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A-24

David Luiz vai passar a ser o defesa mais caro da história

por A-24, em 28.05.14
Não faz nenhum sentido. O PSG investiu quase 80 milhões na dupla Marquinhos-Thiago Silva, e David Luiz esta época nem foi indiscutível no Chelsea.


Segundo a imprensa francesa e inglesa, David Luiz está muito perto de ser confirmado como reforço do Paris Saint-Germain. O central brasileiro inclusive já terá feito os testes médicos. O "L'Équipe" avança que a transferência vai render ao Chelsea cerca de 49.5 milhões, já em Inglaterra adiantam que o valor do negócio pode passar os 50 milhões. VM - Caso se confirme é um dos maiores disparates na história do futebol - mas considerando que o Chelsea vendeu o suplente Mata por 45 milhões, tudo é possível -, não faz nenhum sentido o PSG bater o recorde de transferências num defesa que esta época nem sequer foi indiscutível (neste momento não vale mais de 25 milhões), ainda para mais quando o campeão francês há 2 anos investiu 42 milhões de euros em Thiago e na época passada 35 milhões em Marquinhos. Certamente que Mourinho agradece (não conta com o internacional brasileiro e assim é um 2 em 1, venda para um clube que não considera rival e um encaixe que permite contratar um goleador). No entanto, numa fase em que tanto se discute o fair-play financeiro esta transferência (que é tão absurda que só pode ser mentira) quase parece querer gozar com quem gosta de futebol. 

Defesas mais caros na história do futebol:
- Rio Ferdinand (46 milhões, do Leeds para o Manchester United),
- Thiago Silva (do Milan para o PSG, por 42 milhões),
- Lilian Thuram (do Parma para a Juventus, por 41,5 milhões),
- Marquinhos (da Roma para o PSG, por 35 milhões)

Mais calmos, rapazes?

por A-24, em 27.05.14
João Vaz

E raparigas. Imagino a agitação que deve ter sido hoje, por essas redacções fora. O regresso do nassi-fassismo. Como é possível? Da França à Hungria, passando pela Dinamarca e Finlândia. Os mais eruditos terão até citado Bertolt Brecht, mas é pouco provável, que entre estes assalariados não existe grande erudição. Professores comentaram os resultados, por essas escolas fora. O choque foi geral. É uma Europa de malucos. A França está chocada, a Holanda está chocada, a Hungria está chocada. As pessoas são assim, votam e depois chocam-se. O que é que se há-de fazer? nem todos têm a capacidade de se tornarem virtuosos de esquerda, progressistas preocupados com o mundo, desde que esse mundo não inclua as vítimas erradas. E agora? talvez mudar as regras do jogo, alertar mais claro, exigir programas de anti-fassismo para as escolas, cortar o financiamento aos partidos de "extrema-direita", expulsá-los da Europa, se possível. E ficar com a consolação de que este voto foi de protesto. Não foi. É que, por esse continente fora há cada vez mais gente cansada de politicamente correcto, de mentiras, de ruas onde não se pode passar à hora da oração, de bairros interditos, de proibições. Animem-se os tudólogos nacionais, a vaga ainda cá não chegou e os progressistas têm uns sólidos 20%. Mas vai chegar, não duvidem disso.

35 mortos no aeroporto de Donetsk

por A-24, em 27.05.14
via Observador

Pelo menos 35 separatistas pró-Moscovo foram mortos durante confrontos no aeroporto de Donetsk, no leste da Ucrânia, noticiou esta manhã a CNN.
Separatistas armados tentaram tomar controlo do aeroporto Sergei Prokofiev na segunda-feira e o novo Governo ucraniano respondeu com ataques aéreos e uma ofensiva no terreno com tropas altamente armadas.
O recém-eleito presidente Petro Poroshenko prometeu continuar a “operação anti-terrorista” no leste e disse que a situação devia durar “algumas horas e não meses”.
De acordo com o New York Times, foi a primeira vez que o exército ucraniano reagiu de forma tão agressiva contra as forças pró-Rússia.
As tropas do país têm sido consideradas por muitos como ineficientes, o que permitiu aos separatistas avançarem com cada vez mais confiança no leste sem que encontrassem resistência das autoridades centrais.
Segundo a BBC, não é claro quem controla o aeroporto neste momento.O New York Times escreve que o exército ucraniano disse ter afastado os separatistas do aeroporto, mas depois disso ainda era possível ouvir sons de armas de fogo a serem disparadas.
Na sexta-feira, o presidente russo Vladimir Putin sugeriu que iria respeitar o resultado das eleições ucranianas, que aconteceram no domingo e que deram uma vitória esmagadora a Pedro Poroshenko. Mas o Kremlin já disse esta manhã que é cedo para falar de um encontro entre os dois líderes.
De acordo com Lucan A. Way, um cientista político da Universidade de Toronto, ouvido pelo New York Times, ainda que Putin apoie o novo Governo ucraniano, isso não significa que “pare de fomentar a destabilização do leste”. Até porque, como explica o jornal norte-americano, o presidente russo sabe que esta é uma boa estratégia geopolítica: a instabilidade e a violência na Ucrânia deixam o ocidente nervoso.

