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A-24

Sobre esta União Europeia

por A-24, em 28.05.14
Nigel Farage sintetiza bem qual o sentimento de grande parte dos votantes e não-votantes europeus. O problema não é a Europa, a sua pluralidade, as suas diferenças, a sua riqueza, o seu património, o Norte e o Sul, o Ocidente ou o Leste, os nórdicos ou os latinos. O problema é a União Europeia. Não o conceito de União Europeia — que se quer aberta, num mercado único de livre circulação de pessoas, bens e serviços — mas esta União Europeia, que dedica uma fatia de leão a subsidiar a agricultura na França, que calibra o tamanho da fruta e que regula a quantidade de canela nos bolos. Farage extravasa, contudo, no que à questão da imigração diz respeito. Mas, tirando isso, é a bottom line do descontentamento europeu.

Mais calmos, rapazes?

por A-24, em 27.05.14
João Vaz

E raparigas. Imagino a agitação que deve ter sido hoje, por essas redacções fora. O regresso do nassi-fassismo. Como é possível? Da França à Hungria, passando pela Dinamarca e Finlândia. Os mais eruditos terão até citado Bertolt Brecht, mas é pouco provável, que entre estes assalariados não existe grande erudição. Professores comentaram os resultados, por essas escolas fora. O choque foi geral. É uma Europa de malucos. A França está chocada, a Holanda está chocada, a Hungria está chocada. As pessoas são assim, votam e depois chocam-se. O que é que se há-de fazer? nem todos têm a capacidade de se tornarem virtuosos de esquerda, progressistas preocupados com o mundo, desde que esse mundo não inclua as vítimas erradas. E agora? talvez mudar as regras do jogo, alertar mais claro, exigir programas de anti-fassismo para as escolas, cortar o financiamento aos partidos de "extrema-direita", expulsá-los da Europa, se possível. E ficar com a consolação de que este voto foi de protesto. Não foi. É que, por esse continente fora há cada vez mais gente cansada de politicamente correcto, de mentiras, de ruas onde não se pode passar à hora da oração, de bairros interditos, de proibições. Animem-se os tudólogos nacionais, a vaga ainda cá não chegou e os progressistas têm uns sólidos 20%. Mas vai chegar, não duvidem disso.

Em vésperas das Europeias

por A-24, em 16.05.14

Comparação entre os resultados obtidos pelos partidos nacionalistas em 2009 e as projecções para as eleições da próxima semana.

A fantástica campanha eleitoral do UKIP

por A-24, em 09.05.14
Via Totalitarismo universalista

Há várias razões para o recente sucesso do UKIP, a começar pela pertinência dos temas da imigração, da integração europeia e do multiculturalismo, passando pela grande eloquência e carsima do seu líder, Nigel Farage. Mas olhando para os cartazes das campanhas eleitorais do partido, nota-se que há muito mais do que isso. Há sobretudo um "saber apelar" ao sentimento de justiça das pessoas. Aqui ficam alguns exemplos, na esperança de que possam inspirar os nacionalistas portugueses.












Novas do partido "nazi" Svoboda

por A-24, em 23.03.14
Via Da Rússia


Na nova Ucrânia, finalmente liberta do corrupto e pro-russo presidente Yanukovitch, o poder, cada vez mais nas mãos dos libertadores apoiados pela União Europeia e Estados Unidos, recomendáveis cidadãos a mando de um dos partidos do poder impõe a sua recém-adquirida autoridade de forma enérgica e quem sabe mesmo, democrática.


Esta gente é reconhecida pelo Ocidente como os verdadeiros e legítimos representantes da Ucrânia.

Conflito alastra-se a todo o sul e leste da Ucrânia

por A-24, em 08.03.14

José Milhazes

Vladimir Putin, Presidente da Rússia, não prima pela originalidade, nem tira conclusões da história. Se tirou alguma conclusão foi que pode fazer o que quiser no antigo espaço soviético sem qualquer tipo de consequências para o seu regime. O dito ocidente come e cala.

