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A-24

Coerência nacionalista

por A-24, em 13.05.14
João Vaz

O futebol é um mundo maravilhoso. Um mundo à parte, mesmo para os nacionalistas. Aqui não entra o pressuposto de que a imigração descontrolada é um problema. Aqui, uma equipa pode ter onze estrangeiros, que são na mesma aplaudidos e já não se diz que é um exagero e estão a tirar postos de trabalho aos nativos. Aqui, embora as instituições que regem o futebol sejam das mais ferozes defensoras e propagadoras do multiculturalismo e do mundialismo está tudo bem. Os rapazes da bola são uns heróis. E quando regressam ao aeroporto, são recebidos por milhares em delírio. Portugal não precisa de partidos nacionalistas, precisa é deste entusiasmo, porque é certamente ele, juntamente com o Benfica, Sporting e Porto que nos vão retirar da crise e voltar a fazer sonhar.

El sacerdote Jesús Calvo acusa a Caritas de ayudar a los que “intentarán pisarnos el cuello el día que puedan”

por A-24, em 15.01.14

Alerta Digital


CK.- “En mis parroquias hace años que no hago colectas de Caritas porque se ha convertido en una ONG. Dan a todo el mundo simplemente por ser humanos, aunque no aporten nada y aunque nos intenten pisar el cuello el día que puedan”. Así se pronunció el párroco de León, Jesús Calvo, en su entrevista del pasado jueves en el programa ‘La Ratonera’ al ser preguntado sobre el hecho de que muchos de los subsaharianos autores de los gravísmos incicentes del pasado fin de semana en un pueblo de la provincia de Jaén estuvieran siendo alimentados y asesorados legalmente por Caritas y otras organizaciones católicas.


Añadió sobre esta cuestión: “Nosotros sabemos lo que la caridad. Ellos no la tienen. ¿Por qué no montan ellos su propia Caritas?”, se preguntó el párroco leonés.
Fiel a su compromiso ético con la tradición católica, lo que le lleva a mostrarse extremadamente crítico con quienes se alejan de ella, trátese de la curia española o del mismísimo Papa, Jesús Calvo desgranó, con su contundencia conocida, algunos asuntos de la actualidad relacionados con la Iglesia y la situación política.

“Populista para la gente inculta”

Durante su intervención en el espacio televisivo dirigido y conducido por Armando Robles, el cura castellano-leonés calificó al Papa Francisco como un “populista para la gente inculta” y acusó a la jerarquía católica de desviarse de su compromiso con la verdad revelada por Jesucristo. “Nunca dicen que quien no está conmigo está contra mí o que no se puede estar sirviendo a dos señores”, señaló.
Por otra parte, el Padre Calvo alertó acerca de “la descristianización que está sufriendo Cataluña” y de la “pérdida de credibilidad y de devotos” de la Iglesia catalana. “No sé por qué ha habido tanto fanatismo por parte del clero catalán al hacerse eco de lo que defienden los independentistas. ¿Qué vocación tienen y para qué están? Nunca están para predicar a Dios y la vida sobrenatural, dedicada a la santificación de las almas y a darnos el sentido pleno de la vida. Lo otro no es incumbencia nuestra y hacemos el ridículo”, declaró.
También dijo que la “decadencia moral” que padece la sociedad española “es la causa de todas las demás crisis”. “Ante esta decadencia moral nos estamos quedando solo con el antropocenmtirmso, que es el peligro y el problema que nos ha traído el Concilio Vaticano II y que considera al hombre como el centro de todo. Antes fue el teocentrismo, que situaba a Dios en el centro de todo. Luego, cuando se descubrió que la tierra era redonda, vino el geocentrismo, que nos consideraba el ombligo del universo y ahora hemos acabado en el antropocentrismo, de tal modo que si antes Dios se hizo hombre, ahora el hombre pretende hacerse Dios”.
Al ser preguntado sobre los curas de origen sudamericano que están llegando a España fruto de la falta de vocaciones autóctonas, el Padre Calvo lamentó que el Concilio Vatiocano II pusiera fin al rigor de “de la teología dogmática”. “La formación que reciben los curas ya no es la misma. El reglamento de los seminarios tampoco es el mismo. Pío XII, antes de ser Papa, defendió la creación de seminarios para la formasción de los jóvenes que viniesen de fuera. Se rieron de él y nuestro tiempo le ha dado la razón”.

