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A-24

Ainda sobre o ranking das escolas

por A-24, em 02.12.14
Via Portugal Contemporâneo

Por que é que o filho de um licenciado tem maior probabilidade de tirar uma licenciatura do que o filho de um analfabeto? E pode, ou deve, o Estado corrigir esta diferença?

A resposta a estas duas questões é tão simples que brada aos céus tentar ocultá-la. De um modo geral, e aceitando o princípio de que não há regra sem exceção, o filho do licenciado tem melhor desempenho escolar do que o do analfabeto porque tem um QI mais elevado.
O QI é uma característica genética, como a cor da pele, a altura ou a aptidão para a música. Podemos aperfeiçoar algumas destas características, através da educação e do treino, mas não podemos transformar um burro num Einstein, como não podemos transformar um duro de ouvido num Mozart.
Agora, a segunda questão. O Estado deve tentar corrigir estas diferenças? Na minha opinião, não. A educação não pertence ao Estado, por muito que os socialistas se esforcem em contrário.
Nem é possível corrigir diferenças de QI, como não é possível fabricar Mozarts. Se a escola for igualitária (tratar todos os alunos de forma idêntica) os alunos com QI mais elevado aproveitam mais. Se a escola concentrar recursos nos alunos com QI mais baixo, os outros piram-se para outras escolas.
Talvez seja isto que está a acontecer em Portugal. Os melhores alunos piraram-se para as escolas privadas e é por isso que estas se destacam no ranking nacional.
O Estado pode tentar corrigir diferenças de aproveitamento escolar, o que não pode é escapar às consequências desastrosas que daí resultam. As escolas públicas cada vez piores e as privadas cada vez melhores.

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