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A-24

Um canal contra a espiritualidade centralista

por A-24, em 31.07.11
«A distância da capital e do poder mediático, juntamente com a incapacidade de influir na orientação editorial quotidiana dos órgãos de comunicação social, impõe ao FC Porto: vencer mais vezes do que os rivais e desenvolver um modelo de comunicação externa muito diferente dos clubes mais poderosos de Lisboa. (...)

Portugal ainda não se libertou da asserção queiroziana de que o país é Lisboa e o resto é paisagem. Pelo contrário, salvo alguns - poucos - anos depois do 25 de Abril, o país passou a viver mais em Lisboa e em função de Lisboa (...)O mesmo sucede em relação ao desporto. Não importa que o FC Porto vença habitualmente, e muitas vezes, em diversas modalidades; não interessa que clubes nortenhos dominem em diferentes actividades desportivas; não importa que fora de Lisboa se evidenciem talentos nas mais distintas áreas; (...) A espiritualidade lisboeta e centralista é redutora, pretende que tudo aconteça perto de si e, o mais possível, à medida dos seus interesses. (...)
Porque essa espiritualidade tende a dominar, Belmiro de Azevedo mudou a sede doPúblico do Porto para Lisboa e a Invicta ficou reduzida a um jornal de índole nacional, o Jornal de Notícias (...)
Mas vai subsistindo a espiritualidade lisboeta e centralista, razão por que o FC Porto decidiu inovar (mais uma vez) na sua comunicação, optando por tomar uma posição accionista maioritária no Porto Canal, o que nos interroga sobre o futuro do canal com pronúncia do Norte e orientação regionalista. Mas, antecipando argumentos e objectivos, parece-me que o emblema do dragão não desejará ganhar poder e influência comunicacional apenas para si. Esse seria um comportamento redutor, que pouco ou nada adiantaria relativamente a um canal clubista.
Os responsáveis portistas sentirão que, independentemente do cultivo das vitórias, o futuro terá de ser feito com agregação de interesses, iniciativas, realizações e objectivos de outras instituições locais e regionais aos mais diversos níveis. Uma visão minimalista, de interesse individual, não consolidaria a espiritualidade do dragão nem contribuiria para um maior reconhecimento da vitalidade da sua organização e dos seus êxitos.O desempenho mediático do FC Porto no Porto Canal não se afastará, por isso, de um pensamento integrador, inclusivo e expressivo do que de mais importante acontecer na região, promovendo e desenvolvendo as diferentes culturas que nela existem e se evidenciam. Pelo menos na informação generalista.
No desporto, a marca FC Porto será dominante. Porque ela é a raiz da força, do poder e da influência. Como contraponto à espiritualidade lisboeta e centralista.»
Alfredo Barbosa, semanário Grande Porto, 15/07/2011

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É já a partir da próxima segunda-feira, dia 1 de Agosto, que o FC Porto vai tomar conta dos destinos do Porto Canal.
O director de Programas Desportivos será Rui Cerqueira, que irá acumular essa função com a de director de Comunicação do FC Porto.
Quanto ao director de Informação e Programas Não Desportivos a escolha recaiu em Domingos Andrade, até agora director-adjunto de Informação da Lusa, onde estava desde 2009.
Domingos Andrade tem 41 anos, é doutorando em Ciências da Comunicação pela Universidade do Minho, com uma Pós-Graduação em Sociologia das Organizações e licenciado em Comunicação Social. Entre 2003 e 2008 foi chefe de redacção do Jornal de Notícias. Desde 2005 que é docente da Faculdade de Filosofia da Universidade Católica.
Tal como já tinha referido aqui, a primeira grelha de programação da responsabilidade da nova direcção do Porto Canal só estará disponível no início do próximo ano mas, segundo foi anunciado, já em Agosto serão alterados os conteúdos de cariz desportivo, de forma a projectar a marca e as actividades do FC Porto.

