Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

A-24

"Ocuparam a sede do partido de Franco quando mataram o Rei e lá nasceu o SL Benfica"

por A-24, em 22.06.11

"Ocuparam a sede do partido de Franco quando mataram o Rei e lá nasceu o SL Benfica"

Por António Simões

O Sport Lisboa era de Belém e não tinha campo. Mirabolantes algumas histórias dos seus primeiros tempos – em que as balizas se montavam e desmontavam para treinos e jogos e as redes eram da pesca. Como o Sport Benfica tinha campo e sede de luxo, mas não tinha jogadores, fundiram-se. E o que era para ser o Sport Clube de Lisboa e Benfica acabou à última hora por ser... Sport Lisboa e Benfica.
Aurélio Paz dos Reis ganhou fama e fortuna como comerciante de flores que criava no jardim do seu palacete, no Porto. Era da maçonaria – e envolveu-se na revolta republicana de 31 de Janeiro de 1891. Alargou o negócio à estereoscopia – a fotografia em relevo -, na sua loja de máquinas de escrever passou a vender igualmente películas da Lumière & Jougla.
De súbito, saltou-lhe, ousada, a ideia: comprar cinematógrafo aos irmãos Lumière. Largou, então, para Lyon – quando lá chegou os Lumière disseram-lhe que não vendiam a máquina por dinheiro nenhum, que fora promessa feita ao pai. Paz dos Reis, não desistiu – e acabou por descobrir em Paris o cronofotográfico que os irmãos Werner inventaram entretanto. Foi o que trouxe para o Porto, revolucionário.
Deu-lhe, pomposo, outro nome: kinetógrafo português. E a 12 de Novembro de 1896, apresentou no Teatro do Príncipe Real, vários «quadros de fotografias em movimento», um deles era sessão de Jogo do Pau em Santo Tirso. Levou a novidade a Braga – e ao Brasil. No Rio, o negócio falhou, pô-lo em stand by, retornou ao Porto, dedicou-se ao comércio de automóveis Minerva - e quando a monarquia caiu chegou a vereador da Câmara Municipal.
Algures por 1896, Manuel Maria da Costa Veiga conhecera em Lisboa Edwin Rousby. Chamavam-lhe O Electricista de Budapeste, uns diziam que era húngaro, outros que era americano. Viera a Portugal como agente de Robert Williams Paul, tentando vender a sua última invenção: o Paul-Acres Camera, «máquina de filmar cujas imagens eram passadas em peep-show, uma caixa fechada dentro da qual se via o filme através de um óculo».
Para melhor mostrarem a sua novidade, fizeram várias filmagens em Portugal, uma Tourada à Antiga Portuguesa no Campo Pequeno – e A Praia de Algés na Ocasião dos Banhos, nesse trecho de um minuto, como todos os demais, «as atracções foram a ginasta Amparo Aguilera e o actor Jaime Silva, artistas do Real Coliseu». O exibidor era, claro, Costa Veiga. Mas, ao saber que Paz dos Reis se tornara ele próprio «caçador de imagens», decidiu fazer o mesmo – e em 1899 comprou num leilão protótipo do «mecanismo de Paul». Implantara-se já como empresário do «mundo do espectáculo», conseguira financiamento para construir o Teatro Avenida, inaugurara o Éden Concerto – e abrira em Cascais a Esplanada D. Luís Filipe, onde exibia os filmes que Rousby e Paul lhe enviavam do estrangeiro. Fundou a Portugal Filmes em Algés – e a sua primeira produção foi Aspectos da Praia de Cascais: D. Carlos a banhos, o chique do veraneio, o glamour do Sporting Club na Parada...
Contudo, nada disso teve o impacto de uma outra coisa, que em 1904 empolgou uma certa Lisboa: o animatógrafo, assim se chamou às salas destinadas a projecções de cinema. O primeiro foi o Salão Ideal, lançado por João Freire Correia, dono de um estúdio de fotografia na Rua da Prata, em Lisboa - e que em 1910 assinaria o primeiro documentário verdadeiramente desportivo em português: A Corrida de Automóveis na Rampa da Pimenteira, fundara já a Portugália Films, associado a Manuel Cardoso Pereira. As primeira entradas para o Salão Ideal custavam seis vinténs – mas durante largo tempo «a moral e os bons costumes» marcaram o animatógrafo como «símbolo de escândalo, interdito às meninas de sociedade» porque a «obscuridade das salas» era «propícia à sedução e à intimidade».