O castelo de Drácula está à venda

por A-24, em 27.05.14

Para quem gosta da personagem vampírica de Bram Stoker, inspirada em Vlad, o Empalador, o terrível príncipe de Valáquia, na Transilvânia, Roménia, e tem uma boa conta bancária, esta pode ser uma oportunidade única. O castelo-fortaleza Bran Castle, concluído no século XIV, mais conhecido como a residência do conde Drácula, está à venda por 58 milhões de euros.



Erguido sobre um penhasco e de estilo gótico, o castelo serviu de morada a saxões, húngaros e cavaleiros teutónicos e especula-se que também ao príncipe Vlad, no século XV. A partir de 1920 ficou nas mãos da família real romena mas, com a chegada ao poder do regime comunista, a propriedade foi-lhe retirada, em 1948, e em 1956 acabou por ser transformada em museu.



Com a queda do regime de Nicolae Ceausescu, em 1989, o castelo, cuja manutenção foi negligenciada durante os anos que se seguiram, foi recuperado e reaberto como espaço museológico. Em 2009, o castelo passou definitivamente para os últimos herdeiros da casa real romena, os arquiduques Dominic, Maria Magdalena e Elisabeth.



Os actuais proprietários procuram agora um comprador para a propriedade, alegando ser altura de outros assegurarem a gestão da “maior e mais significativa atracção da Roménia”, como disseram ao The Telegraph. Mais de 560 mil pessoas visitam o castelo por ano.


O castelo foi a residência escolhida para Drácula, o vampiro de caninos salientes, sedento de sangue, personagem do livro de ficção com o mesmo nome, publicado em 1897 por Stoker. O escritor irlandês nunca esteve, no entanto, no local.


Esta semana surge a indicação de que a propriedade está à venda e que o negócio terá sido proposto ao Governo romeno pela quantia de 58 milhões de euros. Mas os herdeiros estão abertos a outras licitações. Mark Meyer, da empresa de advogados, com sede em Nova Iorque, Herzfeld and Rubin, que está a tratar do processo de venda, explicou ao Daily Mail que tudo é possível. “Se alguém surgir com uma oferta razoável, iremos analisar quem a fez, o que estão a propor, e iremos ponderar a ideia.”


O advogado adiantou que os herdeiros da família real pretendem que o castelo siga um novo caminho e gostavam que este passasse a ser um “local onde as pessoas gostariam de ficar dois a três dias”. A zona onde está edificado o Bran Castle tem capacidade para receber um pequeno hotel, onde o tema Drácula seria um dos temas principais.




Fonte

Leitura das Europeias III

por A-24, em 26.05.14
João Miguel Tavares


O PS teve mais 3,7 pontos percentuais — repito, 3,7 pontos percentuais — do que os dois partidos que estão no Governo. É uma diferença de pouco mais de 100 mil votos, ou seja, 1% da população portuguesa. António José Seguro é o maior derrotado da história dos vencedores de eleições em Portugal.
Toda a gente sabia que o PSD ia perder — ninguém esperava que o PS tivesse um resultado tão mau. A coligação que está no Governo está há três anos a impor a mais terrível austeridade desde o 25 de Abril; está a impor essa austeridade sob supervisão da Europa (e estas eram eleições europeias); está a impô-la de uma forma — extorquindo a classe média em vez de reformar o país — que aliena parte significativa do seu eleitorado.
Mesmo assim, o PS, com Francisco Assis como cabeça de lista — o melhor candidato possível —, ficou nos 31,5%, com a Aliança Portugal a rondar os 28%. É uma diferença ridícula, que permite que PSD e CDS-PP sonhem, contra todas as probabilidades, com a vitória nas próximas eleições legislativas.
Há escassos oito meses, o PS teve 36,3% dos votos nas autárquicas, o que significa que os presidentes de câmara socialistas valem mais do que António José Seguro.
O líder do PS disse que o “actual Governo chegou ao fim”. Mas com este miserável resultado, o que deveria chegar ao fim era o seu consulado. Nas autárquicas, António Costa enfrentou a coligação PSD/CDS-PP em Lisboa. Obteve 50,9% dos votos. PSD e CDS-PP ficaram a mais de 28 pontos de distância. É só comparar.