In Reflexão portista

Manifesto de Breivik revela planeamento ao pormenor e um homem xenófobo e violento

por A-24, em 30.07.11
A polícia norueguesa confirmou que o suspeito pelos ataques de Oslo e Utoya que causaram 93 mortos publicou um longo manifesto de mais de 1500 páginas horas antes da matança. O extenso documento (misto de manifesto político, diário e manual de instruções) revela planeamento ao ínfimo pormenor feito ao longo de anos por um homem anti-islâmico, xenófobo e violento. No dia dos ataques, Anders Behring Breivik escreveu no documento em inglês intitulado "2083 - A European Declaration of Independence": "Acredito que esta vai ser a minha última entrada".

Segundo o diário norueguês VG, partes do manifesto político do documento foram copiadas de um texto do terrorista americano Ted Kaczynski, conhecido por Unabomber, responsável pela morte de três pessoas entre 1978 e 1995 e que enviava engenhos explosivos por correio.
"Grandes fragmentos do recém divulgado "2083 - A European Declaration of Independence", supostamente escrito por Breivik, foram copiados", escreve o VG que cita o site de debate document.no. Segundo este forum, em algumas passagens Breivik adaptou termos de Kaczynski por palavras que estavam mais próximas do seu ideário extremista. O document.no aponta como exemplo o termo "esquerdismo" utilizado pelo Unabomber e que o suspeito dos atentados de Oslo substitui por "multiculturalismo" e "marxismo cultural".
As forças de segurança norueguesas estão a analisar ao pormenor o documento que declara abertamente "guerra de sangue" aos imigrantes marxistas e que fala em lançar uma cruzada contra o "marxismo cultural". Segundo a polícia, a redacção do texto terá começado no Outono de 2009. No manifesto, Anders Behring Breivik aponta o terrorismo como o melhor "método para despertar as massas" e declara-se preparado para que o apontem como "o pior monstro desde a II Guerra Mundial".
No final do documento aparecem várias fotografias do suspeito dos atentados. Nessas imagens aparece o mesmo homem que tem sido identificado pelos media como o alegado autor dos atentados e que surge armado com uma arma sofisticada, com mira telescópica, e envergando um fato anti-radiações.
Eis alguns dos pontos do documento alegadamente escrito por Anders Behring Breivik, num resumo preparado pela CNN:
- O autor descreve-se como um “Cavaleiro Justiceiro - Comandante dos Cavaleiros Templários Europeus” e um dos vários líderes do movimento nacional e pan-europeu de resistência patriótica;
- Antecipa uma guerra civil na Europa em três etapas, a última das quais terminaria em 2083 (daí o título do documento) com a execução dos “marxistas culturais” e com a deportação dos muçulmanos;
- A primeira etapa dessa guerra civil, que decorreria até 2030, teria como características a guerra declarada e a progressiva consolidação das forças conservadoras;
- Entre 2030 e 2070, o autor prevê “formas mais avançadas de resistência das forças conservadoras e a preparação de um golpe de Estado pan-Europeu;
- A etapa final - em que o autor estima que os países europeus terão uma média de entre 30 e 50 por cento de população muçulmana - irá centrar-se na “execução do multiculturalismo e do Marxismo cultural”, bem como dos “traidores”, na deportação dos muçulmanos e na “implementação da agenda política e cultural conservadora” em todo o Continente Europeu;
- O autor diz que, pessoalmente, tem sido atacado repetidamente por muçulmanos: “‘Só vivi oito assaltos, tentativas de assalto e múltiplas ameaças. Nunca fui roubado ou espancado severamente por muçulmanos (um nariz partido foi o mais grave que me ocorreu) mas conheço mais de 20 pessoas que o foram. Conheço pelo menos duas raparigas que foram violadas por muçulmanos e tenho conhecimento de mais dois casos. Uma rapariga foi cortada na cara por muçulmanos”.
- Radovan Karadzic - o sérvio-bósnio acusado de genocídio - é nomeado pelo autor como uma das pessoas que ele gostaria de conhecer, negando que este seja “um assassino e um racista” e dizendo, ao invés, que “pelos seus esforços de tentar livrar a Sérvia do Islão ele deveria ser considerado e recordado como um honrado cruzado e um herói de guerra europeu”;
- O autor diz que se sentiu compelido à acção depois de o governo norueguês ter participado nos bombardeamentos de 1999 contra Belgrado durante a guerra do Kosovo, tendo por alvo o inimigo errado - “os nossos irmãos sérvios que queriam expulsar o Islão deportando os muçulmanos albaneses de volta para a Albânia”.

