começou a intimidá-lo psicologicamente; quando tudo isto falhou, ela tentou destruir a sua reputação social e profissional. Ele era suficientemente forte para resistir aos ataques dela, mas a sua relação foi uma inspiração suficientemente constrangedora para se aprender mais sobre o ocultismo, e descobrir a ideologia comum que ele partilha com o feminismo.
Uma vez que os leitores podem não acreditar no paranormal, o ponto que se pode deduzir da história, que será principalmente focada mais em baixo, é a surpreendente ligação entre o feminismo e o ocultismo.

A primeira revolta conta o patriarcado

Ao contrário do Judaísmo, do Cristianismo e do islão. a glorificação da forma feminina, começando com Lilith, a suposta primeira esposa de Adão (que o desobedeceu e é considerada a primeira "feminista"), é parte integral do ocultismo. Segundo a crença ocultista, Lilith foi a primeira esposa de Adão, o arquétipo duma feminista com quem os homens se casam, mas divorciam-se depois. Ela frequentemente discutia com Adão e recusava-se a deitar sob ele durante a copulação afirmando que eles eram "iguais". (Um texto com a "História de Lilith" pode ser lido aqui.) A sua recusa em se submeter a Adão é vista como a primeira revolta contra o patriarcado.
O ocultismo e o feminismo no mundo actual

O feminismo tem as suas raízes no ocultismo e na bruxaria, um ponto muito bem confirmado por Mitch Horowitz, autor de “Occult America” .

A sociedade moderna, progressista e feminista, tornou-se, em muitas formas, numa sociedade energizada pelo ocultismo. Referências à "Deusa" ou ao "Feminino Divino"(conceito comum à bruxaria, ao feminismo, e ao esquerdismo), começando com a ascenção do "Movimento da Deusa"nos países Anglófonos e coincidindo com a segunda vaga do feminismo dos anos 70, tornou-se prevalecente nos dias actuais - produto consequente de cinco décadas de feminismo e da espiritualidade a ela associada (ocultismo). Actualmente, somos bombardeados em todos os lugares com simbologia ocultista através dos média. Façam uma busca por "simbolismo ocultista" e vejam os resultados por vocês mesmos.

A cultura beta (pílula azul), que tipicamente romantiza o conceito do amor sentimentalizado e ideal, tem as suas raízes no ocultismo, tal como visto no aumento recente do consumo de filmes românticosnas sociedades modernas (especialmente nas gerações mais jovens). A maior parte das mulheres envolvidas no ocultismo - tanto do presente como do passado - têm (e tiveram) uma crença na superioridade psicológica das mulheres quando comparadas com os homens. Semelhantemente, mascarando-se de um movimento em torno dos direitos das mulheres, o feminismo- como ardil cruel - diz às mulheres que os seus intintos naturais e biológicos foram "socialmente construídos" para as oprimir.

A engenharia social do feminismo, feita com o propósito de destruir a identidade sexual, invertendo os papéis sexuais, é na verdade um movimento feito para que as mulheres secretamente promovam ódio aos homens, bem como sirvam indirectamente de força motora para o ocultismo (ou pelos para os seus conceitos) visto que ambos partilham uma ideologia comum.
A missão do feminismo de dar às mulheres, por mais inútil e indigna que ela seja, o poder de liderar o homem como um cavalo ou um boi amordaçado, para onde quer que ela queira, quando ela quiser, e da forma que ela assim quiser, é semelhante à bruxa que supostamente "controla" o homem de modo a que ele faça o que ela quer, através da manipulação "mágica".
Será coincidência que a revogação do "Witchcraft Act"no ano de 1951, no Reino Unido, associado ao renascimento do ocultismo/bruxaria, coincidiu com a ascensão do feminismo? Para ilustrar ainda mais este ponto, eis aqui um excerto dum artigo que foi publicado há alguns anos atrás (o artigo completo pode ser lido aqui):
Porque é que a feitiçaria se apoderou de tal forma da nossa sociedade baseada no Cristianismo? Certamente, que há vários factores. Muitas bruxas são feministas fervorosas. Este é provavelmente o factor que mais contribuiu para o rápido crescimento do movimento. Seguido de modo fiel os antigos rituais, a religião Wiccana é dominada por mulheres - a sacerdotisa lidera as cerimónias ritualistas. A deusa da fertilidade recebe sempre a adoração inicial. A religião Wicca está feita à medida para as mulheres que queiram exercer poder e autoridade sobre os homens. O Cristianismo genuíno é solidamente patriarcal e este facto afasta a filosofia feminista. As feministas que não foram bem sucedidas em alterar os ensinamentos Cristãos de modo a que estes estejam ao seu gosto, abraçaram a religião Wicca.