Leitura das Europeias II

por A-24, em 26.05.14
O Insurgente by Ricardo G. Francisco 


Para o PSD/CDS – Suspira-se de alívio por as eleições terem acabado. Ainda mais importante do que não acontecer uma derrota volumosa, era o fim do processo. 
Para o PS – Mais uma vitória com sabor a derrota. Esta diferença não indicia nada de bom para as eleições legislativas de 2015 para o PS de Seguro. A máquina do PS tem cada vez mais evidências do risco que pode correr se Seguro estiver à frente do partido em 2015. As eleições antecipadas são mesmo de prever, mas são para ver quem lidera o partido do Rato.
Para o PCP – Vitória!!!!!! Parece que já encontraram um líder para de aqui a 20 anos, quando o Jerónimo não tiver idade para estar à frente do PCP. 
Para o BE: Ganharam ao Livre. A Marisa continua na Europa. Por cá poderia chatear a Catarina e o Semedo. Apesar disso a Catarina não conseguiu esconder o estado de Alma na conferência de imprensa, que está pelas ruas da amargura. Se calhar é porque o BE continua em morte lenta. Esta é a grande vitória do PS.
Para o Marinho Pinho – Não é populista. Não é populista. Não é populista. Teve a sorte de ser anti-Euro e ter a aura respeitável de ex-bastonário. Conseguiu colher votos de protesto da direita conservadora e nacionalista, apesar de ser um não-populista de esquerda. Parabéns ao Marinho, o grande vitorioso da noite. 

2 notas:

Abstenção- Hoje não esteve dia de praia. Não me digam que não foram votar mesmo porque estas eleições não lhes dizem nada…

Livre – O partido do Rui Tavares não ganhou um lugar em Bruxelas. Deve ter sido por falta de cobertura mediática. Not.

Leitura das Europeias

por A-24, em 26.05.14
Rui Carmo

É a do PS que quer governar Portugal e, de caminho, a Europa com a lista paritária apresentada. Começa, sem dúvida, um novo ciclo político. Com duas freguesias por apurar, o PS tem uns soberbos 31,45% dos votos expressos (1.031.892 votos) e a coligação PSD/PP obtém 27,70% (908.811 votos).
Em bom plano está o Bloco de Esquerda que de uma assentada derrota o governo a troika e “partido dos votos em branco”, ao alcançar 4,56% dos votos expressos em urnas progressistas (o que perfaz um total nacional de 149.534 votos), O “Partido dos votos em branco” totaliza 4,41% a que correspondem 144.794 votos.
O Livre – Rui Tavares, unipessoal ilimitado – também é um dos vencedores da maratona eleitoral de Domingo. Ficou atrás do “partido dos nulos”, o que não está ao alcance de todos. Os nulos contaram 3,06% e 100.469 votos expressos. Os 71.520 seguidores do Rui Tavares que votaram nele perfazem 2,18% do total.
Votantes nas eleições para o Parlamento Europeu foram 3.280.561. Inscritos para votar são 9.674.986 cidadãos.

PS vence eleições Europeias 2014, Partido da Terra surpreendeu

por A-24, em 25.05.14

Rock in Rio: Lisboa ultrapassa Rio de Janeiro como cidade anfitriã do festival

por A-24, em 25.05.14
A capital portuguesa acolheu o evento pela primeira vez em 2004, colocando a "Cidade do Rock" no Parque da Bela Vista.
Lisboa ultrapassa este ano o Rio de Janeiro como a cidade que mais vezes acolheu o festival Rock in Rio, evento brasileiro que cumpre dez anos de existência em Portugal e que inicia nova edição no próximo dia 25.