- O autor acusa o primeiro-ministro norueguês Jens Stoltenberg e o seu Partido Trabalhista de perpetuarem os ideais “culturais Marxistas e multiculturalistas” e de doutrinarem a juventude com estas ideias;- “A situação é caótica”, escreve o autor, notando que “milhares de muçulmanos” entram anualmente no país. “Estes traidores suicidas têm de ser parados”, escreve o autor;
- O manifesto debruça-se ainda sobre o cenário hipotético de o autor sobreviver a uma missão bem sucedida para tentar acabar com o multiculturalismo: “Quando acordar no hospital, depois de ter sobrevivido às balas, percebo que [...] acordo num mundo de merda, um pesadelo real. Não só todos os meus amigos e a minha família me odeiam e me chamam monstro como os media do mundo global multicultural vão arranjar múltiplas maneiras de me chamar assassino”, de me “vilipendiarem e de me diabolizarem”;
- “Tenham extrema atenção quando fizerem pesquisas por bombas usando fertilizante, já que muitos dos termos irão espoletar alertas electrónicos”, escreveu o autor, que aconselha a que os curiosos usem “portáteis anónimos” e redes sem fios de locais como o McDonalds, de forma a evitarem constar numa lista monitorizada pelas autoridades;
- O documento - que em algumas partes funcionou igualmente como um diário pessoal, onde comentava a vida de familiares e amigos - tornou-se mais “profissional” a partir do dia 2 de Julho, dia em que o autor confessa estar mais “agressivo” graças à toma de suplementos de testosterona.
- Nas vésperas dos ataques, o autor escreve: “O velho ditado ‘Se quiseres uma coisa feita, fá-la tu próprio’ é mais relevante que nunca”.
- A última entrada data do dia dos ataques: “Acredito que esta será a minha última mensagem. Hoje é dia 22 de Julho, sexta-feira, e são 12h51”.

Compreender a mentalidade socialista

por A-24, em 29.07.11
Sempre que na imprensa se elabora um ranking dos mais ricos podemos contar com a inevitável reacção da extrema-esquerda equiparando a riqueza a roubo e exigindo a sua confiscação em nome de um estranho conceito de democracia. Esta aversão à riquiza ajuda a compreender as políticas defendidas (e infelizmente implementadas) por socialistas e comunistas. Em muitos casos nem chega a ser necessário criminalizar o enriquecimento e prender os mais abastados.  O governo encarrega-se  de promover a a destruição de riqueza e o empobrecimento generalizado da população. Ficamos todo iguais. Pobrezinhos mais iguais.

Nota sobre os atentados na Noruega

por A-24, em 29.07.11
Reproduzo abaixo algumas observações pertinentes feitas no blog Mente Conservadora:

Não estudei a fundo o assunto, mas sites esquerdistas estão dando conta que Anders Behring Breivik é um "cristão fundamentalista", um "extremista de direita", que comentava em sítios anti-jihadistas e foi membro do Partido do Progresso até 2006.
No entanto, com toda a sinceridade, acho que tais informações não são muito verídicas e há uma tentativa de associar Breivik ao que chamam de "fundamentalistas cristãos", "extremistas de direita" e "anti-muçulmanos". 

Behring Breivik era cristão
A mídia dá conta que, em seu perfil no Facebook, ele lista sua religião como sendo "cristão". Ora, o fato de ele se declarar cristão não quer dizer que ele seja praticante, seguidor da Bíblia. No Brasil, a maioria dos cristãos, principalmente católicos, vão à igreja no máximo uma ou duas vezes por ano e não leem a Bíblia com frequência. Na Noruega, onde o cristianismo é muito menos atuante, tal fenômeno deve ser maior. Então, dizer que ele era um cristão devoto é uma precipitação enorme. Ademais, ele cita sua preferência política como "conservador".