Modéstia de Cosme Damião e prisão de Cruz Viegas

Foi nesse ano de 1904, a 28 de Fevereiro, que antigos alunos da Casa Pia e jogadores do Grupo dos Catataus se juntaram na sala de reuniões da Farmácia Franco para fundarem um novo clube. Primeira sugestão de nome: Grupo de Football Lisboa. José da Cruz Viegas, então aspirante do exército, que na I Guerra Mundial cairia, prisioneiro, nas masmorras dos alemães, contrariou-a com curioso argumento: «As iniciais dariam GFL, talvez aparecesse alguém a suor que se trataria da Guarda Fiscal de Lisboa».
Falou-se em Grupo Sport Lisbonense – e em Grupo Sport Lisboa se ficou, não muito depois já era simplesmente Sport Lisboa.
A Cosme Damião coube redigir a acta da fundação – mas por modéstia não escreveu nela o seu nome. Logo se acertou que presidente seria José Rosa Rodrigues, o mais velho dos irmãos Catataus; que o símbolo seria uma águia - «por significar elevação de propósitos, largo espírito de iniciativa e ânsia de subir o mais alto possível»; que a divisa seria Et Pluribus Unum como apologia de união na comunhão de sentimentos. As cores, escolheu-as Cruz Viegas: vermelho e branco por «traduzir alegria, colorido e vivacidade e ser fonte de entusiasmo».

Bola em segunda mão, 1500 réis...
Compraram-se camisolas de flanela na Alfaiataria Nunes e uma bola em segunda mão ao Cricket Club por 1500 réis. As redes eram umas que tinham sido usadas na pesca da corvina, na Trafaria – e para os jogos e treinos, que se faziam, ali mesmo em Belém, numa faixa de terreno junto da linha de comboios para Cascais, montavam-se e desmontavam-se as balizas, havia um carpinteiro que recebia 50 réis pelo trabalho. Para o banho usava-se a água de um poço, um moço retirava-a com um balde e despejava-a pela cabeça abaixo dos jogadores.
A 1 de Janeiro de 1905, fez-se o primeiro jogo «formal», contra o Campo de Ourique. Treinador foi Manuel Gourlade – e o SL venceu por 1-0. Nesse, como em vários outros jogos seus esteve apenas um polícia à guarda, pelo serviço lhe deram 500 réis – e o Sport Lisboa criou igualmente o hábito de oferecer lanches aos adversários, nos seus primeiros documentos de contabilidade há despesas de 4,5 litros de vinho por 540 réis e de 36 sanduíches por 1800 réis.


O truque da sede dos franquistas
A 19 de Maio de 1906, D. Carlos colocou ponto final ao rotativismo entre regeneradores e progressistas que vinha de 1893 – nomeando João Franco para primeiro-ministro. Ele prometeu governar, liberal, democrata, à inglesa – mas depressa passou a governar, autocrático, ditador, à turca.
Semanas depois, a 26 de Julho, fundou-se o Sport de Benfica, José Duarte foi o seu primeiro presidente. Três meses volvidos sucedeu-lhe Luís Carlos Faria Leal, major do exército – e em Maio de 1907, o SB por 40 mil réis ao ano, tomou posse de terreno da Quinta da Feiteira onde montou campo de futebol de 120 por 79 metros.
Passou tempo com o Benfica a brilhar em ciclismo e atletismo – e a 31 de Janeiro de 1908 Franco convenceu o rei a promulgar decreto que permitia a deportação dos presos políticos para as colónias de África ou para Timor. Ao assiná-lo, D. Carlos largou, premonitório, num murmúrio:
- Assino a minha sentença de morte, mas os senhores assim o querem...
No dia seguinte, o rei e o príncipe real caíram às balas de dois carbonários. E ali mesmo, no olho da tragédia, ao avistar João Franco, Maria Pia, a velha rainha-mãe, praguejou, apontando para os cadáveres de D. Carlos e D. Luís Filipe estendidos no chão do Arsenal:
- A vossa obra, Senhor Presidente! Diziam que o senhor era o coveiro da monarquia. Foi pior. Foi o assassino de meu filho e de meu neto...
D. Manuel assumiu a coroa – e atirou João Franco para o exílio. Alguns dos membros do Centro Regenerador Liberal da Cruz da Pedra, o braço político franquista, que tinha a sua sede na Travessa de Sanches de Baena, eram também sócios do Sport Benfica - e Faria Leal contou não muito tempo volvido: «Porque os franquistas haviam abandonado, na retirada, armas e bagagens –numa simulada assembleia geral, aprovámos acta testamentária a considerar por herdeiro o Sport Benfica, que assim se viu pomposamente instalado, com uma sala de bilhar e um decente e moderno mobiliário...»
Tinha campo, tinha sede – só não tinha grandes jogadores de futebol. Cosme Damião, a alma do Sport Lisboa, também era um dos 129 sócios do Sport Clube de Benfica. E como o SL tinha jogadores, mas não tinha campo, lembrou-se de fundi-los.
António Freire Sobral apresentou em AG a proposta de junção e sugeriu o nome: Sport Club de Lisboa. Achou-se que ficaria melhor Sport Clube de Lisboa e Benfica – e a 13 de Setembro de 1908, ao oficializar-se a união, a designação que se acertou, à última hora, foi Sport Lisboa e Benfica.


