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A-24

Mississippi vota em referendo se um embrião é um ser humano

por A-24, em 08.11.11
 Os eleitores do estado norte-americano do Mississippi votam nesta terça-feira em referendo se um embrião deve ser considerado um ser humano a partir do momento da concepção. A proposta levará à proibição do aborto mesmo em caso de violação e poderá tornar ilegais alguns métodos contraceptivos e tratamentos de fertilidade.

A proposta está a causar polémica e é semelhante a outras que já foram rejeitadas no estado norte-americano do Colorado em 2008 e 2010. Conhecida por Proposition 26, foi apresentada pela organização antiaborto Personhood USA, que pretende levar uma iniciativa idêntica aos estados da Florida, Ohio e Dakota do Sul. Segundo a proposta, as mulheres ficam impedidas de recorrer ao aborto e alguns métodos contraceptivos passam a ser considerados ilegais.

A iniciativa foi apoiada pelos candidatos do Partido Democrata e do Partido Republicano ao cargo de governador do Mississippi, considerado um dos estados mais conservadores dos EUA. Segundo uma sondagem divulgada pelo instituto Public Policy Polling, 45% dos eleitores aprovam a proposta, contra 44% por cento que a rejeitam, uma margem escassa que coloca a decisão nas mãos dos cerca de 11% que estão ainda indecisos.

“É uma medida radical que coloca inúmeros problemas jurídicos que nada têm a ver com a questão do aborto”, disse à AFP Paul Lombardo, especialista em bioética das universidades da Geórgia e da Virgínia. Se o feto for considerado uma pessoa a partir do momento da concepção, adianta, “podemos então defender que os seus direitos são equivalentes aos das mulheres”. 

“Se uma mulher grávida for montar a cavalo e abortar, poderá ser acusada de homicídio?”, pergunta este professor de bioética, que sublinha ainda o risco “de se fazer de alguns métodos de contracepção um crime, bem como alguns tratamentos contra a infertilidade, as fertilizações in vitro e a pesquisa com células estaminais embrionárias”. Em causa está, por exemplo, a impossibilidade de recorrer a tratamentos de que resultem embriões excedentários porque estes não poderão ser destruídos.

Para Keith Mason, presidente da organização Personhood USA, “considerar o embrião como uma pessoa é a chave de todos os direitos humanos”. No referendo pergunta-se aos eleitores se “o termo pessoa deve ser redefinido para designar como ser humano qualquer embrião, desde a fecundação”, uma proposta que, a ser aprovada, põe em causa a decisão tomada pelo Supremo Tribunal norte-americano em 1973, no âmbito do caso que ficou conhecido por Roe Vs. Hade, que tornou legal a interrupção voluntária da gravidez.

A proposta foi considerada pelos opositores como uma interferência governamental extrema que poderá pôr em causa procedimentos médicos de rotina e representar um risco para a vida das mulheres. Várias organizações de médicos e enfermeiros manifestaram o seu desagrado e sublinharam que o aborto passará a ser proibido sem qualquer excepção, incluindo os casos de violação ou incesto, e torna ilegais alguns contraceptivos hormonais que impedem um óvulo fertilizado de se implantar no útero, sublinhou a Reuters.

“Isto é inconstitucional e terá um efeito devastador nos direitos das mulheres no Mississippi”, considera Nancy Northup, presidente do Centro para os Direitos da Reprodução norte-americano. “É a ideia mais extrema entre várias ideias extremas”, disse ao Financial Times.

No Mississippi, onde existe apenas uma clínica onde pode ser feito um aborto, os defensores da proposta recolheram mais de 100 mil assinaturas para tornar possível o referendo. De acordo com a sondagem do Public Policy Polling divulgada pelo site Politico, 48% dos homens eleitores no Mississippi apoia a proposta, uma percentagem que é mais baixa entre as mulheres – 42%.

Entre os republicanos a iniciativa conta com o apoio de 65%, enquanto apenas 23% dos democratas afirmou que irá votar “sim”. Vários analistas sublinham que, caso seja aprovada, a proposta deverá posteriormente ser bloqueada por um tribunal federal, o que poderá reforçar a posição dos que se opõem à ilegalização do aborto.

Público

Toda a vida europeia morreu em Auschwitz

por A-24, em 08.11.11

Assinado por Sebastian Vilar Rodrigues, num comentário ao blog O Lidador.