Conexões de Behring com o neo-nazismo
Reportagem do Sydney Morning Herald também cita que ele é membro de um fórum de internet neo-nazista chamado Nordisk. Qualquer um que possui conhecimentos pelo menos superficiais sobre o assunto sabe que cristianismo e conservadorismo são muito diferentes do nazismo. O governo de Hitler não foi cristão, usou unicamente a igreja luterana apenas como ponto de coesão e identidade nacional, sendo que seu governo se caracterizou pelo paganismo. Hitler deturpou completamente a Bíblia, retratando um Jesus "palestino" que lutava contra os judeus, um Jesus "ariano". Qualquer leigo sabe que Jesus era judeu e veio primeiramente para os seus, para o povo de Israel, tanto que Jesus foi morto como o "rei dos judeus". Hitler criticava muito o cristianismo pelo fato de esta fé ser direcionada aos aflitos, desesperados, doentes, enfim, as pessoas mais necessitadas, e queria, se vencesse a Segunda Guerra, substituir o culto da igreja luterana por uma nova religião, pagã, que exaltasse a raça ariana e os fortes.
Também o nazismo está muito distante do conservadorismo, uma vez que este prega pequena intervenção do Estado na economia, ao passo que aquele prega a planificação da economia. O nazismo está muito mais próximo ao socialismo do que ao conservadorismo. Vale notar que em ambos os regimes houve repressão, censura, partido único, campos de concentração, assassinatos em massa etc.

Behring Breivik, segundo sua página no Facebook, era interessado em caça e jogos de videogame como World of Warcraft e Modern Warfare 2.

Behring Breivik era anti-muçulmano
Ainda que Behring Breivik seja anti-muçulmano, foi isso que motivou os ataques? Penso que não. Se fosse, o ataque seria feito a uma mesquita, a uma organização de caridade muçulmana ou em um bairro de muçulmanos. Assim, se ele era anti-muçulmano, por que atacou prédios do governo, que praticamente não possuem muçulmanos?

Behring Breivik era do Partido do Progresso
Behring Breivik era, até 2006, do Partido do Progresso, partido chamado de "extrema-direita" pela mídia, partido que segue a mesma linha do PVV (Holanda), FPÖ (Áustria) e UDC (Suíça). No entanto, em um debate na internet, no site www.document.no, Breivik expressou sua frustação com o partido, dizendo que, em sua tentativa desesperada de satisfazer expectativas multiculturais e as "ideias suicidas do humanismo, eles atiraram o bebê para fora da banheira". Logo, ele não se identificava mais com as ideias do Partido do Progresso. Não se trata de defender o partido, mas creio sinceramente que este não é um partido racista. Suas principais bandeiras são a redução de impostos, redução da imigração e retirada da Noruega da União Europeia. São as bandeiras de um partido conservador comum. 
Portanto, não creio ser Behring Breivik um cristão, conservador, pois o verdadeiro cristão não usa a violência, quanto mais uma violência barata, que matou dezenas de inocentes.
Este blogue condena tais atos de Behring Breivik, condena todo tipo de violência. Este blogue não incita a violência contra nenhum grupo. Há, sim, uma posição de que a imigração de muçulmanos é prejudicial aos países ocidentais, uma vez que eles possuem culturas diferentes e possuem aspirações imperialistas. Este blogue noticia perseguições contra cristãos que, coincidência ou não, são, em sua grande parte, promovida por muçulmanos. Mais de 70% das perseguições contra cristãos no mundo todo vêm de países muçulmanos. É meu dever, como cristão praticante, noticiar pelo menos alguns desses fatos, pois todos ou a maioria é tarefa impossível. Este também é um blogue conservador, na medida em que defende o Estado Mínimo, a redução de impostos, a manutenção da identidade e fronteiras nacionais, a manutenção dos valores cristãos, imprescindíveis para o desenvolvimento e estabilidade da sociedade e, não menos, democrático, defende a diversidade de ideias e o diálogo aberto. Rejeita-se também os termos "extrema-direita", "fundamentalista cristão", "radical", pois se tratam de ideias simples, aceitas por parte considerável da população, mas que a mídia e as elites insistem em ignorar e zombar.