Até nem sequer mudou de linguagem. As tropas que estão a ser enviadas para a Crimeia são chamadas de “contingente militar limitado” para proteger os cidadãos russos. Recordo que, em 1979, a União Soviética enviou um “contingente militar limitado” para o Afeganistão a fim de apoiar a revolução e o resultado foi o fim da União Soviética.
Putin pediu autorização ao Parlamento russo para enviar tropas russas para o estrangeiro e certamente receberá o seu apoio unânime, pois esse órgão não passa de uma correia de transmissão da política do Kremlin. Depois da vitória nos Jogos Olímpicos, uma vitória rápida na Crimeia vem mesmo a calhar para reforçar a popularidade do dirigente russo, num momento em que a crise económica bate à porta do país. Se agora for preciso apertar o cinto, já há justificação.
Dominada a Crimeia, Moscovo vai avançar para o Leste da Ucrânia, aliás, já está a fazê-lo através dos russos e russófonos que lá vivem: já se registaram confrontos em Kharkov e em Donetsk bandeiras russas foram içadas em edifícios públicos.
Já não me admiraria nada se as tropas russas chegassem a Kiev. Afinal, o apetite surge à medida que se come.
Porém, continuo a considerar que Putin deu um enorme passo para a destruição do seu próprio país e para a demolição da sua imagem no espaço post-soviético. Os ucranianos não irão perdoar à direcção russa esta invasão e não irão ficar de braços cruzados. 
A partir de agora, qualquer povo da Rússia tem direito a reivindicar o direito à autodeterminação. 
Além disso, os dirigentes dos países vizinhos que fizeram parte da URSS receberam mais um exemplo claro de que a Rússia pode pôr fim à sua independência a qualquer momento, não faltam russos e russófonos nesses países para “ajudar”, e que não podem confiar em Moscovo.
Não sei se os dirigentes russos ponderam bem o que estão a fazer, mas, no momento actual, a Rússia não poderá suportar o fardo de uma guerra longa, pois a sua economia está em crise. Quando começarem a chegar as urnas chumbadas com cadáveres de soldados russos à sua terra natal, quando a crise bater forte, os cidadãos, hoje eufóricos pelo "poderio" do seu país, podem tomar consciência do beco a que Vladimir Putin os conduziu.
A UE e os EUA que tirem as devidas conclusões e que também pensem antes de actuar. O que está a acontecer na Crimeia e na Ucrânia também se deve aos graves erros do chamado ocidente, tudo isto era previsível. Por isso, o mínimo que poderiam fazer políticos como Durão Barroso, Catherine Aston e outros seria demitir-se e irem para casa. A União Europeia precisa de novos líderes que saibam responder aos graves desafios. Não se trata de declarar guerra à Rússia, mas de ter uma posição única e firme nos momentos necessários. Com este fracasso, a UE deu mais um passo para a desintegração, a não ser que se tirem conclusões rápidas. 
Quanto ao Direito Internacional, rezem mais uma missinha pela sua alma.

O palhaço Cameron

por A-24, em 09.01.14
Joao Vaz

O palhaço Cameron, numa estratégia típica da direitinha globalizadora, mostra-se preocupado com a livre circulação de romenos e búlgaros no espaço europeu. O palhaço Cameron e demais sicários, numa estratégia típica e já tão velha que só a espíritos imbecis como os deles pode ainda parecer eficaz, vem apelar a medidas contra a possível invasão de imigrantes de leste. O palhaço Cameron e sua trupe de lacaios dos poderes mundialistas não tem problemas com o facto de Londres ter hoje mais não-europeus do que europeus. Nem tem problemas com a invasão islâmica, africana, asiática que subjuga a Grã-Bretanha. Mas, num acesso de populismo para idiotas, manifesta alarme com a possível vinda de europeus, cristãos, para um país moribundo e entregue aos poderes da globalização e do multiculturalismo genocidas.

Macedónia: Ajuste de contas com a história

por A-24, em 03.09.13
De Alexandre o Grande a Madre Teresa, a pequena república entalada entre a Bulgária e a Grécia afunda-se em dívidas e estátuas, para afirmar a sua identidade.

Hélène Despic-Popovic

O que fazer para se afirmar, quando se é um pequeno país, como a Macedónia, em que um vizinho, a Bulgária, lhe desafia a identidade nacional e o outro, a Grécia, o nome? Há dois anos que esta pequena república balcânica de dois milhões de pessoas, forçada a usar oficialmente o nome FYROM (acrónimo inglês de “Antiga República Jugoslava da Macedónia”), despende uma energia e meios fenomenais, para provar que tem raízes tão antiga como os seus dois vizinhos castradores: reescreve a sua história a bronze e estuque, em dezenas de estátuas que agora adornam Skopje, a capital.