Zerolo y la pena capital

Especialmente controvertidas fueron las palabras del Padre Calvo sobre el cáncer que padece el dirigente socialista Pedro Zerolo y que están siendo reproducidas por numerosos medios informativos españoles en las últimas horas: “Una cosa es lo personal y otra condenar el pecado. En la misma teología se sabe que el pecado tiene su sanción, su castigo. No me extrañaría nada que la enfermedad de Zerolo fuese también un efecto de la Divina Providencia, que intenta ejemplarizar con los que se ríen de la virtud”, manifestó.
Por último, el sacerdote leonés aseguró que “hay mucha basura social” y defendió la vigencia de la pena capital por ser, dijo, “doctrina católica”. Y apostilló: “Habría que eliminar a mucha gentuza que está haciendo la vida imposible a los inocentes”.

O palhaço Cameron

por A-24, em 09.01.14
Joao Vaz

O palhaço Cameron, numa estratégia típica da direitinha globalizadora, mostra-se preocupado com a livre circulação de romenos e búlgaros no espaço europeu. O palhaço Cameron e demais sicários, numa estratégia típica e já tão velha que só a espíritos imbecis como os deles pode ainda parecer eficaz, vem apelar a medidas contra a possível invasão de imigrantes de leste. O palhaço Cameron e sua trupe de lacaios dos poderes mundialistas não tem problemas com o facto de Londres ter hoje mais não-europeus do que europeus. Nem tem problemas com a invasão islâmica, africana, asiática que subjuga a Grã-Bretanha. Mas, num acesso de populismo para idiotas, manifesta alarme com a possível vinda de europeus, cristãos, para um país moribundo e entregue aos poderes da globalização e do multiculturalismo genocidas.

Dinamarca: “Thorning quer porco nos infantários”

por A-24, em 04.09.13

Numa entrevista ao Jyllands-Posten, a primeira-ministra, a social-democrata Helle Thorning-Schmidt, afirma que os infantários e os hospitais deverão continuar a servir pastelinhos de porco e carne de porco assada, porque “fazem parte das tradições culinárias dinamarquesas”.
O debate está ao rubro na Dinamarca, depois de, no início do verão, vários infantários terem deixado de servir essa carne, porque as crianças muçulmanas recusavam comê-la.
A primeira-ministra propõe, igualmente, que os produtores de carne etiquetem a carnehallal, para que os dinamarqueses saibam quando estão a comê-la, excluindo no entanto uma proposta de lei sobre o assunto.

Press Europe

No Egito só uma certeza: quem se lixa é o cristão

por A-24, em 03.09.13
LEONÍDIO PAULO FERREIRADN 2013-08-19

Igrejas queimadas, lojas atacadas, casas cercadas por multidões, uma menina morta a tiro no Cairo quando ia para a catequese. A vida nestes dias é de terror para os coptas, a comunidade cristã árabe a que pertence um em cada dez egípcios.Acusados de apoiar a repressão militar contra os Irmãos Muçulmanos, os coptas têm sido alvo da vingança dos partidários do ex-presidente Morsi, derrubado em julho. Uma ira cheia de fanatismo religioso que se acentuou na semana passada, quando os generais mandaram dispersar os manifestantes que exigiam a libertação de Morsi, causando mais de 600 mortes. 