Outro artigo publicado no ano passado mostra como a bruxaria e o ocultismo estão, na verdade, a crescer mais rapidamente que qualquer outra religião na Anglosfera. Levando em conta estas tendências (do renascimento da bruxaria no Ocidente) a Anglosfera parece que estará mais ou menos paganizada de um modo significativo mais para o final do século, especialmente se levarmos em conta que as mulheres criadas pelo feminismo estão cada vez mais a escolher o caminho "espiritual".

A bruxaria pelo mundo

Em 2011, e depois de legalmente "registar" a sua primeira bruxa, a Roménia - terra de Drácula - tornou-se no primeiro país a legalizar (e taxar) a bruxaria como uma profissão; levando em conta as tendências, mais cedo ou mais tarde o mesmo irá acontecer no Ocidente.

Na Rússia e em outras partes da Europa Eslava (com uma longa e embutida história de bruxaria), as crenças ocultistasainda estão bem prevalecentes. Muitas mulheres modernas e com formação académica ainda practicam secretamente a feitiçaria (normalmente "magia do amor") - se não practicam, pelo menos acreditam nela.

Num artigo publicado pela WHO ficou-se a saber que há mais bruxas e feiticeiros na Rússia do que médicos; podem ler mais sobre a viagem dum visitante ao coração do ocultismo na Rússia moderna; eis aqui outro artigo centrado no renascimento ocultismo na Rússia moderna; e eis aqui outro artigo interessante sobre as raízes ocultistasda Revolução Russa. No entanto, a Rússia parece estar actualmente a tomar medidas proactivas para acabar com a feitiçaria, ao mesmo tempo que promove um regresso ao Cristianismo Ortodoxo e aos valores patriarcais.

Outras partes da Europa foram alvo dum aumento recentedas prácticas ocultistas, possivelmente consequência da glorificação ocultista que é feita nos média, e essas tendências também são observadas na Ásia e no Médio Oriente. Nas sociedade matriarcaisAfricanas, a feitiçaria vem sendo practicada desde tempos antigos. A Áfricaenfrenta o mesmo problema que a Rússia visto que tem mais curandeiros do que médicos de verdade. Muitas mulheres ainda usam "feitiços de amor" e "poções" para "amarrar" e controlar os seus homens, e muitas mais dependem de curandeiros para se curarem fisicamente.

O que é que o futuro nos reserva?

A clara ligação é aquela que existe entre o feminismo e o ocultismo em sítios ondeambosestão em crescimento. É dito com frequência que a ignorância é uma bênção, mas o conhecimento é poder. É o poder deste conhecimento e a realização da ligação entre o feminismo e o mundo do ocultismo que deve armar os homens de modo a que eles fiquem longe de mulheres que simpatizam com crenças ocultistas. Tal como descobriu o meu amigo, os riscos não compensam.

Via Marxismo-Cultural

Os judeus são maus

por A-24, em 11.07.14
João Vaz

Há, no meio nacionalista português, um atavismo que me surpreende de há muito e há-de continuar a fazê-lo. Não é só no português, mas para o caso é esse que me interessa. Consiste na velha história dos judeus como culpados de todos os males do mundo e mesmo dos que surgem em Marte ou em outros lugares eventualmente habitados. Não vou contar aqui a conhecida história da hostilidade ao povo judaico, sei que São Tomás os aponta como responsáveis pela morte de Cristo, mas esquece-se de que os pagãos foram os executores, tal como foram os grandes inimigos do cristianismo durante os primeiros séculos.