720 réis por causa de um candeeiro
João José Pires, que a 28 de Junho fora eleito presidente do Sport Clube de Benfica, foi indicado primeiro presidente do Sport Lisboa e Benfica – após a fusão com o Sport Lisboa. Ao assumir o cargo teve de suportar dívidas que vinham de Belém: 157$500, sendo, por exemplo, 110 mil réis ao salão de jogos da Viúva Sena Cardoso e 47$500 a uma mercearia! Lá, no SL, criara-se, entretanto, outro costume: no final dos jogos, aos adversários ingleses, dava-se... uísque.
Pouco depois Cosme Damião, o capitão da equipa de futebol, pagou às Companhias Reunidas Gás e Electricidade 720 réis – por «prejuízos causados num candeeiro d´iluminação», uma bola que ele chutara violentamente, galgara a vedação do campo e partira globo e lâmpada!


Como Lisboa se iluminava...
A ideia de iluminar as ruas de Lisboa foi do intendente da polícia Pina Manique, no reinado de D. Maria I. Os primeiros apareceram por volta de 1780 – eram lampiões de azeite, suspensos em consolas, davam uma luz ténue, fusca, apenas. Já no século XIX substituiu-se o azeite por óleo de purgueira ou de baleia, mais barato, mas muito mais mal cheiroso – e houve um tempo em que também se tentou por petróleo.
Em 1848 havia em Lisboa 2168 candeeiros a óleo – e a Companhia Lisbonense espalhou pela cidade os «vaga-lumes» - que se acendidam manualmente. No ano seguinte eram já 402 os candeeiros a gás. Trinta anos depois, D. Luís ofereceu à Câmara Municipal seis candeeiros de lâmpadas de arco tipo Jablochkoff, que tinham sido usados na Cidadela de Cascais, por ocasião das festas de aniversário de D. Carlos. Eram iguais aos que, quatro meses antes se usaram para iluminar a praça do Teatro da Ópera em Paris – e foram instalados na rua dos Mártires, no Chiado, no Largo das Duas Igrejas e na varanda do Hotel Gibraltar.
As «velas Jablochkoff» eram de carbono – e não duravam mais de hora e meia. Por isso, para mantê-las acesas precisava-se de servente de escadote, sempre pronto, sempre alerta – que no fim da combustão de cada uma a substituísse.
João Rodrigues Ribeiro era padre, reitor do Liceu de Santarém – e «hábil mecânico». Celebrava missa com um cálice que ele próprio fabricara – e imaginou o «comutador automático» - que resolvia, de facto, a baixo custo e com grande simplicidade o problema da iluminação eléctrica de Jablochkoff. Em 1879, publicou o seu plano de «comutação de velas» no Jornal das Ciências Matemáticas, Físicas e Naturais – mas apesar das suas qualidades não registou a patente, nunca se levou à prática a sua invenção. E por entre a discussão sobre o seu alto custo e o seu «eventual perigo para a saúde», os seis candeeiros que iluminaram a esplanada da Cidadela de Cascais e foram motivo de pasmo na cidade afundaram-se assim na penumbra da história.
Em 1887 a Câmara Municipal celebrou com uma empresa belga contrato para fornecimento de gás à cidade – e colocou-lhe como condição que iluminasse a Avenida da Liberdade e os Restauradores. Utilizou-se o sistema de manga incandescente – e dois anos depois, inauguraram-se os primeiros 38 candeeiros eléctricos na Avenida da Liberdade.
Em 1902 estava já generalizada a iluminação das ruas, durante a I Guerra muitos deles apagavam-se para que se poupasse em energia - e apenas em 1965 deixou de funcionar o último candeeiro a gás na cidade, no Campo de Santana...

