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A-24

Mundo - Bolívia baixa idade legal de trabalho infantil para os 10 anos

por A-24, em 28.07.14
Via Observador

A Bolívia baixou a idade legal para uma criança trabalhar dos 14 para os dez anos. O vice-presidente boliviano, Alvaro Garcia Linera, assinou no final da semana passada a lei que estabelece que uma criança com dez anos passa a podertrabalhar por conta própria. Os requisitos para que tal aconteça são dois: a criança continuar a estudar e ter autorização dos pais. A partir dos 12 anos uma criança boliviana passa a poder assinar um contrato de trabalho, com a obrigação de ter a aprovação dos pais e frequentar a escola.
A aprovação da lei faz parte de um plano governamental que tem por objetivo ajudar os bolivianos a saírem da pobreza. O executivo de Evo Morales acredita que ao adicionar um salário aos rendimentos as famílias consigam melhorar a situação financeira. O vice-presidente, Alvaro Linera, citado pela BBC, disse que a nova legislação reflecte as necessidades da Bolívia, um dos países mais pobres do mundo e “endurece as penas para a violência contras as crianças”. Linera sublinhou que “O presidente [Evo] Morales interveio para garantir que encontrávamos um equilíbrio entre a realidade e a lei, entre os direitos e os tratados internacionais”. Mas a contestação não tardou. E precisamente pelo lado da violação das leis internacionais. Vários grupos contra o trabalho infantil têm levantado a voz contra a medida. Carmen Moreno, da Organização Internacional do Trabalho, disse que a lei vai contra a determinação das Nações Unidas que estabelece os 14 anos como a idade mínima para alguém trabalhar. Jo Becker, advogada da “Human Rights Watch”, citado pelo jornal “Independent“, disse que a lei mostra “vistas curtas” e não é a solução para os problemas financeiros que os bolivianos encaram. Becker considera que a Bolívia “está um passo atrás do resto do mundo, o trabalho infantil pode ser visto como uma solução de curto-prazo para as dificuldades económicas, mas é, na verdade, uma causa de pobreza.”
De acordo com dados da Organização Internacional do Trabalho, o trabalho infantil foi reduzido em um terço entre 2000 e 2008. E entre 2008 e 2012, na América Latina e nas Caraíbas, caiu perto de dois milhões o número de crianças a trabalharem. Ainda assim, o trabalho infantil é encarado como estando enraizado na cultura boliviana, sendo que uma grande percentagem da população adolescente trabalha. Estima-se que um milhão de crianças bolivianas com idades entre os cinco e os 17 anos trabalham. É o equivalente a 15% da força de trabalho do país.

Preços do gás: Portugal é o sétimo mais caro.

por A-24, em 26.07.14
Fonte: Bloomberg


Acabar de vez com os terroristas

por A-24, em 25.07.14
A batalha - Vários alvos nas montanhas na província tunisina de Kef foram bombardeados pelas forças militares tunisinas. A operação anti-terrorista na zona noroeste do país do Norte de África teve início na semana passada e tem como objectivo principal “acabar de vez com os terroristas.” Sabe-se que vários grupos armados tinham aquela zona de difícil acesso como base de operações. A última das quais resultou na morte de quatro militares e dois oficiais tunisinos, causada pela explosão de uma mina terrestre quando estavam a patrulhar a localidade de Ksar El Gallel, em El Kef. As autoridades da Tunísia lançaram uma vasta operação militar que abrange todas as províncias que fazem fronteira com a Argélia. Toda aquela área é de difícil controlo e sempre foi usada por contrabandistas. Nos últimos tempos a actividade mais em voga no local passou a ser a do tráfico de armas e de combatentes islamitas que viram na deposição, em 2011, do ex-Presidente Ben Ali uma oportunidade para atacarem o país e imporem de forma violenta a sua lei. A oposição tunisina tem criticado o governo por ser insensível aos avisos das ameaças e por se ter mostrado ineficaz na luta contra os grupos jihadistas.

Manifestação

por A-24, em 25.07.14
João Vaz

Imagem de mais um massacre perpetrado pelo Boko Haram, em que morreram mais de 100 civis e a aldeia em que viviam foi incendiada. Foi na Sexta-feira, mas como as notícias vindas da Nigéria demoram muito a chegar até cá, ainda não houve indignação por parte dos defensores da humanidade. Vamos esperar mais uns dias, que eles não vão deixar passar isto, certamente.

