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A-24

94 milhões

por A-24, em 12.03.10
O que se pode fazer com 94 milhões de euros? Parece complicado imaginar outras aplicações para a quantia que o Real Madrid vai desembolsar pelo passe de Cristiano Ronaldo. Mas, a verdade, é que este montante é mais "comum" do que, à partida, se poderia pensar. Seja no futebol ou noutras áreas.
O ManUtd bateu um recorde de receitas na Premier League. 94 milhões não é um número estranho para quem trata da "contabilidade" do campeão inglês, já que foi esse o montante que conseguiu atingir esta temporada.
O passivo bancário da RTP ficou 94 milhões acima do que estava previsto no Acordo de reestruturação financeira da televisão pública para o ano 2008.
Entre Janeiro e Agosto de 2007, os portugueses pagaram, por dia, 94 milhões de euros em impostos.
A EDP celebrou, em Setembro 2008, um contrato para o fornecimento dos equipamentos para o reforço de potência do escalão na central hidroeléctrica do Alqueva. O acordo celebrado com o consórcio formado pela Alstom e pela Efacec custou à empresa 94,3 milhões de euros.
Pouco mais de 94 milhões de euros foi quanto os responsáveis dos Estados Unidos prometeram oferecer ao Alto Comissariado das Nações Unidas para os refugiados (ACNUR), em 2009.
Em Dezembro de 2007, o presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, previa um investimento de mais de 94 milhões de euros na reabilitação dos bairros históricos da capital (até 2011).
Em 2008, o Governo prometeu fazer investimentos no valor de 94 milhões de euros na transformação e comercialização de peixe.
Os imigrantes cabo-verdianos transferiram para o seu país cerca de 94 milhões de euros, durante 2008.
A Varig foi vendida, em Dezembro de 2005, ao grupo brasileiro Docas Investimentos por 94,1 milhões de euros.

Óscares 2010 - Vencedores

por A-24, em 08.03.10
Os vencedores dos Óscares 2010 já são conhecidos. “The Hurt Locker” superou a popularidade e o sucesso comercial de “Avatar” e conseguiu arrecadar os Óscares de Melhor Filme, Melhor Realizador, Melhor Argumento Original, Melhor Edição de Som, Melhor Mistura de Som e Melhor Montagem. Kathryn Bigelow derrotou James Cameron ao vencer o Óscar de Melhor Realizador, assim sendo, Bigelow fez história porque foi a primeira realizadora a ser condecorada com esta importante distinção. As categorias mais técnicas não pertenceram na totalidade a “Avatar” que apenas recebeu os Óscares de Melhor Fotografia, Melhor Direcção Artística e Melhores Efeitos Especiais, assim sendo, “Avatar” foi indiscutivelmente o grande derrotado da cerimónia porque não conseguiu arrecadar nenhum dos principais galardões. “Up In The Air”, um dos primeiros favoritos à grande vitória final, não arrecadou nenhum galardão e a categoria em que era o principal favorito, Melhor Argumento Adaptado, foi conquistada por “Precious”. Os vencedores das categorias da representação não trouxeram grandes surpresas, Sandra Bullock foi considerada a Melhor Actriz Principal pela sua performance em “The Blind Side” e Jeff Bridges arrecadou o galardão de Melhor Actor Principal por “Crazy Heart”. À semelhança do que aconteceu nas restantes cerimónias da temporada, Christoph Waltz foi considerado o Melhor Actor Secundário pela sua prestação em “Inglourious Basterds” e Mo’Nique arrecadou o Óscar de Melhor Actriz Secundária. “El Secreto De Sus Ojos” de Juan José Campanella da Argentina superou a concorrência de “Un Prophète” (França), “Das Weisse Band” e “The Milk of Sorrow” (Peru) e conquistou o Óscar de Melhor Filme Estrageiro “Up” confirmou as expectativas e ganhou o Óscar de Melhor Filme de Animação e de Melhor Banda Sonora. A poderosa mensagem de “The Cove” valeu a esta produção o Óscar de Melhor Documentário. “The New Tenants” ganhou merecidamente o Óscar de Melhor Curta-Metragem. “Logorama” foi considerada a Melhor Curta-Metragem de Animação e a única surpresa das curtas-metragens veio com a vitória de “Music By Prudence” na categoria de Melhor Curta-Metragem – Documentário.