"Desci uma rua em Barcelona, e descobri repentinamente uma verdade terrível. A Europa morreu em Auschwitz. Matámos seis milhões de Judeus e substituímo-los por 20 milhões de muçulmanos.
Em Auschwitz queimámos uma cultura, pensamento, criatividade, e talento.
Destruímos o povo escolhido, verdadeiramente escolhido, porque era um povo grande e maravilhoso que mudara o mundo.
A contribuição deste povo sente-se em todas as áreas da vida: ciência, arte, comercio internacional, e acima de tudo, como a consciência do mundo. Este é o povo que queimámos.
E debaixo de uma pretensa tolerância, e porque queríamos provar a nós mesmos que estávamos curados da doença do racismo, abrimos as nossas portas a 20 milhões de muçulmanos que nos trouxeram estupidez e ignorância, extremismo religioso e falta de tolerância, crime e pobreza, devido ao pouco desejo de trabalhar e de sustentar as suas famílias com orgulho.
Eles fizeram explodir os nossos comboios, transformaram as nossas lindas cidades espanholas, num terceiro mundo, afogando-as em sujeira e crime.
Fechados nos seus apartamentos eles recebem, gratuitamente, do governo, eles planeiam o assassinato e a destruição dos seus ingénuos hospedeiros.
E assim, na nossa miséria, trocámos a cultura por ódio fanático, a habilidade criativa, por habilidade destrutiva, a inteligência por subdesenvolvimento e superstição.
Trocámos a procura de paz dos judeus da Europa e o seu talento, para um futuro melhor para os seus filhos, a sua determinação, o seu apego à vida porque a vida é santa, por aqueles que prosseguem na morte, um povo consumido pelo desejo de morte para eles e para os outros, para os nossos filhos e para os deles.

Que terrível erro cometido pela miserável Europa.

O total da população islâmica (ou muçulmana) é de, aproximadamente, 1 200 000 000, isto é um bilião e duzentos milhões ou seja 20% da população mundial.
Os judeus não estão a promover lavagens cerebrais a crianças em campos de treino militar, ensinando-os a fazerem-se explodir e causar um máximo de mortes a judeus e a outros não muçulmanos. 
Os judeus não tomam aviões, nem matam atletas nos Jogos Olímpicos, nem se fazem explodir em restaurantes alemães.
Não há um único judeu que tenha destruído uma igreja. NÃO há um único judeu que proteste matando pessoas.
Os judeus não traficam escravos, não têm líderes a clamar pela Jihad Islâmica e morte a todos os infiéis.
Talvez os muçulmanos do mundo devessem considerar investir mais numa educação modelo e menos em queixarem-se dos judeus por todos os seus problemas.
Os muçulmanos deviam perguntar o que poderiam fazer pela humanidade antes de pedir que a humanidade os respeite. 
Independentemente dos seus sentimentos sobre a crise entre Israel e os seus vizinhos palestinianos e árabes, mesmo que creiamos que há mais culpas na parte de Israel, as duas frases que se seguem realmente dizem tudo:
Se os árabes depusessem hoje as suas armas não haveria mais violência. Se os judeus depusessem hoje as suas armas não haveria mais Israel (Benjamin Netanyahu)
Por uma questão histórica, quando o Comandante Supremo das Forças Aliadas, General Dwight Eisenhower, encontrou todas as vítimas mortas nos campos de concentração nazi, mandou que as pessoas ao visitarem esses campos de morte, tirassem todas as fotografias possíveis, e para os alemães das aldeias próximas serem levados através dos campos e que enterrassem os mortos.
Ele fez isto porque disse de viva voz o seguinte:
Gravem isto tudo hoje. Obtenham os filmes, arranjem as testemunhas, porque poderá haver algum malandro lá em baixo, na estrada da história, que se levante e diga que isto nunca aconteceu.
Recentemente, no Reino Unido, debateu-se a intenção de remover o holocausto do curriculum das suas escolas, porque era uma ofensa para a população muçulmana, a qual diz que isto nunca aconteceu. Até agora ainda não foi retirado do curriculum. Contudo é uma demonstração do grande receio que está a preocupar o mundo e a facilidade com que as nações o estão a aceitar.
Já passaram mais de sessenta anos depois da Segunda Guerra Mundial na Europa ter terminado. 
O conteúdo deste mail está a ser enviado como uma cadeia em memória dos 6 milhões de judeus, dos 20 milhões de russos, dos 10 milhões de cristãos e dos 1 900 padres Católicos que foram assassinados, violados, queimados, que morreram de fome, foram espancados, e humilhados enquanto o povo alemão olhava para o outro lado.
Agora, mais do que nunca, com o Irão entre outros, reclamando que o Holocausto é um mito, é imperativo assegurar-se de que o mundo nunca esquecerá isso."

link

O referendo grego

por A-24, em 07.11.11
O referendo grego constitui uma jogada política brilhante de Georgios Papandreou, que já deve estar completamente farto da prepotência dos seus "parceiros" europeus, que insistem em sangrar os gregos até à última gota, sempre que é necessário libertar mais uma tranche da "ajuda" externa. As últimas condições estabelecidas nessa "ajuda" são absolutamente humilhantes para qualquer povo, passando a Grécia a ser um país ocupado em permanência pela troika, e perdendo de vez o estatuto de Estado soberano. Ora, Papandreou já tinha avisado que os gregos são um povo orgulhoso e nobre e não permitiriam com facilidade semelhante tratamento. Como os "parceiros" europeus não deixaram de insistir na humilhação total da Grécia, Papandreou entendeu que não iria ser o Marechal Pétain do séc. XXI, e colocou os gregos perante a alternativa de votarem ou não a "ajuda". Face ao carácter de humilhação que a mesma assumiu, é quase seguro que ela será rejeitada, a Grécia vai declarar a bancarrota total e o euro vai colapsar. Pode ser uma desgraça para a Europa, mas é uma excelente lição para os aprendizes de políticos que actualmente a gerem e que estão convencidos que tudo se resume à economia. Também há a política, estúpidos! E por isso é bom que o governo português comece a perceber o sarilho em que se meteu. É que depois de Papandreou recusar o papel que lhe destinaram, Passos Coelho, com a sua política de bom aluno da Europa, que não poupa sacrifícios aos seus concidadãos, tornou-se um sério candidato ao lugar.