Quando leio que os judeus dominam a política mundial, a banca, os negócios, tudo e mais alguma coisa, não sei se hei-de pasmar com a falta de argumentação se elogiar a frutuosa imaginação. Mas, mesmo que assim fosse, só encontraria aqui motivos para elogiar o povo eleito e lamentar os outros. Porque, se os judeus, minoritários como são, dominam o mundo, devem ser mesmo bons naquilo que fazem. E os gentios, ou são completamente incapazes ou preferem servir outros senhores que não os seus. Portanto, um hipotético domínio dos judeus sobre o mundo apenas demonstraria a sua superioridade.
Faria melhor, digo eu, quem anda na área nacional, preocupar-se com problemas reais que afectam o país, com a construção de uma identidade ideológica própria do que importar velhas "teorias" repisadas e sem fundamento de mentores estrangeiros, muitas vezes pouco inteligentes. E, ainda por cima, fazendo aqui par com a esquerda radical, a tal que é tão humanista mas não se importava de ver Israel riscado do mapa.
Evidentemente, não defendo os judeus de forma cega. Evidentemente, gostaria de ver, por exemplo, o Médio Oriente pacificado e dois estados independentes a viverem em paz e sossego. Evidentemente, nada me move contra o Irão, por exemplo, antes pelo contrário (admiro bastante a cultura persa). Mas entre aqueles que proclamam o ódio a um estado que tem direito a existir e resiste há muito e os que vivem no dito estado não deixo de dar razão aos segundos.
Os judeus são arrogantes? são segregacionistas? se são, problema deles. E talvez tenham motivos para isso. A quantidade de grandes escritores, cientistas, criadores oriundos desta gente é impressionante e nós, portugueses, talvez tivéssemos feito melhor em aproveitar o seu saber do que em mandá-los daqui para fora. Eu, pessoalmente, tenho muito orgulho em ser conterrâneo do homem que descreveu, no século XVI, a circulação sanguínea (antes de Harvey) e chegou a médico do Papa. Amato Lusitano é bem o exemplo da genialidade desta gente, que esteve entre nós, foi expulsa e aproveitada por outros. Os judeus dominam a banca? quem mandou os europeus desprezar certas actividades e deixá-las entregues a minorias desde há séculos?
Que os nacionalistas comecem a rever o discurso, a argumentar convenientemente, a deixar as dicotomias absolutas. Isso é para os maniqueus. E nós não somos hereges. Eu, pelo menos, não sou.

Dos comentários valiosos - Acerca da opinião de Henrique Raposo no Expresso

por A-24, em 20.01.14

HR escreve direito por linhas tortuosas... o que um homem faz para não levar (tanta) “porrada”. 

Está tudo certo, menos a imagem estereotipada do pensamento esquerda-direita. Se entende a esquerda como coisa de seguidores de Marx, pois foram incansáveis perseguidores de homossexuais. Até em Portugal - segundo escreveu a insuspeita São José Lopes e conforme testemunhos de insuspeitas criaturas de esquerda - enquanto Salazar fechava os olhos à bichice que o cercava, no PCP a coisa era bota abaixo. 
Pegando nos argumentos, pode-se depreender que homossexualidade é coisa de esquerda e homofobia de direita. 
Sim, sei que não pensa assim - tomo-o como pessoa inteligente - mas escusava tantas cautelas. Claro que 400 padres são uma percentagem ínfima; mas bastaria que fosse 1, para indignação similar. 
A Revolução Francesa matou mais em 3 meses que a Santa Inquisição em vários séculos. No entanto, não vislumbro movimentos de maldizer da dita revolução. 
Penso que ser padre já deu o que tinha a dar. Pedófilo esperto deve passar-se para o islamismo. Aí, a criança sodomizada nada mais é que um mártir agradecido por tal dádiva. Aí também, o actual cidadão indignado com a igreja, cala fundo. Caso contrário, arrisca que o sodomizado seja ele