FC Porto-Benfica é um jogo mais velho do que o campeonato

por A-24, em 21.06.11
No início dos anos 20, já havia FC Porto e Benfica. Já havia proezas, desforras, jogadores - literalmente - levados ao colo pela multidão, protestos ruidosos contra o referee e referências às façanhas da team do Norte e aos heróis da team do Sul. Havia durante toda a época de futebol "uma contradança de idas e vindas de grupos de Lisboa e Porto, num desejo louvável de se medirem forças", mas apenas um livrete a que chamavam Estatutos da União Portuguesa de Futebol. O clássico, o verdadeiro entre o FC Porto e o Benfica, repete-se hoje. É mais velho do que o próprio campeonato.
"Oficialmente, ainda não sabemos qual é a melhor equipa de Portugal". Escreveu-o em Agosto de 1921 Ernesto de Oliveira, director da Associação de Futebol do Porto. "Lembra-me de que, na época de 1919/20, tendo o FC Porto batido todos os clubes da capital, a Associação de Futebol de Lisboa queria, à última hora, decidir entre o Sport Lisboa e Benfica (campeão do Sul) e o FC Porto (campeão do Norte) qual dos dois teria direito ao título de campeão de Portugal. Com que regulamento? Em que bases? Não importava, era caso que se resolveria depois, quando o Benfica cá estivesse, porque o encontro era fixado por telegrama, tal a pressa em decidirem".
O projecto Campeonato Nacional não avançou imediatamente, evitando-se um início "atrabiliário", como apelidou Ernesto de Oliveira. "Porque não cabe na cabeça de ninguém que dois clubes entre si possam assim de um momento para o outro, e sem mais formalidades, tomar a resolução de fazer bater-se os campeões das duas capitais, classificando o desafio de Campeonato Nacional!", justificou o dirigente.
Às 20h15 deste domingo, quase 90 anos depois, resta muito dessa sinédoque de se considerar que a Liga se resume a este FC Porto-Benfica, que, como toda a gente sabe, pode terminar com um fosso de dez pontos entre as duas equipas ou com uma atracção. É um clássico. E porquê? "Porque, ao longo das duas últimas décadas, são as duas equipas mais fortes. A explicação está aí. As relações entre os clubes tardam em normalizar e também isso contribuiu para um clima especial", respondeu ao PÚBLICO Rui Águas, que, entre as décadas de oitenta e noventa, representou os dois emblemas. "O grande clube do Norte e o Benfica, mais forte, por regra, no Sul", resume. Carlos Tê também tem uma "teoria muito simples". "Enquanto o FC Porto da minha infância era uma equipa "simpática", não havia guerra. O FC Porto perdia cá, perdia lá, o Benfica ficava com três títulos, o Sporting com um e havia paz futebolística. Depois do 25 de Abril, o FC Porto intrometeu-se, cresceu e a paz ficou inquinada", sugere o letrista e portista. "Não me parece haver espaço para três grandes clubes no nosso campeonato e por isso fica tudo muito radical entre o Benfica e o FC Porto".
Se em 1939 os portistas venceram a primeira edição do Campeonato da I Divisão, em 2010 os benfiquistas conquistaram o título. Mas há contas a ajustar - num FC Porto-Benfica, há sempre contas a ajustar, ainda que fiquem 60 por disputar. Porque na época passada o Benfica não passou no Dragão (o FC Porto ganhou 3-1), porque do currículo de André Villas-Boas consta uma Supertaça num despique com o Benfica (e apenas isso, como o treinador portista há dias sublinhou) e, principalmente, porque um FC Porto-Benfica é um FC Porto-Benfica. "Esta rivalidade crispou-se quando se começou a perceber que o sucesso do FC Porto, principalmente a nível externo, era óbvio. Com a intromissão da sociedade civil, dos adeptos, o jogo ganhou contornos de guerra entre o Norte e o Sul". Carlos Tê não discute "de quem é a culpa disso", mas admite que a força dos "dragões" reside no seu regionalismo. Defende o FC Porto "com uma retórica interna" e como um clube que "continua a jogar perante plateias adversas". Na outra ponta, o Benfica, que, para o bem ou para o mal, "só tem dois ou três jogos fora" tal a quantidade de adeptos rendidos ao seu emblema. "Essa é a grandeza do Benfica ou a miséria do futebol português".
Hulk? Coentrão? Ou um protagonista que antes do FC Porto-Benfica não o era? "Os dados chegam aqui, mas são lançados. Tudo pode acontecer porque é um clássico".