In "Delito de Opinião"

A primeira mulher chegou à Fórmula 1 por causa de uma aposta entre irmãos

por A-24, em 07.11.11
Publico
A história da Fórmula 1 tem um capítulo muito pequeno reservado às mulheres. Poucas tiveram a oportunidade (ou a ousadia ou a capacidade ou seja o que for) de conduzir um carro no mais importante campeonato automobilístico do mundo. A pioneira foi uma italiana, Maria Teresa de Filippis, que no fim-de-semana esteve em Portugal, a participar no Algarve Historic Festival, um encontro dedicado aos clássicos da F1.
Maria Teresa, que completa 85 anos em Novembro, é uma mulher de cabelos brancos que volta agora a Portugal, um país que tem um lugar especial na sua carreira de piloto. É que foi no circuito da Boavista, no Porto, que realizou a segunda das suas três corridas na Fórmula 1, em Agosto de 1958.
“Lembro-me que era um circuito muito difícil e perigoso. Tive um acidente tremendo, porque choquei contra um poste de iluminação”, recorda Maria Teresa de Filippis, que fala ao PÚBLICO por telefone e com o marido, Theo Huschek, a servir de intermediário. Não só por causa da língua, mas acima de tudo pelas dificuldades auditivas desta ex-piloto, que perdeu a audição num dos ouvidos desde os tempos em que fazia corridas de automóveis. “Ela não só não ouve muito bem, como só ouve o que quer”, brinca o marido, dando razão aos que falam de uma mulher com personalidade forte.
Essa forma de estar na vida, aliás, é em boa parte a explicação de ter sido pioneira num mundo que antes, durante e após a sua passagem pela Fórmula 1 sempre foi dominado por homens. “Ela começou a correr por causa dos irmãos. Um deles disse que ela só era boa a andar de cavalo e outro dizia que ela também seria boa nos carros. Por isso, fizeram uma aposta. Ela entrou numa corrida com o carro da família e ficou em segundo logo na primeira corrida, em Cava dei Tirreni. Na semana seguinte, ganhou uma corrida e decidiu que era o seu futuro”, conta Theo Huschek.
Aos 22 anos, Maria Teresa começava o percurso que a levaria, algum tempo depois, a abrir uma página inédita na história da Fórmula 1. Em 1958, esteve no Mónaco mas não conseguiu a qualificação para o Grande Prémio. Poucas semanas depois, voltou a tentar a sorte na Bélgica, onde ficaria no 10.º lugar, numa corrida em que grandes pilotos, como Jack Brabham, Graham Hill e Stirling Moss, não chegaram ao fim. Foi a primeira vez que uma mulher terminou uma corrida na F1. De Filippis esteve depois em Portugal e em Itália, onde (sempre ao volante de um Maserati 250 F) não chegou ao fim. E, pelo meio, viveu “um dos momentos mais tristes” da sua vida.

A recusa machista
Tudo aconteceu no Grande Prémio de França de 1958, para o qual a Maserati a inscreveu. “O director, Toto Roche, recusou a participação dela, por ser mulher. Toto Roche foi à conferência de imprensa, mostrou uma grande fotografia da Maria Teresa e disse: “Uma jovem tão bonita como esta não deve usar nenhum capacete a não ser o secador do cabeleireiro.” Quando soube, ela ficou furiosa e disse que se o tivesse à frente o teria esmurrado”, conta o marido da italiana, uma mulher de uma família rica de Nápoles que nunca aceitou ordens fosse de quem fosse.
“Maria Teresa é de uma família extremamente rica do Sul de Itália e sempre foi educada segundo a ideia de que ninguém no mundo podia dizer fosse o que fosse a um De Filippis. Por isso é que ela nunca correu pela Ferrari, porque nunca quis ser mandada”, conta Theo.
Il pilotino, como ficou conhecida em Itália, desistiu da Fórmula 1 logo em 1959, um ano depois de entrar. E a explicação é muito simples: cansou-se de ver os amigos morrerem. “Naquela altura os pilotos eram todos amigos, quase como uma família. Não é como hoje”, afirma o marido. “Ela parou porque, em 1959, o Jean Behra morreu em Avus [Alemanha] num carro em que a Maria Teresa devia correr. Depois disso, deixou as corridas e dedicou-se à família”, conta Theo, que conheceu a senhora De Filippis precisamente nas corridas de automóveis, quando era apenas um fã como outro qualquer.
Depois de Maria Teresa, apenas mais uma mulher logrou participar numa corrida de Fórmula 1 e outras três estiveram em sessões de qualificação (ver caixa). Mas porque será que a competição não atraiu mais mulheres? “Costumo dizer que quando se olha para os pilotos e se vê os pescoços musculados deles, nenhuma mulher quer ser assim. Isso pode ser uma explicação, mas não tenho a certeza”, responde De Filippis, admitindo que as mulheres “estranhamente” também nunca tiveram grande apoio dos patrocinadores.
Maria Teresa continua ligada ao automobilismo (é vice-presidente da Associação de Antigos Pilotos da F1), mas já não acompanha muito a modalidade. Os seus heróis são Fangio e Senna e não tanto Alonso e Vettel, até porque a tecnologia da actualidade lhe faz alguma confusão. “Ela pergunta-se como é que os rapazes conseguem lidar com aqueles botões todos [no volante do carro de Fórmula 1]. Às vezes, tem a sensação de que não são eles a conduzir o carro, mas sim o carro a conduzir os pilotos”, conclui Theo, fã número um da senhora Fórmula 1. “É difícil explicar quão especial ela é.”