A liderança dos Irmãos Muçulmanos condena as agressões, mas a rapidez dos ataques às igrejas desde Alexandria a Assuão deixa no ar suspeitas de ação coordenada. E abundam os apelos à retaliação contra os coptas, que apesar de serem oito milhões se sentem abandonados.
É certo que o papa Tawadros III surgiu ao lado do general Sissi a apoiar o derrube de Morsi, o primeiro presidente eleito da história do Egito. Mas também o imã da Universidade de Al--Azhar pôs o seu selo nesse golpe que visou travar a apropriação total do mais populoso dos países árabes pela poderosa confraria fundada há um século.
Não é de hoje a perseguição aos coptas. Nem mesmo a proteção da ditadura militar evitou que no Ano Novo de 2011 um atentado tenha feito dezenas de mortos numa igreja de Alexandria. Faltavam poucas semanas para Mubarak ceder à Primavera Árabe. Já depois disso, os mesmos militares que são agora acusados de apoiar dispersaram a tiro um protesto contra a demolição de uma igreja em Maspero, matando mais de 20 coptas.
Não se percebe para onde vai o Egito. Há quem saúde na rua os soldados por terem metido os islamitas na ordem, há quem considere - como o Nobel Baradei - que os generais passaram a linha vermelha e há quem prometa cobrar todo o sangue derramado. De fora, os sauditas aplaudem Sissi, os turcos condenam o massacre, americanos e europeus não sabem como reagir depois de terem evitado chamar golpe ao golpe de julho.
Mas é certo o destino dos coptas, cuja liturgia inclui palavras que vêm dos tempos dos faraós e que foram cristianizados por São Marcos, 600 anos antes da vinda do islão. Vão continuar a emigrar em massa. E cada vez menos darão figuras de topo ao Egito, como um tal de Butros Ghali.
É a repetição do êxodo dos cristãos iraquianos, hoje meros 500 mil. O pós--Saddam tem sido violento, com massacres até em missas, como o de 2010 na Igreja de Nossa Senhora do Socorro, "Sayiada an Nayá" em árabe. E imita-se também a fuga que já começou dos cristãos sírios, presos entre apoiar um cruel Bashar que os protege e uma rebelião onde a Al-Qaeda brilha.
Em tempos, foi o cristão sírio Michael Aflak a idealizar o panarabismo. Essa unidade, sem fronteiras ou religiões, nunca passou de quimera. E um destes dias, o que unirá o mundo árabe será o vazio de cristãos.


Cataluña será islámica ou não será?

por A-24, em 23.08.13
Los datos estadísticos son demoledores. En los últimos 10 años, Cataluña ha pasado de tener 30.000 inmigrantes musulmanes a tener más de 400.000. Hoy la población musulmana supera el 20% en numerosas localidades de la comunidad autónoma. Los musulmanes marroquíes, argelinos y paquistaníes se estructuran en torno a 201 mezquitas, 200 oratorios y 19 madrazas.

Nada de esto habría ocurrido sin la entusiasta colaboración de los gobiernos autonómicos catalanes. El 13 de diciembre de 2009, una mezquita de Manlleu acogió una de las más de 130 consultas independentistas que se celebraron aquel día —ante el mutismo cómplice del Gobierno y el silencio de una oposición dispuesta a hacer cualquier cosa por ganarse el “cariño” de los secesionistas «moderados» catalanes—.