Esforçam-se por dar visibilidade a um passado macedónio remoto, ousando colocar Alexandre o Grande (aliás, Alexandre da Macedónia) no papel de grandioso antepassado. Uma visão que Atenas considera, com repulsa, uma “apropriação indevida” do mais famoso conquistador da sua própria história.
O projeto de embelezamento da capital macedónia, destruída por um terremoto em 1963, é uma oportunidade para afirmar uma nova narrativa nacional
O projeto de embelezamento da capital macedónia, destruída por um terremoto em 1963, é uma oportunidade para afirmar uma nova narrativa nacional. Sob a designação de “Skopje 2014”, mistura edifícios neoclássicos e até barrocos (um estilo nunca utilizado nestaparte rústica da Península Balcânica), fontes, colunas, pontes pedonais sobre o Vardar e galeras romanas nas margens do rio, tudo enfeitado por uma infinidade de estátuas. A mais imponente, com 23 metros de altura, que toda a gente sabe ser de Alexandre, tem o nome oficial de “Guerreiro a cavalo”, para não ofender Atenas (e a União Europeia que, em apoio à Grécia, protela a adesão macedónia). Frente a ela, fica o “Guerreiro a pé”, o pai de Alexandre, Filipe II da Macedónia.
Assim, em apenas 100 metros quadrados do centro da capital, desfia-se a história do país. A estátua do imperador Justiniano recorda que a Macedónia, depois de Alexandre, teve grandeza romana. Um pouco mais tarde, o Rei Samuel (século X) domina os transeuntes do alto do seu trono. Para os historiadores locais, é o pai do primeiro Estado dos Eslavos da Macedónia. Uma versão contestada pela Bulgária: para Sófia, trata-se de um rei búlgaro, que deslocou o centro do seu reino, de Sófia para Ohrid, no sul da Macedónia... Desse período medieval, Skopje destaca ainda os santos Cirilo e Metódio, aos quais os eslavos devem o alfabeto, e São Clemente de Ohrid e São Naum, os fundadores da primeira universidade eslava, em Ohrid. Quatro personalidades pelas quais competem búlgaros e macedónios.

Nacionalismo a qualquer preço
Curiosamente, os cinco séculos de ocupação turca parecem não ter deixado nada digno de fazer parte do património nacional. Assim, da Idade Média passa-se diretamente para o século XIX e para a exaltação dos homens que lutaram contra o Império Otomano. Surgem, em bronze e a cavalo, chefes militares ou ideólogos como Goce Delchev e Damjan Gruev, fundadores da Organização Revolucionária Macedónia do Interior (VMRO).
Em homenagem aos heróis da luta nacional, foi construído um museu, do outro lado do Vardar, pelos herdeiros do velho partido (ressuscitado em 1990), que dirigem o país desde as eleições legislativas de 2006. Inaugurada em 2011, pelo 20º aniversário da independência da Macedónia, a instituição enaltece, numa imensidade de estátuas de cera e quadros de um realismo herdado do século XIX, os horrores, o sofrimento e as façanhas do pequeno povo.
Muito comedido sobre a fase terrorista do VMRO entre as duas guerras mundiais e sobre a sua colaboração com os nazis, o museu apaga também o papel desempenhado pela Jugoslávia comunista de Tito, a fim de dar ênfase à nação e à língua macedónias.
Depois de confrontos entre jovens macedónios e albaneses, no início de 2011, o Governo teve que desistir de edificar um museu eclesiástico no alto de Kale, a velha fortaleza albanesa de Skopje
Este nacionalismo a qualquer preço irrita a minoria albanesa, que representa um quarto dos habitantes do país. É verdade que lhes dedicaram a praça Skanderbeg, em homenagem ao herói nacional albanês, e que vão ter direito a uma estátua à Madre Teresa, a freira albanesa nascida na Macedónia que desenvolveu o seu trabalho de benemérita na Índia. Mas há coisas que passam das marcas. Depois de confrontos entre jovens macedónios e albaneses, no início de 2011, o Governo teve que desistir de edificar um museu eclesiástico no alto de Kale, a velha fortaleza albanesa de Skopje. Esta comunidade, maioritariamente muçulmana, também está irritada com a recuperação da influência da ortodoxia nesta ode ao passado.

De 80 para 300 milhões de euros
Quanto aos macedónios ortodoxos, nem todos aderem ao sonho nacionalista e ao regresso às fontes antigas. “Não preciso de Alexandre nem de Filipe para saber que sou macedónio”, dispara o sociólogo Vladimir Milcin. “Aprendi-o com a minha avó, quando era menino. A minha língua é eslava, a família é ortodoxa e não vejo nada que possa associar Alexandre e a ortodoxia.” À medida que o país, atingido pela crise, se endivida praticamente mês sim, mês não, para pagar pensões e salários aos funcionários públicos, os habitantes de Skopje começaram a questionar o preço de tamanho mau gosto. “Dizem-nos que vai trazer turistas; mas os turistas também fazem fotografias na Disneylândia”, declara o novo presidente da área central de Skopje, Andrej Zemovski, desesperado por ver a sua cidade transformar-se em “piada para o mundo inteiro”.
Eleito em março para a Câmara de Skopje, orientou toda a sua campanha contra o “Skopje 2014” e ganhou, para desgosto dos quadros municipais, até então dominados por gente do VMRO. “Na primeira volta das municipais, quando se percebeu que tinha grandes possibilidades de ganhar, foram instaladas vinte e nove estátuas, durante a noite, nas ruas de Skopje. Os meus antecessores sabiam que não as poderiam colocar depois da minha eleição”, conta Andrej Zemovski. Uma vez instalado no seu pequeno gabinete camarário, o seu primeiro ato foi livrar-se das fotografias dos monumentos idolatrados pela equipa anterior e a sua primeira medida oficial foi uma moratória sobre as obras e pedir uma auditoria financeira.
Pressentindo o escândalo, a ministra da Cultura correu para anunciar que o projeto global, que se previa custar 80 milhões de euros, já ia em 300 milhões. A estátua de Alexandre ficou em 10,4 milhões de euros e o Museu da Luta Nacional ultrapassou os 13 milhões...
Num país em que uma em cada três pessoas vive abaixo da linha da pobreza, o projeto “Skopje 2014”, iniciado como um sonho e executado como uma farsa, pode acabar num ajuste de contas.