Melhor Filme
The Hurt Locker

Melhor Realizador
Kathryn Bigelow por “The Hurt Locker”

Melhor Actor Principal 
Jeff Bridges por “Crazy Heart”

Melhor Actriz Principal
Sandra Bullock por “The Blind Side”

Melhor Actor Secundário
Christoph Waltz por “Inglourious Basterds”

Melhor Actriz Secundária
Mo’Nique por “Precious”

Melhor Argumento Original
The Hurt Locker

Melhor Argumento Adaptado 
Precious

Melhor Filme Estrangeiro
El Secreto De Sus Ojos (Argentina)

Melhor Filme de Animação
Up

Melhor Documentário
The Cove

Melhor Fotografia
Avatar

Melhor Banda Sonora
Up

Melhor Canção Original
The Weary Kind (Crazy Heart)

Melhor Direcção Artística
Avatar

Melhor Montagem
The Hurt Locker

Melhor Caracterização
Star Trek

Melhores Guarda-Roupa
The Young Victoria

Melhores Efeitos Especiais
Avatar

Melhor Edição de Som
The Hurt Locker

Melhor Mistura de Som 
The Hurt Locker

Melhor Curta-Metragem 
The New Tenants

Melhor Curta-Metragem – Documentário
Music By Prudence

Melhor Curta-Metragem – Animação 
Logorama

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Operação Barbarossa

por A-24, em 08.03.10
Operação Barbarossa (em alemão: Unternehmen Barbarossa) foi o codinome pelo qual ficou conhecida a operação militar alemã para invadir a União Soviética, iniciada em 22 de junho de 1941,durante a Segunda Guerra Mundial, rompendo assim com o Pacto Ribbentrop-Molotov (ou tratado de não-agressão) acordado entre os dois Estados menos de dois anos antes.
Considerada a maior e mais feroz campanha militar da história em termos de mobilização de tropas e baixas sofridas, onde 4,5 milhões de soldados do Eixo invadiram a União Soviética numa frente de 2900 km sendo também utilizados 600.000 veículos automotores e 750.000 cavalos. Os planos para a Operação Barbarossa iniciaram no dia 18 de dezembro de 1940, sendo o seu nome devido ao monarca Frederico Barbarossa, do Sacro Império Romano-Germânico, um dos líderes da Terceira Cruzada no século XII.
O objetivo inicial da Operação Barbarossa era uma rápida tomada da parte europeia da União Soviética a oeste da linha que liga as cidades de Arkhangelsk e Astrakhan, chamada de linha A-A na Diretiva nº 21 de Adolf Hitler. Até o final do mês de janeiro de 1942, o avanço alemão foi paralisado pelo Exército Vermelho. Embora não tenha alcançado o objetivo desejado de uma conquista total do território inimigo e a vitória sobre este, as tropas alemãs haviam conseguido tomar as mais importantes áreas econômicas do território soviético, concentradas principalmente na Ucrânia. Fora estes sucessos alcançados, os alemães não conseguiram formar novamente uma força ofensiva que chegasse até Moscou.
Com a falha da Operação Barbarossa, ficaram complicadas as futuras operações dentro do território soviético, tendo todas estas tentativas falhado, como a continuação do Cerco de Leningrado, Operação Nordlicht, e a Batalha de Stalingrado, entre outras batalhas no território soviético ocupado.
Com a falha da Operação Barbarossa, foi aberto um novo fronte na Segunda Guerra, a Frente Oriental, onde foram concentradas mais forças do que em qualquer outro teatro de guerra da história, sendo assim, ficou inevitável que neste fronte ocorressem algumas das maiores batalhas, baixas e atrocidades, trazendo o horror para as forças alemães e soviéticas que ali se enfrentavam, influenciando decisivamente no curso da guerra e da história do século XX.

Prelúdio ao ataque

As atitudes do líder soviético Stalin deram as justificativas para a invasão alemã e a necessidade de uma vitória. Nos anos 1930s, Stalin havia ordenado que milhões de cidadãos, e muitos oficiais soviéticos competentes, fossem eliminados no que ficou conhecido como Grande Expurgo. Foi feito um apelo pela propaganda alemã de que os soviéticos planejavam atacá-los.
O ditador nazista Adolf Hitler deixara claro a seus generais que desejava terminar a questão soviética antes do rigoroso inverno russo – em outras palavras, a campanha deveria ser rápida e fulminante, onde a Luftwaffe deveria eliminar e paralisar a Força Aérea Russa na maior extensão possível, apoiando o avanço do Exército Alemão. Como havia ocorrido na Blitzkrieg, os pilotos de Göring fariam ataques preventivos contra as forças inimigas, buscando alcançar a superioridade aérea que permitisse a eles utilizar os bombardeiros e caças para cortar as linhas de suprimentos e comunicação, isolando as tropas soviéticas que estivessem no fronte.
Mas, na véspera da invasão, o ditador italiano Benito Mussolini pediu ajuda a Hitler, pois havia tentado invadir a Grécia através da Albânia, que haviam conquistado em 1939, e, não apenas não haviam dominado a Grécia, como estavam em vias de perder a Albânia para os gregos. Hitler enviou ajuda, e dominou quase toda a região dos Balcãs. E isso atrasou a Operação Barbarossa em algumas semanas, atraso que se mostrou decisivo, pois logo veio o temido inverno russo.
Três grandes grupos de exércitos foram formados: o Norte, encarregado de ocupar a Lituânia e Letônia rumo a Leningrado (atual São Petersburgo), recebendo o apoio da recém formada Luftflotte 1 sob comando do general Alfred Keller, contando com 480 aeronaves; o Centro, que visava um ataque frontal à capital Moscou, com o apoio da Luftflotte 2, sob o comando de Albert Kesselring, contando com 1.080 aeronaves e o Sul, destinado a ocupar os vastos campos de trigo da Ucrânia e, por fim, o petróleo do Cáucaso, recebendo o apoio da Luftflotte 4 comandada pelo General Alexander Lohr, com uma força de 690 aviões.