La unión entre secesionistas e Islam no es solo cosa de CiU. El tripartito trabajó en una ley que equiparaba a las iglesias con las mezquitas. Este permanente trato de favor propició la inmigración masiva musulmana y provocó la llegada de imanes salafistas que lograron radicalizar a los musulmanes, muchos de los cuales ingresaron en Al Qaeda y viajaron a Irak, Afganistán y Chechenia para integrarse en la organización terrorista. Contra todo pronóstico, la segunda generación de inmigrantes se está integrando peor que la primera. Es más, los jóvenes musulmanes se sienten desarraigados, reivindican con más fuerza su identidad y buscan una oferta religiosa más radical. Algunos datos presagian el desastre al que se enfrenta Cataluña por renunciar a sus raíces hispánicas: Más de 400.000 inmigrantes musulmanes que no se integran y forman guetos. Pese a haber sido empadronados, en muchos casos sin que pudiesen demostrar su arraigo en la región y recibir toda clase de ayudas asistenciales, la mayoría ha optado por el radicalismo. De hecho, Cataluña es la región europea con un mayor número de salafistas, según coinciden todos los servicios de información europeos.
El panorama es aterrador y ya es solo cuestión de tiempo que los musulmanes de Cataluña, cuando estén organizados y sean mayoritarios en una población en la que merma alarmantemente el número de nacimientos de autóctonos, terminen imponiendo sus propias normas a través de sus propios partidos políticos.
El asunto se complica ante el hecho de que muchos españoles, tras años de fingido victimismo por parte de los nacionalistas catalanes, ven en la islamización de Cataluña una forma de desquite frente a los insultos e injurias de que han sido objeto. El hecho de que miles de españoles, extremadamente críticos con la influencia islámica en Europa, observen con indisimulada delectación el incremento espectacular de la comunidad musulmana en suelo catalán, debería ser un signo de preocupación para los catalanes que aún no hayan perdido la serenidad ni el buen juicio.
“Entre el deshonor y la guerra has escogido el deshonor. Ahora tendrás también la guerra”. Se lo espetó Winston Churchill al primer ministro británico, Neville Chamberlain, cuando éste volvió a su país presumiendo del acuerdo de paz que había alcanzado con Hitler a costa de la desaparición de Checoslovaquia. Las palabras de Churchill son aplicables a todos los nacionalistas catalanes que, en su odio enfermizo a España, han buscado la alianza con el islam cediendo ante ellos una y otra vez. Tenemos actualmente numerosos ejemplos de nuevos Chamberlains que siguen empeñados en ceder ante los liberticidas a fin de alcanzar la quimera secesionista.
Alerta Digital

O problema da integração à sueca

por A-24, em 21.08.13


Cidadãos numa manifestação contra a violência policial e o vandalismo na periferia de Estocolmo, 22 de maio de 2013

AFP

A Suécia crê-se uma sociedade homogénea e igualitária. Na realidade, o país tem dificuldade em integrar as suas minorias e a segregação está na ordem do dia.
Maartje Somers

Para Nazanin Johansson, nunca houve problema. Evidentemente, repara-se nela por causa dos seus cabelos escuros, dos olhos castanhos e dos seus traços persas. E ela sabe que, mais do que qualquer outra pessoa, tem de dar o seu melhor. Apesar disso, para ela, a Suécia é um país que vale a pena. Onde, por exemplo e tal como ela, alguém se pode tornar uma dinâmica mediadora de um centro de emprego num bairro difícil.

Mas é preciso muita vontade. No entanto, quando Nazanin fala com os jovens, por vezes, tem dúvidas. “Eles querem um bom emprego, mas só se for uma coisa gira. E não querem começar de baixo. Por vezes, esquecemo-nos que a mentalidade de um grande número de jovens é um fator importante.”
Durante uma semana, houve carros incendiados e confrontos com a polícia.
Nazanin trabalha no centro de emprego de Kista, um subúrbio de Estocolmo, que também é o centro tecnológico da capital sueca. Mas Kista também fica situado entre Rinkeby, Husby e Tensta, os bairros onde rebentaram os motins desencadeados por jovens e que fizeram as primeiras páginas dos jornais, em maio passado. Durante uma semana, houve carros incendiados e confrontos com a polícia.
As imagens que vinham da Suécia deram a volta ao mundo. Um sentimento de raiva num país onde o governo toma conta das pessoas desde o primeiro grito até ao seu último suspiro? Racismo e segregação no país mais igualitário do mundo?