A capital portuguesa acolheu o Rock in Rio (RiR) pela primeira vez em 2004, colocando a "Cidade do Rock" no Parque da Bela Vista, uma área arborizada e relvada com 200 mil metros quadrados - o equivalente a 20 campos de futebol. Desde então, o festival, criado pelo empresário brasileiro Roberto Medina, aconteceu em Lisboa em todos os anos pares, cumprindo agora a sexta edição e dez anos de permanência em Portugal.
O RiR nasceu no Rio de Janeiro em 1985 como um evento destinado a promover o Brasil, tornando-se num dos maiores festivais de música do mundo, tendo tido edições também em 1991, 2001, 2011 e 2012. A sexta edição do Rock in Rio, no Brasil, acontecerá em 2015.
Roberto Medina escolheu Lisboa como porta de entrada do festival na Europa, pela proximidade linguística e pelo potencial da cidade. Já depois de Lisboa, o festival estendeu-se a Madrid (em três edições) e terá uma estreia nos Estados Unidos em 2015, em Las Vegas.
Nos dez anos de existência em Portugal, o festival Rock in Rio contou com cerca de 1,7 milhões de espetadores, cerca de 400 concertos de alguns dos mais sonantes artistas do pop rock, como Paul McCartney, Peter Gabriel, Stevie Wonder, Metallica, Foo Fighters, Sting, Roger Waters ou Shakira.
Na memória ficaram também a atuação cambaleante de Amy Winehouse, o concerto da cantora Britney Spears - acusada de ter feito "playback" - e o de Miley Cyrus, na altura já a transitar da personagem Hanna Montana para a irreverente e polémica intérprete pop da atualidade.
Em todas as atuações do Rock in Rio Lisboa duas bandas marcaram sempre presença, tal como acontecerá este ano: o grupo rock português Xutos & Pontapés e a cantora brasileira Ivete Sangalo.
Este ano, os grandes destaques serão os britânicos Rolling Stones - a mais antiga banda rock em atividade -, que tocam no dia 29, os norte-americanos Queens of The Stone Age (dia 30), os canadianos Arcade Fire (dia 31) e a estreia em Portugal do músico norte-americano Justin Timberlake (01 de junho).
A organização do festival tem já garantida a realização do Rock in Rio Lisboa em 2016 e 2018.
A autarquia de Lisboa aprovou em abril as duas novas edições do festival, isentando a promotora do pagamento de taxas.
Na altura, a decisão foi criticada pelos vereadores do PCP, por considerarem que se perdem seis milhões de euros, entre isenção de taxas e prestação de serviços pela autarquia.
Em abril, semanas antes da decisão camarária, a responsável pelo festival, Roberta Medina (filha do fundador) afirmava à agência Lusa a vontade de a organização se manter em Lisboa, dado o sucesso dos anos anteriores: "A nossa intenção é ficar para sempre".

@Lusa

Real Madrid vence a Liga dos Campeões pela 10ª vez

por A-24, em 24.05.14
Sérgio Ramos ao nível do melhor do Mundo e um Di María com "pilhas Duracell" desequilibram final de Lisboa; Atlético esteve perto do sonho, com Godín quase a ser herói novamente (tinha dado a La Liga há uma semana), mas o golo de Ramos aos 93' ressuscitou os merengues (os colchoneros morreram no prolongamento); Bale esteve muito perdulário mas decidiu de cabeça, Ronaldo apesar de se ter dado pouco ao jogo ainda fez o 17º golo nesta edição da LC, Casillas quase comprometeu o título com um erro tremendo, Carletto teve mérito nas substituições (Marcelo deu vida aos Blancos); Gabi encheu o campo, Godín e Miranda fizeram mais uma grande exibição

A Décima, ainda que com algum sofrimento, finalmente chegou. O Real Madrid conquistou a 10.ª Liga dos Campeões da sua história ao bater, no Estádio da Luz, o rival Atlético por 4-1. O volumoso resultado é enganador para o que se passou em campo, mas o desfecho - para aquilo que sucedeu durante os 120' (os blancos massacraram na 2.ª parte) - acabou por ser justo. Um super Ramos (o golo do central - aos 93' - ressuscitou o Real) foi a chave do sucesso desta grande final que, embora nem sempre bem jogada, foi vibrante e emocionante. O Atlético esteve muito perto de fechar a temporada de forma épica, mas o prolongamento foi fatal para os elementos de Simeone (os jogadores estavam nos limites). Em termos individuais, Cristiano Ronaldo aumentou o seu recorde (17.º golo nesta edição da LC) e conquistou a sua 2.ª Champions, apesar de ter estado pouco em jogo. Bale foi o herói da reviravolta, depois de muitos falhanços (um elemento deste calibre não pode ser tão perdulário), enquanto Ramos fez uma exibição fantástica (o seu golo foi decisivo). Di María desequilibrou o jogo com a sua energia impressionante (prestação incrível). Nos colchoneros, Gabi foi o melhor (impressionante a intensidade e agressividade), sendo que Miranda e Godín também estiveram a bom nível. Diego Costa durou apenas 9' e Tiagoesteve menos competente que é habitual ao nível do passe.

