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A-24

Canibalismo na Coreia do Norte

por A-24, em 05.02.13
La extrema hambruna en Corea del Norte desata el canibalismo: Padres asesinan a sus hijos para comérselos

La acusación no es nueva – ha sido denunciado en el pasado por diarios surcoreanos o por organizaciones como Médicos sin fronteras - pero esta vez las informaciones proceden de los propios norcoreanos.
Testimonios directos publicados por la agencia Asia Press, con sede en Osaka, Japón, y que han sido publicados por The Sunday Times, hablan de casos dramáticos de extrema hambruna entre la población de Corea del Norte. La agencia que publica esta información asegura que la información obtenida es 100% creíble.
Uno de los informantes explica que un hombre ha sido ejecutado por el régimen de Pyongyang después de asesinar a sus hijos para comérselos. Otras informaciones hablan de un varón que desenterró el cadáver de su nieto para comer y de otro que hirvió a su hija para ingerir su carne.
Según el informe publicado, el “hambre oculta” en las provincias agrícolas de Hwanghae ha matado a 10.000 personas y se teme que el canibalismo se extienda por todo el país.
Estas nuevas informaciones llegan en medio de las tensiones entre Corea del Norte y Corea del Sur acerca de las pruebas con misiles. La semana pasada Pyongyang amenazó con tomar “medidas físicas” de respuesta contra Seúl si participaba directamente en las sanciones dictadas por el Consejo de Seguridad de la ONU contra el país comunista por el reciente lanzamiento de un cohete de largo alcance.
Las sanciones “significan una declaración de guerra contra nosotros”, indicó en un comunicado divulgado por la agencia estatal KCNA el Comité para la Reunificación Pacífica de la Patria norcoreano, que acusa al Sur de haber instigado la última resolución de la ONU contra el país vecino.
Alerta Digital

A crítica certa

por A-24, em 04.02.13
por João Vaz


A maestrina
Na pequena manifestação de pândegos indignados de ontem, no Porto, destacou-se a maestrina Ana Maria Pinto. É de mulheres destas que precisamos. Ela canta, dança, toca pífaro e bate palmas se for preciso. Mulher dos sete ofícios, impressiona os seus confrades vermelhos pela perspicácia e sentido de oportunidade. Diz que estava ali para dar ao povo o que o povo precisa: "cultura e verdade". Assim, sem mais, deste modo desassombrado. Cultura, portanto, presume-se que seja a Grândola do saudoso Zeca e o Acordai, do comuna Lopes-Graça. Se é esta a cultura que se dá ao povo mais vale que o povo fique inculto ou que vá á FNAC comprar as sombras de Gray ou os romances da Bárbara Norton de Matos. Saude-se, no entanto, o esforço e a perseverança da nossa maestrina, que já ameaça comparecer às próximas manifestações de pândegos indignados. Sempre a cantar, sempre contra a injustiça. E deve ser por isso que já se preparam, um pouco por todo o país, excursões para os protestos de Março - o povo quer ouvi-la e quer cultura. Em tempos recentes Toy tentou ocupar o lugar de referência no coração do povo esquerdalhista - fê-lo ao anunciar o regresso da liberdade á cidade de Setúbal. Infelizmente, para ele, não esperava encontrar uma adversária tão determinada nessa luta decibélica. A maestrina está pronta para tudo. Com a voz, as mãos, o pífaro ou os ferrinhos. A luta vai continuar.


Che Gayvara
Saiu uma nova biografia da Che Gayvara, na Bertrand. Uma coisa que sempre me espantou neste assassino comuna foram as suas companhias. Ou seja, Gayvara correu a América do Sul de mota, na companhia de um homem. Depois andou no mato, em Cuba, sempre rodeado de homens. Foi para o Congo com homens. Andou na Bolívia rodeado de homens. Gostava de estar com homens, portanto. Mulheres praticamente não se vêem na sua vida. Se isto não cheira a gueizismo então não sei o que será. Mas sobre isso não falam os biógrafos.

