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A-24

As verdades de Abril

por A-24, em 25.04.14
João Vaz

O ex-militante do MRPP e actual responsável europeu, Durão Barroso, de visita ao antigo Liceu Camões elogiou a cultura de excelência promovida pelo sistema educativo do Estado Novo. Logo, ao que parece, o director do estabelecimento de ensino o lembrou da elevada taxa de analfabetismo existente antes do 25 do quatro. Esta é a estratégia comum usada pelos defensores do regime saído daquela data: comparar o incomparável. O sr. director esqueceu-se de referir que, em 1926, data da queda da primeira república, a taxa se situava na casa dos 70%. Em 1974 encontrava-se na dos 30%. Se o ritmo de diminuição operado durante o Estado Novo se mantivesse, há pelo menos cinco anos que não existiriam analfabetos em Portugal. No entanto a taxa mantém-se nos 7, 8%. Como explicam isto os abrileiros? como explicam o que se fez, na educação e não só, durante o Estado Novo, sem os milhões de fundos europeus? Como explicam por que razão, sendo Salazar alguém que promovia a ignorância e o analfabetismo tivesse promovido tal investimento na educação e na cultura?

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