FC Porto é o clube europeu com mais títulos no século XXI

por A-24, em 21.06.11

O título nacional confirmado este domingo não é apenas o 25.º da história dos Dragões. É ainda o 21.º troféu conquistado no século XXI, uma marca única em toda a Europa. Com sete campeonatos nacionais, cinco Taças de Portugal, seis Supertaças, uma Liga dos Campeões, uma Taça UEFA e uma Taça Intercontinental, o FC Porto é o clube europeu com mais títulos no século XXI.
Esta análise reporta-se às competições oficiais de topo dos 30 primeiros países do ranking da UEFA. Na segunda posição aparecem os alemães do Bayern de Munique (seis campeonatos, cinco Taças, duas Taças da Liga, uma Supertaça, uma Liga dos Campeões e uma Taça Intercontinental) e os croatas do Dínamo Zagreb (seis campeonatos, seis Taças e quatro Supertaças), ambos com 16 títulos.
Seguem-se, nesta lista, Olympique Lyon (França) e Manchester United (Inglaterra), com 15, e Rangers (Escócia), Olympiacos (Grécia) e Inter (Itália), com 14. Convém não esquecer que, esta época, ainda há troféus para conquistar: o século XXI pode tornar-se ainda mais azul e branco.
Clubes europeus com mais títulos no século XXI 1.º - FC Porto (Portugal), 21 títulos 2.º - Bayern Munique (Alemanha) e Dínamo Zagreb (Croácia), 16 4.º - Lyon (França) e Manchester United (Inglaterra), 15 6.º - Rangers (Escócia), Olympiacos (Grécia) e Inter (Itália), 14 9.º - Celtic (Escócia), Barcelona (Espanha), Kaunas (Lituânia), CSKA Moscovo (Rússia), Dínamo Kiev (Ucrânia) e Shaktar Donetsk (Ucrânia), 13

A Comissão Europeia é Anti-Europa

por A-24, em 19.06.11
A actual situação europeia é perigosa. Não é só a falência económico-financeira da Grécia e da sua possível evolução para o radicalismo político de extrema-esquerda, que diga-se de passagem, já deveria ter sido posto na ordem, e do contágio a outros países, mas na ausência total de nexo e de sentido político da Comissão Europeia (CE). Esta, desvirtualizou o projecto Europeu, desde Delors... se não mesmo antes, com o Diálogo Euro-Árabe.
Quais são as principais motivações da Comissão Europeia?Antes de tudo, a CE é de facto, a Comissão Instaladora do Islão na Europa. Após a ameaça soviética se ter evaporado, a CE dedicou-se ao alargamento das fronteiras da UE até ao Irão, e a incluir todo o outro lado do Mediterrâneo muçulmano na Europa... em acordos de imigração. Antes, a UE permitia um sentimento partilhado contra o dragão vermelho soviético. Com a entrada, e a protecção constante, feita aos milhões de muçulmanos pela CE e pelos partidos da esquerda europeia, os povos europeus sentem agora, não já o medo do Pacto de Varsóvia a partir da fronteira da RDA, mas sentem que o inimigo já cá está dentro, na porta, no bairro ou na cidade ao lado. O inimigo muçulmano já tomou, não só o Kosovo, mas parte de cidades europeias onde os europeus já não podem entrar.E qual é a resposta da CE aos justificados medos europeus sobre o islão? É considerar que todos aqueles que criticam a islamização acelarada da Europa são racistas e xénofobos. A CE falhou em Lampedusa por ter dado um sinal claro de apoio aos imigrantes muçulmanos clandestinos que entram ilegalmente na Europa aos milhares. Os europeus estão fartos de se sentirem estranhos e estrangeiros nos seus próprios países. E o resultado está à vista. Começam a estar mais preocupados em fecharem-se em si do que se abrirem aos desmandos ideológicos da CE e dos esquerdistas que a suportam. (Não é por acaso que os partidos da extrema-esquerda como o BE são totalmente europeístas).É com este sentimento de exclusão que os europeus, com toda a razão, se estão a fechar. É uma questão de controlo mais próximo das suas vidas, da sua cultura e civilização. E nesta situação, vão inevitavelmente deitar o bebé fora com a água do banho, porque o encerramento nas suas fronteiras implica a perda de solidariedade também com outros povos europeus... e a ascenção de impulsos nacionalistas. Foi sempre assim que a Europa reagiu quando se sentiu perdida na diluição imposta dos seus hábitos e costumes nacionais. Doa a quem doer.