Sobre a falta de preparação norueguesa em casos de terrorismo

por A-24, em 29.07.11
A Noruega é um dos países mais ricos e mais desenvolvidos do Mundo. Contudo, a polícia de Oslo dispunha somente de um helicóptero para transportar os seus agentes, o qual estava inoperacional no dia dos ataques por ter a sua equipa de pilotagem em férias. Essa aeronave tem apenas 4 assentos, dois deles para os pilotos. Para aumentar a dimensão do ridículo na tragédia, o primeiro barco usado para levar os polícias até à ilha de Utoya começou a meter água e avariou. Perderam-se 20 minutos numa travessia que demora 1 minuto. A força policial chegou 40 minutos depois de ter sido chamada, hora e meia após o começo da matança.

(link)

O manifesto da supremacia cristã

por A-24, em 27.07.11
Perante a estupefacção geral, o advogado do terrorista que tentou intimidar a Noruega informa-nos que o seu cliente classificou os seus actos, a que chama execuções de marxistas culturais e traidores multiculturalistas,  como horríveis mas necessários. Talvez por considerar as barbaridades que cometeu uma lição tão necessária que só tardava, os relatos das testemunhas das atrocidades na ilha indiquem que estava  «jubilante e a gritar vitoriosamente» enquanto assassinava crianças e adolescentes. 
manifesto de 1516 páginas, que preparou durante anos e terminou pouco antes dos atentados, assim como o manifesto em vídeo, explica com muito detalhe por que razão considerou necessário matar crianças e adolescentes indiscriminadamente. Ambos são manifestos da supremacia cristã e da islamofobia, algo que é claro ao longo do (repugnante) texto mas também neste wordle de Jarret Brachman e na própria capa do manifesto da suposta declaração de independência.
Tal como foi treslido o post anterior que pretendia simplesmente mostrar o bias mediático e o respeitinho à religião dominante que é o fermento onde medram fanáticos (não necessariamente religiosos) como ABB. Ou seja, e como escrevi nos comentários, «Mas é óbvio que é um alucinado de extrema direita nacionalista. E que a motivação foi política. O meu ponto não é esse, o meu ponto é que se fosse de facto um atentado com motivações políticas mas perpetrado por um muçulmano era imediatamente rotulado de terrorismo islâmico. 
No entanto, nem mesmo atentados com motivações religiosas, como o assassínio de médicos ou ataques a clínicas que façam abortos, nos EUA, são designados por terrorismo cristão».
Este bias mediático, que transforma alucinados como o Bin Laden e quejandos em estereotipos dos muçulmanos mas representa até os actos terroristas com motivação claramente religiosa dos fanáticos cristãos como actos tresloucados sem nada a ver com religião, tem como consequência, como quem se tenha dado ao trabalho de estudar um bocadinho do Old South nos USA poderá dizer, que os mais mediaticamente impressionáveis e mais psicologicamente assim inclinados, depois de tanta lavagem cerebral de que os «niggers» são maus e os brancos bons, embora com umas ovelhas ronhosas, considerem que é necessário punir os traidores «nigger lovers».  E este atentado foi exactamente isso: uma punição, considerada necessária, dos «nigger lovers» noruegueses.
Não me parece que ABB seja particularmente devoto, mas sim muito enamorado de uma concepção romântica do cristianismo, muito impregnada de efabulações de cavalheirismo, em todas as acepções da palavra como nos explica no texto, e absolutamente convicto da supremacia cristã, em particular da católica, que considera menos politicamente correcta e devidamente conservadora. Aliás,  diria que essa convicção supremacista é quase universal entre os cristãos como ilustram as reacções dos que se ofenderam com o termo «terrorismo cristão», algo que ululam inexistente, mesmo impossível, «ao passo que...», o terrorismo islâmico é o pão nosso de cada dia.
Não admiram estas convicções, quando tantos escribas aproveitaram habilmente o 11 de Setembro, a «guerra» dos cartoons e afins, para frisar a «superioridade» do cristianismo/catolicismo em relação ao islamismo, enfatizando o suposto estoicismo cristão/católico aos muitos «ataques», aos crentes, à fé e aos símbolos cristãos, constantemente perpretrados em todo o Mundo - e devidamente carpidos com pompa, circunstância e fanfarras. E, do lado da direita e extrema-direita europeias, para explicar que a incapacidade de resistir a um Islão que, segundo o livro de Ratzinger Without Roots: The West, Relativism, Christianity, Islam, declarou e conduz uma guerra ao Ocidente, é ditada pelas ideologias de esquerda, pela sua defesa da laicidade e do multiculturalismo subjacente, que impedem os europeus de assumirem e afirmarem a superioridade do cristianismo.
Ou seja, durante quase 10 anos, toda a vida adulta de Anders Behring Breivik, foram explorados os medos da actualidade europeia e passada a mensagem de que os valores que defendemos deixaram a Europa incapaz de responder à ameaça islâmica, resposta essa  que deveria passar simplesmente por mostrar que o cristianismo é melhor que o islamismo. Por outras palavras, durante 10 anos fomos bombardeados directa e indirectamente com propaganda da supremacia cristã. Agora, eu que há 8 anos ando a avisar que isto era inevitável acontecer, não posso deixar de ficar estupefacta  com a estupefacção alheia.