As desigualdades aumentaram
Rapidamente se tornou evidente que era verdade. Enquanto o mundo estava distraído, o modelo sueco era posto em causa. Depois de uma bolha económica durante a década de 1990, a coligação de centro-direita, liderada por Fredrik Reinfeldt, em 2006, cortou as despesas públicas, ao mesmo tempo que baixava a taxa máxima de imposto.
A Suécia continua a ser uma sociedade igualitária, mas as desigualdades aumentaram mais do que em qualquer outro país da Europa. Tal como no resto da Europa, os imigrantes, os trabalhadores pouco qualificados e os jovens – sobretudo os rapazes -, são os mais desfavorecidos. E tal como no resto da Europa, há muitos arruaceiros em todas essas categorias.
A Suécia concede, todos os anos, cada vez mais vistos de residência, ao contrário de muitos países da Europa, onde esse número baixou. Os 110 mil vistos concedidos em 2012 foram um recorde. Entre os refugiados há agora, sobretudo, sírios, somalis, iraquianos e ciganos.
Sair dos subúrbios, contudo, é agora muito mais difícil para eles do que foi para quem chegou anteriormente. Há menos empregos, a sociedade tornou-se mais complexa, a fasquia está muito mais alta. “Gostava de ser vigilante mas, para isso, preciso de ter carta de condução” explica, por exemplo, Sameh Sakr, um egípcio de 22 anos que mora no bairro de Hallunda. “Uma carta de condução”, ironiza. “Mas onde vou arranjar dinheiro para a pagar?”

Rumo às comunidades fechadas
Na Suécia, a segregação é enorme. Em Estocolmo, a maior parte dos imigrantes vive em cidades-jardins que se estendem ao longo da linha de metro azul, que recebeu a alcunha de Expresso do Oriente. São prédios de betão de três a sete andares, construídos nos anos 1960 e 1970.
Em alguns bairros, 80% das pessoas que ali vivem são imigrantes de primeira ou de segunda geração.
Em alguns bairros, 80% das pessoas que ali vivem são imigrantes de primeira ou de segunda geração e 50% estão desempregadas, contra os 8% de taxa global de desemprego da Suécia. Um imigrante em cada quatro não acabou a escolaridade. E se 3% das crianças suecas são pobres, essa taxa sobe para os 40% entre as crianças filhas de imigrantes.
Em termos de habitação, existe separação entre ricos e pobres em todas as cidades da Europa. Mas, em Estocolmo, há ilhas e vastas zonas verdes entre os bairros, o que faz com que as classes prósperas se tornem quase automaticamente gated communities, comunidades fechadas. O bairro de Nockeby está cheio de moradias completamente equipadas com sistemas de alarme. Em contrapartida, perto da estação de metro de Rinkeby, há homens deitados nos bancos da rua. Há, também, um café turco e um bazar somali, mas não há uma caixa Multibanco.
Como é possível que a igualitária Suécia tenha deixado crescer a este ponto as suas estatísticas alarmantes e as suas ilhas de descontentamento? Não é porque os poderes públicos não se interessam pelo assunto. Pelo contrário, o Ministério da Integração e do Emprego quer criar empregos “trampolim” subsidiados e diversificar os cursos de sueco, para que um engenheiro iraquiano não tenha de frequentar as aulas do mesmo nível que um somali que mal sabe ler.
Falar Rinkeby-Svenska, um obstáculo