Via Expresso 

Gays e padres: a mesma desonestidade

por A-24, em 20.01.14
Henrique Monteiro

Sou amigo de padres, discuto teologia e história com uns, jogo à bola com outros. É por isso que conheço de perto o seu desgosto pelos pecados pedófilos de alguns membros do clero. E, já agora, também sinto o seu espanto em relação à popularidade do seguinte raciocínio: a pedofilia nasce do celibato, ui, ui, então não é óbvio? Como não têm cama, vingam-se nos putos; então não se vê logo o que é? Como não têm sexo, aquilo é o escape deles. Até o meu querido Arnaldo Jabor entrou nesta idiotice, usando para o efeito o arquétipo do mal-amado (desculpem o eufemismo): sufocado pelo prazer reprimido, martirizado pela presença decotada das mães dos alunos, o padre desforra-se nos lábios e demais carnes dos benjamins. Está na cara, não está? Não, não está. Por que razão um homem habituado à cama da mulher e da amante abusa da filha ou da sobrinha ou do sobrinho? Por que razão um padrasto, casado e devorador de ancas milficadas, abusa da enteada ou enteado? Por que razão o tio, primo ou amigo dos pais abusa das crianças num solitário domingo à tarde? Não, o celibato não é a causa da pedofilia. A pedofilia é uma perversão que não depende da ausência ou presença do cinto de castidade.


Se o padre é desumanizado desta forma pelas esquerdas, o gay sofre o mesmo tratamento à direita. As pessoas que se queixam da forma caricatural como os média retratam padres e cristãos são as mesmas pessoas que promovem uma visão caricatural e agressiva do gay. Se o padre é retratado como um Amaro perpétuo, o gay é desenhado como uma bichona irresponsável e, por isso, incapaz de ter uma família. Além de ser irresponsável, esta bichona é vista como uma entidade perversa, sexualmente perversa. A homossexualidade surge assim como uma perversão semelhante à pedofilia. Aliás, gay e pedófilo são sinónimos nesta visão das coisas. Ora, é esta equivalência moral que explica a recusa militante da coadopção ou adopção de crianças por homossexuais: em muitas cabeças, um gay a entrar num lar de crianças para adopção só pode ser uma imagem sexual, a raposa a entrar no galinheiro. Estas cabeças estão erradas. Tal como o celibato dos padres, a homossexualidade não é uma perversão sexual e não provoca pedofilia.

Esquerdas e direitas precisam de fazer uma coisa: parar de falar de uma Tolerância abstracta e exercer tolerância concreta (e cristã) em relação àquilo que desconhecem. Deixem o gay abstracto, o panisgas, a bichona ou até a irritante activista LGBT, e falem com pessoas que por acaso são homossexuais. Quando fizerem isso, talvez percebam o seguinte: tenho amigos gays que seriam melhores pais do que eu. Deixem o ideal-tipo queirosiano que têm nessa cabeça preguiçosa, falem com padres concretos e percebam que o celibato não é a causa da perversão de alguns padres. E, no final dessas conversas, talvez tenham a felicidade de descobrir outra coisa: um padre é um dos melhores amigos que um gajo pode ter.

Erik von Kuehnelt-Leddihn sobre o Calvinismo

por A-24, em 19.01.14
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We see these followers of Calvin contributing very little to the arts & letters.
They lacked painters, musicians, architects of originality.

In North America, the Calvinists brought the Indians, with the help of bullets, whisky, and infected blankets, almost to a vanishing point.

In England, the Calvinists led the first great attack against the institution of monarchy in Christian history.

In Ireland, the Calvinists displayed their homicidal talents in the most brutal type of warfare.

In South Africa, the Calvinists established republics in which the institution of slavery survived till the threshold of the 20th century.

In Hungary, the Calvinists allied themselves with the pagan Turks and in Japan with the Shintoists against the Catholics.

El sacerdote Jesús Calvo acusa a Caritas de ayudar a los que “intentarán pisarnos el cuello el día que puedan”

por A-24, em 15.01.14

Alerta Digital


CK.- “En mis parroquias hace años que no hago colectas de Caritas porque se ha convertido en una ONG. Dan a todo el mundo simplemente por ser humanos, aunque no aporten nada y aunque nos intenten pisar el cuello el día que puedan”. Así se pronunció el párroco de León, Jesús Calvo, en su entrevista del pasado jueves en el programa ‘La Ratonera’ al ser preguntado sobre el hecho de que muchos de los subsaharianos autores de los gravísmos incicentes del pasado fin de semana en un pueblo de la provincia de Jaén estuvieran siendo alimentados y asesorados legalmente por Caritas y otras organizaciones católicas.