Do racismo que todos gostam de ignorar - O presidente do Zimbabwe recomenda aos agricultores brancos que dêem as suas terras aos negros e que se vão embora do país

por A-24, em 23.07.14
Alerta Digital

El presidente de Zimbabue, Robert Mugabe, ha puesto en marcha una nueva fase del programa de tierras A1 que devuelve las propiedades a los ciudadanos negros y ha recordado a los agricultores blancos que los terrenos “no son suyos” y que “deberían irse”. Las organizaciones antirracistas europeas, como siempre, callan.
Mugabe anunció la reimplantación del programa el pasado miércoles durante una visita a la provincia de Mashonalandia Oeste. En su discurso, el presidente de Zimbabue pidió a sus compatriotas que no fueran “demasiado amables con los agricultores blancos”. “La tierra es vuestra, no suya”, recordó.
“Decimos no a que los blancos posean nuestras tierras y deberían irse”, manifestó tajante Mugabe, que recomendó a los blancos “interesarse por sus industrias y dejar la tierra a los negros”. El presidente, sin embargo, no se opone a que los blancos tengan “empresas y casas” en el país. También quiso asegurarse de que su mensaje sonaba “alto y claro en Reino Unido y Estados Unidos”, según informa la versión digital del diario ‘The New Zimbabwe’.

Discuten la expulsión del histórico líder de la oposición en Zimbabue
Por su parte, el Sindicato Comercial de Agricultores, el principal sindicato de trabajadores blancos, considera “lamentable” que las tensiones raciales se estén reavivando otra vez. El director del sindicato, Hendricks Olivier, ha dicho en declaraciones a la BBC que les “gustaría avanzar y trabajar con el Gobierno”.
Olivier ha recordado que en el país solo quedan entre 100 y 150 agricultores blancos. La mayoría de los trabajadores de la tierra que residían en el país fueron obligados a abandonar sus cultivos hace cerca de 15 años cuando el Gobierno puso en marcha una reforma similar a esta.
Los opositores de Mugabe han dicho que su decisión de hacerse con la mayoría de las tierras de los blancos ya provocó la caída de la economía del país entre 2000 y 2009.
Mugabe, de 90 años, ha gobernado en Zimbabue desde su independencia en 1980. El año pasado fue reelegido presidente con el 61 por ciento de los votos y se impuso a su principal rival, Morgan Tsvangirai. Mugabe, presidente del partido Zanu PF, también logró la mayoría parlamentaria con 160 escaños de los 210 que componen el Parlamento.

Dubai tem cada vez mais carros de luxo abandonados

por A-24, em 23.07.14
Observador 
O Dubai é tido como um dos El Dorados do planeta. Não é assim tão raro ouvirmos histórias de pessoas que decidiram tentar a sorte nos Emirados Árabes Unidos, com promessas ou esperança de uma vida melhor. Já os relatos de que existem carros de luxo em barda são banais. A notícia aqui é que tem acontecido um fenómeno nos últimos anos capaz de dar um nó no estômago aos apaixonados aos carros topo de gama.
Ferrari Enzo abandonado no Dubai

Por cá estamos habituados a ver esquecidas viaturas com muitos anos de vida, que mais parecem autênticas carcaças. No Dubai a realidade é um bocado diferente: cada vez mais são vistos abandonados carros de luxo como Ferraris, Porsches, BMW e Mercedes. A Top Gear até publicou a fotografia de um Ferrari Enzo abandonado no Dubai, com a frase “prepare-se para chorar”. O carro pertencia a uma edição especial da famosa marca, pelo que estava avaliado em mais de um milhão de euros.
A crise financeira explica este fenómeno. Não só porque os donos dos carros começam a ter dificuldades em pagar as suas contas, mas porque uma divida ou até o esquecimento de um simples pagamento dá direito a prisão, o que leva à fuga do país por parte de locais e estrangeiros.
Recorrente é, segundos alguns artigos sobre o tema, ver os carros de luxo no aeroporto ainda com as chaves na ignição. Segundo a Business Insider, assim que há suspeita de um veículo estar abandonado, os inspetores do Governo enviam uma notificação. Se o dono do carro não responder em 15 dias, a viatura será levada para uma espécie de sucata da polícia, onde pode ser levantada em troca de uma pequena taxa. 

Sobre José Mujica

por A-24, em 22.07.14
(fonte)


Hace unos días, el presidente de Uruguay, José Mujica, acudió al aeropuerto a recibir a la selección de fútbol, la cual ha sido criticada debido al acontecimiento que hubo con el jugador Luis Suárez. 