A Eurábia ataca

por A-24, em 27.07.11
No aftermath do alucinado ataque do norueguês Anders Breivik (AB), a Eurábia dá prova de vida e de saúde. Bem alimentada pelo inqualificável acto de AB, a desonestidade e a demagogia nos órgãos de comunicação da Eurábia, é manifesta, senão mesmo épica. Um autêntico dilúvio de mentira destinado a cavalgar a onda e a manipular os públicos leitores ou ouvintes. Nada se aprofunda, limitando-se à interesseira superficialidade da análise, ao lugar-comum e ao insulto delicado e fácil, naquilo que é a clássica fuga para a frente. Neste aspecto, o bizarro sr. Severiano Teixeira, destacado socialista e ex-Ministro de Qualquer Coisa, chegou em primeiro lugar na classe mundial da estultícia, num pequeno artigo hilariante que publicou hoje na imprensa dhimmi. O dito senhor, chegou ao cúmulo de comparar o evento de Oslo, ao 11 de Setembro. Convenientemente ou por distracção natural, esqueceu os comboios destruídos, aqui bem perto, em Madrid, num atentado islâmico que ceifou com centenas de vidas e milhares de estropiados. A ideologia oblige. Nem mesmo o 11 de Março chegou aos "calcanhares" do onze de Setembro.

A suprema “lata” da media Eurábica, é considerar o Serial Killer AB, um fundamentalista cristão. Os jornalistas que recusam colocar a palavra fundamentalista ou terrorista a seguir a islâmico ou muçulmano, (porque se o fizerem correm sérios problemas editoriais), fazem-no, neste caso,atacando o cristianismo com o maior dos cinismos. E das felicidades, digo eu. Os muçulmanos não o fariam melhor e devem estar satisfeitos com esta prova de fidelidade dhimmi, dada por esta cobertura doentia dos órgãos de comunicação social e por alguns políticos mais palavrosos.

O que é um facto é que o sr. Anders não é um fundamentalista cristão. E como podemos provar isso? Lendo o que ele escreveu no manual/manifesto que deixou na internet com cerca de 770 000 palavras. Procurando a palavra Jesus, rezar, Igreja, cristão… nada se encontra. Aliás era ainda teenager, quando AB entrou pela última vez numa Igreja. Era também favorável á existência de grandes zonas de sexo livre, do tipo Red Light District, mas do tamanho de Las Vegas. Não tinha qualquer filiação em qualquer Igreja. Ora tudo isto não enquadra no género de fundamentalismo cristão, do tipo evangélico ou de outro qualquer, que é constituído por pessoas com uma ligação forte e pessoal à Igreja e a Cristo, que organizam grupos de culto onde se reza colectivamente. Nada disto AB adoptava. Por outro lado, nenhuma estrutura do Cristianismo o apoiava, ao contrário do que acontece, por exemplo, com os apoios declarados do clero Wabbita da Arábia Saudita ao terrorismo islâmico. Isto só para dar um exemplo.