Cuba aprova lei que permite privados vender e comprar casas

por A-24, em 04.11.11
O Governo cubano deu hoje aval a uma nova lei que permite, pela primeira vez em cinquenta anos, que os cidadãos e residentes permanentes possam comprar e vender propriedades privadas de habitação na ilha – algo que era já feito à margem da lei há muitos anos.
A lei, que entra em efeito a 10 de Novembro, constitui a mais importante reforma feita na série de mudanças de liberalização recentes introduzidas pelo Presidente, Raúl Castro, depois da legalização, no mês passado, de compra e venda de carros – esta com restrições ainda tão apertadas que tornam muito difícil para os cubanos adquirir de facto um veículo.
Na mesma linha, de resto, a nova legislação pertinente à habitação, para a qual a porta ficou aberta desde o congresso do Partido Comunista cubano em Abril, vem também introduzir limites, nomeadamente no número de imóveis de que cada indivíduo pode ser proprietário.
O jornal oficial do partido, o Granma, não avança muitos pormenores sobre a nova legislação na edição de hoje para além de que os cubanos e residentes permanentes de Cuba passam a poder comprar, vender, trocar, doar ou passar em herança as suas casas para os herdeiros.

(Grécia) Abaixo a democracia!

por A-24, em 03.11.11

por Daniel Oliveira




Cedendo à pressão de um povo que assiste, atónito, à destruição do seu País e a sucessivos planos de austeridade que o fundam cada vez mais, Papandreou, tentando salvar-se e encostar a oposição às cordas, marcou um referendo a mais um plano de "resgate". As reacções não se fizeram esperar. Os dois imperadores entraram em estado de choque. Opinadores da situação mostraram a sua indignação. 
Quem é que esta gente se julga para querer repor a democracia no lugar da chantagem? Quem pensa este povo que é para julgar que decide do seu futuro? Não saberão estes irresponsáveis que quem decide são os mercados? E depois dele a barata tonta alemã? E depois dela, se ainda houver alguma coisa para decidir, o senhor Sarko? Julgarão que não havendo democracia europeia podem, no lugar dela, existir democracias nacionais. 
O general Loureiro dos Santos falou-nos, ontem, dos receios de um golpe de Estado na Grécia. Parece-me que o receio vem tarde. O golpe de Estado já aconteceu. Em vários países europeus, começando pela Grécia. Com violações sistemáticas às constituições nacionais - em Portugal elas acontecem com a cumplicidade do Tribunal Constitucional -, o assalto estrangeiro aos recursos das Nações e a perda ilegal de soberania - veja-se o poder que o directório europeu se tem dado a si próprio no processo de saque às empresas gregas a privatizar. O que está a acontecer ali, agora, é a tentativa de repor a legalidade democrática.
Perante as reações indignadas de tanta gente à decisão de devolver ao povo grego o veredicto sobre o seu futuro fica evidente uma coisa: anda por aí muito muito "democrata" que odeia a democracia. Porque ela pode travar a imposição de um programa ideológico que nunca seria sufragado pelo povo sem estar debaixo de chantagem. A Grécia deu o primeiro passo para travar esta ditadura perfeita. Se for até ao fim, pode salvar a Europa do caos político para onde se divide. Pagará um preço alto? Mas ainda tem alguma coisa a perder? 
Se os gregos aprovarem mais este plano de destruição do seu futuro - coisa nada improvável, perante o cenário que a Europa e os "mercados" lhes vão impor pelo seu atrevimento - pelo menos terão tentado dar um sinal de dignidade em tempos que ela parece ser um bem escasso.

Sobre Sabatina James

por A-24, em 02.11.11

Sabatina James (Dhedar. Paquistão 1982) não pode revelar o seu verdadeiro nome por motivos de segurança e tem mudado frequentemente de nome e de passaporte para poder viajar ao Afeganistão e ao seu Paquistão natal.

Gostava dos amigos, do ambiente que a rodeava e no qual estava a desenvolver-se enquanto mulher e cidadã. Tudo parecia simples e perfeito. A vida como que fluía para a jovem muçulmana. Mas quando fez dezasseis anos as coisas mudaram radicalmente: o inferno chega então à sua tranquila existência. Muçulmanos convictos e de algum modo adversos ao quotidiano do Ocidente, os pais acham que ela se tornara demasiado ocidental. Pelo que, enviam-na para o Paquistão, mais especificamente para uma madrasa, onde é espancada e maltratada. Quando Sabatina sabe que também tem de casar contra sua vontade, foge e volta para a Europa. Ao tocar novamente em solo europeu, encontra a dura resposta do Islão radical: no dia 2 de Junho de 2001 a família sentencia-a à morte. Sabatina vive desde então escondida no Sul da Alemanha."