O ministro da Integração, Erik Ullenhag, defende que não há razão para implantar uma política mais restritiva em matéria de refugiados, como deseja o partido xenófobo dos Democratas Suecos. “Entendemos que se trata de um problema económico e de um problema dos jovens e não de um problema de imigração. Quando endurecemos o tom em relação aos imigrantes estamos, enquanto país, a atentar contra a sua dignidade. Prejudicamos ainda mais a posição de quem já é prejudicado. Além disso, a Suécia precisa de imigrantes.”
Tobias Hübinette, investigador especializado em questões de imigração no Centro Multicultural no subúrbio meridional de Botkyrka, diz que, na realidade, os imigrantes precisam duma enorme vontade, de muita perseverança e de sorte para ultrapassarem o fosso dos salários, da educação e também da diferença étnica.
Frequentemente não são considerados suecos, mesmo que já tenham nascido na Suécia
Frequentemente não são considerados suecos, mesmo que já tenham nascido na Suécia. Por exemplo, quem fala Rinkeby-Svenska, o sueco com sotaque, não tem a menor possibilidade de arranjar um emprego.
Um debate multicultural atrasado
Ullenhag tem a solução: um novo “nós” para a Europa. “Não gosto do facto de, na Europa, o “nós” se referir sempre ao passado. Nos Estados Unidos todas as pessoas que moram em território americano são americanas. Ali, o “nós” está virado para o futuro. É preciso que também seja assim na Europa.”
“Seria tudo muito diferente se começássemos por reconhecer que já não somos o país homogéneo onde toda a gente é igual”, diz o escritor e jornalista Viggo Cavling.
Mas é precisamente isso que a Suécia tem dificuldade em reconhecer, segundo o investigador em imigração Hübinette. “Atualmente, há 19 % de suecos com um ou até mesmo os dois dos seus progenitores de origem estrangeira. Mas ainda não temos consciência disso. É preciso não esquecer que a Suécia nunca teve colónias. É sobretudo por isso que a Suécia é um país nacionalista. Os suecos não gostam apenas de fazer bem, também nos achamos muito bons. Acolhemos voluntariamente os refugiados mas temos dificuldade em reconhecer que os deixamos à mercê de situações inadmissíveis. Temos duas décadas de atraso no debate multicultural.”

Press Europe

O que é um "Idiota Útil?

por A-24, em 08.08.13
Se nunca ouviste falar do termo "idiota útil", fica a saber que era a atitude que Vladimir Lenin nutria pelos ocidentais que viam com bons olhos o avanço da Revolução de 1917.

Inventado pela Rússia Soviética, este termo descrevia pessoas que davam apoio a pessoas como Lenin e Stalin enquanto estes levavam a cabo atrocidades atrás de atrocidades.
Lenin e os comunistas olhavam para estas pessoas com grande desprezo mas apercebiam-se da sua utilidade na disseminação da propaganda comunista nos seus países.
Actualmente, esse termo refere-se a esquerdistas e outros "progressistas" existentes por todo o mundo - normalmente (mas não exclusivamente) estudantes e professores universitários, activistas homossexuais, feministas, ambientalistas radicais, líderes dos movimentos negro/índio/cigano/muçulmano, e outros.
Estas pessoas, em grande parte, não são idiotas no verdadeiro sentido do termo, mas sim pessoas que se alinharam com um movimento, assumindo que estão a trabalhar para um "mundo melhor". Invariavelmente, quando descobrem que foram enganados, costuma ser tarde demais.
Eles são "idiotas" porque operam com informação parcial mas assumem que têm informação suficiente para saber como todas as outras pessoas existentes no mundo devem viver as suas vidas.
Depois da sua missão estar terminada [total subversão da ordem social], eles deixam de ser úteis e normalmente fazem parte do primeiro grupo a ser fisicamente eliminado pelas mesmas entidades para quem eles trabalharam.

in Marxismo Cultural

Festivais de verão

por A-24, em 07.08.13
Uma das tristezas de Verão são os festivais. Não digo que a música seja sempre má, não é o caso. Nem que todos os festivais sejam maus. O que me mete nojo, sobretudo, são as atitudes de brancos que se comportam como pretos e que são cada vez mais frequentes, demonstrando bem a alienação desta gente. Há, quanto a isso, três festivais paradigmáticos: o Sumol summer fest, o músicas do mundo e o da Zambujeira. Sobre o primeiro não há nada a fazer. Deixei de beber sumol desde que tive noção da existência deste evento dedicado ao reggae e derivados. Não tenho nada contra este género musical, evidentemente, desde que devidamente contextualizado em termos religiosos e étnicos. Mas ver brancos abanando-se de forma ridícula como se fossem jamaicanos ou rastafarianos é deveras lamentável. 
O segundo é outro exemplo. Por razões misteriosas, a música étnica tornou-se, de há uns anos a esta parte, feudo de comunas e drogados. Depois é vê-los também com comportamentos de preto neste festival. Do charro à criança de colo transportada como se estivéssemos em África, de tudo se vê aqui. E é pena, porque a música étnica é muito respeitável e não merecia tal público. Eu, pela minha parte, ouço música do Mali, do Senegal e por aí, mas não é por isso que me ponho, feito parvo, a tentar dançar como um preto. Tal como não me ponho a tentar imitar um algarvio quando ouço o corridinho.