Invasão
"De acordo com os últimos dados (...) 18.8% dos bebés nascidos em Portugal em 2012 foram filhos de estrangeiras. Dos cerca de 90.000 bebés do ano passado, houve 16.382 filhos de estrangeiros ou, pelo menos, com mãe ou pai não português. Por países de origem, o 1º lugar pertence ao Brasil (...) seguido de Cabo Verde (...) e da Roménia. Angola e Ucrânia fecham o top 5"- Correio da Manhã
E ainda faltam aqui os que têm nacionalidade portuguesa mas não são portugueses.

190 generais
Segundo o Correio da Manhã temos 190 generais que custam 11 mulhões de euros anuais ao país. O salário mensal vai dos 3400 aos 5166 euros. Gostava de saber o que é que esta trupe faz de produtivo e por que razão não são aplicados cortes aqui. Gostava também de saber qual a necessidade de tantos generais - calculo que haja mais hoje do que durante a guerra no ultramar.

os critérios da Amnistia
A associação esquerdalhista mundial que dá pelo nome de Amnistia Internacional denunciou abusos cometidos pelas tropas malianas na sua ofensiva contra os terroristas islâmicos. 
Gostava de saber onde é que estavam os pulhas da Amnistia quando os terroristas islâmicos destruíam o património de Timbutku e reprimiam as populações do Mali.

Só descobriremos se o estado é bom ou não se a iniciativa privada puder competir com ele

por A-24, em 03.02.13
Ludwig Von Mises

Nós nascemos na natureza, temos de construir formas de viver melhor e de conseguir sobreviver. Não é direito adquirido que todos nascerão com direito a tudo. Existem pessoas desassistidas no mundo inteiro e temos que lidar diretamente com esses desassistidos. Mas sempre temos de ter a confiança, pelo menos como liberais, que quanto mais liberdade para empreender e agir você tiver, maior a prosperidade. Isso tem lógica, funcionou no passado e melhorou o padrão de vida do indiano, por exemplo, que hoje vive muito melhor que um cidadão há 200 anos na Inglaterra.
Se o estado é bom no que se propõe, qual o motivo de não permitir que isso seja feito de forma voluntária e não-obrigatória? Se ele (estado) é um bom provedor de um determinado serviço, seja ele qual for, então não precisa colocar na cadeia quem compita com ele. Eu acho que o estado pode fazer tudo e também pode não fazer nada, mas só descobriremos se o estado é bom ou não se permitirmos que a iniciativa privada possa fazer o mesmo bem ou serviço em igualdade de condições. É preciso também que o estado não use o dinheiro tomado à força da população para fazer tal bem ou serviço, o que configura um privilégio gigantesco em relação à iniciativa privada e é, claramente, pouco produtivo. 
O Brasil é hoje uma economia mista, com alguma liberdade para operar no mercado e uma quantidade bastante grande de intervenção estatal. Intervenção que não agrega valor, que atrapalha, gera burocracia, desesperança, corrupção, favorecimento a grupos de interesse. Essa mistura é o que a gente tem no Brasil hoje. Acho que o mundo em geral adotou esse modelo, em maior ou menor grau, porque viu que o socialismo puro, abolindo o mercado, não funciona de forma alguma. Mas ao mesmo tempo não queriam adotar o livre mercado. Dessa forma, adotaram uma solução mista.

O gerenciamento do dinheiro pelo livre mercado

por A-24, em 03.02.13
Ludwig Von Mises

Quase todas as pessoas pensam no dinheiro como se ele fosse uma unidade abstrata de algo que pode ser trocado por outra coisa, com cada moeda estando ligada exclusivamente a um determinado país. Mesmo quando os países estavam no "padrão-ouro", as pessoas continuavam pensando desta forma. A moeda norte-americana era o "dólar", a francesa era o "franco", a alemã, o "marco" etc. Todas estas moedas estavam explicitamente vinculadas ao ouro, mas todas elas eram consideradas soberanas e independentes por seus cidadãos. Exatamente por isso foi fácil para os países "saírem do padrão-ouro". Mas isso não altera uma verdade: todos estes nomes de moedas eram meras denominações para unidades de massa de ouro ou prata.