Desde o 11 de Setembro, ocorreram mais de 17000 ataques jihadistas, cujas principais vítimas são árabes, africanos, indianos, tailandeses, etc. O racismo por um lado, e a dhimmitude por outro, são suficientemente fortes nas nossas elites, para ignorarem as vítimas que diariamenteo islão provoca no Médio-Oriente, em África, na Ásia. Só para dar um exemplo, uma ministra somali foi raptada na 5ª Feira passada pelas milícias islâmicas e nada aconteceu ou se disse. Os cristãos Coptas são há muito perseguidos, descriminados e mortos pela maioria muçulmanos. Na Europa, os dhimmis, chamam-lhe conflitos religiosos e ponto final.

O assassino de Oslo é tão fundamentalista cristão como eu sou astronauta.

(link)

Manifesto de Breivik: cerca de 11 mil “traidores” portugueses deveriam morrer

por A-24, em 27.07.11
“Se conseguirmos estabelecer um laboratório na Europa e se conseguirmos o equipamento adequado, seremos capazes de lançar uma campanha de ataque decisivo. Esta operação irá envolver pelo menos 21 indivíduos (dependendo de já termos ou não a quantidade necessária de antraz) e irá requerer uma lista completa dos traidores de categoria A e B (na categoria A estariam líderes políticos e jornalistas influentes e na categoria B estariam políticos e deputados apoiantes do multiculturalismo). Para levar a cabo a tarefa, Breivik estimava que seriam precisos “entre um a dois gramas de antraz por pessoa”, que seriam expostas a esta substância letal através de cartas.

No extenso documento, Portugal (identificado como tendo uma população muçulmana variando entre os 5 e os 7 por cento) é assinalado globalmente como um país de “prioridade moderada” nos ataques anti-islâmicos, ao contrário de países como França e Alemanha, que são classificados como tendo prioridade “muito alta”.
O autor indicava anteriormente, numa tabela, a percentagem de população muçulmana existente em Portugal em 2009 (2% - 3%) e projectava a sua evolução para os anos 2030 (8%), 2050 (16%) e 2070 (32%).
Às tantas o autor refere-se a Durão Barroso. Quando se propõe a enumerar dez razões para o fim da União Europeia acaba, num dos pontos, a criticar o ex-primeiro-ministro dinamarquês Anders Fogh Rasmussen, que escolheu ser secretário-geral da NATO em vez de continuar no seu posto. E depois acrescenta: “Uma coisa semelhante aconteceu em Portugal, onde o primeiro-ministro [Durão Barroso] respondeu aos apelos dos líderes da Alemanha e da França e não ao seu próprio eleitorado”.
Mais à frente, Durão Barroso é nomeado directamente, numa passagem da autoria de um Fjordman. “Em Maio de 2008, o Presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, disse que o Islão faz parte da Europa e condenou o conceito de choque de civilizações. ‘O Islão faz parte da Europa. É importante percebermos isto. Não devemos ver o Islão como algo de fora da Europa. Já temos uma importante presença do Islão e de muçulmanos entre os nossos cidadãos’, disse Barroso numa conferência de imprensa. (...) Eu acho isto especialmente triste uma vez que Barroso, antes de se tornar no líder não eleito da UE, era primeiro-ministro de Portugal, um país que esteve durante séculos sob o jugo islâmico. Será que os Portugueses sentem a falta do seu estatuto de dhimmis [pessoas não-muçulmanas que vivem num país governado pela lei islâmica]?”
Adiante, o autor elabora uma tabela em que indica, por país, o grau de doutrinação a que estão sujeitos os seus cidadãos em termos de multiculturalismo. Eslováquia e Eslovénia estão no topo desta tabela que vai de 1 a 90. Portugal aparece mais ou menos a meio, com 40.
Numa parte consagrada à identificação dos partidos políticos dos diferentes países que apoiam o multiculturalismo, o autor refere as seguintes formações portuguesas que apoiarão os “marxistas culturais, os humanistas suicidas e os capitalistas globalizados”: Partido Socialista, Partido Social-Democrata, Partido Comunista Português, Bloco de Esquerda e Partido Ecologista "Os Verdes". Todos estes partidos estão correctamente identificados com os nomes em Português e respectiva tradução para inglês.