No que diz respeito ao encontro, a primeira parte foi uma batalha a meio-campo, com poucos espaços para jogar e sem grandes oportunidades. Diego Costa, recuperado de forma quase milagrosa, não aguentou muito em campo sendo rendido por Adrián López aos 9'. O Atlético tentou controlar os espaços, retardar o golo dos merengues e acabou por chegar primeiro ao 1-0, com um golo de Godín, no seguimento de um erro impressionante de Iker Casillas. Antes disso, Gareth Bale já tinha desperdiçado uma ocasião escandalosa. Na segunda metade do encontro, os merengues surgiram mais pressionantes, com outra intensidade e atitude, empurrando desde cedo os colchoneros para atrás. CR7, de livre e de cabeça, ameaçou Courtois, enquanto Bale somou mais um capítulo ao seu livro de desperdício. Numa altura de desespero, Ramos - na sequência de um canto - subiu às alturas e igualou a partida. No prolongamento, os elementos de Simeone não reagiram. Desgaste impressionante dos rojiblancos, com o Real Madrid a aproveitar para fazer uma remontada fantástica. Bale, não perdoou, e operou a reviravolta, com Marcelo (grande jogo) e Cristiano Ronaldo (histórico) a fecharam a Décima com o 4-1

Destaques:
Sérgio Ramos - Exibição impressionante do central merengue. Foi mesmo o rosto da remontada do Real. Lutou, esteve em todo o lado (incrível nos duelos individuais), empurrou a equipa para a frente (uma qualidade de passe tremenda) e ainda fez o decisivo golo do empate. O internacional espanhol conquistou assim o título que lhe faltava na sua carreira e de maneira merecida.

Ancelotti - Mais uma LC para o currículo e esta vitória tem muito dedo do italiano (o super-orçamento também ajuda). Em 1º lugar porque conseguiu o que muitos não conseguiram, depois pela maneira como mexeu com o jogo, a entrada de Marcelo teve um impacto importante na partida (com o brasileiro em campo os Blancos encostaram o Atlético), e principalmente pela transformação de Di Maria (que esteve muito perto de sair no último Verão). O argentino neste momento é o médio interior mais impressionante da actualidade e juntamente com Ramos foi a unidade do Real em maior destaque. Desde cedo que foi o que mais se deu ao jogo, o que mais desequilibrou (sempre castigado com muitas faltas) e no prolongamento a sua incrível capacidade física fez a diferença.

Simeone - O Atlético já conseguiu um feito extraordinário ao ganhar a La Liga e por poucos minutos não conseguiu algo épico (principalmente considerando a brutal diferença de orçamentos). E acabou por ser mais um jogo à imagem de "Cholo", equipa sempre muito junta, extremamente competente na defesa, e a tentar castigar o Real nas transições. Mas hoje, além do futebol ter tido pouca qualidade (verdade seja dita que nunca é muito entusiasmante, vive mais à base da qualidade táctica e alma da equipa), Simeone perdeu alguns pontos com as suas atitudes no prolongamento (há melhores maneiras de lidar com os desaires e na próxima época se continuar assim vai certamente entrar mais vezes em campo, já que muito dificilmente o Atleti vai conseguir apresentar esta força em 2014-15...o Verão deve levar os melhores jogadores).

Real Madrid - Remontada histórica e a Décima finalmente chegou. O golo de Ramos evitou a depressão e no prolongamento - com o desgaste dos colchoneros em todos os sentidos - tudo se decidiu. Varane fez uma exibição muitíssimo competente (melhor exibição da temporada), Coentrão não esteve muito feliz (agarrou-se por vezes à bola e não soube explorar o flanco), enquanto que Khedira demonstrou que ainda não está totalmente apto. Benzema nada acrescentou (Morata deu mais agressividade e vontade, apesar de . faltoso), Cristiano Ronaldo, deu-se muito pouco ao jogo mas selou a vitória com o histórico 17.º golo. Casillas podia ter sido o grande protagonista da final, pela negativa, mas Ramos salvou o nº1 merengue. O guardião falhou no golo e nunca deu tranquilidade à defesa (muito limitado a abordar os livres laterais).