A "libra esterlina" inglesa era a denominação originalmente dada a uma libra de prata. E o dólar? O dólar surgiu como sendo o nome dado a uma onça de prata cunhada por um conde da Boêmia chamado Schlick, no século XVI. O conde Schlick vivia no Vale do Joachim, ou Joachimsthal em alemão. As moedas do conde ganharam grande reputação por sua uniformidade e pureza, e passaram a ser chamadas por todos de Joachimsthalers. Com o tempo, elas passaram a ser chamadas simplesmente de "thalers" [que significa proveniente "do vale"]. O nome "dólar" surgiu de "thaler".

Recordando um texto de Miguel Sousa Tavares

por A-24, em 02.02.13
Segunda-feira passada, a meio da tarde, faço a A-6, em direcção a Espanha e na companhia de uma amiga estrangeira; quarta-feira de manhã, refaço o mesmo percurso, em sentido inverso, rumo a Lisboa.

Tanto para lá como para cá, é uma auto-estrada luxuosa e fantasma. Em contrapartida, numa breve incursão pela estrada nacional, entre Arraiolos e Borba, vamos encontrar um trânsito cerrado, composto esmagadoramente por camiões de mercadorias espanhóis.

Vinda de um país onde as auto-estradas estão sempre cheias, ela está espantada com o que vê:

- É sempre assim, esta auto-estrada?