Mientras esperaba a los jugadores, un periodista de “La hora de los deportes” se acercó a preguntarle a Mujica qué había significado para él este Mundial, a lo que el presidente respondió “Creo que… son una manga de viejos hijos de puta” refiriéndose a la FIFA, muchos lo han criticado pero también hay que mencionar que pocos políticos se atreven a ser tan honestos. 

José Mujica ha sido presidente de Uruguay desde el 2010 y es el único presidente en el mundo que dona el 90% de su sueldo a obras de caridad, además de contar con un nunca antes visto grupo de seguridad; sus tres perros. 
Uruguay ha sido el primer país latinoamericano en legalizar la marihuana y no por liberal, sino como una forma inteligente de combatir el narcotráfico y debilitar a los cárteles, además de haber sido de los primeros países alrededor del mundo en apoyar legalmente a la comunidad LGBT. 

Mientras nuestro presidente gasta millones de dólares en un avión, José Mujica maneja un VW Beetle de 1987 y decidió convertir el Palacio Presidencial en un albergue para la gente más necesitada. 
Además, tiene una pequeña granja en donde cultiva flores que posteriormente vende para ganarse la vida.


¿Cuándo será el día que haya más presidentes como éste en el mundo?

Onde mais se paga por engenheiros informáticos

por A-24, em 20.07.14

Fonte: Bloomberg

Luanda volta a liderar lista das cidades mais caras do mundo

por A-24, em 10.07.14
A capital angolana é a cidade mais cara do mundo, pelo segundo ano consecutivo, de acordo com um estudo global sobre o custo de vida em 2014, elaborado pela consultora Mercer, que é dominado por cidades africanas, europeias e asiáticas.

Luanda ocupa o primeiro lugar da tabela, seguida pela capital do Chade, N'Djamena, numa lista que é completada com Hong Kong, Singapura, Zurique, Genebra, Tóquio, Berna, Moscovo e Shangai. Lisboa está a meio da tabela, no 94.º posto, tendo avançado 14 lugares face à posição que ocupava em 2013.
"Os resultados do estudo confirmam que os locais mais caros do mundo para expatriados são maioritariamente cidades europeias, africanas e asiáticas", realçou a Mercer numa nota relativa ao estudo que é considerado um dos mais fidedignos e completos do mundo, destinando-se a ajudar empresas, governos e outras entidades a determinarem subsídios de compensação para os seus colaboradores expatriados.
O responsável pela área de estudos de mercado da Mercer, Tiago Borges, sublinhou que "as classificações em muitas regiões foram afectadas por eventos mundiais recentes, como por exemplo flutuações cambiais, inflação dos custos ao nível dos bens e serviços e volatilidade nos preços de alojamento".
E salientou: "Enquanto Luanda e N'Djamena são cidades relativamente pouco dispendiosas para os locais, tornam-se muito caras para expatriados, visto que os bens importados são de elevada qualidade. Por outro lado, encontrar alojamento seguro que vá ao encontro das expectativas dos expatriados pode ser uma tarefa desafiante e cara."
O estudo abrange 211 cidades de cinco continentes, comparando os custos de mais de 200 bens em cada local, incluindo alojamento, transporte, comida, roupa, artigos domésticos e entretenimento. No último lugar da lista surge Carachi, no Paquistão, que é uma cidade três vezes menos dispendiosa do que Luanda.

A guerra do futebol

por A-24, em 29.06.14
Luís Naves via Delito de Opinião

Estava a ver um jogo entre o Equador e as Honduras quando me lembrei que este último país esteve envolvido num dos mais bizarros incidentes da História recente, conhecido por 'Guerra das 100 Horas' ou 'Guerra do Futebol'. O conflito foi travado em Julho de 1969 e envolveu dois países vizinhos da América Central: El Salvador e Honduras. Nos combates e bombardeamentos, que duraram apenas quatro dias, morreram mais de 3 mil pessoas e tudo começou com um simples jogo de futebol entre selecções que procuravam classificar-se para o Campeonato do Mundo do ano seguinte.