Press Europe

Políticas de droga

por A-24, em 12.08.13


Há em relação à Holanda uma noção sobre as drogas que não é a mais correcta: as drogas leves (Cannabis, no caso concreto) não são legais. As coffee shops, por seu turno, também não. O que há é uma política de tolerância em relação à sua existência. Desde que as quantidades de drogas vendidas sejam reduzidas e a venda ocorra apenas nas coffee shops, as autoridades não intervêm (isto cria a situação curiosa de ser possível comprar e vender drogas sem riscos legais, mas não ser possível cultivar as plantas sem se cometer crime). Este arranjo tornou-se de tal forma corrente que os próprios tribunais decidem habitualmente a favor de acusados quando alguém é detido por venda de cannabis.
Uma das cusiosidades deste arranjo ao nível da sociedade é que muitos dos consumidores são estrangeiros (ou residentes ou apenas turistas). Os holandeses vivem num clima de não ligarem a este fruto proibido. Claro que isto motivou bastante o turismo de drogas, especialmente em cidades fronteiriças. A cidade de Maastricht, encostada à Bélgica, a 30 km da Alemanha, a 100 km do Luxemburgo e cerca de 150 km da França, sendo também uma cidade bonita e com bons acessos, é uma das principais vítimas do turismo de drogas. Um dos principais destinos é uma zona fluvial encostada à praça velha da cidade onde existem duas coffee shops construídas em barcos.
Ora, há uns anos, a cidade decidiu evitar a aglomeração destas pessoas, as quais causavam um "mau ambiente", limitando a venda de cannabis apenas a residentes na Holanda. Ou seja, os estrangeiros que vão à cidade deixam de poder comprar as suas drogas em ambiente tolerado pela lei. O resultado foi o esperado por qualquer pessoa com imaginação: várias coffee shops fecharam as portas e o influxo de estrangeiros em busca de droga não diminuiu. Isto porque, como seria de esperar, vários residentes (não necessariamente holandeses) passaram a calcorrear a zona oferecendo-se para ir comprar as drogas aos turistas. Além de a decisão não reduzir a entrada de "turistas de droga", teve o condão de os concentrar precisamente numa das mais agradáveis zonas da cidade e de atrair ainda outros residentes que não contribuem para a "atmosfera".
O que fizeram então o governo e a câmara? Recuaram na ideia? Adaptaram-na? Claro que não: aumentaram o número de polícias na cidade à medida que a criminalidade reclacionada com drogas foi aumentando e juraram que não se desviariam um milímetro do percurso, com o ministério responsável pela polícia a prometer que apoiaria sempre com reforços quando a cidade o precisasse.
O curioso não é a insistência na política nem o destruir de um conceito que tem funcionado (na maior parte da Holanda as coffee shops continuam a poder vender a não residentes). O curioso é que num país tão obcecado por dinheiro, o governo esteja tão disposto a abrir mão de rendimentos (impostos pagos pelas coffee shops) e a pagar o custo disso (mais polícia). Numa altura de crise (quando o dinheiro falta e as drogas se tornam mais atractivas) talvez não fosse má ideia olhar para este caso com mais atenção.

Hungria: “Estrasburgo também decide que a Guarda não pode marchar"

por A-24, em 13.07.13

A 9 de julho, o partido radical nacionalista húngaro Jobbik perdeu o seu apelo perante o tribunal Europeu dos Direitos do Homem de Estrasburgo.
O partido contestava a dissolução da Guarda Húngara, uma organização paramilitar constituída por sua iniciativa, decidida em 2009 pelas autoridades húngaras, escreve oNépszava. O TEDH considerou que essa proibição não constituía uma violação do direito de reunião e de associação.
Fundada em 2007 pelo Jobbik, e contando com vários milhares de membros, a Guarda Húngara era sobretudo acusada de atiçar a tensão entre húngaros e ciganos e de recrutar jovens magiares aproveitando a crise económica e a alta taxa de desemprego. A milícia continua, no entanto, a funcionar enquanto associação cultural.
Press Europe