- Assim, como? 
- Deserta, magnífica, sem trânsito?
- É, é sempre assim. 
- Todos os dias? 
- Todos, menos ao domingo, que sempre tem mais gente.
- Mas, se não há trânsito, porque a fizeram?
- Porque havia dinheiro para gastar dos Fundos Europeus, e porque diziam que o desenvolvimento era isto.
- E têm mais auto-estradas destas?
- Várias e ainda temos outras em construção: só de Lisboa para o Porto, vamos ficar com três.
Entre S. Paulo e o Rio de Janeiro, por exemplo, não há nenhuma: só uns quilómetros à saída de S. Paulo e outros à chegada ao Rio.
Nós vamos ter três entre o Porto e Lisboa: é a aposta no automóvel, na poupança de energia, nos acordos de Quioto, etc. - respondi, rindo-me.
- E, já agora, porque é que a auto-estrada está deserta e a estrada nacional está cheia de camiões? 
- Porque assim não pagam portagem.
- E porque são quase todos espanhóis?
- Vêm trazer-nos comida. 
- Mas vocês não têm agricultura?
- Não: a Europa paga-nos para não ter.
- E os nossos agricultores dizem que produzir não é rentável.
- Mas para os espanhóis é?
- Pelos vistos... 
- Ela ficou a pensar um pouco e voltou à carga:
- Mas porque não investem antes no comboio?
- Investimos, mas não resultou.
- Não resultou, como? 
- Houve aí uns experts que gastaram uma fortuna a modernizar a linha Lisboa-Porto, com comboios pendulares e tudo, mas não resultou.
- Mas porquê? 
- Olha, é assim: a maior parte do tempo, o comboio não 'pendula'; e, quando 'pendula', enjoa de morte.
- Não há sinal de telemóvel nem Internet, não há restaurante, há apenas um bar infecto e, de facto, o único sinal de 'modernidade' foi proibirem de fumar em qualquer espaço do comboio.
- Por isso, as pessoas preferem ir de carro e a companhia ferroviária do Estado perde centenas de milhões todos os anos. 
- E gastaram nisso uma fortuna?
- Gastámos. E a única coisa que se conseguiu foi tirar 25 minutos às três horas e meia que demorava a viagem há cinquenta anos...
- Estás a brincar comigo! 
- Não, estou a falar a sério!
- E o que fizeram a esses incompetentes?
- Nada. Ou melhor, agora vão dar-lhes uma nova oportunidade, que é encherem o país de TGV: Porto-Lisboa, Porto-Vigo, Madrid-Lisboa... e ainda há umas ameaças de fazerem outro no Algarve e outro no Centro.
- Mas que tamanho tem Portugal, de cima a baixo?
- Do ponto mais a norte ao ponto mais a sul, 561 km.
- Ela ficou a olhar para mim, sem saber se era para acreditar ou não.
- Mas, ao menos, o TGV vai directo de Lisboa ao Porto?
- Não, pára em várias estações: de cima para baixo e se a memória não me falha, pára em Aveiro, para os compensar por não arrancarmos já com o TGV deles para Salamanca; depois, pára em Coimbra para não ofender o prof. Vital Moreira, que é muito importante lá; a seguir, pára numa aldeia chamada Ota, para os compensar por não terem feito lá o novo aeroporto de Lisboa; depois, pára em Alcochete, a sul de Lisboa, onde ficará o futuro aeroporto; e, finalmente, pára em Lisboa, em duas estações.
- Como: então o TGV vem do Norte, ultrapassa Lisboa pelo sul, e depois volta para trás e entra em Lisboa?
- Isso mesmo. 
- E como entra em Lisboa? 
- Por uma nova ponte que vão fazer.
- Uma ponte ferroviária? 
- E rodoviária também: vai trazer mais uns vinte ou trinta mil carros todos os dias para Lisboa.
- Mas isso é o caos, Lisboa já está congestionada de carros!
- Pois é. 
- E, então? 
- Então, nada. São os especialistas que decidiram assim.
- Ela ficou pensativa outra vez.
- Manifestamente, o assunto estava a fasciná-la. 
- E, desculpa lá, esse TGV para Madrid vai ter passageiros?
- Se a auto-estrada está deserta...
- Não, não vai ter. 
- Não vai? Então, vai ser uma ruína!
- Não, é preciso distinguir: para as empresas que o vão construir e para os bancos que o vão capitalizar, vai ser um negócio fantástico!
- A exploração é que vai ser uma ruína - aliás, já admitida pelo Governo - porque, de facto, nem os especialistas conseguem encontrar passageiros que cheguem para o justificar.
- E quem paga os prejuízos da exploração: as empresas construtoras?
- Naaaão! Quem paga são os contribuintes!
-Aqui a regra é essa!
- E vocês não despedem o Governo?
- Talvez, mas não serve de muito: quem assinou os acordos para o TGV com Espanha foi a oposição, quando era governo...
- Que país o vosso!
- Mas qual é o argumento dos governos para fazerem um TGV que já sabem que vai perder dinheiro?
- Dizem que não podemos ficar fora da Rede Europeia de Alta Velocidade.
- O que é isso? Ir em TGV de Lisboa a Helsínquia?
- A Helsínquia, não, porque os países escandinavos não têm TGV.
- Como? Então, os países mais evoluídos da Europa não têm TGV e vocês têm de ter? 
- É, dizem que assim entramos mais depressa na modernidade.
Fizemos mais uns quilómetros de deserto rodoviário de luxo, até que ela pareceu lembrar-se de qualquer coisa que tinha ficado para trás:
- E esse novo aeroporto de que falaste, é o quê?
- O novo aeroporto internacional de Lisboa, do lado de lá do rio e a uns 50 quilómetros de Lisboa. 
- Mas vocês vão fechar este aeroporto que é um luxo, quase no centro da cidade, e fazer um novo? 
- É isso mesmo. Dizem que este está saturado.
- Não me pareceu nada... 
- Porque não está: cada vez tem menos voos e só este ano a TAP vai cancelar cerca de 20.000.
- O que está a crescer são os voos das low-cost, que, aliás, estão a liquidar a TAP.
- Mas, então, porque não fazem como se faz em todo o lado, que é deixar as companhias de linha no aeroporto principal e chutar as low-cost para um pequeno aeroporto de periferia?
-Não têm nenhum disponível?
- Temos vários.
- Mas os especialistas dizem que o novo aeroporto vai ser um hub ibérico, fazendo a trasfega de todos os voos da América do Sul para a Europa: um sucesso garantido.
- E tu acreditas nisso? 
- Eu acredito em tudo e não acredito em nada.
- Olha ali ao fundo: sabes o que é aquilo? 
- Um lago enorme! Extraordinário!
- Não: é a barragem de Alqueva, a maior da Europa.
- Ena! Deve produzir energia para meio país!
- Praticamente zero. 
- A sério? Mas, ao menos, não vos faltará água para beber!
- A água não é potável: já vem contaminada de Espanha.
- Já não sei se estás a gozar comigo ou não, mas, se não serve para beber, serve para regar - ou nem isso?
- Servir, serve, mas vai demorar vinte ou mais anos até instalarem o perímetro de rega, porque, como te disse, aqui acredita-se que a agricultura não tem futuro: antes, porque não havia água; agora, porque há água a mais.
- Estás a dizer-me que fizeram a maior barragem da Europa e não serve para nada? 
- Vai servir para regar campos de golfe e urbanizações turísticas, que é o que nós fazemos mais e melhor.
Apesar do sol de frente, impiedoso, ela tirou os óculos escuros e virou-se para me olhar bem de frente:
- Desculpa lá a última pergunta: vocês são doidos ou são ricos? 
- Antes, éramos só doidos e fizemos algumas coisas notáveis por esse mundo fora; depois, disseram-nos que afinal éramos ricos e desatámos a fazer todas as asneiras possíveis cá dentro; em breve, voltaremos a ser pobres e enlouqueceremos de vez. 
- Ela voltou a colocar os óculos de sol e a recostar-se para trás no assento.
- E suspirou:
- Bem, uma coisa posso dizer: há poucos países tão agradáveis para viajar como Portugal!
- Olha-me só para esta auto-estrada sem ninguém!...
Miguel Sousa Tavares