Vive sob constante vigilância policial e com medo da ameaça de morte por parte da sua própria família e da «lista de morte» dos talibãs, desde que escreveu o livro «Do Islão ao Cristianismo: a Minha História». Nele, a autora conta a sua vida e como escapou ao casamento forçado quando tinha treze anos. A obra é já um dos livros mais vendidos na Áustria, e foi entretanto editado também na Alemanha e em Espanha, em breve será editado na Holanda e no resto da Europa, bem como nos EUA. Participou no Woman World Awars juntamente com a rainha Rania da Jordânia, com Marianne Faithfull e com outras personalidades femininas e será em breve entrevistada na televisão norte-americana pelo famoso jornalista Larry King. Está a organizar uma fundação de defesa dos direitos das mulheres casadas contra a vontade. Acredita que a guerra contra os Talibãs é a única solução e que a diplomacia não serve.
Apesar de constantemente aconselhada pelas autoridades alemãs a ficar em casa, a paquistanesa viaja pelo mundo e não pára de se exprimir publicamente, porque considera que as verdades que revela sobre o desrespeito e medo reinantes no mundo islâmico têm de ser conhecidas, e espanta-se, e entristece-se, por não ver a devida divulgação no Ocidente de casos como os da rapariga de oito anos iemenita que foi casada à força com um homem de trinta mas conseguiu divorciar-se, só que o governo iemenita não a deixou ir receber um prémio pela sua luta, sendo nisso substituída pela rainha Rania da Jordânia, a qual todavia não se pronunciou sequer contra a atitude do governo do Iémen.

"Rússia: recriando um Império enquanto pode"

por A-24, em 02.11.11
Texto traduzido e enviado pelo leitor Pippo

"Por Lauren Goodrich
As relações russo-americanas parecem ter estado relativamente calmas recentemente, uma vez que existem inúmeros pontos de vista contraditórios em Washington sobre a verdadeira natureza da actual política externa da Rússia. Subsistem dúvidas quanto à sinceridade do Departamento de Estado norte-americano quanto ao suposto "recomeço" [reset, no original] das relações com a Rússia - o termo usado em 2009, quando EUA A secretária de Estado Hillary Clinton entregou um botão de reset ao seu homólogo russo como um símbolo de um congelamento de tensões crescentes entre Moscovo e Washington. A preocupação é se o "reset" é verdadeiramente uma mudança nas relações entre os dois antigos adversários ou simplesmente uma trégua antes do um novo deteriorar das relações entre os dois países.

O "recomeço" realmente  pouco tinha a ver com os Estados Unidos querem a Rússia como um amigo e aliado. Em vez disso, Washington queria criar espaço para lidar com outras situações - principalmente no Afeganistão e no Irão - e pedir ajuda à Rússia (a Rússia está ajudando no transporte de abastecimentos para o Afeganistão e constitui um apoio crítico para conter o Irão). 1nquanto isso, a Rússia também queria mais espaço para criar um sistema que iria ajudá-la a criar uma nova versão do seu antigo império.

O plano final da Rússia é o de restabelecer o controle sobre grande parte dos seus antigos territórios. Isso inevitavelmente conduzirá Moscovo e Washington de volta para uma posição de confronto, negando qualquer “recomeço” de relações, uma vez que o poder russo em toda a Eurásia constitui uma ameaça directa à capacidade dos EUA de manter sua influência global. Esta é a forma como a Rússia tem agido ao longo da história, a fim de sobreviver. A União Soviética não agiu de forma diferente da maioria dos impérios russos, longe disso, e hoje a Rússia está seguindo o mesmo padrão de comportamento.

Geografia e construção de impérios

A característica definidora da geografia da Rússia é a sua indefensibilidade, pelo que a sua principal estratégia é proteger-se. Ao contrário da maioria dos países poderosos, a região central da Rússia, Moscovo, não tem barreiras para protegê-la, e por isso foi invadida várias vezes. Devido a isso, ao longo da sua história, a Rússia expandiu as suas barreiras geográficas a fim de estabelecer um reduto e criar profundidade estratégica entre o núcleo da Rússia e os incontáveis inimigos inumeráveis que a rodeiam. Isso significa expandir para as barreiras naturais dos Montes Cárpatos (entre a Ucrânia e a Moldávia), as Montanhas do Cáucaso (particularmente para o Cáucaso Menor, passando pela Georgia e a Arménia) e o Tian Shan no lado mais distante da Ásia Central. O “buraco” nesta geografia é a planície do Norte da Europa, onde a Rússia tem historicamente reivindicado tanto território quanto possível (como os países bálticos, a Bielorrússia, a Polónia e até mesmo partes da Alemanha). Em suma, para a Rússia para sentir segura, deve criar algum tipo de império.

Há dois problemas com a criação de um império: o povo e a economia. Porque absorvem tantas terras, os impérios russos têm enfrentado dificuldades para fornecer alimentos a um grande número de pessoas e suprimir aqueles que não se conformavam (especialmente aqueles que não eram russos étnicos). Isto levou a uma economia inerentemente fraca que nunca pode superar os desafios das infra-estruturas e de prover a população de um vasto império. No entanto, este nunca deteve a Rússia de ser uma força importante por longos períodos de tempo, apesar de suas desvantagens económicas, porque a Rússia muitas vezes enfatiza as suas forças armadas e o seu aparelho de segurança mais do que (e às vezes à custa de) desenvolvimento económico.