A paralisia da CE face à bancarrota grega contrasta com o seu activismo na protecção ao islamismo na Europa. Porque será?A irracionalidade ideológica da CE, por ironia, pode vir a fomentar aquilo que se queria combater com a emergência, primeiro da CEE e depois UE: os egoísmos nacionais.A questão que está em causa para os países do Norte, nomeadamente a Alemanha, não é só pagarem para que os povos do Sul vivam como cigarras. É toda a questão do estado social que está em causa, não só no Sul improdutivo como no Norte industrial. O que está em causa é que os imigrantes muçulmanos que chegam aos milhões vêm na sua maioria viver das garantias do estado social ao contrário do que a esquerda e própria CE faladram.A CE fez dos europeus "dhimmis" e como tal, a obrigação dos povos não-muçulmanos é pagarem os impostos (a "jizya") aos muçulmanos, carregando ainda mais no déficit da segurança social nos países europeus. 
E a troco de quê? De insegurança, de mesquitas e minaretes em todo o lado, de perseguição aos judeus, de jihadismo activo, de milhares de restaurantes "halal" com a consequente chacina inumana dos animais, de censura a todos os que criticam o islão, de processos judiciais a muitos que criticam o islão, de epidemia de violações feitas por muçulmanos a mulheres ocidentais... enfim, a troco do medo porque todos nós vemos diariamente nos telejornais o que essa gente é capaz de fazer em qualquer parte do mundo para defender a supremacia islâmica.Os povos europeus só voltam a ganhar confiança num projecto multinacional europeu quando virem os milhões de muçulmanos pelas costas, atravessando em paquetes de luxo, novamente o Mar Mediterrânico. Para a banda de lá.

Fonte

(Itália) O homem que tramou um país inteiro

por A-24, em 10.06.11

Silvio Berlusconi tem bons motivos para sorrir. Aos 74 anos, criou um império de comunicação social que fez dele o homem mais rico de Itália. Domina a política desde 1974 e é hoje o primeiro-ministro com mais anos no poder, depois de Mussolini. Sobreviveu a inúmeras previsões de que o seu afastamento estaria eminente. No entanto, a despeito do seu sucesso pessoal, foi um desastre como líder nacional: de três maneiras.
Duas delas são sobejamente conhecidas. A primeira é a escabrosa história das suas festas de sexo, que ficaram conhecidas como festas "bunga bunga", uma das quais esteve na origem do nada edificante espetáculo de um primeiro-ministro a ser julgado em Milão, acusado de ter pago para fazer sexo com uma menor. O julgamento do Rubygate manchou não apenas Berlusconi mas todo o país.
Contudo, por mais vergonhoso que este tenha sido, o impacto do escândalo sexual sobre o desempenho de Berlusconi como político foi limitado. Há muito, porém, que esta publicação vem criticando o seu segundo ponto fraco: as manigâncias financeiras. Ao longo dos anos, foi julgado mais de uma dúzia de vezes por fraude, falseamento da contabilidade e suborno. Foi condenado em alguns dos casos, mas as penas não viriam a ser aplicadas, porque a complexidade dos procedimentos deu origem à prescrição dos processos - pelo menos duas vezes, porque o próprio Berlusconi alterou a lei.