Sobre Erica Fontes

por A-24, em 02.02.13
N.P: Visto que as nossas teatrais actrizes... de revista, de televisãoe de novelas não passam da cepa torta, resta congratularmo-nos com o prémio recebido por Erica Fontes, nos XBIZ awards. melhor actriz porno estrangeira.

XBIZ Los Angeles — "Erica Fontes tornou-se a primeira actriz de filmes adultos de Portugal a vencer um prémio XBIZ, quando foi coroada «2013 XBIZ Foreign Female Performer of the Year». A estrela de 21 anos nasceu em Lisboa, onde ainda reside".

Sod, o Pérfido, fez um estudo aprofundado sobre esta nossa estrela alfacinha:


«Erica vai às fontes»

"E não irá partir a cantarinha. Foi o que me lembrei a propósito do prémio que tão justamente Erica Fontes terá recebido pelo seu talento representativo. Prevendo tratar-se de um trabalho muito excitante, meti mão à obra e fui investigar.
Entre os trabalhos onde se viu metida e lhe vieram a meter, virei a destacar alguns. Obviamente isto obrigou-me a intensa pesquisa e a alguns momentos de visionamento duro.
No sítio BangBros aparece num episódio de Monsters of Cock, vestida (pouco mais tarde despida) de cor-de-rosa, com um colar onde se pode ler Barbie. Vê-se negra para conseguir engolir um trabalho daquele tamanho. Tem talento para dizer baby em português e para uns quantos esgares que simulam a dor de não conseguir engolir mais. Cavalga confiante a tarefa, mostrando que independentemente do seu tamanho, tem muita arrumação.