Manter um Estado forte

O poder russo deve ser medido em termos da força do Estado e da sua capacidade de governar o povo. Isto não é o mesmo que a popularidade do governo russo (embora a popularidade do ex-Presidente e actual  Primeiro-Ministro Vladimir Putin seja inegável), mas sim a capacidade da liderança russa, seja ela do Tzar, os Partido Comunista ou do Primeiro-Ministro, em manter um controlo apertado sobre a sociedade e a segurança do Estado. Isso permite a Moscovo desviar recursos de consumo popular para a segurança do Estado e para reprimir a resistência. Se o governo tem um controlo firme sobre o povo, o descontentamento popular relativamente à política, políticas sociais ou à economia não representam uma ameaça para o Estado - pelo menos, não no curto prazo.
É quando a liderança russa perde o controlo sobre o aparelho de segurança que se dá o colapso dos regimes russos. Por exemplo, quando o Tzar perdeu o controle do exército durante a Primeira Guerra Mundial, ele perdeu o poder e o Império russo desfez-se. Sob Josef Stalin, houve enormes disfunções da economia e descontentamento generalizado, mas Stalin manteve o controle firme sobre ambos os aparelhos, de segurança e do exército, que ele usou para lidar com qualquer sinal de dissidência. Fraqueza económica e u regime brutal, eventualmente, foram aceites como o preço inevitável de segurança e de se ser um poder estratégico.
Moscovo está usando a mesma lógica e estratégias hoje. Quando Putin chegou ao poder em 1999, o Estado russo estava de rastos e vulnerável a outras potências mundiais. A fim de recuperar a estabilidade da Rússia - e, eventualmente, o seu lugar no cenário global - Putin primeiro teve de consolidar o poder do Kremlin no país, o que significou consolidar o país económica, politica e socialmente. Isto ocorreu após Putin ter reorganizado e fortalecido os aparelhos de segurança, dando-lhe maior capacidade de dominar as pessoas sob um partido político, eliminar a influência estrangeira da economia e construir entre o povo um culto da personalidade.
Putin, em seguida, concebeu uma espécie de Império russo, a fim de garantir o futuro do país. Esta não era uma questão relativa ao ego de Putin mas sim uma preocupação de segurança nacional derivado de séculos de precedentes históricos.
Putin tinha acabado de ver os Estados Unidos invadirem os territórios que a Rússia considerava imperativos para a sua sobrevivência: Washington ajudou a integrar  Estados da Europa Central e de países bálticos na NATO e na União Europeia, apoiou as "revoluções coloridas" pró-ocidentais na Ucrânia, na Geórgia e no Quirguistão; estabeleceu bases militares na Ásia Central, e anunciou planos de colocar instalações de defesa contra mísseis balísticos na Europa Central. Para a Rússia, parecia que os Estados Unidos estavam a devorar a sua periferia para garantir que Moscovo permaneceria para sempre vulnerável.
Nos últimos seis anos, a Rússia tem, em certa medida, conseguido afastar a influência ocidental na maioria dos Estados da antiga União Soviética. Uma das razões para esse sucesso deve-se ao facto dos Estados Unidos terem andado preocupados com outras questões, principalmente no  Médio Oriente e Sul da Ásia. Além disso, Washington tem mantido o equívoco de que a Rússia não tenta formalmente recriar uma espécie de Império. Mas, como tem sido visto ao longo da história, Washington deveria pensar nessa questão.