Añadió sobre esta cuestión: “Nosotros sabemos lo que la caridad. Ellos no la tienen. ¿Por qué no montan ellos su propia Caritas?”, se preguntó el párroco leonés.
Fiel a su compromiso ético con la tradición católica, lo que le lleva a mostrarse extremadamente crítico con quienes se alejan de ella, trátese de la curia española o del mismísimo Papa, Jesús Calvo desgranó, con su contundencia conocida, algunos asuntos de la actualidad relacionados con la Iglesia y la situación política.

“Populista para la gente inculta”

Durante su intervención en el espacio televisivo dirigido y conducido por Armando Robles, el cura castellano-leonés calificó al Papa Francisco como un “populista para la gente inculta” y acusó a la jerarquía católica de desviarse de su compromiso con la verdad revelada por Jesucristo. “Nunca dicen que quien no está conmigo está contra mí o que no se puede estar sirviendo a dos señores”, señaló.
Por otra parte, el Padre Calvo alertó acerca de “la descristianización que está sufriendo Cataluña” y de la “pérdida de credibilidad y de devotos” de la Iglesia catalana. “No sé por qué ha habido tanto fanatismo por parte del clero catalán al hacerse eco de lo que defienden los independentistas. ¿Qué vocación tienen y para qué están? Nunca están para predicar a Dios y la vida sobrenatural, dedicada a la santificación de las almas y a darnos el sentido pleno de la vida. Lo otro no es incumbencia nuestra y hacemos el ridículo”, declaró.
También dijo que la “decadencia moral” que padece la sociedad española “es la causa de todas las demás crisis”. “Ante esta decadencia moral nos estamos quedando solo con el antropocenmtirmso, que es el peligro y el problema que nos ha traído el Concilio Vaticano II y que considera al hombre como el centro de todo. Antes fue el teocentrismo, que situaba a Dios en el centro de todo. Luego, cuando se descubrió que la tierra era redonda, vino el geocentrismo, que nos consideraba el ombligo del universo y ahora hemos acabado en el antropocentrismo, de tal modo que si antes Dios se hizo hombre, ahora el hombre pretende hacerse Dios”.
Al ser preguntado sobre los curas de origen sudamericano que están llegando a España fruto de la falta de vocaciones autóctonas, el Padre Calvo lamentó que el Concilio Vatiocano II pusiera fin al rigor de “de la teología dogmática”. “La formación que reciben los curas ya no es la misma. El reglamento de los seminarios tampoco es el mismo. Pío XII, antes de ser Papa, defendió la creación de seminarios para la formasción de los jóvenes que viniesen de fuera. Se rieron de él y nuestro tiempo le ha dado la razón”.

Zerolo y la pena capital

Especialmente controvertidas fueron las palabras del Padre Calvo sobre el cáncer que padece el dirigente socialista Pedro Zerolo y que están siendo reproducidas por numerosos medios informativos españoles en las últimas horas: “Una cosa es lo personal y otra condenar el pecado. En la misma teología se sabe que el pecado tiene su sanción, su castigo. No me extrañaría nada que la enfermedad de Zerolo fuese también un efecto de la Divina Providencia, que intenta ejemplarizar con los que se ríen de la virtud”, manifestó.
Por último, el sacerdote leonés aseguró que “hay mucha basura social” y defendió la vigencia de la pena capital por ser, dijo, “doctrina católica”. Y apostilló: “Habría que eliminar a mucha gentuza que está haciendo la vida imposible a los inocentes”.

Os Três ensinamentos

por A-24, em 10.11.13
Confúcio entrega Gautama Buda para Laozi
Na filosofia chinesa , a frase Três Ensinamentos (chinês:三 教; pinyin: San Jiao ) refere-se ao confucionismo, taoísmo e ao budismo, quando considerado como um agregado harmonioso. Algumas das primeiras referências literárias à idéia de " Três Ensinamentos " remontam ao século VI por proeminentes estudiosos chineses da época. O termo também pode se referir a uma filosofia não-religiosa construído naquela agregacao. 

Três ensinamentos harmoniosos como um.

A frase aparece também como os três ensinamentos harmoniosas como um (chinês:三 教 合一) . Também pode se referir a uma seita sincrética fundada durante a Dinastia Ming Lin por Zhaoen . Nesse seita, crenças confucionistas , budistas e taoístas foram combinadas com base na sua utilidade em auto-cultivo.
Alternativamente, no entendimento comum , três ensinamentos harmoniosas como um simplesmente reflete a longa história, influência mútua , e ( às vezes ) os ensinamentos complementares dos três sistemas de crenças, com pouca relação com a seita de Lin Zhaoen .