Em Culioneros mostra-se em Ready for Public Action, onde é filmada em vários actos em locais supostamente públicos. Numa das posições mostra tanto prazer que a camisinha parece mudar de cor. Destaque no, obviamente exíguo, guarda-roupa para as botas estilo esquimó, com uns pompons. No mesmo sítio, fez um episódio da série Take In the Ass Like That, onde não me parece que seja necessárias grandes explicações.

Em PornPros, com uns óculos em forma de um par de corações exibe orgulhosamente uma camisola verde, com Portugal escrito em vermelho, e explica que tudo o que fez pela primeira vez, foi com 14 anos (um ano muito preenchido, certamente). As pestanas postiças e as raízes pintadas de escuro dão-lhe um visual mais próximo de um hambúrguer do MacDonalds do que de um bitoque com ovo a cavalo (sim, porque também posso fazer uma crítica a tamanho trabalho artístico). É que Deep Throat Love não dá espaço para que muitas palavras lhe saiam da garganta, após o início da verdadeira acção. Ainda que a acção não se fique por ali e se venha por outros caminhos. Destaque para as cenas em pé: de levantar o público. E um final com um pedido muito especial na língua de Camões e mais uns quantos palavrões.
Em Brazzers, começa por ser uma sluty honey beaver, seja lá o que isso for, mas corre pelo bosque em biquini e acaba por ser uma teen que Likes It Big ou é chegado o tempo da época de acasalamento.
Em Eye Fucked Them All, entra numa acção com pouca história e muito molho dela e do colega com quem contracena. O peito parece maior que nas outras cenas, talvez revelando tratar-se de um trabalho mais recente.
Em FuckedHard18, o que começa como uma massagem, acaba como em todos os outros filmes, mas em cima de uma marquesa.
Nada do que referi aqui, aparece no seu sítio oficial, mostrando que apenas arranhei a superfície do seu trabalho.
Por este «pequeno» apanhado, podemos imaginar como tem sido produtiva a sua carreira, mostrando que os portugueses quando saem para fora, rendem tanto ou mais que os estrangeiros.
Sod, o Pérfido

Jaime Neves

por A-24, em 01.02.13
O general Jaime Neves – que chefiou o Regimento de Comandos no golpe militar de 25 de Novembro de 1975 – morreu na madrugada deste domingo, aos 76 anos.

O general estava internado no Hospital Militar, na Estrela, em Lisboa. Morreu por volta das 6h, em consequência de problemas respiratórios. 

Jaime Alberto Gonçalves das Neves nasceu na freguesia de São Dinis, no concelho de Vila Real, em Março de 1936, tendo entrado na Escola do Exército em 1953 e feito cinco comissões de serviço em África e na Índia.

Filho único de um polícia e de uma doméstica, completou o liceu em Vila Real com boas notas. Chegou a inscrever-se na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, mas acabaria por ingressar na Escola do Exército, onde teve como colegas de curso Ramalho Eanes, Melo Antunes, Loureiro dos Santos e Almeida Bruno.
A partir do segundo ano, transferiu-se para a Academia Militar, em Lisboa, e terá sido nesta época que começou a “construir” a reputação de boémio que viria a ser destacada na sua biografia “Homem de Guerra e Boémio”, da autoria do professor universitário e antigo comando Rui de Azevedo Teixeira, lançada em Novembro.
Terminado o curso, o já alferes Jaime Neves partiu para Moçambique em 1957, instalando-se em Tete com a missão de dar formação aos soldados nativos. Em Março de 1958, partiu para a Índia.
Durante o 25 de Novembro de 1975, Jaime Neves liderava o Regimento de Comandos da Amadora, uma das unidades militares que pôs fim à influência da esquerda militar radical e conduziu ao fim do PREC. Foi Jaime Neves que liderou o ataque dos comandos ao quartel da Calçada da Ajuda, em Lisboa, onde obteve a rendição das chefias da Polícia Militar.
Na reserva desde 1981, Jaime Neves era um dos mais medalhados comandos do Exército, tendo-se reformado com a patente de coronel.
Em 1995, foi condecorado pelo então Presidente da República, Mário Soares, com a medalha de grande-oficial com Palma, da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito.
Já em 2009, por proposta do antigo chefe de Estado Ramalho Eanes e do general Rocha Vieira, Jaime Neves foi promovido a major-general pelo Presidente da República, Cavaco Silva.
O processo causou polémica entre os militares, que contestaram o facto de este tipo de promoção, apesar de prevista no estatuto militar, nunca ter sido utilizada para promover um oficial na reforma, sobretudo a um posto de topo.
A polémica foi tanto maior por a promoção ter coincidido com as celebrações do 35.º aniversário do 25 de Abril e por nenhum dos oficiais do 25 de Abril ter sido objecto de tratamento idêntico.
Além dos militares, também o Partido Comunista se insurgiu com a promoção. Jaime Neves desvalorizou as críticas e respondeu: “Os cães ladram, a caravana passa”.