Quanto ao terceiro, os mesmos vícios do primeiro. Música e ritmos não-brancos. Gente branca que quer ser preta.
Balanço disto? a percepção de que a lavagem cerebral, o envenenamento cultural tem vindo a resultar. Brancos com vergonha das suas raízes e história, brancos que não têm a noção do que são ou deviam ser. Neste aspecto, a raça branca a surgir como a mais desprezível de todas. Eu não vejo africanos ou asiáticos a quererem ser brancos. Mas vejo brancos a quererem ser pretos. A dançarem ao ritmo africano e a, provavelmente, chacotearem se virem ou ouvirem ritmos tradicionais portugueses. É isto que tem vindo a ser conseguido pela máquina de promoção do multiculturalismo. Um cada vez maior desenraizamento dos europeus, um desconhecimento da sua história, uma rejeição da sua identidade. Mas isto, claro, não cabe no campo do etnocídio ou do genocídio. Isto, para os donos do mundo sem fronteiras é útil e enriquecedor, é a construção do mestiço universal, ente sem memória ou história, pronto a consumir o que se lhe dá.

in A Corte na Aldeia

O fim do sonho multicultural

por A-24, em 31.07.13

Apresentado como a solução definitiva para melhorar a convivência, o multiculturalismo falhou, até agora. Porque, para coexistir pacificamente com o outro, há que primeiro estar bem consigo próprio, defende o filósofo polaco Marcin Król.
A partir dos anos de 1970, o multiculturalismo não só era tido como uma realidade em países como os Estados Unidos, mas também um padrão. Havia que apoiá-lo para promoção da diversidade, o que se revestia de grande encanto. Também havia que respeitá-lo, porque era a expressão de “identidades” variadas de diversos grupos sociais, especialmente nacionais e tribais, mas também sexuais e geracionais.
A certa altura, o número de publicações e conferências Multikulti ultrapassava todos os limites razoáveis, e muitas pessoas (em que me incluo) começaram a manifestar-se com ironia a propósito dessa nova moda, quando não mesmo dessa obsessão.
Dito isto, percebemos agora que o multiculturalismo em doses moderadas era efetivamente melhor do que os dois fenómenos que enfrentamos hoje. A primeira tendência é a de substituir o multiculturalismo por uma aceitação incondicional de todos os fenómenos culturais, independentemente da sua origem e contexto político, religioso, social ou espiritual. Por outras palavras, os romances escandinavos, os filmes iranianos, a música indiana e a medicina oriental são todos igualmente bons. “Todos igualmente bons” significa também que não temos uma escala de classificação relativa da nossa cultura (europeia) e que tudo o que é bom é bom, mesmo sem sabermos porquê.
A segunda ameaça para o multiculturalismo, é o monoculturalismo intimamente associado a ideias nacionalistas, intelectualmente canhestras, mas surpreendentemente bem aceites. Em certa medida, o multiculturalismo emergiu precisamente em oposição à monocultura. Mas o nacionalismo não é o único adversário do multiculturalismo. A hostilidade em relação a outras culturas e civilizações é cada vez mais visível, em investigações realizadas no seio das comunidades imigrantes em vários países europeus, bem como nos discursos, por vezes oficiais, de dirigentes de alguns países muçulmanos.