Religiões seculares

por A-24, em 13.09.13
in A Corte na Aldeia

Na Europa, no mundo ocidental em geral, o retrocesso do cristianismo foi acompanhado pela efusão das religiões seculares. Com o fim da principal na sua versão ortodoxa, o marxismo, os substitutos fizeram sentir a sua presença de forma mais visível. O marxismo cultural tratou de espalhar bem alta a sua mensagem e o relativismo fez a sua parte. 
Com um catolicismo envergonhado era necessário encontrar substitutos que fizessem jus à asserção de Chesterton, e aqueles que deixaram de crer em Deus passaram a crer em qualquer coisa. A religião dos direitos dos animais, do feminismo, do género, acompanhada de outras de cariz mais esotérico como a new age fez a sua entrada triunfante e os hipermercados encheram-se de produtos para animais, esses mesmos que durante milhares de anos foram alimentados com restos e nunca se queixaram. Ao seu lado proliferaram as feirinhas esotéricas, os textos sobre reiki nos jornais e as ofertas de medicinas alternativas nas ruas das nossas cidades. Ofereceu-se o antigo com roupagens novas, mas como os clientes actuais nada sabem sobre as heresias primitivas o produto continuou a vender-se. 
O fenómeno atingiu todos os segmentos da sociedade, mesmo quando considerada a nível ideológico. E se, para a esquerda, é natural a obsessão com a destruição do catolicismo e sua substituição por qualquer religião secular, para a direita e mesmo para a área nacionalista só pode estranhar assimilação do fenómeno quem não se tiver apercebido do quão pouco de catolicismo nela resta. Por isso, acompanhando a erosão daquele e a vergonha manifestada por alguns em se assumirem como testemunhas de Cristo, os fanáticos da religião dos direitos dos animais (seja isso o que for) ocuparam o seu espaço, ao lado dos neo-pagãos com a sua mensagem plena de infantilidade mas que serve perfeitamente a quem não conhece mais nenhuma. Assim, deste modo, o bom e velho relativismo vai ganhando a batalha: não há verdades e todas as opiniões são legítimas. O ser humano faliu, na sua vertente tradicional (o que é velho é para abater e a tradição é perniciosa) e os animais são os nossos melhores amigos face á descrença na humanidade, marcada por um mal que já não é teológico porque a ignorância e a preguiça fazem valer os seus direitos. O paganismo, entretanto, propõe o regresso à natureza e a veneração dos ancestrais como uma coisa absolutamente nova, como se na tradição europeia e católica tal fosse completamente desconhecido. No meio de tudo agradecem os fabricantes de rações para animais e de bugigangas diversas, satisfeitos pelas novas oportunidades que se oferecem. O mercado, evidentemente, não pode parar. 



Política e religião

por A-24, em 11.09.13
in A Corte na aldeia

"A política moderna é um capítulo da história da religião. Os maiores levantamentos revolucionários que tanto moldaram a história dos últimos dois séculos foram episódios da história da fé - momentos da prolongada dissolução do cristianismo e da ascensão da moderna religião política. O mundo em que nos encontramos no início do novo milénio está cheio de detritos de projectos utópicos que, embora enquadrados em termos seculares que negavam a verdade da religião, foram, de facto, veículos de mitos religiosos.

O comunismo e o nazismo afirmavam que se baseavam na ciência - no caso do comunismo, na falsa ciência do materialismo histórico; no do nazismo, na salgalhada do 'racismo científico'. Estas afirmações eram fraudulentas mas o uso da pseudociência não travou o colapso do totalitarismo que culminou com a dissolução da URSS em 1991. Continuou nas teorias neoconservadoras que afirmavam que o mundo estava a convergir para um tipo único de governo e de sistema económico - a democracia universal, ou um mercado livre global. A despeito de ser apresentada com os arreios das ciências sociais, esta crença de que a humanidade estava à beira de uma nova era foi apenas a versão mais recente das crenças apocalípticas que remontam aos tempos mais antigos." -  
John Gray, A morte da utopia, Guerra e Paz, 2008