PORTUGAL:O futuro escreve-se em mandarim

por A-24, em 01.02.13
29 janeiro 2013 VISÃO LISBOA
Um em cada quatro jovens portugueses está desempregado. Para conseguirem trabalho, não hesitam em emigrar. Alemão, russo, chinês ou árabe são as línguas que aprendem antes de partir: eis o mapa das novas terras prometidas.


Num momento como este, nenhuma empresa portuguesa contrata um especialista em programação robótica. O receio de Gonçalo Gomes, 30 anos, logo se transformou numa dolorosa certeza, a cada novo currículo enviado e invariavelmente ignorado. Para piorar a situação, também a sua mulher, Marta, enfermeira, de 25 anos, não conseguia mais do que uns trabalhos precários e a meio tempo, numa clínica ou noutra.
“Decidimos abrir os nossos horizontes e enviar currículos para o estrangeiro. E, em junho, tivemos excelente feedback de empresas alemãs. O único problema é que exigiam que soubéssemos falar a língua.” Em setembro, Gonçalo e Marta entraram para um curso intensivo na DUAL, o departamento de qualificação profissional da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Alemão, em Lisboa.
“Temos tido muitas solicitações de empresas germânicas para profissionais de diferentes áreas”, diz Elísio Silva, gestor da DUAL. “Na maior parte das profissões, é indispensável conhecer a língua, pelo que será sempre uma boa aposta aprender alemão.” Nada disto significa que o inglês está a perder importância. Ser fluente na língua universal, no entanto, não diferencia um candidato dos outros. Além disso, na maior parte das profissões é obrigatório dominar o idioma do país.
Uma língua muito procurada

Com o país em crise profunda e a apresentar taxas de desemprego recorde (sobretudo entre os jovens, quase 40% entre os que têm menos de 25 anos), muitos portugueses já se aperceberam da importância crescente de alguns países, na economia internacional. Uns no centro da Europa, como a Alemanha, que continua a crescer em contracorrente, e outros bem mais longe. Nos últimos anos, o aumento da procura de cursos de russo, árabe e mandarim mostram bem de onde vem o poderio económico.
Sem surpresas, atendendo ao crescimento imparável da China, o mandarim é o que tem atraído mais atenções.
Nos últimos anos, surgiram em Portugal vários cursos de mandarim. Entre os mais populares, destacam-se as aulas para crianças, procuradas por pais especialmente preocupados com o futuro dos filhos.
A China não é só futuro – a sua pujança em todos os setores da economia é já uma realidade. E, apesar de o inglês ser ensinado nas escolas daquele país, a falta de prática dos chineses e, acima de tudo, as diferenças culturais obrigam os forasteiros a aprenderem algumas noções básicas de mandarim.
“Quando sabem que falamos mandarim, os chineses ficam agradavelmente surpreendidos”, assegura Sara Veiga Silva, 21 anos e com um diploma em Estudos Asiáticos, além de um curso de mandarim do Instituto Confúcio. A China é a potência económica do momento, mas não está sozinha. Nos últimos anos, com a economia nacional congelada, as empresas lusas têm seguido o rasto do dinheiro dos países árabes que, por sua vez, acolhem de braços abertos o nosso know how nas mais diversas áreas.