Uma questão de proximidade

A maior virtude da ideia de multiculturalismo, subestimada durante o seu período áureo, foi certamente a consciencialização da existência de uma multiplicidade de culturas e das suas diferenças. Alguns levavam a análise um pouco longe de mais, afirmando que essas múltiplas culturas não eram apenas diferentes, mas perfeitamente equivalentes e igualmente preciosas.
Cada cultura representa ou promove valores específicos
Sem defender qualquer ideia eurocêntrica, temos de reconhecer, no entanto, que a existência de inúmeras culturas e a aceitação da sua existência não significa que a nossa cultura não nos seja naturalmente mais próxima – ou pelo menos deveria ser. Cada cultura representa ou promove valores específicos, não tendo nós simplesmente capacidade de adesão a alguns deles, por sermos ocidentais. A título de exemplo, recordem-se as leis sobre o papel das mulheres em alguns países muçulmanos, ou as práticas culinárias em alguns países do Extremo-Oriente, onde se comem animais que para nós são de estimação.
Curiosamente, o pós-multiculturalismo cresce cada vez mais em sociedades que enfrentam problemas muito difíceis, e às vezes ainda não resolvidos, relacionados com a diversidade cultural.
Trata-se, antes de mais, de questões com imigrantes que, apesar de trabalhadores e indispensáveis, não têm intenção de participar na cultura ou na política do país onde residem. Isso cria um problema real, não só porque têm direito aos mesmos apoios que o resto da sociedade (em matéria de educação, saúde), mas também porque ninguém tem ferramentas para a sua integração na comunidade, de modo a que tenham os mesmos direitos e deveres dos demais cidadãos.
Isto é particularmente visível na Holanda, mas também na Alemanha e em França. A experimentação feita por alguns países de diversas formas de enquadramento moderado (por exemplo, aprender a história do país) não seduziu nem pela intenção de fundo nem pela eficácia.
Afinal, alguns imigrantes, especialmente os muçulmanos, vêm de países que incentivam abertamente uma postura antiocidental. Porque haveriam, de repente, de se tornar homens ou mulheres do Ocidente? Porque haveriam, de repente, de se tornar ocidentais? Podemos permitir esta presença aos milhões? Ninguém na Europa se atreve a dar uma resposta clara a estas perguntas, e os raros que o fazem são imediatamente criticados – e com razão – como radicais, condenados e por vezes acusados de racismo ou de fascismo.

Gravidade da situação atual

Se, como argumenta Samuel Huntington com o seu “choque de civilizações”, as diferenças culturais são um facto e podem transformar-se em hostilidade aberta, então qual é o significado do multiculturalismo e mesmo da tolerância? Será que devemos encarar os nossos concidadãos como potenciais inimigos e não como irmãos? Não seria melhor voltar às nossas raízes, aos nossos mitos, aos nossos símbolos, às nossas tradições, não europeias mas nacionais?
Mas logo nos apercebemos de que, na realidade, não temos nada a que nos apegarmos. Embora as obras culturais dos territórios europeus até há pouco desconhecidas emerjam, como nos “thrillers” suecos, esse retorno à tradição só serve para explorar a colaboração sueca com a Alemanha nazi. A verdade é que as palavras cheias de orgulho sobre as raízes europeias têm geralmente tanto de orgulho como de ocas.
Uma observação psicológica do quotidiano revela que as pessoas são mais propensas a procurar um consenso com os outros, se estiverem bem consigo mesmas. O fenómeno do pós-multiculturalismo resulta do facto de, na Europa, não estarmos de bem connosco próprios e de não sabermos como processar este desconforto.
Nenhum dos métodos anteriores parece aplicável: nem a divisão do mundo entre “nós” e “os outros, os bárbaros”, nem o fascínio do Iluminismo por “vermelhos e negros”, como parte das maravilhas da natureza, nem a carga imperialista do “homem branco”.
O multiculturalismo foi a última tentativa razoável, embora por vezes exagerada, de tentar resolver esse desconforto. Hoje, a situação é muito mais grave: quer decidamos que os outros não existem, quer que temos de lhes barrar o caminho física e espiritualmente, tudo isso só pode conduzir a um desastre.
Press Europe