Os Planos de Putin

Putin anunciou em Setembro que iria tentar voltar à presidência russa em 2012, e ele já começou a expor os seus objectivos para o seu novo reinado. Ele disse que a Rússia iria formalizar a sua relação com ex-Estados soviéticos através da criação de uma União Eurásia (EuU); outros ex-Estados soviéticos propôs o conceito de quase uma década atrás, mas a Rússia está agora numa posição em que pode começar a implementá-lo. A Rússia vai começar esta nova iteração de um Império russo através da criação de uma união com ex-Estados soviéticos baseados em associações atuais de Moscovo, como a União Aduaneira, o Estado da União e da Organização do Tratado de Segurança Colectiva. Isso permitirá que o euu estrategicamente para abranger tanto as esferas económica e de segurança.
A próxima EuU não é uma re-criação da União Soviética. Putin compreende as vulnerabilidades inerentes que a Rússia enfrentaria em suportar a carga económica e estratégica de cuidar de muitas pessoas em cerca de 9 milhões de quilómetros quadrados. Esta foi uma das maiores fraquezas da União Soviética: tentar controlar tanto território directamente. Em vez disso, Putin pretende criar uma união em que Moscovo iria influenciar a política externa e de segurança, mas não seria responsável pela maior parte do funcionamento interno de cada país. A Rússia simplesmente não tem os meios para apoiar uma estratégia tão intensa. Moscovo não sente necessidade de se embrenhar na política interna do Quirguistão ou de prestar apoio económico à Ucrânia para controlar esses países.
O Kremlin pretende ter a EuU totalmente formada até 2015, data em que a Rússia acredita que os Estados Unidos voltarão o seu foco para a Eurásia. Washington está encerrando os seus compromissos no Iraque este ano e pretende acabar com as operações de combate e reduzir as forças no Afeganistão até 2015, pelo que a partir desse anos os Estados Unidos terão “atenção militar e diplomática de sobra“. Este é também o mesmo período de tempo que os EUA precisarão para consolidar e tornar operacionais as suas instalações de defesa contra mísseis balísticos na Europa Central. Para a Rússia, isso equivale a uma frente norte-americana e pró-EUA  na Europa Central, junto às fronteiras que formavam a antiga União Soviética (e a futura EuU). É a criação de uma nova versão do Império russo, combinado com a consolidação de influência dos EUA na periferia do Império, que provavelmente irá estimular novas hostilidades entre Moscovo e Washington.
Isso poderia preparar o terreno para uma nova versão da Guerra Fria, embora de não tão longa duração como a anterior. Outra razão de Putin para restabelecer algum tipo de Império russo é que ele sabe que a próxima crise a afectar a Rússia provavelmente vai impedir o país de ressurgindo para todo o sempre: a Rússia está morrendo. A demografia do país está entre algumas das piores do mundo, tendo diminuído, constantemente, desde a Primeira Guerra Mundial. As suas taxas de natalidade estão bem abaixo das taxas de mortalidade, e a Rússia já tem mais cidadãos com 50 anos de idade do que adolescentes. A Rússia pode ser uma grande potência sem uma economia sólida, mas nenhum país pode ser uma potência global sem  pessoas. É por isso que Putin está tentando fortalecer e garantir a Rússia agora, antes que a demografia a enfraqueça. No entanto, mesmo tendo em conta a sua demografia, a Rússia será capaz de sustentar o seu crescimento actual por pelo menos mais uma geração. Isto significa que os próximos anos serão provavelmente o do cantar do cisne da Rússia - os quais serão marcados pelo regresso do país como um Império regional e um novo confronto com o seu adversário anterior, os Estados Unidos.
Da Rússia

"Também sou um indignado"

por A-24, em 02.11.11
Nos próximos tempos as ruas portuguesas vão ser agitadas com desfiles, maioritariamente de funcionários públicos, encabeçados pelos dois dos mais gordos nababos da política nacional, os eternos dirigentes das centrais sindicais, pela extrema-esquerda, e pelos oportunistas do costume - os socialistas.
O que á primeira vista parece ser uma manifestação anti-governo, são afinal de contas as entranhas agitadas (indignadas) do aparelho de estado: As reinvidicações são claras: querem ser mais bem pagos e reformarem-se mais cedo, querem 14 meses de ordenado quando só trabalham 12...etc.  
Mas quem vai pagar para isso? A resposta a esta questão não constitui o problema deles, e muito menos dos dirigentes sindicais que já têm a vidinha bem subvencionada, com 1 ou 2% dos salários dos seus associados descontados para as suas estruturas de classe vitalícias, estando-se completamente nas tintas para a aritmética da nossa ruína e do nosso descontentamento.
É assim que querem continuar numa confrangedora dissonância cognitiva face á realidade da banca rota portuguesa criada pelo socialismo. No fundo todos estes indignados querem ainda mais estado. Eu não. Por mim, privatizava tudo menos a Justiça, as Polícias e as Forças Armadas. Portugal precisa mais de cidadãos empreendedores e livres e menos de servos da gula do estado. O Jurássico Estado tutelar português é a fonte da nossa pobreza, do nosso atraso, da corrupção e do provincianismo nacional.
O amanhã já foi gasto… hoje. Talvez porque na Europa já quase que não há filhos e muito menos haverão netos. E portanto não haverá futuro. O desporto preferido dos estados salteadores sociais não foi o de imprimir dinheiro mas o de imprimir cartões de crédito. Como dizia Mrs Thatcher, o problema do socialismo é gastar completamente o dinheiro das pessoas. No entanto, a Europa actual, avançou para um estádio superior de desastre. Para além de ter esgotado o dinheiro, esgotou-se também de pessoas.
Bestial!, gritarão os progressistas e ecologistas. Acabemos com a explosão demográfica agora que já somos 7 biliões de almas neste terceiro calhau a contar do Sol.
Os portugueses já gastam mais com os cães do que com os filhos. Portugal tem a 3ª taxa mais baixa de fertilidade do mundo. Na Alemanha, uma em cada três fraulein retiraram-se completamente do negócio da maternidade. A população em idade de trabalhar na Alemanha vai decrescer 30% nas próximas décadas, afirma Steffen Krohnert, do Berlin Institute for Population Development. As áreas rurais verão um declínio massivo e muitas aldeias simplesmente desaparecerão. Nada do que já não tenha acontecido em Portugal. No futuro, a Alemanha e por maioria de razão toda a Europa, será um bloco económico-político bastante fraquinho.
Como bem diz Mark Steyn no seu último livro, After America(pedindo emprestado o conceito ao Minority Report de Philip K Dick), a União Europeia cometeu um Prè-crime: assassinou a próxima geração.
In Neuromante