Nadal iguala a história de Borg às custas de Federer

por A-24, em 05.06.11
Rafael Nadal precisou de 3h40m para derrotar Roger Federer na final de Roland Garros por 7-5, 7-6, 5-7 e 6-1. Com este triunfo, o espanhol número 1 mundial iguala o registo histórico de Bjorn Borg com seis títulos no torneio de Paris.
Este é o 46.º título individual de Nadal, com apenas 25 anos, que assim defendeu o título ganho em Paris há um ano e manteve-se no topo da hierarquia do ténis.
Quer Bjorg quer Nadal somaram seis títulos em Roland Garros com a mesma idade, mas o espanhol leva 25 anos e dois dias, mais um dia que o sueco.
Com o sexto triunfo em Paris, em sete participações, iguala o percurso histórico de Borg, mas o sueco precisou de oito tentativas nos anos 70 e 80 do século passado (de 1974 a 1981).
Mais: o espanhol passou a contar 10 títulos do Grand Slam, pois, além dos seis em Paris (2005, 2006, 2007, 2008, 2010 e 2011), soma dois em Wimbledon (2008 e 2010), um na Austrália (2009) e outro no US Open (2010).
Federer, número 3 mundial – disputou a 24.ª final de um Grand Slam – havia eliminado Novak Djokovic, número 2 do mundo, nas meias-finais. O suíço perdeu a final (a quarta para Nadal em Paris) depois de dispor de uma oportunidade de ouro para fazer o 6-2 no primeiro set. O espanhol venceu os dois primeiros sets, cedeu no terceiro mas impôs-se no quarto, sem deixar o jogo ir à “negra”.
Graças a esta vitória, o maiorquino conserva o número 1, que perderia para Djokovic caso saísse derrotado no duelo com Federer.
“Este torneio é verdadeiramente especial e excepcional para mim. É um dos meus mais belos sonhos que vi concretizado, estou muito contente”, declarou Nadal no final, depois de receber a Taça dos Mosqueteiros das mãos de Jim Courier.
Com o décimo título no Grand Slam para Nadal, a seis dos 16 de Federer. Nadal é o primeiro jogador a revalidar um título num Major depois de Roger Federer no US Open em 2008.
Apesar dos problemas que teve na primeira semana para conseguir vencer os seus encontros, Nadal não acredita que esta tenha sido a vitória mais importante em Paris: “O ano passado foi fundamental porque tinha perdido em 2009 e a de 2006 também foi chave porque vinha de uma lesão”, lembrou o tenista espanhol.
Sobre o jogo com Federer, destacou o mérito do jogador suíço. “foi um triunfo difícil, comecei nervoso e o Roger atacou bem. É muito completo”, assegurou. Nadal diz que recuperou, mas depois no terceiro set voltou a passar um mau momento. “Voltei a ficar nervoso porque queria fechar o encontro e estava a ficar cansado”.
Esta foi a 17.ª vitória do espanhol em 25 encontros com Federer, a sexta em oito finais do Grand Slam (quatro em Roland Garros, uma em Wimbledon e outra na Austrália).
Apesar de ter perdido, o suíço mostrou um ténis de grande nível, à imagem do que havia feito perante Novak Djokovic, travando a série de 41 triunfos seguidos do sérvio.


Federer: "Ele é o melhor em terra batida"
Depois de perder pela quinta vez frente a Nadal na final de Roland Garros, Roger Federer devolveu as felicitações a Nadal e reiterou que o maiorquino "é o melhor na terra batida e provou-o uma vez mais".
Federer, que nunca derrotou Nadal na final do torneio parisiense de terra batida, mostrou-se "muito orgulhoso" pela prova que realizou nas duas últimas semanas.
O tenista suíço, terceiro mais bem cotado no Mundo, disse que pensou que Nadal "estava cansado no terceiro 'set' e também no quarto" e lamentou que não tivesse podido "concretizar as oportunidades" de que dispôs no início da quarta partida (0-40 no primeiro jogo de serviço de Nadal).
"Ele jogou bem. É pena que eu não tenha conquistado o título, mas foi uma boa final. Não estou triste. Estive perto de ganhar este encontro, mas tive uma quebra", salientou Federer, acrescentando que "Wimbledon é sempre o objectivo número 1".

Ténis - Li Na é a primeira chinesa a vencer um "Grand Slam"

por A-24, em 04.06.11
 Li Na tornou-se neste sábado a primeira tenista chinesa a vencer um torneio do "Grand Slam", ao derrotar na final de Roland Garros a italiana Francesca Schiavone em dois "sets", 6-4 e 7-6 (7/0).
Num encontro que teve a duração de 1h48m, a tenista asiática dominou o encontro frente à tenista italiana, que havia ganho o torneio francês em 2010.
Esta tinha sido a segunda final de um torneio do Grand Slam em que Li Na participava, depois de ter perdido na final do Open da Austrália de 2011 com a belga Kim Clijsters.

Pág. 2/2