“Já há uma centena de empresas nacionais e seis ou sete mil trabalhadores portugueses espalhados pelos países árabes, que são dos mercados mais vivos, atualmente”, adianta Allaoua Karim Bouabdellah, secretário-geral da Câmara de Comércio e Indústria Árabe-Portuguesa. “Mas saber inglês ou francês não é suficiente. Muitos empresários árabes dominam apenas a sua própria língua, e é muito mais fácil fazer negócios quando nos exprimimos na língua do cliente.” No meio da letargia empresarial do País, os portugueses parecem despertos para este cenário, indica António Dias Farinha, professor catedrático e diretor do Instituto de Estudos Árabes e Islâmicos da Faculdade de Letras de Lisboa. “Só na minha Universidade, temos mais de cem alunos a aprender árabe, e existem muitos mais cursos, aqui e noutras cidades.”
Na mira está a emigração
Após vários anos a ser ignorada, também a língua de Tolstoi e Dostoievski ganha cada vez mais adeptos – a Rússia encontra-se em ascensão económica, sustentada pelas suas reservas energéticas, de que a Europa do Norte e Centro dependem.
“Há três anos, começou a notar-se um maior interesse pela língua. Temos, atualmente, mais de duzentas inscrições nos dois semestres de russo”, sublinha Rita Marnoto, diretora do Departamento de Línguas, Literaturas e Culturas da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Os objetivos dos alunos passam, aqui e ali, pela perspetiva de conseguir emprego na área da tradução e em empresas russas a trabalhar em Portugal. Mas a emigração é outra das finalidades de muitos estudantes.
Portugal está na moda, entre a classe russa mais rica. Muitos moscovitas de carteiras recheadas fazem férias no nosso país, em detrimento de outros destinos de praia (Grécia, Egito, Espanha), precisamente por ser mais caro – dessa forma, mostram aos amigos a sua saúde financeira. Por outro lado, a comunidade de Leste, russófona, que vive em Portugal, ainda é um mercado para algumas profissões, mesmo que a maioria desses imigrantes fale português.
Nem sempre a solução está do outro lado do planeta ou da Europa. Logo a seguir a Espanha, numa crise quase tão profunda como a nossa, existe um país de finanças aparentemente saudáveis. Assim pensou Joana Rodrigues, 23 anos, licenciada em engenharia biomédica. “Como quero ir trabalhar para fora e o inglês não é suficiente, decidi melhorar o meu francês”, explica.
A quantidade de países europeus em que o francês é o idioma oficial influenciou a sua decisão. “Além de França, temos a Bélgica, o Luxemburgo e a Suíça”, enumera Joana. A França pode não ter o elã económico da Rússia, do Golfo Pérsico ou da China, mas sempre fica mais perto de casa.

Palavras certas

por A-24, em 01.02.13
Recomendações sobre restrições ao álcool geram protestos Aumento generalizado dos preços é uma das sugestões do plano de prevenção do suicídio.

"Ridículo. Se formos ver os países com as maiores taxas de suicídio são países que até impõem relativas restrições ao álcool e preços elevados. Embora o consumo exagerado seja um ligeiro depressivo (momentâneo), não existe nenhuma co-relação com o aparecimento de quadros depressivos. Se querem combater o problema, peguem no dinheiro gasto nestas baboseiras e dos tachos envolvidos e usem o dinheiro para fomentar a criação de emprego para os jovens, que com uma taxa de quase 30% é esta sim uma das grandes causas para o aparecimento destes quadros. Ou aumentem as ajudas aos estudantes que se vêm aflitos com os encargos e desistem dos cursos por incapacidade económica. Cada disparate.."


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