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A-24

PNR repudia mesquinhez odiosa do PCP e BE

por A-24, em 26.07.12

O Partido Nacional Renovador vem condenar veementemente a posição tomada pelos partidos comunistas da Assembleia da República: Bloco de Esquerda, Os Verdes e Partido Comunista Português.
Fica, mais uma vez, bem patente a mentalidade sectária e pequenina que os norteia, ditada pelo ódio cego. É assim desde os tempos do PREC e nada muda ou evolui nessa gente de extrema-esquerda. Apressam-se a fazer votos de pesar por qualquer um que pertença ao seu bairro político, seja merecedor de tal ou até bem pelo contrário.
Esquecem rapidamente que, ainda há bem poucos dias, o voto de pesar por Miguel Portas colheu a unanimidade de todo o hemiciclo, mas efectivamente a tolerância e abertura de espírito que tanto apregoam, não passa de mais uma mentira grosseira que os caracteriza, já que, quando podem dar demonstrações disso, agem exactamente ao contrário daquilo que dizem defender.
É típico das mentes pequenas e acobardadas temerem as figuras incontornáveis da História, tremendo até ante a sua memória e, desse modo, tentam ignorá-las, desdenhá-las ou apagá-las. Mas tudo isso acaba por ser em vão e o ridículo recai sobre quem tem estas atitudes tão reles.
O PNR não tem dúvidas: José Hermano Saraiva é uma figura gigante da nossa História recente, e por isso compreende-se que votos de pesar de anões nunca lhe chegariam.

A indignação como doença infantil no século XXI

por A-24, em 02.01.12
"Julgava que a esquerda não se "indignava" com as agruras sociais do sistema capitalista. Se bem me lembro, era por saberem melhor do que todos no que dá o capitalismo que os agentes da vanguarda o queriam destruir. Por isso é que este entusiasmo dos nossos partidos radicais com o movimento dos "indignados" é tão surpreendente. Por que raio há-de a esquerda querer abandonar a via organizada de superação ou regeneração do capitalismo - com manifestos escritos, doutrina sedimentada, sindicatos, partidos infiltrados nas instituições da "democracia burguesa" - e encostar-se a estes assomos infantis e inconsequentes de "cidadania"? O que é que ganha com a promoção destes aglomerados de sensibilidades incongruentes e tantas vezes apenas diletantes, que não levarão a lado nenhum?
Sinceramente, parece-me que esta opção vai é exaurir o protagonismo e utilidade de partidos como o PCP, os Verdes ou o Bloco. Não tenho grandes dúvidas de que a recente diminuição de representatividade dos ditos tem a ver com estes movimentos anti-partidários de crítica difusa ao regime. Se a simpatia por aqueles partidos depende de uma predisposição para aderir a modas e ao politicamente correcto (mais no caso do Bloco, admito), então não há como vencer a concorrência desta alternativa de militância bissexta, onde aliás a irresponsabilidade é ainda mais acarinhada. Ao pé disto, até o Bloco é uma chatice. A abstenção indignada é o novo Bloco.Por este caminho, o futuro da esquerda é um beco sem saída: muito poder onde ele não serve para nada (a rua) e nenhum onde ele pode servir para alguma coisa (as instituições democráticas)."

Francisco Mendes da Silva

Não há ditador que não seja apoiado pelo PCP

por A-24, em 27.08.11
Que o PCP apoia entusiasticamente os ditadores cubano e norte-coreano já é amplamente conhecido. Que tem uma enorme simpatia pelos tiranetes venezuelano e iraniano também se sabia. O que estava relativamente mais escondido era o apoio deste partido a  Muammar Kahdafi. Apoio esse que foi sendo desvendado nos últimos tempos, desde que o ditador líbio se viu em apuros. No Jornal Avante! tem-se elogiadoa atitude do regime líbio e do seu líder e à boleia disso reforçam-se os artigos com o desporto favorito dos comunistasmalhar na NATO
A cantiga é sempre a mesma: há os bons - os mais variados ditadores e os seus respectivos povos - que são vítimas dos maus - o maléficoimperialismo americano e a pérfida política de direita. O Partido Comunista, como não poderia deixar de ser, está ao lado dos bonsporque é solidário com os povos e está contra os maus, representados pelo ocidente em geral, porque são uns capitalistas exploradores.
Com esta cartilha o PCP só consegue ver defeitos na NATO quando nunca os viu no Pacto de Varsóvia, e é extremamente crítico em relação aos países ocidentais, sendo completamente acrítico em relação aos maiores ditadores do planeta, nos quais Kahdafi se inclui. Mais gente devia ler o Avante!.

Sobre a "esquerda portuguesa"

por A-24, em 26.04.11
por João Miguel Tavares, CM, 22-04.2011

"O Bloco de Esquerda e o PCP são como os dois velhos dos Marretas: a única coisa que sabem fazer na vida é mandar bocas a partir do primeiro balcão e criticar o que se está a passar em palco. Em momento algum lhes passa pela cabeça levantarem o rabo das cadeiras, deitarem mãos à obra e mostrarem como se deve fazer. PCP e BE são muito bons a organizar festas do Avante, a promover desfiles na Avenida da Liberdade, a apoiar greves, a vender boinas do Che Guevara e a pendurar cartazes. Agora, pedir--lhes um compromisso político ou esperar o mais vago arremedo de pragmatismo é a mesma coisa que colocar um belo prato de carne de porco à frente de um judeu ortodoxo e esperar que ele coma alegremente.

O Bloco e o PCP são os dois partidos mais inúteis da política portuguesa – basta ver a forma como recusaram participar nos encontros com a troika do dinheiro, preferindo abdicar de expor as suas opiniões sobre a melhor forma de retirar Portugal do monumental buraco em que está enfiado. É certo que as suas opiniões poderiam provocar um ataque de riso entre os membros da troika e atrasar o resgate do país, mas ainda assim ficar em casa amuado e a soltar comentários dignos da padeira de Aljubarrota ("este é um processo que constitui uma inaceitável atitude de submissão nacional", disse Jerónimo de Sousa, enquanto sonhava com tiros de zagalote capazes de afastar os ímpios do Terreiro do Paço) seria cómico se não fosse tão trágico.
Se Sócrates se mantém na casa dos 30% nas sondagens, tal deve-se não só ao seu charme de caudilho e às incompetências do PSD, mas também ao facto de um eleitor de esquerda ser obrigado a optar entre o PS e o deserto. Muitas das desgraças de Portugal podem ser atribuídas a esta esquerda inimputável, para a qual a política se esgota na ponta da língua."
E não é que ele disse exatamente o que eu penso sobre esses dois partidos?! Parabéns pela clarividência.