Mais à frente o autor enumera também os partidos portugueses nacionalistas ou “contra-imigração”: Centro Democrático e Social - Partido Popular (identificado como “moderado”), Partido Nacional Renovador, Frente Nacional (identificado como micro-partido radical), Partido Popular Monárquico e Partido da Nova Democracia.
No cenário hipotético de guerra civil e de choque civilizacional que Breivik traça para o futuro - e que teria fim em 2083 (daí o título do manifesto: "2083 - A European Declaration of Independence") - o autor enumera ainda algumas instalações vitais em Portugal, como as refinarias do Porto e de Sines, ambas assinaladas como pertencentes à Galp Energia e identificadas pela produção diária de barris de crude. É igualmente assinalado neste contexto o reactor de pesquisa pertencente ao Instituto Tecnológico e Nuclear.

26 de Junho de 2011, o dia em que o River Plate desceu de Divisão

por A-24, em 26.07.11
O que têm em comum Milan, Juventus, Manchester United, Liverpool, Atlético Madrid e agora River Plate? São clubes históricos que desceram à II Divisão. Um empate (1-1), em Buenos Aires, com o Belgrano foi insuficiente para evitar a despromoção.
Foi o final de tarde mais dramático da história do River Plate. Com o Estádio Monumental esgotado, os seus adeptos assistiram ao que nunca tinham visto na vida: em 110 anos de história, o seu clube desceu à II Divisão.
O empate com o Belgrano foi insuficiente para o River, que no primeiro jogo perdeu por 2-0 em Córdoba. Agora, marcou primeiro, logo no início (5 minutos), mas o Belgrano empatou no segundo tempo. E Pavone, herói ao apontar o golo dos “milionários”, foi vilão ao falhar um penálti no segundo tempo.
Houve uma troca de posições: o River, clube com mais títulos na Argentina (34 campeonatos contra 29 do Boca) desceu de Divisão e o Belgrano tomou o seu lugar.O jogo terminou mais cedo, já que alguns adeptos invadiram o relvado e o árbitro interrompeu a partida quando faltavam dois minutos para o final. Mas não chegou a reatar o encontro. Os jogadores do River saíram protegidos por um cordão de segurança policial.As últimas três temporadas, as que contam na Argentina para calcular as médias daqueles que descem, condenaram o River a um “play-off” com o Belgrano de Córdoba, que terminou em quarto lugar na II Divisão.Restam agora Boca Juniors e Independiente, os únicos que nunca desceram de Divisão na Argentina.

Uruguai vence o Paraguai e ganha a Copa América

por A-24, em 25.07.11

Depois do quarto lugar no Mundial da África do Sul, a selecção “celeste” derrotou os paraguaios no jogo decisivo da Copa América por 3-0, com golos de Forlán e Suárez. Os uruguaios confirmaram o favoritismo, assumiram o controlo do jogo desde os minutos iniciais e colocaram-se em vantagem aos 11 minutos, com um golo de Luis Suárez, avançado do Liverpool.O segundo golo surgiu perto do intervalo: aos 41’, Arévalo Rios roubou a bola a Ortigoza e assistiu Diego Forlán, que fez o 2-0. 
Nos últimos 45 minutos, os uruguaios controlaram a partida perante um Paraguai que mostrou poucos argumentos e no último minuto, após assistência de Suárez, Forlán fez o 3-0 final. O benfiquista Maxi Pereira actuou os 90 minutos e o portista Álvaro Pereira saiu aos 63 minutos. Cristían Rodríguez ficou no banco de suplentes. Este foi o 15.º título do Uruguai na prova. Desta forma, a selecção uruguaia torna-se na equipa com mais vitórias na competição.

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