As primeiras vitórias

Às 3:15 da madrugada do domingo de 22 de junho de 1941, cerca de 4 mil veículos blindados e 180 divisões formadas por mais de 3,5 milhões de soldados do Eixo irromperam sobre as defesas soviéticas. Por ar, a Luftwaffe atacou as bases inimigas que havia detectado dias antes com aeronaves de reconhecimento, tendo assim alcançado um grande sucesso ao destruir cerca de 1800 aeronaves soviéticas somente no primeiro dia de invasão e até o dia 29 de junho, este número já havia chegado a 4000 aeronaves destruídas, sendo 2500 destas destruídas pela Luftflotte 2, sofrendo uma perda de somente 150 aeronaves.
A mobilização do Exército Vermelho para tentar deter o avanço alemão não foi capaz de deter o ímpeto do ataque; centenas de milhares de soldados foram envolvidos em combate pelos alemães. Cidades como Minsk e Kiev foram cercadas em poucos dias. Em agosto de 1941, os alemães haviam aprisionado meio milhão de soldados soviéticos, e pelo menos outras 89 divisões (cerca de 1,8 milhão de soldados) teriam o mesmo destino antes de dezembro.

O discurso de "terra arrasada"
Nos primeiros dias do ataque, o líder soviético Josef Stalin permaneceu isolado, sem emitir comunicados. O fato de a Alemanha tê-lo traído o perturbava. Em 3 de julho de 1941, Stalin transmitiu um comunicado de terra arrasada: cidades, casas e plantações deveriam ser destruídos ou queimados, para privar os invasores de seus recursos. O povo soviético deveria abandonar toda e qualquer complacência com os alemães.
Embora relativamente eficiente, no sentido de reanimar a população desesperada pela ofensiva alemã e por usar a linguagem típica do camponês russo, os ecos da transmissão não foram unânimes. Em parte por seu regime e pelas dificuldades originadas pelas reformas econômicas que ele implantara tão drasticamente.
Assim sendo, em muitas aldeias da Ucrânia, Lituânia, Letônia e Estônia – estas três últimas eram estados independentes pró-nazistas antes de serem anexadas por Stalin em 1940 – os invasores alemães foram recebidos como "libertadores".

O inverno rigoroso

Em novembro de 1941, os alemães já tinham conquistado uma área quatro vezes maior que a Grã-Bretanha. O cerco a Leningrado (atual São Petersburgo) começara, e perduraria por três anos. Moscou estava a apenas algumas semanas de marcha. Foi quando os primeiros flocos de neve começaram a cair, prejudicando o avanço alemão, uma vez que as tropas alemãs não estavam preparadas para o rigoroso inverno russo.
Cerca de 250 mil soldados da Wehrmacht pereceram ao enfrentar, além dos russos, temperaturas abaixo de dez graus negativos. Ambos os lados lutaram bravamente, nas mais duras condições. Vale ressaltar que o nome da cidade de Stalingrado era uma homenagem a Josef Stalin, o que tornava maior seu valor para os alemães, caso fosse tomada.
Outra consequência do rigoroso inverno foi que as armas e veículos alemães paravam de funcionar em temperaturas tão baixas, o que retardava ainda mais o avanço. O "General Inverno" outra vez se impunha, como já havia feito contra Napoleão Bonaparte em 1812. Nas áreas conquistadas, o inverno atuou contra as tropas russas, pois os alemães encontravam-se abrigados. Deve-se ressaltar, portanto, que o inverno tornou as condições terríveis para ambos os exércitos.

A defesa de Moscou: mudança de rumos

Unidade alemã utilizando cavalos, região de Kursk União Soviética.
Com o fulminante avanço alemão sobre a capital da União Soviética, instalou-se o desespero entre os moscovitas. Muitos fugiram, entre eles muitos dirigentes do Partido Comunista da União Soviética. Mas Stalin permaneceu – numa tentativa de reerguer o moral do povo. Entregou a hercúlea tarefa de defender a cidade a seu mais experimentado e competente general, Georgy Jukov. Tão truculento e resoluto quanto seu líder, ele reorganizou o Exército Vermelho e fê-lo desfechar um gigantesco contra-ataque sobre as tropas alemãs. Em janeiro de 1942, os russos já tinham forçado a Wehrmacht a recuar cerca de 200 quilômetros, salvando a capital.
Por fim, Hitler mudou de idéia, instigando um ataque ao Cáucaso que levaria os alemães a uma derrota fragorosa em Stalingrado e à reversão da ofensiva na frente oriental. Os russos ainda teriam de trilhar um longo caminho para expulsar o invasor de sua pátria.

Wikipédia

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