Mark Steyn "A Europa está acabada"

por A-24, em 02.11.11
Mark Steyn, colunista político e crítico cultural, escreveu um livro notável, A América Solitária: O Fim do Mundo como Nós o Conhecemos (Regnery). Ele combina várias virtudes, bem incomuns de serem achadas juntas – humor, reportagem precisa e pensamento profundo – aplica-se a isto uma forma argumentativa de abordar o assunto mais importante da atualidade: a ameaça islâmica ao Ocidente.
O sr. Steyn apresenta uma tese devastadora, porém a apresenta em pequenos porções, e eu as juntarei aqui.
Ele começa com o legado de dois totalitarismos. Traumatizados pela atração eleitoral do fascismo, os Estados europeus do pós-II Guerra Mundial foram estabelecidos de cima para baixo, "para proteger a classe política quase que completamente de pressões políticas". Assim, o Estado "passou a considerar o eleitorado como se fossem crianças".
Segundo, a ameaça soviética durante a Guerra Fria incitou os líderes americanos, impacientes com a Europa (e o Canadá) por suas fracas reações, a efetivamente assumir suas defesas. Esta política benigna e hipermétrope levou-os à vitória de 1991, mas também teve o efeito colateral, não intencional e menos saudável, de aliviar as divisas européias para que pudessem construir um Estado de bem-estar social. Este Estado de bem-estar social originou várias implicações malignas.
Os países europeus, infantilizados e acostumados à babá americana, fez com que eles se preocupassem com pseudo-problemas tais como as mudanças climáticas, ao mesmo tempo em que os homens se afeminavam.
Isto também os tornava neutros, juntando "a maioria das funções da maioridade", começando pelo instinto de procriação. Por volta de 1980, as taxas de natalidade despencaram, deixando uma base inadequada para os trabalhadores de hoje receberem suas aposentadorias.
Estruturado na base da dedução, num sistema Ponzi de intergerações, onde os trabalhadores de hoje dependem de suas crianças para receberem suas pensões.
O colapso demográfico significa que a população nativa de países como a Rússia, Itália e Espanha estão no começo de uma espiral da morte de sua população.
Isto os conduziu a uma falência de confiança, que por sua vez criou um "esgotamento da civilização", deixando os europeus despreparados para enfrentar suas guerras.
Manter a máquina econômica funcionando significava aceitar trabalhadores estrangeiros. Em vez de executar um plano de longo prazo a fim de se preparar para absorver os muitos milhões de imigrantes de que precisavam, as elites européias empurraram com a barriga, dando boas vindas a qualquer um que aparecesse. Em virtude da proximidade geográfica, da fatiga demográfica e de um ambiente propenso a crises, "o Islã é agora o provedor principal dos novos europeus", diz o sr. Steyn.

Mark Steyn
Chegando num período de fraqueza demográfica, política e cultural, os muçulmanos estão mudando profundamente a Europa. O "Islã tem mocidade e vontade, a Europa tem idade e bem-estar". Colocando de outra forma, "o Islã pré-moderno bate o Cristianismo pós-moderno". Boa parte do mundo ocidental, prevê o Sr. Steyn peremptoriamente, "não sobreviverá ao século XXI, e muito desaparecerá efetivamente durante nossas vidas, incluindo vários, se não a maioria dos países europeus". De forma mais dramática, acrescenta ele "será o fim do mundo como nós o conhecemos".
(Contrastando com esta opinião, eu acredito que ainda há tempo de a Europa evitar este destino.)
A América solitária trata do que o Sr. Steyn chama de "interação de forças maiores no Primeiro Mundo que deixaram a Europa por demais enfraquecida para resistir à sua implacável transformação na Eurabia". A população sucessora já tomou seu lugar na Europa e "a única pergunta é o quão sangrenta será esta transferência de bens". Ele interpreta os atentados em Madri e em Londres, assim como o assassinato de Theo van Gogh em Amsterdã, como os primeiros tiros do início da guerra civil na Europa e declara: "A colônia agora é a Europa."
O título A América Solitária refere-se à expectativa do sr. Steyn de os Estados Unidos, com seu "perfil" demográfico relativamente saudável, emerjam como o único sobrevivente deste severo teste. A "Europa está morrendo, porém a América não". Então, "o continente europeu está de certo modo propício a ser tomado, mas a América não". O público alvo do sr. Steyn é principalmente o americano: cuidado, diz ele, ou o mesmo acontecerá a você.
Essencialmente, com o propósito de estar preparado, ele aconselha duas coisas. Primeiro, evite os "sistemas europeus das previdências sociais inchadas", declare-os nada menos que uma ameaça à segurança nacional, encolha o estado e enfatize as virtudes de auto-confiança e inovação individual. Segundo, evite o "aumento da pressão ao império", evite entrincheirar-se na "Fortaleza América" mas destrua a ideologia do Islamismo radical, ajude a reformar o Islã e expanda a civilização ocidental para lugares novos. Somente se os americanos "conseguirem reunir a vontade de moldar ao menos parte deste mundo emergente", eles terão suficiente companhia para aquilo que os espera. Falhando, aguarde uma "Nova Idade das Trevas, um planeta no qual boa parte do mapa voltará a ser primitivo".