Na origem do conflito esteve uma rivalidade regional que se alimentou de um problema económico profundo: as Honduras (dispondo de mais território) tinham na altura 350 mil imigrantes salvadorenhos, sobretudo na zona de fronteira, e estes camponeses estavam a ser maltratados pelo regime do general Lopez Arellano, que era sustentado por grandes proprietários agrícolas, entre estes a poderosa multinacional United Fruit Company, que possuía 10% do território hondurenho. 
A questão da emigração salvadorenha para as Honduras tornara-se um assunto muito emocional dos dois lados, para mais alimentado por histerias nacionalistas. A 8 de Junho de 1969, os dois países enfrentaram-se na ronda de qualificação para o Campeonato do Mundo que se realizaria no México. No primeiro jogo, em Tegucigalpa, as Honduras venceram por 1 a zero, mas houve violência contra cidadãos salvadorenhos. A resposta, a 15 de Junho, em San Salvador, envolveu grande brutalidade: os adeptos hondurenhos foram espancados em plena rua e os jogadores foram vítimas de ameaças físicas. No final do encontro, os jogadores da equipa diziam ter sido uma sorte a derrota por 3 a zero. Seguiu-se um jogo de desempate, em terreno neutro, na Cidade do México, e El Salvador venceu por 3 a 2, após prolongamento.
Entretanto, o futebol servira de pretexto para criar um clima de extrema tensão entre os dois governos. No próprio dia do terceiro jogo, a 26 de Junho, El Salvador cortou relações diplomáticas com as Honduras. Os dois vizinhos estavam a mobilizar soldados e a adquirir armas, sobretudo aviões americanos comprados no mercado privado, para contornar o embargo que existia à compra de armamentos. Os aviões utilizados eram da Segunda Guerra Mundial e bastante obsoletos, o que contribuiu para que não houvesse ainda mais vítimas.
El Salvador atacou as Honduras a 14 de Julho. O país mais pequeno dispunha de uma força militar numerosa e bem comandada. A invasão visou zonas montanhosas de fronteira, a norte do país invadido, e pretendia obter ganhos territoriais também no Golfo de Fonseca, partilhado pelos dois países.
Este golfo da Costa do Pacífico tem o nome de um arcebispo espanhol do século XVI, Rodriguez de Fonseca, que foi confessor de Isabel a Católica e famoso adversário de Cristóvão Colombo, além de ter sido o homem que financiou a expedição de Fernão de Magalhães. Fonseca tinha origem portuguesa e pertencia a uma família nobre que se refugiara em Castela por ter apoiado o lado vencido na batalha de Aljubarrota.
O Golfo de Fonseca e os territórios da fronteira foram ocupados facilmente pelos salvadorenhos logo nas primeiras horas da Guerra do futebol, mas seguiu-se a ressaca da falta de estratégia. Incapaz de usar a sua aviação demasiado primitiva, o exército salvadorenho começou a enfrentar o problema da falta de munições e de combustível, sobretudo após um eficaz ataque da aviação hondurenha a uma das suas bases.
Com os dois lados num impasse, a 18 de Julho de 1969 foi negociado o cessar-fogo, mas o tratado de paz só seria concluído em 1980.
As consequências do conflito foram terríveis. Do lado hondurenho houve mais de duas mil vítimas, sobretudo civis. Os salvadorenhos tiveram menos baixas, mas os efeitos a prazo foram bem mais pesados.
Os militares tinham ganho uma influência desmedida nos dois países. Honduras e El Salvador envolveram-se depois numa dispendiosa corrida aos armamentos. Centenas de milhares de imigrantes salvadorenhos foram expulsos das Honduras, na conclusão rápida de um processo que começara anos antes. O regresso destes refugiados representou uma desestabilização económica irremediável para El Salvador. Quando se deu o choque petrolífero, em 1973, a subida dos preços aumentou o descontentamento, que se tornaria insustentável após fracassar uma tentativa de fazer a reforma agrária. Em 1977, um general de linha dura, Carlos Romero, venceu as eleições com apoio americano e uso extenso de fraude eleitoral. No dia 28 de Fevereiro desse ano, um protesto pacífico na capital foi reprimido pelo exército salvadorenho, com um balanço de 1500 mortos. A violência intensificou-se e dois anos depois, El Salvador mergulhou numa longa guerra civil na qual morreram mais de 75 mil pessoas.
Dizem que a bola é redonda e que o futebol tem certa lógica, mas este episódio sugere o contrário. A guerra talvez pudesse ter sido evitada, se El Salvador e Honduras não tivessem jogado a ronda de qualificação naquelas datas e num momento de grande tensão política. Ou talvez a luta não pudesse ser evitada e o futebol tenha sido apenas o rastilho que incendiou a pólvora. O pretexto de um jogo era demasiado útil para acender as brasas das paixões nacionais. A guerra foi usada cinicamente por políticos que nunca quiseram resolver uma questão que diplomatas medianos teriam solucionado com facilidade.